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Autonomia e acolhimento transformam a experiência no turismo acessível

Por edicao·
Autonomia e acolhimento transformam a experiência no turismo acessível

Treinamento especializado e destinos preparados contribuem para viagens sem imprevistos

“Para mim, é quando eu consigo viajar com autonomia e segurança, sem depender de improviso. É saber que vou chegar no destino e aproveitar de verdade, não só dar um jeito”. Essa é a definição de turismo acessível para Mariana Veloso, publicitária que convive com distrofia muscular de cinturas, utiliza cadeira de rodas para se locomover e adora viajar.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o que representa 7,3% da população com dois anos ou mais. Nesse sentido, para promover um ambiente com acesso fácil e seguro para todos é fundamental garantir a autonomia.

Durante as viagens, é necessário atentar-se a aspectos como: disponibilidade de rampas, elevadores, organização de móveis e disposição do banheiro para utilização de todos, além de atenção a placas, piso tátil e comunicação em aeroportos, hospedagens e pontos turísticos. 

Mariana é cliente do Clube Bancorbrás  há quase 10 anos e aponta que se sente mais segura para planejar os passeios com o apoio da empresa. “Muitas vezes dizem que o destino é adequado, mas na prática não é”, avalia. Para Mariana, a principal melhoria necessária para tornar o turismo mais acessível é o preparo das pessoas: “sinto falta de informações mais claras e confiáveis”, diz.

Júnior Lins, Diretor Executivo do Clube Bancorbrás, reforça que o treinamento apropriado das equipes é importantíssimo. “O staff deve estar devidamente habilitado para conseguir se comunicar em Libras, por exemplo. Deve considerar também que existem diferentes deficiências que exigem atendimentos especializados conforme necessidades de locomoção, comunicação e acolhimento”, afirma. “A equipe do Clube se atenta a esses e outros aspectos durante o planejamento das viagens para facilitar o todos de acessos”, acrescenta.

Acesso fácil e seguro

Mariana já está planejando sua próxima viagem com o Clube Bancorbrás: “pretendo ir para o Nordeste ainda esse ano: João Pessoa ou Natal. A ideia é ficar em um resort, porque normalmente tem estrutura mais acessível, o que me dá mais segurança na escolha”. Para quem, assim como ela, busca dias tranquilos e descansar sem preocupações, diversas são as opções de roteiros no território nacional prontos para receber todos os turistas, independente de suas características individuais.

Rio de Janeiro e São Paulo, cidades repletas de pontos turísticos culturais, históricos e naturais estão entre as alternativas. “Na capital paulista são mais de 300 atrações que oferecem conforto e segurança para todos. Já no Rio de Janeiro, duas das principais atrações, Cristo Redentor e Pão de Açúcar, oferecem rampas, banheiros adaptados e condições para que a experiência do visitante seja a melhor possível. Além disso, as praias de Copacabana, Barra da Tijuca e Leblon oferecem o projeto ‘Praia Acessível’, que auxilia pessoas com deficiência a aproveitarem um dia de banho de mar e atividades diferenciadas”, aponta  Júnior.

No Brasil, a partir do Programa Turismo Acessível, o Governo Federal incentiva ações de adaptação ao redor do País. Por meio do aplicativo Turismo Acessível, o turista também pode conferir avaliações de usuários sobre o preparo do local para escolher seu destino.

Para mais informações, basta acessar o site ou entrar em contato pelo telefone 0800 950 6122.

Autora:

Fernanda Nalon

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