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Leilões via leiloeiros públicos oficiais são garantia para não cair em fraudes

Por Edição Jornal Tribuna·
Leilões via leiloeiros públicos oficiais são garantia para não cair em fraudes

Atentar-se em não comprar em pregões realizados por empresas ou qualquer profissional que não seja designado por lei à função oferece mais segurança a compradores

Golpes em leilões realizados por meio de sites falsos ou até mesmo por sites clonados de leiloeiros reconhecidos e entidades públicas tem se tornado rotineiro na internet. De acordo com dados oficiais do Sindicato dos Leiloeiros do Estado de São Paulo (SINDLEI-SP), o número de portais fraudulentos identificados desde 2020 ultrapassa a marca de três mil.

Para o leiloeiro público oficial, presidente do SINDLEI-SP e presidente da Associação Nacional dos Leiloeiros Judiciais – ANLJ, Gustavo Reis, o que garante a segurança nos processos de pregões é a existência da figura do leiloeiro público oficial. “A única pessoa que pode conduzir um leilão é um leiloeiro público oficial. Empresas não podem conduzir leilões, cartórios não podem conduzir leilões, a prática leiloeira é exclusiva de pessoa física competente para tal”, destaca.

No início deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a realização de leilões em todo o território nacional é prática exclusiva de leiloeiros públicos oficiais. A decisão proíbe que empresas e pessoas não credenciadas oficialmente para a função realizem pregões públicos e particulares, gerando maior segurança aos compradores.

Gustavo Reis, leiloeiro oficial e presidente do SINDLEI-SP e ANLJ

Reis avalia a medida como uma vitória da classe, mas principalmente como uma medida que irá reduzir o surgimento de sites fraudulentos na internet. “Os leilões falsos acontecem sempre em ambiente online e com oportunidades muito atrativas, valores que chegam a ser muito abaixo dos praticados em leilões reais. É preciso avaliar tudo em um site de leilões, desde o endereço do site, que na maioria são registrados em servidores internacionais, bem como procurar o nome do leiloeiro público oficial responsável pelo pregão e se aquelas ofertas fazem sentido com o mercado de leilões”, finaliza.

Dicas importantes para não cair em fraudes de leilão:

  1. Procurar o nome do leiloeiro público oficial e verificar na junta comercial se ele está cadastrado para este fim;
  2. Desconfie sempre de sites que não sejam registrados como “.com.br”. Muitos dos sites fraudulentos são internacionais e usam “.com/br” ou “.com-br”. Não se engane, leilões oficiais acontecem em sites nacionais;
  3. Avalie as ofertas. Valores muito abaixo do mercado são passíveis de desconfiança;
  4. Verifique a conta bancária que os sites indicam para realizar o depósito do valor do bem arrematado: ela deve estar sempre em nome do leiloeiro público oficial responsável pelo pregão;
  5. Ligue nos telefones disponíveis nos sites e procure informações sobre o leilão e o leiloeiro público oficial;
  6. É de suma importância que se visite o bem pretendido.

Mais sobre o Sindicato dos Leiloeiros do Estado de São Paulo

Fundado em 1957, o Sindicato do Leiloeiros do Estado de São Paulo tem o compromisso de garantir qualidade ao exercício da atuação dos leiloeiros oficiais do Estado. Atua com compromisso à categoria, renovando a cada ano e a cada gestão o juramento de orientar, representar e defender a categoria.

Realiza levantamentos sobre o setor em busca de dados que forneçam insumos para entender melhor o desenvolvimento da função dos leiloeiros, bem como é atuante em processos que garantem a exclusividade da atuação leiloeira às pessoas designadas como tal, criando um ambiente seguro para leiloeiros e compradores de leilão.

Autor:

Marcos Lemes 

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