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domingo, 25 de janeiro de 2026

O Merchandising e as Vitrines Como Estratégias de Venda

O Que Sinaliza Para o Cliente Uma Loja Com Vitrine Mal Produzida? Qual o Principal Objetivo das Ações de Merchandising na Loja? Quais as Principais Estratégias Utilizadas em Lojas de Varejo Para Criar Um Ambiente Confortável ao Cliente?

Palavras-Chave: Vitrine, Exposição, Merchandising, Varejo, Consumidores, Conforto

Em razão da grande concorrência e da boa capacitação dos lojistas de varejo, já não basta apenas expor os produtos é necessário expô-los de maneira adequada e constante, seguindo as técnicas de merchandising.

Uma loja e uma vitrine mal produzidas podem sinalizar um local despreparado para o cliente e, consequentemente, para a venda.

Dessa forma, toda loja deve proporcionar ao seu cliente um ambiente confortável para que a compra seja realizada de forma mais prazerosa.

Assim, merchandising é o esforço feito pela loja para não só oferecer as mercadorias, mas também fazer com que o cliente receba ideias de como elas podem ser utilizadas, que complementos podem agregar, ou seja, o “algo mais”. Em cada segmento do comércio o merchandising tem uma característica própria, relacionada à atividade.

Sendo assim, pode-se afirmar que o merchandising engloba as ações táticas realizadas no Ponto de Venda com o objetivo de expor o produto ou o serviço certo, em quantidade e tempo de exposição adequados, de forma visualmente atrativa, seguindo os critérios de exposição, além de o preço ser adequado e atrativo.

Todos esses elementos adequados e corretos acarretarão, inevitavelmente, o sucesso das vendas, funcionando como a melhor estratégia de merchandising.

Podemos citar, como estratégia de merchandising, o conforto e o prazer da experiência de compra.

1 – ZONA DE TRANSIÇÃO: é o espaço percorrido nos dois primeiros passos dados ao entrar na loja. Nesse trajeto, os clientes precisam diminuir o ritmo de sua caminhada, pois observarão somente os produtos expostos no lado direito da loja e ao fundo.

Algumas Estratégias Para Criar Um Ambiente Confortável ao Cliente

DICA: Crie estratégias para que esse ritmo diminua, e os clientes observem os produtos expostos logo na entrada da loja.

2 – MÃOS LIVRES: Quanto mais livre estiver a mão do seu cliente, mais produtos ele escolherá. Balcões confortáveis e em número suficiente, caixas numeradas ou coloridas, cestas para acomodar as mercadorias localizadas em locais visíveis ou até mesmo um funcionário que se disponha a ajudá-lo.

3 – IMPROVISAÇÕES: O assento é o tipo de improvisação mais comum em uma loja. Ele é fundamental para atender às pessoas que fazem compras em grupos (casais, filhos etc.), que exigem mais tempo para o cliente decidir. Posicione-os em locais de fácil acesso.

DICA: Improvise assentos para acomodar os acompanhantes de seus clientes.

4 – TEMPERATURA: Para que seu cliente se sinta confortável, a temperatura do ambiente deve ser agradável. Precisa, também, propiciar o bem-estar de seus funcionários para que atendam o cliente da melhor maneira possível. Assim, ele tenderá a permanecer mais tempo em sua loja.

DICA: Mantenha os condicionadores de ar em perfeito estado de funcionamento efetuando manutenções periódicas. Assim, evitará que ocorram falhas inesperadas capazes de espantar os clientes de sua loja.

5 – SINALIZAÇÃO: O objetivo da sinalização é direcionar o cliente pela loja e informá-lo sobre produtos, promoções, setores e preços. Sua principal função é causar impacto, transmitindo a mensagem com um mínimo de palavras e imagens. Por isso, deve ser clara e lógica (com início, meio e fim) e informar o que o produto pode fazer, quando e como.

DICA: Em períodos de liquidações ou ofertas, não deixe de utilizar placas promocionais com apelo de cores e avisos de ofertas, principalmente na fachada do estabelecimento para que o cliente tenha conhecimento da existência de promoção antes mesmo de adentrar a loja.

Todas as estratégias de merchandising apresentadas acima visam atrair as pessoas que frequentarão a sua loja e oferecer conforto a elas, o que certamente acarretará um incremento nas vendas.

Ampliando o Conceito de Vitrine

A exposição adequada dos produtos na loja deve ser capaz de encantar o cliente e criar o desejo pelas mercadorias expostas, estimulando sua decisão da compra. Pela maneira como os produtos são expostos, podemos identificar suas características e aplicações principais e a qual público consumidor estão destinados.

Porém, é necessário entender os motivos pelos quais os clientes são levados a comprar e os estímulos causados por uma boa vitrine. Assim, a decisão da compra pelo cliente pode acontecer de duas (2) maneiras:

1) Quando o cliente planeja a compra (compra planejada): Nesse caso, a compra é realizada pela necessidade do produto, e o cliente já definiu o que será comprado.

Um exemplo desse tipo de compra é quando o cliente utiliza listas de compras em supermercado, listas de presentes de Natal etc.

2) Quando o cliente não planeja a compra e, mesmo assim, ela se concretiza (Compra impulsiva): Isso se deve ao impulso que o cliente recebe mediante alguns estímulos, que podem ser: afetivos, financeiros, sociais e criados.

Os estímulos afetivos são ocasionados por emoção e afeto. Nesses casos, o cliente gosta do produto, cria relação de afeto ou pensa no afeto da pessoa que o ganhará.

Os estímulos financeiros são causados pelo valor do produto. Nesse caso, o produto possui um valor atrativo a ponto de o cliente realizar sua compra mesmo sem ter tido essa intenção.

Os estímulos sociais se originam da necessidade de se adequar a determinado grupo social. Aqui, a pessoa deseja o produto apenas para poder fazer parte de um grupo social. Por exemplo: máquina fotográfica digital, celular que tira foto, DVD etc.

Os estímulos criados são definidos pela necessidade de ter o produto, mesmo que o cliente não precise dele. Por exemplo: “eu não preciso de mais um batom”, “eu não preciso de mais uma calça jeans”, “eu não preciso de um carro novo”, mas o cliente compra, pois ele “cria” essas necessidades.

Podemos notar que diversos estímulos existem no momento da decisão da compra pelo cliente, sendo importante salientar que a maioria dos consumidores entra no Ponto de Venda sem planejar a compra, ou seja, não planeja nem o produto a ser comprado nem a marca. Dessa forma, a compra se realiza por meio do impulso ou da necessidade criada no próprio Ponto de Venda.

Portanto, como a maioria das vendas acontece por impulso, a vitrine tem papel fundamental no visual da loja, pois é a partir dela e dos estímulos que ela oferece que o cliente conhecerá os produtos e será atraído para a compra.

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Julio Cesar S Santos
Professor JULIOhttps://profigestaoblog.wordpress.com/
Professor, Jornalista e Palestrante. Articulista de importantes Jornais no RJ, autor de vários livros sobre Estratégias de Marketing, Promoção, Merchandising, Recursos Humanos, Qualidade no Atendimento ao Cliente e Liderança. Por mais de 30 anos treinou equipes de Atendentes, Supervisores e Gerentes de Vendas, Marketing e Administração em empresas multinacionais de bens de consumo e de serviços. Elaborou o curso de Pós-Graduação em “Gestão Empresarial” e atualmente é Diretor Acadêmico do Polo Educacional do Méier e da Associação Brasileira de Jornalismo e Comunicação (ABRICOM). Mestre em Gestão Empresarial, especialista em Marketing Estratégico

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