Inteligência Artificial e Análise Preditiva elevam eficiência operacional em 35% e reduzem evasão no ensino superior

A evasão no Ensino a Distância (EAD) na rede privada atingiu o patamar crítico de 64,1%, segundo o Mapa do Ensino Superior 2025 do Semesp. Para as Instituições de Ensino Superior (IES), o desafio não é apenas atrair novos alunos, mas garantir a sustentabilidade financeira por meio da retenção. Nesse cenário, o uso de estratégias baseadas em Inteligência Artificial (IA) e Análise Preditiva surge como um dos principais aliados da gestão, com potencial para elevar a eficiência operacional em até 35% ao otimizar processos e mitigar riscos de abandono.

Visão unificada para antecipar o desengajamento

O grande benefício do uso da IA no setor educacional está na capacidade de antecipar problemas antes que eles se tornem irreversíveis. Ao integrar dados acadêmicos, financeiros e comportamentais, as instituições deixam de atuar de forma puramente reativa e passam a tomar decisões orientadas por dados.

Segundo Marcos Brum, Vice-presidente de Negócios e Tecnologia da Softtek Brasil, a tecnologia permite atacar a raiz da evasão ao oferecer uma visão consolidada do aluno. “O diferencial está em transformar dados dispersos em inteligência acionável. A partir dessa base, é possível criar e treinar modelos preditivos sob medida, capazes de identificar padrões de risco de forma precoce e orientar ações personalizadas, um desafio crítico para grupos que operam com centenas de milhares de alunos”, explica o executivo.

Essa abordagem permite que as IES desenvolvam modelos analíticos alinhados à sua realidade operacional e ao perfil dos seus estudantes, sinalizando indícios de desengajamento ou riscos de inadimplência muito antes de um pedido formal de trancamento de matrícula. Com isso, a intervenção humana ocorre no momento certo, de forma mais precisa e eficiente.

Automação estratégica: tecnologia a serviço do acolhimento

Além da retenção, a modernização tecnológica gera ganhos diretos de produtividade para as equipes. A automação de tarefas repetitivas no ciclo de TI e nos processos acadêmicos, como classificação de chamados, tratamento de incidentes e monitoramento de sistemas,  reduz significativamente o esforço operacional.

Mais do que economia de recursos, o principal benefício é a liberação de capital humano. Com a plataforma FRIDA, por exemplo, a Softtek assume a carga operacional e burocrática, permitindo que equipes docentes e administrativas foquem no que a tecnologia ainda não substitui: o acolhimento pedagógico e o acompanhamento próximo da jornada do estudante.

Modernização progressiva e o futuro com GenAI

Para garantir que a adoção dessas tecnologias não impacte períodos críticos, como os ciclos de matrícula, a recomendação é uma modernização progressiva. A criação de camadas de integração entre sistemas legados e novas plataformas assegura estabilidade operacional enquanto a instituição avança em direção a uma arquitetura cloud-first.

“A tendência é que a tecnologia assuma um papel cada vez mais central na experiência acadêmica. Com o avanço da Inteligência Artificial Generativa (GenAI) e das operações orientadas à nuvem, o foco das instituições será cada vez mais data-driven, garantindo que a escala do ensino superior brasileiro não comprometa a proximidade e a personalização essenciais para o sucesso do aluno”, conclui Brum.

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