Jornal Tribuna

Crônica brasileira

Por Edição Jornal Tribuna·
Crônica brasileira

Tempos sombrios assolam nossa grande nação abençoada pelo nosso senhor Jesus Cristo na figura de Nossa Senhora de Aparecida.

Nos meandros circunscritos do palácio de mármore esculpido pelo visionário futurista aos moldes arquitetônicos da cidadela divina, vemos a manifestação de poderes dignos de déspotas sociopatas que, arrogando a si o poder de decisão sobre a verdade, fazem de figuras como Alexandre, o grande, Napoleão Bonaparte e tradicionais aristocratas europeus, suscitaram, sem dolo – e com o restante de suas forças que se manifestarão para todo o sempre no estado metafísico– eles se retrocedam, supliquem e barganhe o direito a ressurreição, ainda que por breves anos, para degustar o poder de ser um democrata legalista não quisto e portador de ilegalidade.

Em tempos idos, figuras convincentes e persuasivas eram treinadas e formadas nas academias das mais altas classes na arte retórica, arte essa que visa o convencimento. Muito embora haja uma necessidade latente em nosso ser em perceber a dicotomia que emana do nosso meio natural entre bem e mal, verdade e mentira, a arte retórica usa destes subterfúgios para atingir seu objetivo: O convencimento. No decorrer dos anos, ao findar de milênios e séculos a humanidade vem se aprimorando cada vez mais, usando, de maneira antiética e imoral ou não, por meio da mentira, da verdade ou da meia verdade, na arte do convencimento.

Figuras como Milton Erickson, primeiro ser vivente capaz de manusear a sutil arte de convencer através de gestos, três jeitos e subjeções que perpassam, sem sequer deixar rastros a esfera do pensamento cognocitivo lógico e do senso moral penetrando diretamente no subconsciente, percebe, de maneira perspicaz o que estava ao alcance de qualquer um: A arte da manipulação subjetiva, o que hoje é comumente denominado Programação Neurolinguística (PNL). Todavia, sejamos justos com Jung, e Freud, indivíduos que, sem sombra de dúvidas, demonstraram uma capacidade perceptiva acima da média, gerando a mera suscitação de um conhecimento passivo a todos que, de maneira despojada de certezas e com uma curiosidade quase que juvenil, se pusessem a perceber que há algo para além da consciência cognitiva que controla nossos passos e ações sociais; para perceber a

existência do alter ego, subconsciente, consciente adormecido ou como queiram chamar os psicanalistas.

Defronte a conjuntura fenomênica explícita da sociedade moderna, vemos um lapso nas estruturas das cadeias de comando que por muito conduziram as sociedades como um todo, o que pensadores e teóricos como Marx e Gramsci chamou de : Superestrutura. A existência de uma classe falante ou não, secreta ou discreta, visível ou invisível que controla e rege todas as sociedades, as aristocracias históricas, sejam do pensamento, seja das estruturas de poder.

Com a disseminação do acesso às redes, a famosa globalização é mais amedrontador ainda, o acesso rápido e fácil a tudo que se possa imaginar, o advento da tecnologia fornece a nós, reles plebeus, a capacidade de saber um pouco sobre tudo, e nada sobre o todo de algo. Uma vez que a internet nos permite a capacidade inestimável de acessar quaisquer informações sobre quaisquer temas imagináveis a nossa consciência ou não, criamos um monstro – criamos uma cisão no processo empírico inimaginável que mostrará, em um futuro não tão distante as consequências da globalização–, os especialistas em opinar. Jovens e adultos ao pesquisar durante uma semana assuntos os quais figuras referidas anteriormente levaram uma vida para suscitar a mera existência, e a partir daí, emitem suas opiniões sob o direito irrevogável de livre manifestação, ao passo que requerem o direito de serem ouvidos por todos.

A partir daí, a criminalização de atividades retóricas e dialéticas que até ontem garantiam uma vida tranquila e confortável para figuras que, ao ascender ao cargo líderes sindicais levam a vida usando da retórica, passam a ser veementemente criticadas e criminalizadas, sob o pretexto narcisista repugnante de superioridade, uma vez que você, iletrado e vadio, debilitado intelectualmente não tem a capacidade de discernimento necessária para saber o que é verdade e o que é mentira, o que é retórica e o que é falsa acusação, eu, integrante alvo da sociedade, o herói de toda uma nação –que não por acaso usa uma capa preta e resido no castelo de mármore– descido por você.

