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América Latina emerge como polo estratégico do Open Finance global, aponta relatório da Sensedia

Por Juliana Tancler·
América Latina emerge como polo estratégico do Open Finance global, aponta relatório da Sensedia

O Open Finance deixou de ser uma tendência emergente para se consolidar como uma transformação estrutural do sistema financeiro global. É o que aponta o relatório Estado do Open Finance Brasil & Mundo 2026, elaborado pela multinacional de tecnologia Sensedia, em colaboração com o portal Let’s Money. O estudo mostra que mais de 78 países já adotaram regulações, consolidando o modelo como política pública voltada à ampliação da concorrência, inovação e inclusão financeira.

A América Latina aparece como uma das regiões mais dinâmicas desse movimento, com avanço regulatório de países como Chile, Colômbia e México, além do Brasil, que segue como principal referência na implementação do Open Finance. O país ultrapassou 128 milhões de consentimentos ativos em dezembro de 2025 e consolidou-se como referência global ao combinar regulação consistente, infraestrutura tecnológica robusta e casos concretos de uso.

Esse avanço reforça o amadurecimento regional das finanças abertas e a evolução de novos modelos financeiros baseados em interoperabilidade, iniciação de pagamentos e hiper personalização de serviços. “O Open Finance já não é um conceito limitado ao cumprimento regulatório. Está redefinindo o setor financeiro e criando novas oportunidades de negócio, eficiência e inclusão”, afirma Jose Gómez Amador, Regional Business Manager da Sensedia.

Países que entram em nova etapa do Open Finance

Entre os mercados latino-americanos em maior aceleração estão Chile e Colômbia, que avançam na consolidação de seus modelos regulatórios de Open Finance, enquanto o México vive um cenário mais híbrido. Embora tenha sido pioneiro ao introduzir a Lei Fintech em 2018, o país mexicano enfrenta uma desaceleração regulatória nos últimos anos, abrindo espaço para iniciativas privadas lideradas por players como o CECOBAN para impulsionar a interoperabilidade e compartilhamento de dados financeiros. 

No Chile, a Comissão para o Mercado Financeiro (CMF) publicou em 1º de junho de 2026 uma nova regulamentação que define os principais requisitos técnicos, operacionais e de segurança do Sistema de Finanças Abertas, incluindo interoperabilidade, APIs, gestão de consentimentos, iniciação de pagamentos e certificações. O avanço traz maior segurança regulatória para um mercado que já conta com legislação específica e um cronograma oficial de implementação do Open Finance entre 2027 e 2029.

Na Colômbia, a publicação do Decreto 0368 de 2026 em abril tornou obrigatório o modelo de Open Finance, exigindo que instituições financeiras compartilhem dados autorizados pelos clientes por meio de APIs padronizadas. A regulamentação posiciona o país entre os mercados que mais aceleram a adoção do modelo na América Latina e inicia uma corrida para que bancos, fintechs e demais instituições adaptem sua infraestrutura tecnológica, capacidades de interoperabilidade, autenticação, segurança e gestão de consentimento.

Soluções para as Finanças Abertas

Acompanhando esse movimento, a Sensedia ampliou sua atuação nos mercados latino-americanos, com soluções dedicadas de Open Finance voltadas às necessidades regulatórias locais. No Chile, por exemplo, após colaborar com a CMF na construção da base tecnológica e do diretório central de participantes do país, a empresa avança agora na comercialização de uma arquitetura SaaS pré-configurada para acelerar a implementação das instituições financeiras.

Para Jose Gómez, as instituições financeiras precisam de modelos de implementação que permitam escalar o Open Finance de forma gradual, com maior previsibilidade de investimento e menor complexidade operacional.

“Com a Sensedia, as instituições contam com uma solução escalável que permite gerenciar melhor seus investimentos e compreender com mais clareza o potencial de retorno, sem necessidade de grandes desembolsos iniciais para habilitação. O objetivo é acelerar a adoção do modelo e, ao mesmo tempo, viabilizar novos casos de uso e oportunidades de negócio”, afirma Jose Gómez.

A solução utiliza servidor de autorização FAPI 2.0, padrão exigido pelas especificações técnicas da CMF, e busca reduzir a complexidade operacional das instituições ao mesmo tempo em que habilita novas jornadas financeiras digitais, como iniciação de pagamentos, experiências sem fricção e ofertas hiper personalizadas.

Como parte de sua estratégia para impulsionar o Open Finance no Chile, a Sensedia firmou uma parceria com a consultoria global de tecnologia Stefanini Group, focada em acelerar a integração e preparação regulatória das instituições financeiras diante do novo ecossistema financeiro aberto. A solução já está em fase piloto com um importante banco internacional em operação no Chile, que participa das primeiras validações de jornadas e testes de conectividade junto à CMF.

Na Colômbia, a Sensedia acompanha as instituições combinando tecnologia e consultoria estratégica, com soluções de API Management, motores de consentimento, Developer Portal e serviços de assessment de maturidade tecnológica e de negócios. O portfólio inclui capacidades necessárias para exposição e consumo de APIs em conformidade com a regulação, além de avaliações voltadas à maturidade tecnológica e operacional das instituições. 

Segundo João Ricardo de Almeida, Head de Open Finance LATAM da Sensedia, os mercados chileno e colombiano vivem um momento importante de transição entre adequação regulatória e geração de valor para o usuário final. 

“As instituições financeiras precisam equilibrar compliance, eficiência operacional e inovação. As finanças abertas entram justamente como habilitadoras dessa transformação, permitindo experiências mais fluidas, maior competitividade e novas experiências financeiras para consumidores e empresas”, afirma.

Para acessar o relatório completo, acesse: https://www.sensedia.com.es/report/open-finance

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