Jornal Tribuna

Como trazer o conceito de atemporalidade para os projetos de interiores

Por edicao·
Como trazer o conceito de atemporalidade para os projetos de interiores

A arquiteta Patricia Penna aborda as diretrizes que favorecem um décor perene e sofisticado nos ambientes residenciais

atemporalidade dentro da arquitetura de interiores sempre foi um tema muito discutido entre profissionais da área, entusiastas, admiradores e estudiosos: afinal, construir algo que resiste com o passar dos anos – tanto em estrutura, quanto em estética –, é uma tarefa que resulta em ambientes funcionais e harmônicos, mesmo com o advento de novas tendências e inovações tecnológicas.

E foi com essa premissa, já presente em seu trabalho, que a arquiteta Patricia Penna, responsável pelo escritório Patricia Penna Arquitetura & Design, projetou o seu ambiente para a tradicional Mostra Artefacto 2026, que trouxe a Maturidade como tema.

No espaço, a profissional apresenta um generoso living em um dos lados, e, do outro, as áreas de jantar, bar e lounge de estar. Juntos, os espaços somam 110m² dedicados ao conforto e bem-estar.

Com base no projeto, aberto para visitação do público, e em outros projetos realizados, ela enumera cinco pontos que considera para composições de ‘longa data’.

atemporalidade dentro da arquitetura de interiores sempre foi um tema muito discutido entre profissionais da área, entusiastas, admiradores e estudiosos: afinal, construir algo que resiste com o passar dos anos – tanto em estrutura, quanto em estética –, é uma tarefa que resulta em ambientes funcionais e harmônicos, mesmo com o advento de novas tendências e inovações tecnológicas.

E foi com essa premissa, já presente em seu trabalho, que a arquiteta Patricia Penna, responsável pelo escritório Patricia Penna Arquitetura & Design, projetou o seu ambiente para a tradicional Mostra Artefacto 2026, que trouxe a Maturidade como tema.

No espaço, a profissional apresenta um generoso living em um dos lados, e, do outro, as áreas de jantar, bar e lounge de estar. Juntos, os espaços somam 110m² dedicados ao conforto e bem-estar.
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Com base no projeto, aberto para visitação do público, e em outros projetos realizados, ela enumera cinco pontos que considera para composições de ‘longa data’.
Equilíbrio entre o contemporâneo e o clássico
Em contraponto ao pendente de cristais de rocha, o piso de tauari claro tem a marcante e eterna paginação escama-de-peixe. A base neutra eleita pela arquiteta Patricia Penna, devidamente representada pelos tons de cinza e chumbo dos demais revestimentos, permite que o revestimento transmita as sensações de amplitude e aconchego à sala de jantar | Projeto: Patricia Penna Arquitetura & Design | Foto: JP Image
Com layout dinâmico e fluido, a sala de jantar executada por Patricia mescla cadeiras e mesa de design moderno em contraponto ao icônico lustre de cristais de rocha, que marcou as décadas 1960 e 1970. “Revisitar peças consagradas é uma maneira de trazer para um novo ambiente o charme do passado, incorporando itens com novas roupagens”, opina sobre essa combinação que é capaz de criar cenários arrebatadores.

O segredo, de acordo com ela, é estabelecer um diálogo entre as peças, acompanhado pelo equilíbrio. “É importante mencionar que os dois períodos não podem ‘brigar’ entre si. É preciso que haja uma espécie de complementação que permita a valorização dos dois estilos”, analisa.

Nesta concepção, a arquiteta ressalta que a base neutra é um recurso que a auxilia no processo. 
O uso de materiais nobres como madeira e pedras
No living assinado pela arquiteta Patricia Penna, as boiseries de madeira com marchetaria rememoram o adorno clássico das paredes sob um olhar atual, criando um verdadeiro painel que inspira elegância ao ambiente| Projeto: Patricia Penna Arquitetura & Design | Foto: JP Image
A excelência dos materiais escolhidos para um projeto, principalmente devido a sua durabilidade, faz uma referência direta com a atemporalidade. “Materiais resistentes cruzam a história da arquitetura como uma prova de sua qualidade e importância estética”, enfatiza a profissional que sempre leva a matéria-prima em consideração em seus projetos. 

Alguns dos materiais que podemos destacar são as pedras naturais, como o mármore, e a madeira que entra em cena por meio de painéis, marcenaria e mobiliários soltos.

No projeto dessa residência assinada pela arquiteta Patricia Penna, o mármore natural foi eleito para revestir toda a parte da lareira do suntuoso living com pé-direito duplo | Fotos: Leandro Moraes
Design curvo de poltronas e sofás
De formato esguio e altura mais baixa, o mobiliário da Artefacto escolhido pela arquiteta Patricia Penna para sua participação na edição 2026 da mostra exalta as curvas como uma maneira de honrar o passado. Com a roupagem contemporânea, entregam uma atmosfera de pleno conforto | Projeto: Patricia Penna Arquitetura & Design | Foto: JP Image
O marcante design orgânico, que invadiu os lares entre os períodos de 1930 até 1950, jamais saiu de moda e, atualmente, ganhou um novo boom de móveis que asseguram a potência desse estilo que cruzou décadas. “Além de todo seu impacto visual, as peças orgânicas favorecem a circulação pelos espaços, deixando um cômodo mais fluido e leve com a ausência de quinas e pontas”, acrescenta Patricia. 

Nesta antessala residencial projetada pela arquiteta Patricia Penna, o sofá curvo foi complementado por almofadas no mesmo tecido. Na elaboração do ambiente, duas poltronas orgânicas de espaldar baixo, além de mesas circulares, se somam com sutileza e requinte | Projeto: Patricia Penna Arquitetura & Design | FOTOS: Leandro Moraes
Iluminação indireta como ponto de aconchego
Responsável por proporcionar um grande bem-estar visual no ambiente, a iluminação indireta se propõe a deixar que a luz se propague no espaço com delicadeza, sendo ideal para ambientes aconchegantes. “No oposto, a luz profusa entrega sombras e ofusca os moradores”, detalha a arquiteta.
Para entregar uma atmosfera imersiva, a arquiteta Patricia Penna investiu em diversos recursos dentro do projeto luminotécnico do seu ambiente na mostra Artefacto 2026. A iluminação indireta se fez presente nas fitas de LED embutidas nas sancas e no formato circular do forro, além das paredes | Projeto: Patricia Penna Arquitetura & Design | Fotos: JP Image
Paleta de tons neutros
As tendências nos brindam com tonalidades e cores que se destacam conforme o passar das estações. Contudo, algumas paletas se mantêm sempre em alta, principalmente quando nos referimos às neutras e sua ligação direta com a sofisticação.

Graduações de cinza, branco, marrom, off-white, creme e versões em baixa saturação de amarelo e vermelho fazem parte desse conjunto sóbrio que entrega uma base sólida para a inserção de uma cor vibrante.

Com revestimentos nos tons de madeira – mais claro para o piso e mais escuro para o painel da parede –, a arquiteta Patricia Penna elegeu a intersecção entre o cinza e o preto, além do terroso representado pelo tapete | Projeto: Patricia Penna Arquitetura & Design | Fotos: JP Image

Autor:

Danilo Costa

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