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A economia da longevidade não é nicho. É o novo centro do mercado

Por Gero.Health·

A economia da longevidade não é nicho. É o novo centro do mercado

Durante muito tempo, o mercado tratou o envelhecimento como pauta lateral. Um assunto para saúde, previdência, assistência social ou campanhas com tom condescendente. Como se pessoas maduras fossem apenas um público a ser cuidado, e não uma força econômica capaz de reorganizar consumo, trabalho, moradia, turismo, tecnologia, educação e serviços.

Esse erro está ficando caro.

Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Brasil já tinha 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, crescimento de 56% em relação a 2010. As projeções do próprio IBGE indicam que, em 2070, o país poderá ter 75,3 milhões de pessoas nessa faixa etária, o equivalente a 37,8% da população.

Ou seja, não estamos falando de uma minoria invisível. Estamos falando de uma das maiores forças de transformação econômica do século.

A consultoria Data8 estima que a economia prateada no Brasil já movimente R$ 1,8 trilhão e possa chegar a R$ 3,8 trilhões em 2044, representando 35% do consumo nacional. Em 2024, esse público já respondia por 24% do consumo privado dos domicílios brasileiros.

Não é tendência simpática. É mercado.

E mercado com renda, desejo, repertório, influência e poder de decisão.

A pessoa madura não compra apenas remédio. Compra viagem, tecnologia, beleza, educação, casa, cuidado, experiência, autonomia e pertencimento. Ela influencia filhos, netos, empresas, comunidades e decisões familiares. Também empreende. Segundo dados divulgados pela Agência Brasil, o país já soma 4,5 milhões de empreendedores da economia prateada.

No livro Diversa idade, que escrevi com Tati Gracia, defendemos que a nova dinâmica demográfica exige uma pergunta incômoda: o que muda quando várias gerações passam a conviver, consumir, trabalhar, cuidar e envelhecer juntas?

Muda tudo.

O problema é que muitas marcas ainda enxergam idade como perda, quando deveriam enxergar longevidade como expansão. Continuam falando com a juventude como se ela fosse o único sinônimo de futuro, enquanto milhões de pessoas maduras seguem comprando, decidindo, viajando, liderando, aprendendo e reinventando a própria vida.

A empresa que compreender isso antes vai sair na frente.

A que continuar tratando maturidade como nicho vai descobrir tarde que o futuro chegou usando óculos progressivos, cartão de crédito, repertório e vontade de viver mais e melhor.

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Willians Fiori

Especialista em Mercado de Longevidade desde 2003

Professor Pós-Graduação em Geriatria, Gerontologia e Mercados — Hospital Israelita Albert Einstein

Professor Convidado: FIA, UFRJ, PUC-SP e INSPER, FAAP

Autor dos Livros: Diversa-Idade, Brasil 2060,O cérebro que podemos proteger

Citado no livro Longevity Hub do MIT (Massachusetts Institute of Technology) como principal especialista brasileiro no tema

Premiado pela ONU Latin America e detentor do Selo Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo

Premiado pelo Premio Bstory Longevidade
Membro do conselho Europeu de Silver Economy

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