Arranque inicial e raízes bem desenvolvidas são decisivos para ter todo o potencial produtivo da soja e do milho

Com margens cada vez mais apertadas e convivendo cada vez mais com instabilidade climática, produtores de soja e de milho buscam estratégias que garantam a produtividade desde os primeiros estágios dos cultivos. Nesse cenário, o arranque inicial das plantas, associado à construção de um sistema radicular robusto e ao uso de tecnologias biológicas, ganha importância crescente para o sucesso da safra.
Segundo Giovanni Ferreira, desenvolvedor de mercado da Biotrop, o potencial produtivo das culturas começa a ser definido logo após a semeadura. “Uma semente vigorosa e protegida é fundamental para garantir o estande planejado. Quando há falhas na emergência ou perda de plantas por doenças e pragas de solo, o produtor inicia a safra já abrindo mão de parte do seu potencial produtivo”, explica.
No milho, a uniformidade de emergência é ainda mais crítica. Plantas que emergem em momentos diferentes passam a competir de forma desigual por luz, água e nutrientes, reduzindo o potencial produtivo das plantas que emergem mais tarde. Quando uma planta emerge antes das demais, ela tende a sombrear suas vizinhas e comprometer seu desenvolvimento. Essa desuniformidade no estande impacta diretamente a produtividade final da lavoura”, afirma Giovanni.
Além da proteção inicial contra doenças e nematoides, os tratamentos biológicos contribuem para o desenvolvimento equilibrado das plantas. Segundo o especialista da Biotrop, microrganismos benéficos estimulam processos fisiológicos importantes para germinação, crescimento radicular e uniformidade do estande
“Os produtos biológicos atuam tanto na proteção quanto no estímulo ao crescimento. Eles podem oferecer uma emergência mais homogênea e ajudar a planta a expressar todo o seu potencial desde o início do ciclo”, destaca.
A construção de um sistema radicular vigoroso é outro fator determinante para o desempenho das culturas. Raízes mais profundas e ativas ampliam a capacidade de absorção de água e nutrientes, tornando as plantas mais resilientes diante de condições adversas.
Para Giovanni Ferreira, essa característica é ainda mais importante na próxima safra, marcada pelo El Niño. “No Sul, a tendência é de maior volume e frequência de chuvas, enquanto as regiões do Norte podem enfrentar períodos mais secos. Nesse cenário, o produtor precisará conviver com desafios como veranicos, excesso de precipitações, oscilações de temperatura, doenças de solo e nematoides.”. O especialista explica que condições de alta umidade podem favorecer a incidência de patógenos radiculares, enquanto períodos de déficit hídrico aumentam o estresse das plantas e potencializam os danos causados por sistemas radiculares comprometidos. Por isso, investir no desenvolvimento de raízes mais profundas e vigorosas é fundamental. “Um sistema radicular robusto aumenta a capacidade de absorção de água e nutrientes, melhora a tolerância aos estresses ambientais e confere maior resiliência diante da pressão de doenças e nematoides, contribuindo para a manutenção do potencial produtivo da lavoura”.
Entre as tecnologias disponíveis para fortalecer o arranque inicial das culturas e proteger as raízes contra doenças de solo e nematoides, a Biotrop destaca Biomagno e Bioasis Power. Enquanto Biomagno atua na proteção biológica das sementes e raízes contra doenças e nematoides presentes no solo, Bioasis Power promove o desenvolvimento radicular e contribui para o vigor inicial das plantas, auxiliando sua adaptação a condições adversas de ambiente, como oscilações hídricas e térmicas, ajudando a reter água próxima às raízes, o que auxilia na absorção durante períodos de seca.
O uso das soluções biológicas garante melhor estabelecimento da lavoura, contribuindo para a manutenção do estande e para a construção do potencial produtivo desde os primeiros dias após a semeadura. “O grande desafio da próxima safra é ser certeiro. O produtor precisa investir em tecnologias que tragam retorno efetivo, aumentando a resiliência da lavoura e protegendo o potencial produtivo desde o arranque inicial”, ressalta Giovanni Ferreira.
Autor:
| Irvin Dias |