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A Importância de Diversificar seus Investimentos

Por Edição Jornal Tribuna·
<strong>A Importância de Diversificar seus Investimentos</strong>

“Jamais coloque todos os ovos na mesma cesta” é um ditado muito empregado, no mundo todo, que sintetiza perfeitamente a importância do conceito de diversificação de investimentos ao criar uma carteira.

A diversificação de investimentos é uma ação necessária para quem deseja reduzir o risco do portfólio e proteger seu patrimônio, além de um dos primeiros fatores ao se observar durante a fase de entrevista e entendimento de perfil.

Apesar do tema ser amplamente estudado por diversos analistas, uma das contribuições mais relevantes a respeito da relação de Diversificação foi realizada pelo economista americano Harry Max Markowitz através da ‘Teoria Moderna de Portfólios’, da qual recebeu o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas em 1990.

A teoria é pautada em bases estatísticas e cálculos e, através dela, o economista pôde mostrar que o ato de diversificação de uma carteira torna-se essencial, especialmente para diminuição de riscos e maximização dos ganhos no longo prazo durante essa construção de fronteiras eficientes em carteiras otimizadas – podendo estimar o tamanho ideal de uma carteira baseado em um modelo estatístico.

Dito isso, a correlação das empresas precisaria ser levada em consideração na composição do portfólio. Ao realizar qualquer tipo de investimento é importante, tão logo, olhar o setor de atuação das companhias, estruturando um portfólio com alocações em empresas de vários ramos, como os de construção civil, logística, energia, educação, serviços financeiros, metalurgia, entre outros. Em adição, buscar uma estratégia de composição de mercados, aplicando em classes de ativos complementares, como: caixa, renda fixa, imobiliário, ações, câmbio e moedas, multimercados, commodities, inflação e proteção, criptomoedas, etc.

Não existe uma regra ou fórmula pronta que indique qual é o melhor método para diversificar; tudo dependerá do seu perfil de investidor, horizonte de investimento e objetivos. Há produtos que tendem a performar de maneira mais consistente proporcionando menor volatilidade no curto prazo, assim como outros com tendência de maior ganho para os próximos períodos.

Essa é justamente a principal vantagem da Teoria de Markowitz aplicada no dia a dia: a factível possibilidade de construir uma carteira onde o desempenho dos ativos em conjunto é mais importante do que os retornos individuais. Isso nos leva ao conceito difundido do Princípio da Dominância, que afirma que: entre dois ativos com o mesmo potencial de retorno, mas com riscos diferentes de cada um, o investidor escolheria aquele com menor risco.

A diversificação requer a elaboração de uma abordagem estratégica fundamentada em conhecimento do mercado financeiro para que a carteira do investidor corresponda aos objetivos de cada cliente, por este motivo é de suma importância conversar com um assessor de investimentos para colher as melhores opções de produtos disponíveis e acompanhamento frequente do andamento dos mercados.

Um caso prático de uma carteira diversificada para um perfil moderado seria: 60% em renda fixa de baixo risco, 15% em crédito privado, 10% em fundos multimercados, 5% em ações, 5% em fundos imobiliários e 5% em investimentos no exterior. Desse modo, o cliente pode compensar as eventuais perdas com os ganhos mais expressivos nas outras classes, e vice e versa.

Por este exemplo, fica mais fácil perceber que, como a economia está sujeita a inúmeros agentes que caminham em diferentes direções, diversificar é uma maneira de proteger seus rendimentos em diferentes ciclos econômicos.

Autor:

Harion Camargo, CFP®

Técnico em Gestão Logística. Bacharel em Comércio Internacional e pós graduado em Engenharia Financeira (FIA-SP). Possui curso intensivo em Business Supplementary pela Kaplan (Canadá) e estudou Economia Aplicada no MBA pela Fipe-SP. Mestrando em Administração com linha de pesquisa em finanças pelo Mackenzie.

Atuou em cinco diferentes áreas no Banco Bradesco, finalizando suas atividades na Mesa de Trading FX. Posteriormente, no Itaú Unibanco, assumiu uma carteira de clientes expatriados, na área de Investment Advisory, onde atuava diretamente no Asset Allocation dos clientes estrangeiros.

Foi responsável pela área comercial na gestora Valora Investimentos, e teve uma passagem como sócio de Institutional Sales na Quasar Asset Management em 2021. Foi Associado na área de DCM da Integral Investimentos e atualmente toca Originação e Distribuição no mercado de capitais do Banco Mercantil.

Possui as certificações: CFP, CFA Investment Foundations, Cambridge, CEA, CPA-20, CPA-10, PQO, FBB-100 e CA-300.

Ministra diversas palestras em universidades sobre temas ligados a finanças pessoais e mercado financeiro.

1 Comentário

  1. Jorge
    Jorge

    Sempre importante diversificar, afinal, sempre tem algum em alta… ou com maior e menor risco…

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