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Governança de dados redefine eficiência operacional e acelera inovação no mercado de seguros

Por Juliana Tancler·
Governança de dados redefine eficiência operacional e acelera inovação no mercado de seguros

O mercado de seguros atravessa uma transformação acelerada, impulsionada pela demanda por jornadas mais fluidas, seguras e personalizadas. Nesse cenário, tecnologias como a Inteligência Artificial (IA), modernização de sistemas legados e novos modelos de distribuição vêm ganhando espaço e ampliando a necessidade de estruturas de dados mais maduras e conectadas.

Ao mesmo tempo em que a IA Generativa e os agentes autônomos despertam interesse crescente nas organizações, empresas do setor enfrentam o desafio comum de garantir que a evolução tecnológica esteja sustentada por bases sólidas de dados. Sem processos estruturados de analytics, engenharia e governança, o potencial dessas tecnologias encontra limitações relacionadas à eficiência, segurança e escalabilidade.

O tema foi pauta da discussão promovida pela Softtek durante um evento recente em São Paulo, que reuniu importantes nomes do mercado segurador.

Dados como base da transformação

Esse movimento tem levado seguradoras e empresas do ecossistema a repensarem suas arquiteturas tecnológicas, buscando transformar ambientes complexos em estruturas mais ágeis, integradas e preparadas para inovação contínua.

Para Adriano Candido, Vice-Presidente de Negócios em segmentos estratégicos da Softtek, o avanço do setor depende de uma combinação equilibrada entre velocidade e segurança. “Mais do que incorporar novas tecnologias, o diferencial está em construir uma base capaz de conectar sistemas, processos e dados para gerar valor contínuo para o negócio”, afirma.

Na prática, a experiência das empresas mostra que a modernização de sistemas legados já vem sendo acelerada pelo próprio avanço tecnológico. Ainda assim, a estruturação e a proteção das informações seguem como prioridades para evitar riscos e ampliar o aproveitamento dos dados corporativos.

Miguel Brito, Superintendente Executivo de TI da Tokio Marine Seguradora, destaca que a maturidade dos dados é um elemento decisivo para o avanço da IA nas empresas. “Modernizar o ambiente tecnológico vai além de acelerar sistemas. O desafio está em garantir que as informações estejam organizadas e protegidas para transformar dados em decisões mais ágeis e eficientes”, destaca.

Novos modelos exigem integração

Além da infraestrutura tecnológica, a evolução do setor também tem impactado a forma como os seguros chegam aos consumidores. O conceito de Embedded Insurance (Seguro Embutido) aparece como uma das principais tendências para ampliar a distribuição de produtos, exigindo ecossistemas cada vez mais integrados e capazes de gerar ganhos contínuos de eficiência.

Pessoas e tecnologia no mesmo ecossistema

As discussões também reforçaram que a transformação digital vai além da tecnologia. À medida que agentes inteligentes passam a integrar as operações, cresce a necessidade de repensar modelos de liderança e a interação entre pessoas e sistemas automatizados.

Para Emiliano Dato, Vice-Presidente Global de Operações para o Setor de Saúde e Seguros da Softtek, a adoção da IA exige aprendizado contínuo. “O foco agora está em compreender como pessoas e agentes atuarão juntos. Experimentar, medir resultados e adaptar rapidamente os modelos será cada vez mais importante para as organizações”, conclui.

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