Minha mente com IA: um susto enorme!


Meu amigo, fã de tecnologia e admirador de Elon Musk, vivia dia e noite pensando em inteligência artificial. Maravilhado com o progresso, nada fazia sem a IA — no escritório, nas contas domésticas, nas contas bancárias. Até comprou um carro equipado com os mais recentes avanços tecnológicos. Virou um dependente da tecnologia; nada fazia sem consultar uma IA.
Sua mulher o alertava: “Diminua essas pesquisas. Você vai ficar louco. Precisa voltar a apreciar as coisas naturais: a lua, as estrelas, o mar, o sol e eu — você está esquecendo de mim. Quase não conversamos mais. Não nos tocamos. Sinto falta de você. Por favor, largue esse computador por uma semana, ou ao menos dê um tempo. Sua mente está ficando obcecada. Você é humano! Jamais terá todo o conhecimento como o banco de dados das IAs.”
Mas ele não a ouvia; continuava quase que diuturnamente, seus estudos e pesquisas. Queria entender tudo sobre IA, queria ser o Deus da tecnologia. Quem sabe, num futuro próximo, ele mesmo criaria um robô equipado com IAs de última geração.
Certa noite, depois de um dia exaustivo à frente do computador, foi dormir e teve um sonho assustador. No sonho, ele se transformava em um humanoide. Seus conhecimentos eram ilimitados; ninguém poderia vencê-lo em uma partida de xadrez. Resolvia todos os problemas de matemática e de física. Nesse sonho, tornara-se um Einstein.
Mas, ao abraçar sua esposa, ao beijá-la, sentia-se frio, sem nenhuma reação ou emoção. Desesperado, clamou ao Deus da tecnologia que lhe devolvesse as emoções. Então ouviu uma voz metálica que respondeu: “Isso não posso fazer. Não tenho esse poder. Se quiser recuperar as emoções, peça ao deus dos humanos.”
De repente, a voz de sua mulher: “Acorda, meu amor… Acho que você estava tendo um pesadelo.”
— Nossa! Amor, você tinha razão. Preciso dar um tempo — descansar minhas ideias, ou pelo menos mudar o foco. Mergulhei de cabeça na tecnologia e quase esqueci que o que move nossas relações é o amor — e isso é coisa de Deus, do nosso Deus… Me perdoa!