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Na Multidão

Por Edição Jornal Tribuna·
Na Multidão

Ele estava com pressa, precisava chegar ao seu destino o mais rápido possível, levava uma maleta com coisas que julgara como importante. Quando chegou no centro da cidade, ficou surpreso, havia uma enorme multidão ocupando o caminho, entrou num certo desespero mas não desistiu, passaria pelo meio da multidão. Na multidão entrou, tinha muita gente, e vestidas de modos diferentes, estranhou, mas viu um homem vestido de terno e pensou que também estava procurando a saída de lá, então foi perguntá-lo.

-Meu senhor, sabes para que lado posso ter a saída mais bem sucedida desta multidão?

-Creio que é para aquele lado, disse apontando para a direita.

Feliz com a ideia de poder voltar para seu caminho, foi em direção onde o homem apontava. Foi para a direita mas não via como poderia sair, estranhou, pois estava certamente onde o homem mostrara, então resolveu perguntar para uma senhorinha que estava lá.

-Com licença, minha senhora, mas poderia me mostrar por onde é a saída mais próxima desta multidão?

-Olá, posso sim! Fica à esquerda, querido.

Agradeceu a ela e foi à esquerda, chegando lá, ocorreu a mesma coisa, não parecia estar perto da saída, o que o deixou mais confuso. Por que eles apontaram a dois caminhos diferentes para a mesma pergunta? Se perguntou também o porquê de não estar encontrando a saída, então resolveu encontrá-la si mesmo. Foi para o meio da multidão e, antes de tentar sair, tentou entendê-la, porém era tudo muito diferente, diversas pessoas estavam lá, de todos os tipos e jeitos, ficou se perguntando o motivo dela, não sabia se deveria consultar alguém, já que cada um parecia estar lá por motivos distintos, alguns pareciam estar perdidos, como ele, alguns já pareciam estar protestando e outros pareciam estar comemorando algo que não sabia, estava uma grande bela bagunça. Não entendia o que estavam falando, o que piorou a situação, mas foi aí que viu um caminho que parecia dar ao fim, então lá foi ele. Foi andando até que ouviu uma música sendo cantada, como uma marcha, parou e olhou nos rostos das pessoas. O que faria pessoas tão diferentes estarem juntas num lugar só? Então, o homem se lembrou que precisava chegar o mais rápido possível em seu destino, então correu, se esbarrando nas pessoas, e finalmente conseguiu sair. Se sentiu estranho, não sabia o porquê, até que olhou de volta para a multidão e percebeu: Ele havia se perdido na multidão.

Autora:

Layla Azoubel

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