O que é a criminalização do ato retórico senão o banimento de toda atividade parlamentar?

O que são Fake news? uma atividade repugnante de manipulação dos fatos? uma atividade retórica milenar? imoral? antiética? repugnante e criminalizável?

O nós contra eles é real, vimos isso na história recente do país, o Partido dos Trabalhadores, fiel combatente em favor da democracia – até onde lhe convêm–, progenitor das campanha anti corruptivas e combativas a crimes contra o patrimônio público (material ou humano), no decorrer de duas décadas, é apontado como o progenitor do mais engenhoso, sistemático e eficiente projeto de corrupção para o aparelhamento Estatal – importante ressaltar que o processo só se deu por uma vontade latente e indivisível de manutenção e expansão do próprio poder no qual se baseia todos os esforços do PT. O PT nunca teve a intenção de aderir eternamente ao modelo democratico instituído no nosso país, a ideia sempre foi alcançar o poder e nunca mais perdê-lo (não confunda poder com cargos eletivos)– jamais visto no mundo.

Salvador, primeiro expoente de abolicionismo no Brasil, entregue a figuras que sequer conhecem nossa história, abandonada a desmandos de outros condados, renegado como um velho decrépito que após sacrificar-se bravamente lutando em favor dos seus filhos, é abandonado ao relento, abandonado a única e passiva certeza, a morte; renegado o amor de seus liberto, definha e morre aos prantos, como um qualquer.

Futuros incertos sondam nosso futuro, ao qual, os controladores do mundo moderno assistem ansiosos e pacientemente.

O que esperar de um país como o Brasil? Uma massa sem forma, que no descompasso de um coração natimorto, suspira brevemente seus anseios ao suspirar suas vontades basilares: Dignidade, liberdade, soberania.

Breves manifestações populares nunca antes vistas na história da humanidade refletem esse estado apático de uma sociedade pujante, que, na ausência de grandes líderes, caminha como um recém nascido. Vemos, de alguns anos pra cá, breves manifestações que, muito embora sejam de grande conjuntura e representatividade populacional, não surtem efeito no atual estado de coisas em que se encontra a nossa sociedade.

O que será do nosso futuro se não formarmos uma classe intelectual capaz de discutir os anseios populares e rogar para si o direito inerente de um intelectual de pautar o senso comum (poder esse ocupado pela grande mídia que de maneira tranquila, exerce influência hipnótica na nossa sociedade)?

Será que no futuro não tão distante que se aproxima teremos a capacidade de discernir modelos de governos mais adequados, fazer adaptações nos modelos vigentes ou tão somente propagar hipóteses de novos regimes?

Será que ao percebermos que a tripartição de poderes baliza proposta por Montesquieu no Espírito das leis, é inclinada ao desbalanceamento natural no qual nos encontramos hoje?

Sinceramente, ao ver o retrato natural das coisas,   a taxa de natalidade sendo reduzida drasticamente ao redor do mundo mediante a porpagação da perversão moral, ética que implica na perversão sexual – o que por si só é contraditorio uma vez que se as pessoas fazem mais sexo, elas tendem a ter mais filhos—, a porpagação da irresponsabilidade moral como virtude – o ato de velhos (as) portarem-se como jovens renunciando completamente seus dever divinal de instruir as proximas gerações — latente e como modo de demonstrar sua altivez e autonomia intelectual – outro silogismo, uma vez que ainda que consideremos a autonimia intelectual possível, viver em um estado hipinotico acreditando que, as ordens recebidas são de total modo autonomas–, a dilaceração do senso de pertencimento, do sentido da vida, que como nos demonstrou Jesus Cristo é a morte por uma causa justa – causa essa que nada mais é do que a vontade de Deus–, a degradação intelectual e o estado de transe hipinotico em que vivemos, não vejo o andamento natural do curso das coisas, que, como dito por S. João: “Não há nada de novo debaixo dos céus”, o que denota a circularidade do tempo – o que já aconteceu na história da humanidade, tornará a acontecer, cedo ou tarde, de maneira diferente ou igual, não importa, o tempo é circular, assumindo o curso da sociedade humana não o curso do tempo no campo físico–.

Nos resta esperar, e estudar o suficiente para perceber a tempo que todo esforço de entender o mundo é tolo, uma vez que só o que importa é quem somos perante Deus.

Salvador, BA 20 de Outubro de 2022

Autor:

Cleidson da Cruz Cavalcante

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