Tio Rufino

Acabei de ler hoje mesmo o livro MARÉ ALTA – Memórias de um salva-vidas tenente.
Deixei de lado dez livros de cabeceira, que os leio constantemente cada um na hora em que vou para a rede, dormir. E peguei o livro, tio Rufino, logo que comecei, pressenti que eu estava morrendo afogado na leitura. Mas que de imediato o autor do livro estava me salvando, mesmo que me aprofundava no mar da leitura como se eu não soubesse nadar, com as mãos segurando o livro, percebi também que o mesmo me servia de boia de salvamento, mas ainda assim continuei me afogando. A leitura do livro me empolgou demais; preferi morrer do que me salvar da maré alta que me levava para além-mar, em águas bravas, continuei lendo-o. Vi o perigo me aproximando. Cada vez mais que o lia, nas páginas seguintes, notei que o salva-vidas, era o tenente Rufino Rodrigues de Oliveira, meu tio, irmão da minha genitora, Hilda, que o mesmo estava salvando minha vida, ou seja, resgatando histórias que minha mãe contava do seu irmão Rufino. E na obra em punhos, do autor referido, é considerado um barco incomparável de um corpo de bombeiro salva-vidas tão perfeito para muitos que estão morrendo sem saber que um livro como este, salva vidas. O livro é excelente no gênero, muito bom, ótimo. Serve de exemplo para todas as almas humanas, inclusive do próprio bombeiro que possa ler e tomar como modelo de como se dedicar à vida de salva-vidas. Li todo o seu passado vitorioso, a luta de um dos filhos de uma das pequenas cidades do interior do Ceará, de Santana do Cariri, emigrou-se da roça, como se fugindo das secas, para o São Paulo, em sua mocidade, conseguindo emprego no corpo de bombeiros, chegou a salvar vidas em todos os meios de perigos de morrer, como no incêndio do Edifícios Joelma, nas barragens, nos mares e por terras. E o senhor, tio Rufino, me causou grande admiração por mesmo salvar vidas até dos próprios salva-vidas. E agora mesmo está me salvando da leitura do seu livro, ou seja, me tornando agradável no que leio, por saber que em todas suas páginas registram as suas boas ações com labor e dedicação. Apesar dos infortúnios, as barreiras existentes nos caminhos, conseguiu seus intentos. E agora já aposentado, mesmo sem até mesmo poder salvar vidas fisicamente, deixou um barco que servirá de salva-vidas por toda uma infinidade. O seu livro é como a Bíblia, que quem a lê e a pratica, segundo sua crença, terá vida eterna. O seu livro, também, quem tem oportunidade de o ler, pode estar salvo por saber que o autor do MARÉ ALTA, deixou um guia tão importante para a vida.
Após a leitura num relâmpago, como eu estava me afogando, cheguei ao fim são e salvo pelo valioso presente que recebi de suas mãos autografado o livro MARÉ ALTA.
Meu muito obrigado.
Autor:
João Bosco de Sousa Rodrigues.
(Filho de Hilda Rodrigues de Sousa)
1 Comentário
- João Bosco de Sousa Rodrigues
Um salva-vidas de muitas vidas. Até de seus companheiros. vidas que foram salvas por um bombeiro tenente da corporação, bom livro no gênero. Conta toda sua trajetórias quando mais de quarentas anos no corpo de bombeiro em São Paulo, que conta no livro Maré Alta sua força de vida para salvar vidas. Lembram-se do incêndio do Edifício Joelma.