É triste acordar todos os dias em um Brasil que parece ser apenas um faz de conta. O país que está estampado no noticiário e nas estatísticas parece tão distante da realidade que vivemos e diariamente vemos pelas ruas.
A situação econômica é um retrato dessa realidade triste. Enquanto os números mostram uma recuperação econômica, a maioria dos brasileiros ainda vive na pobreza, sem emprego e sem perspectiva de melhora. Os indicadores podem até dizer o contrário, mas a fila dos desempregados não diminui, os salários continuam baixos e as desigualdades sociais aumentam a cada dia. O rico cada dia mais rico e o pobre cada dia mais pobre.
Além disso, a corrupção é algo que nos assola diariamente. Os escândalos políticos se tornaram rotina e a impunidade reina soberana. Os cidadãos se sentem impotentes diante de um sistema que aprece proteger os corruptos, enquanto os pobres pagam a conta ficando presos dentro das suas casas para que os bandidos possam agir de forma desenfreada. Aparentemente as pessoas de bem que são os reféns de uma sociedade seletiva.
A qualidade dos serviços públicos também é uma triste realidade. A saúde, a educação e a segurança são precárias e insuficientes. É comum vermos hospitais e escolas abandonadas, sem a devida estrutura e sem profissionais qualificados. A violência assusta a todos, e a sensação de insegurança é cada vez mais constante. Percebemos com frequência cada vez maior a construção de moderníssimos presídios, decorrendo daí uma pergunta que não quer calar: por que investir em presídios e não em escolas? Por que não melhorar as condições de trabalho dos profissionais da educação, da saúde, da assistência social?
Como dissemos, este imbróglio é endêmico no Brasil. A inversão do contexto social remonta e épocas ulteriores e bem longínquas e parece não ter fim, pelo menos é o que denota a realidade, porque é cômodo até certo ponto para aqueles que detém o poder nas mãos. Para exemplificarmos isto de maneira que todos possam entender, peguemos a saúde. Alguém já viu grandes personalidades políticas serem atendidas em hospitais públicos e superlotados que eles dizem serem bons?
Para piorar ainda mais, a desigualdade social é um dos principais problemas do Brasil. Enquanto poucos acumulam riquezas e vivem de luxo, a maioria da população vive em condições precárias, sem acesso aos direitos básicos. A falta de oportunidades e de políticas públicas efetivas perpetua essa desigualdade, tornando-a cada vez mais enraizada na sociedade.
Infelizmente, o nosso querido Brasil do faz de conta parece ter se tornado a nossa triste realidade. Enquanto os discursos políticos tentam mascarar a situação, nós, cidadãos, vivemos as consequências da incompetência e da falta de compromisso com o bem-estar da população.
No entanto, é importante não perdemos a esperança e continuarmos lutando por um Brasil verdadeiro, onde as pessoas tenham oportunidades iguais e a justiça prevaleça. Somente com a mobilização e a conscientização de todos é possível transformar essa realidade triste em um país melhor para todos os brasileiros, e acreditem, o PODER está em nossas mãos segundo a Constituição Federal.
Autor:
Luciano Bissóli. É graduado em Ciências Biológicas, Filosofia e Pedagogia. Especialização em Psicopedagogia Institucional e Gestão Escolar, MBA em Gestão Pública e Projetos, Mestrado livre em Teologia, Doutor Honoris Causa em Educação, Mestrando Acadêmico em Educação pelo Institute Theology Science – Flórida, Estados Unidos. Exerce as funções de Diretor de Escola na EMEB José Francisco Rodrigues, no Município de Paulo de Faria/SP.
O Brasil tá cada dia mais uma vergonha…