Marrocos-Brasil, Estados Unidos e defesa área

Marrocos-Brasil, e Estados Unidos da América são o destaque desta semana numa visão global, como líderes respectivamente, norte da África e continente Americano, num mundo instável, de preocupações com conflitos e ataques terroristas, ascensão de tensões regionais, fontes potenciais de guerra, e aumento de gastos, riscos de explosão de guerras, ou grupos radicais de separatistas, Polisario, 1975, suportado por Argel, numa dupla ameaça, agressões externas e conflitos de fronteira.
Esta questão de defesa tem aumentado as despesas militares, entre os países, cujas aquisições de armas sofisticadas de Marrocos, noticiadas pela imprensa local e brasileira; coincidindo ultimamente com a aquisição de caças Norte americanas de guerra de última geração, face ao apoio a segurança interna e externa, aos riscos de terrorismo, de invasão, de rebelião, ou de insurreição, etc.
Marrocos e Brasil são países separados pelo Atlântico, numa distância de 7000 km, com acordos de cooperação nas áreas, comerciais, culturais e defesa; além de pesquisa, de desenvolvimento, de aquisição de armas e de apoio logístico, segundo a empresa de inteligência estratégica ADIT, elevando assim os gastos militares do Marrocos ao nível de preocupações com as ideológicas radicais, políticas e geoestratégicas, título de despesa a ultrapassar 20 bilhões US$ entre 2024-2025, um terço de seu Produto Interno Bruto (PIB); segundo o relatório ADIT.
Tal aproximação entre os países visa a fortalecer os laços políticos, culturais e socioeconômicos entre ambos países, mantendo as relações de cooperação em matéria de defesa e integridade territorial, consequências do acordo dos Estados Unidos e aquisição de 32 caças stealth F-35 Lightning II, de fabricação Lockheed Martin americana.
Tal programa de compra só pode aumentar as tensões, para com os países ribeirinhos, Argélia, Espanha, cujo Marrocos, primeiro país árabe e africano do tipo a deter esta plataforma de caças stealth de quinta geração
Para isso Marrocos e Brasil, são chamados a aprimorar seus interesses, reforçar seus laços estratégicos, na África e no sul americano, perante o combate ao terrorismo, através da defesa militar e segurança nacional, da tecnologia militar e indústria, reduzir a dependência de armas de fabricação estrangeira, fortalecer as parcerias comerciais, econômicas, e ciência de tecnologia militar; a formação e treinamento de oficiais marroquinos, as tecnologias militares, promover os valores, posições democráticas em termos do desenvolvimento sustentável, do combate ao racismo, das mudanças climáticas e da promoção da paz, segurança regional e internacional.
Autor:

Lahcen EL MOUTAQI
Professor universitário, pesquisador dos assuntos do Mercosul, Marrocos e Brasil