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São Paulo
domingo, 17 de outubro de 2021

Odor do Sereno

Não é a toa que o orvalho,
tenha o nome: Sereno.
Desliza calmo no galho,
o borrifo de água pequeno.

Seu frescor de chuvisco
contradiz com o relento.
O frio entoa um risco,
ou precipita em alento.

Inspira como lágrima,
enigmática pela noite.
Gota a mercê do clima
livre, até o calor a açoite.

Fluído andarilho!
Com o raiar do Sol, 
evapora cristalino.
Zarpa para o limbo,
deixa o odor do gesto Divino.
↠ Amaro Flecha ↞http://www.clickinview.cf/
Entusiasta pelas palavras e artes digitais. C o l u n a • P o é t i c a ❃ Livro: Rimas de Um Cromo Só ❃

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