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Poema

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Ave Rara escava a palavra: o Corpo, a Voz e o Abismo na poesia de Helena Arruda
Colunas

Ave Rara escava a palavra: o Corpo, a Voz e o Abismo na poesia de Helena Arruda

Helena Arruda é mais do que uma poeta — é uma arqueóloga da palavra, uma guerreira das letras, que resgata vozes silenciadas, sobretudo, femininas, para reescrever uma história marcada pelo silêncio e pela opressão. Nascida em Petrópolis, RJ, em 1965, e radicada em Areal, RJ desde 1996, é doutora em Letras Vernáculas/ Literatura Brasileira pela […]

Figurante nesta trama apaixonada
Literatura

Figurante nesta trama apaixonada

Eu espero o que nunca vai chegar.Faço planos que alguém nunca vai notar.Eu fico aqui parado, sem saber para onde ir.Sou amigo, mas queria ser mais.Já tentei me afastar, mas volto em um dia.Ela me chama e bagunça minha poesia. E a vida vai passando igual novela.Mas não sou vilão, nem galã do final.Meu papel […]

Saudade
Literatura

Saudade

Ainda te vejo, mesmo sem te ver.Vejo-te na rua ao entardecer.No reflexo de alguém no vidro do metrô.Ainda te ouço na canção apaixonada. Parti calado, porque amar sozinho doía em mim.Bloqueei você da tela, mas nunca da alma, que insiste em lembrar.Anos passaram, e ainda espero,No acaso do mundo, um encontro sincero.Não para reviver o […]

Além desta vida
Literatura

Além desta vida

Há um jardim chamado imaginação Nele pode-se tudo: Viver-se eternamente, Ter como companhia anjos e a salvação Neste espaço, não há guerras: somente irmãos Um jardim de paz, onde prevalece só boas emoções Não há fome, nem miséria Não há egoísmo, nem cinismo, nem ambição Todos se respeitam E lá a morte não entra Só […]

Doce onda
Literatura

Doce onda

Hoje passei pela praia e ao vê-la constateiQue sua imensidão era tão bela que não me contive… Chorei com o sorriso largo nos lábiosDemonstrando toda felicidadeQue transbordava meu ser. As ondas suaves encontravam a areiaConfluindo um casal perfeito. Meus olhos correram rapidamente ao horizonteNotaram a suave formação doceMarolando uma após outraTentando alcançar primeiro a alva […]

Escritor Cassiano Santos Cabral é premiado com Troféu Fernando Pessoa
Contos

Escritor Cassiano Santos Cabral é premiado com Troféu Fernando Pessoa

No próximo dia 4 de maio, em jantar de gala, o escritor Cassiano Santos Cabral receberá, pela Editora Mágico de Oz, o troféu Fernando Pessoa em reconhecimento a sua trajetória literária e obras publicadas. O evento, que terá início às 20h, acontecerá no Hotel Master Class Cosmopolitan, bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS). […]

Labirinto do medo
Poema

Labirinto do medo

O medo dá frioFaz nossa pele enrijecerEm nossa alma dá calafrioE consome completamente nosso ser Nos faz destoar dos demaisArranca calafrios esquisitosSempre nos deixa com o pé atrásE nosso corpo comprimido Gela nossa almaFraqueja nossas pernasExpulsa nossa calmaE nos aloja em cavernas Descompassa nosso coraçãoSeca nossa bocaConstrói uma ponte para a solidãoE mata como uma […]

Guardo em mim…
Literatura

Guardo em mim…

Guardo comigo O beijo teu que ainda não tive Os lugares do teu corpo Por onde eu nunca  estive O poema que você escreveu E nunca me deu As promessas que você nunca prometeu  Guardo em mim O suor do teu corpo na minha cama Onde você nunca esteve Eu guardo em mim O gosto […]

Você
Literatura

Você

Quando eu vejo vocêEntrar no Airbus A340Da IberiaBarcelona – São PauloVia MadriDe tênis Reebok e jeansCom essa pele levemente morenaCom essa boca quase obscenaE com esse olhar de felinaEu quase peço uma aspirina… Autor: Heriberto Noppeney

Mais um minuto
Literatura

Mais um minuto

os espíritos festejamas almas embebedam-seo exteriorcarne e pelos os olhares enroscam-seprendem-se na carnemas você sabe, né?Sempre foi acima da média essa pseudovisãoos olhos que eles pensam teruma mentira, simpatia mas cá estamosmais um diaa carne apodreceuos pelos embranquecerame a ressaca da almaela te cegou nada maisse completaa racionalidademorreu Autor: Raul Rezio

O golpe chamado amor
Literatura

O golpe chamado amor

Senti um golpe extremo quando te vi nos braços de outro.Fiquei triste, ausente e chateado; tenteisumir, me embebedar, me matar e me esvaziar. Senti pena de mim, pois os dias se passaram e a vida começou a não ter mais sentido. Surtei, gritei, escutei Gita, fumei um charuto e as paredes do meu quarto continuavam […]