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IA’s não sabem ser imperfeitas

Por Edição Jornal Tribuna·
IA’s não sabem ser imperfeitas

Tomando conta quando o assunto trata-se da integração tecnológica na sociedade, as Inteligências Artificiais (IA) integram e causam preocupação a diferentes ramos empregatícios. Seu papel é amplo: uma ferramenta de pesquisa a um banco de dados até a feitura automática de redações de variados gêneros; fazem questionar o próprio papel do ser humano. Mas afinal, a máquina realmente é ‘melhor’ que os humanos?

A divisão de Humanos X Robôs é fruto da imaginação de filmes de ficção cientifica, sendo a máquina invenção do indivíduo. Na realidade está longe de opor-se ao trabalho, integrando-se como uma ferramenta que promete mudar os rumos de pesquisa e desenvolvimento de carreiras, como o da programação, por exemplo.

Produzindo obras com palavras-chave, denominadas de ‘prompt de comando’, ao utilizar a palavra ‘obra’ refere-se ao sentido amplo da palavra, por realizar tarefas de diversas áreas, da escrita, do design, etc. Não é difícil encontrar relacionada a este assunto a palavra ‘revolução’, dado que já está mudando o mercado e como iremos nos relacionar a ferramentas de pesquisa num futuro bem próximo.

Abandonando a ideia sensacionalista de que ‘as máquinas vão substituir os humanos’ podemos em oposição valorizar mais o fruto dos indivíduos. As inteligências artificiais são ‘perfeitas demais, ao ler na primeira impressão a frase pode ressoar como um agrado a tal, porém perfeccionismo não é um elogio. IA’s não sabem ser imperfeitas, no qual atribuo a maior qualidade do humano a imperfeição.

Ao ler/ver uma obra de inteligência artificial é impossível conseguir algo de novo, em seu ínfimo consegue-se enxergar as obras humanas que treinaram seu banco de dados, tão ‘redondas’ que tornam-se ‘quadradas’. Incapazes de criar algo novo aliados estritamente ao sentimento humano, apenas a reprodução ou simulação do mesmo.

Revisitando a história podemos nos lembrar do início do movimento impressionista e a Revolução Industrial, a substituição dos pintores pela máquina fotográfica, capaz de registrar retratos extremamente fiéis de figuras consideradas importantes na sociedade. Na realidade isso não ocorreu e artistas apoiaram-se na imperfeição, fazendo pinturas que apenas os olhos humanos conseguem enxergar a forma. Nesse diapasão, as áreas humanas como o Direito estão longe de serem substituídas, como base de estudo uma delas é a não-aplicação mecânica das leis –a um fato atribui-se um valor- estimulando também a zetética humana.

Nesse âmbito observa-se -aos instigados pela filosofia como eu-um paradoxo: se os humanos são imperfeitos, sua criação torna-se imperfeita por consequência? Em suma, somos incapazes de criar o perfeito, e o perfeito não é uma virtude por ser o alicerce de todos os frutos humanos.

Autora:

Yasmin Nicolly de Souza

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