I
Como um cão,
Morreu quem na vida
Nunca foi homem.
II
Noite sem lua
Num dia de plenilúnio olhos
Sem brilho ilumina.
III
A curiosidade impele antes que surja o desejo.
IV
Beijos sem cor na noite escura.
De mortos amores serão ecos vazios.
V
Uivando o vento,
Levita as folhas além da janela.
De um derradeiro
Adeus serão terna memória.
VI
Ele veio. Disse-me coisas lindas, e partiu sem dizer adeus.
Autoria:

Ariel Von Ocker é escritora, psicanalista, poliglota e acadêmica de Letras e História. Também já trabalhou no teatro como dramaturga e atriz. Autora com cinco livros publicados, atua desenvolvendo pesquisas na área da psicanálise, literatura sob perspectivas historiográficas e estudos de gênero.
Atualmente se dedica também às artes plásticas através da iniciativa Projeto Simbiose, no qual atua no núcleo de direção em parceria com Michelle Diehl e Cristina Soares, além de ser editora-chefe da Revista Ikebana.
Contato: @ariel_von_ocker
Muito bom, parabéns.
Ótima poesia, parabéns.