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Biocomposto feito de borra de café leva alunos da Faculdade Engenheiro Salvador Arena ao 1º lugar em prêmio de inovação

Por edicao·
Biocomposto feito de borra de café leva alunos da Faculdade Engenheiro Salvador Arena ao 1º lugar em prêmio de inovação

Projeto desenvolvido por alunos de Engenharia de Alimentos da Faculdade Engenheiro Salvador Arena transforma resíduo orgânico em alternativa promissora para a produção de objetos e abre caminho para futuras aplicações na indústria de materiais sustentáveis

São Bernardo do Campo, junho de 2026 – Um resíduo comum no dia a dia dos brasileiros, a borra de café, foi o ponto de partida para um projeto inovador desenvolvido por alunos da Engenharia de Alimentos da Faculdade Engenheiro Salvador Arena, 100% gratuita e mantida pela Fundação Salvador Arena. A equipe criou um biocomposto sustentável a partir da combinação entre PLA, polímero de origem renovável, e borra de café, com o objetivo de reduzir parcialmente o uso do polímero e agregar valor a um resíduo orgânico abundante.

Com a proposta, os estudantes conquistaram o 1º lugar no ZwickRoell Inspires, competição promovida pela alemã ZwickRoell, empresa líder mundial em máquinas para ensaios estáticos de materiais e presente em 56 países. A 3ª edição do prêmio reconhece projetos universitários que aplicam a ciência dos materiais na solução de problemas reais, com foco em inovação, viabilidade técnica, funcionalidade e potencial de aplicação comercial.

Embora a borra de café já seja estudada para aplicações como biocombustíveis e geração de energia, o grupo seguiu outro caminho ao transformar o resíduo em um biocomposto voltado à criação de materiais mais sustentáveis. A proposta apresenta uma alternativa promissora para a produção de objetos, ao combinar reaproveitamento de resíduos, redução parcial do uso de polímeros e desempenho técnico avaliado em ensaios mecânicos.

“O objetivo do projeto foi mostrar que um resíduo comum, muitas vezes descartado sem aproveitamento, pode ganhar uma nova função a partir da ciência dos materiais. A combinação entre borra de café e PLA permitiu desenvolver um biocomposto com potencial para aplicações em diferentes tipos de objetos, unindo sustentabilidade, inovação e viabilidade técnica”, afirma Giovana Roberta Alves, formanda em Engenharia de Alimentos, uma das integrantes do grupo que desenvolveu o projeto.

Durante o desenvolvimento, os alunos produziram amostras com diferentes concentrações de borra de café, como 5%, 10% e 15%, e realizaram ensaios para avaliar propriedades como tensão e deformação em comparação ao PLA. Os testes foram conduzidos com equipamentos de caracterização de materiais e ajudaram a demonstrar o desempenho da solução proposta.

O biocomposto pode ser aplicado na produção de objetos como peças, protótipos, embalagens rígidas, utensílios, suportes, vasos, brindes, itens decorativos e produtos feitos por impressão 3D. Essas possibilidades indicam caminhos para o reaproveitamento da borra de café na criação de materiais de maior valor agregado, com potencial para futuras aplicações industriais após novas etapas de teste, validação técnica e escala.

O projeto foi desenvolvido por alunos da Engenharia de Alimentos da FESA, com orientação dos professores Nilson Yukihiro Tamashir e Ricardo Trefiglio, professores dos cursos de  Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Alimentos e Administração. Além do desenvolvimento técnico, a proposta também precisava demonstrar viabilidade como negócio e apresentar um protótipo funcional.

“Além do desafio técnico, os estudantes precisaram pensar a solução como um produto possível, considerando aplicação, funcionalidade e viabilidade de mercado. Esse olhar interdisciplinar é muito importante porque aproxima a pesquisa acadêmica de problemas reais e de oportunidades concretas de inovação”, destaca a aluna afirma Giovana Roberta Alves

A conquista marca uma evolução importante para a faculdade, que havia participado da competição em 2025 e ficado em 2º lugar. Neste ano, levou um trabalho com foco em inovação e sustentabilidade e aprimorou a metodologia e alcançou a primeira colocação, com uma proposta considerada inovadora pelos avaliadores.

Durante a apresentação final, os estudantes também realizaram tradução simultânea em Libras, feita por um dos próprios integrantes da equipe, reforçando o compromisso do grupo com acessibilidade e inclusão.

“A conquista mostra a capacidade dos nossos alunos de transformar conhecimento em solução. É um resultado que valoriza a formação técnica e científica, mas também evidencia competências como criatividade, colaboração, comunicação e responsabilidade socioambiental”, afirma Luciana Borges, diretora acadêmica.

Sobre a Faculdade Engenheiro Salvador Arena

A Faculdade Engenheiro Salvador Arena – é uma instituição de ensino superior privada totalmente gratuita, comprometida com a transformação social através da educação. Sempre atenta a inovações, atualiza constantemente seus cursos para que estejam sempre alinhados às demandas do mercado. Mais que a formação acadêmica, a Faculdade Engenheiro Salvador Arena se preocupa com o desenvolvimento integral do aluno. Por isso, trabalha com projetos filantrópicos, programas de extensão universitária, desafios empresariais, entre outros.

Atualmente a Faculdade Engenheiro Salvador Arena oferece cursos superiores bacharéis em Administração, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Computação e Engenharia de Controle e Automação, todos com conceito máximo na avaliação do MEC, além de cursos de pós-graduação em Gestão Educacional e Gestão de Projetos em Inovação e Sustentabilidade. O processo seletivo para os cursos de graduação ocorre duas vezes ao ano e para a pós-graduação anualmente. Mais informações em https://faculdadesalvadorarena.org.br/.

Autora:

Adriana Prequero

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