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Tensões no Oriente Médio, e seus efeitos Marrocos, Brasil

Por edicao·
Tensões no Oriente Médio, e seus efeitos Marrocos, Brasil

A escalada do conflito entre o Irã, de um lado, e os EUA e Israel, de outro, desde sábado passado, 28 de fevereiro 2026, aprofunda crises entre muitos países, além de pressão sobre  consumidores e pendentes do Petróleo, como Marrocos em particular, e Brasil, aguardando o destino dos carregamentos de petróleo passar pelo  Estreito de Ormuz, ameaçado pelo fogo de aviões de guerra, de artérias e mísseis de partes cruzadas neste conflito existencial, antecipando impactos potenciais sobre o nível dos preços globais de matérias-primas e alimentos.

Este conflito vai se prolongar, dado o fechamento desta via navegável vital, do aumento de preços globais da energia, de custos de transporte e, indiretamente, de matérias-primas e alimentos importados, em consequência da guerra na Ucrânia e agora Irã.

 Tal região do Estreito de Ormuz, ponto estratégico e preocupante, devido à decisão deste fechamento, provocando um estado de incerteza, de ameaças múltiplas de partes de  Hezbollah e os radicais dos  houtéis ligados ao Irã, entre outros, objeto da situação dificil aberta sobre o desconhecido, e até a segunda ordem.

 Para as companhias de navegação internacionais, a maioria já começou a tomar medidas preventivas em função dessas rotas marítimas, suspendendo suas operações, remessas e produtos, em consequência dessa hidrovia estratégica, efeitos negativos em relação a qualquer  paralisação, temporariamente, do tráfego marítimo.

Qualquer fechamento só pode ter  graves repercussões econômicas, levando assim ao aumento do custo de suprimentos e matérias-primas, dos custos de transporte marítimo internacional, de importação dos países com economias frágeis, motivo de pressão socioeconômica.

Em relação ao impacto no Marrocos, ligado entre outros países mais afetados, cujas repercussões da guerra na Ucrânia e agora, lidando com novos riscos de explosão, podendo  prejudicar os esforços de recuperação econômica empreendida, da balança comercial, do poder de compra sob sérios e onerosos desafios.

As estimativas atuais dos estrategistas sobre a guerra parecem ser  contraditórias; uma vez que os Estados Unidos evocam  uma crise relâmpago  de algumas semanas, face a OPEP que insiste  no fornecimento continuar, apesar da escalada dos preços nos mercados internacionais, da situação estar aos níveis catastróficos, aguardando as coisas como vão se desenrolar neste estreito estratégico.

Tais tensões geopolíticas no Oriente Médio, objeto do conflito entre os Estados Unidos e Israel de um lado e o Irã do outro vão sem duvida prejudicar a economia global, uma vez que o Irã por si so produz atualmente cerca de 3,1 milhões de barris de petróleo por dia, enquanto milhões de barris transladem  diariamente pelo  Estreito de Ormuz, motivo de fechamento e  interrupções da produção de produtos e energias, constituem principais motivos de aumento dos preços globais.

Preços do petróleo

Tais preços já registraram um aumento significativo nos últimos dois dias, subindo de US$ 60 para US$ 78 por barril, com a expectativa de que em breve vão alcançar a marca de US$ 100. Isso é devido aos custos de transporte, frete, logística e prêmios de seguros, elevando o custo de muitas empresas de transporte marítimo, em termos de proteção, segurança, e demais contratos de seguro, no intuito de mitigar esses riscos.

 Lembrando do retorno da economia dos países  em desenvolvimento  à estaca zero, abril de 2022, quando os preços do petróleo chegaram ao nivel US$ 120, cuja conta energia do Marrocos naquela época ultrapassou US$ 15 bilhões, um valor sem precedentes, sobrecarregando as finanças públicas, objeto da preocupação que tal situação possa  repetir-se esse cenário, dada a completa dependência do Reino em relação às importações, capazes de suprir suas necessidades energéticas.

 Sendo que o maior desafio do Marrocos e do Brasil, é como enfrentar atualmente a situação, garantir o fornecimento de diesel, gasolina, querosene e gás para o mercado interno nessas circunstâncias difíceis, dado o alto custo da energia inevitavelmente levada a preços mais altos, devido aos preços de outras matérias-primas, como ferro, madeira, cimento e alumínio, podendo mergulhar o país numa nova onda de inflação semelhante à registrada em 2022.

Autor:

Lahcen EL MOUTAQI, Professor Universitário, tradutor, pesquisador sobre assuntos de Mercosul, Brasil e Marrocos

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