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ChatGPT lidera o uso de IA no treinamento corporativo nas empresas, aponta pesquisa

Por edicao·
ChatGPT lidera o uso de IA no treinamento corporativo nas empresas, aponta pesquisa

Pesquisa da Twygo com mais de 270 profissionais revela que 60% das empresas brasileiras já usam IA em T&D

Uma pesquisa realizada pela HRTech, Twygo, com mais de 270 profissionais de RH e Treinamento & Desenvolvimento (T&D), revelou que o ChatGPT é a ferramenta de inteligência artificial mais usada no treinamento corporativo nas empresas brasileiras, com 255 menções. A ferramenta da OpenAI lidera à frente do Gemini, do Google (207 menções), e do Copilot, da Microsoft (145 menções).

O dado foi coletado durante o evento Twygo Connect: IA na Prática, em abril deste ano, e expõe uma tendência consolidada na educação corporativa com IA. De acordo com o levantamento, 60% das empresas brasileiras já utilizam inteligência artificial em seus processos de T&D, seja de forma pontual ou estruturada.

As aplicações mais comuns de IA no treinamento e desenvolvimento incluem a criação de conteúdos de aprendizagem, diagnóstico de necessidades de capacitação, personalização de trilhas de aprendizagem e análise de indicadores de desempenho. 

Uma das explicações para o domínio do ChatGPT no ambiente corporativo é a acessibilidade. Enquanto outras ferramentas de IA para empresas exigem contrato, integração e treinamento específico, ele funciona para tarefas rápidas de criação de conteúdo, sem barreiras de entrada. 

Diante disso, a pesquisa da Twygo ainda indica que o nível de familiaridade dos profissionais com as ferramentas de IA é de 7,25 em uma escala de 0 a 10, o que indica adoção ativa, mas ainda sem domínio pleno.

Os dados também revelam um perfil diversificado de adoção: empresas de médio porte, entre 51 e 1.000 colaboradores, representam mais da metade dos respondentes. Isso confirma que a incorporação de IA no treinamento corporativo não está restrita a grandes corporações.

Além da acessibilidade, outra razão para a popularidade do ChatGPT no ambiente corporativo está ligada ao fato de a ferramenta ter sido adotada primeiro pelas pessoas. Segundo Jackson Rovina, CEO da Twygo, o uso iniciou antes das empresas estruturarem políticas formais para o uso da inteligência artificial. 

“O ChatGPT chegou primeiro ao consumidor, à pessoa física. Os indivíduos começaram a usar a ferramenta antes das corporações e acabaram levando esse uso para dentro das empresas. Isso abriu um desafio importante de governança, porque muitas organizações passaram a lidar com a IA depois que ela já estava presente na rotina dos colaboradores”, afirma.

Privacidade de dados e LGPD: o principal risco da IA nas empresas

O receio sobre privacidade e segurança de dados figura como a terceira maior barreira para a adoção de IA nas empresas, atrás apenas da falta de conhecimento técnico e do custo das soluções. Ao utilizar ferramentas sem contrato empresarial para processar informações internas, as organizações podem se expor a riscos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

As ferramentas de IA oferecem condições contratuais específicas para o uso corporativo, com garantias sobre o tratamento dos dados inseridos, ao contrário das versões gratuitas, que não oferecem essas proteções. 

Checklist de boas práticas 

1. Nunca inserir dados pessoais de colaboradores em ferramentas sem contrato corporativo: 

Nomes, cargos, salários, avaliações de desempenho e qualquer dado que identifique funcionários não devem entrar em plataformas de IA sem que haja um contrato de processamento de dados (DPA) firmado com o fornecedor.

2. Criar uma política interna de uso de IA: 

Definir quais ferramentas são permitidas, para quais finalidades e com quais restrições. 

3. Capacitar o time de RH em prompts e limitações da IA: 

A familiaridade média de 7,25 indica que há espaço para crescer. Um profissional que entende os limites da ferramenta comete menos erros e extrai mais valor.

4. Medir o que foi produzido com IA: 

Conteúdos gerados automaticamente precisam de revisão humana antes de chegarem aos colaboradores. Erros factuais e vieses são riscos reais em conteúdos de treinamento.

Autora:

Ana Beatriz Manso

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