Massapê, terra barrenta, centenária e prodígio. As serras dão canto à magnitude de sua relevância. Notadamente, bem como faço alusão aos benfeitores da cidade, ainda antes de seu parto, a terra fértil migra ao progresso.
Já na conjuntura histórica, fez-se referência por Barão de Studart, Antônio Bezerra, Tomaz Pompeu, Joaquim Catunda, João Brígido, Álvaro Gurgel de Alencar, dentre outros antigos historiadores que projetaram dignamente os tocantes de Massapê para além das glebas
nacionais. Bem como transitaram, em tempos remotos, renomados escritores como Simões Lopes e Humberto de Campos.
Em outrora vertente, Massapê era terra de Curral Velho, atual Santana do Acaraú. Passou-se a vila e, nos tempos passantes, tornou-se cidade. Com 127 anos de emancipação política, o município encontra-se ao tempo, firmada entre os tempos passados
e a modernidade. Da simples agricultura com a qual o nordestino tirava sustento, a cidade ergueu-se em grandes prédios, casas, fábricas e palacetes. O município projeta-se em larga dimensão a outras cidades vizinhas, que permanecem inertes.
O horizonte vívido das serras contornadas ganha vigor pelo povo massapeense e pelos visitantes que admiram a perfeição a terra dos povos originários, dos portugueses, dos paroaras e da Maria Fumaça que, com a ascensão das linhas ferroviárias, a atividade comercial impulsionou o desenvolvimento da cidade.
Embora a terra de João Arruda, Osvaldo de Aguiar, Osmundo Pontes, Joaquim Mariano de Sousa, Chico da Santa, Amadeu Albuquerque, Arnóbio de Andrade, Wilson Aguiar, Pe. João Batista, dentre tantas outras joias que enobrecem a cronologia histórica da cidade, ainda ecoa nas ruas vívidas de amor, humildade e carinho, o veneno que alimenta a politicagem cultural dos filhos da terra.
Cidade bela, onde ressoa o brilho do embelezamento secular, a voz do povo massapeense, seus cantos, gritos, gargalhadas e súplicas de um povo aguerrido, vitorioso, de corpo e alma, de um lugar nascente de originalidade e permanência. Terra fértil, ou Terra de Serra
Verde, que borbulha as perfeições gêneses de um Criador amoroso pela cidade que emana luz.
Pedro Henrique Mariano Barbosa, escritor, pesquisador, poeta, colunista.

