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Perfil microbiológico de hemoculturas positivas, coletadas em uma unidade de terapia intensiva neonatal de Fortaleza

Por Edição Jornal Tribuna·
Perfil microbiológico de hemoculturas positivas, coletadas em uma unidade de terapia intensiva neonatal de Fortaleza

O exame de hemocultura é usado para detecção de microrganismos, sendo que a invasão na corrente sanguínea representa uma complicação no processo infeccioso. A sepse neonatal é uma das mais frequentes causas de morbidade e mortalidade em recém-nascidos (RN). Esse trabalho teve como objetivo avaliar o isolamento e identificação de bactérias a partir de hemoculturas coletadas em RN, no período de janeiro a setembro de 2021 em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC). Trata-se de um estudo observacional exploratório. O estudo foi baseado em resultados de hemoculturas positivas, sendo excluídas as negativas. Foram coletadas 572 amostras, sendo que 486 (85%) apresentaram-se negativas, enquanto que 86 (15%) foram positivas para algum patógenos. A maioria (84%) dos recém-nascidos pesquisados apresentavam peso de nascimento < 2500 g, e idade gestacional predominante < 36 semanas (84%). Dentre os agentes microbianos isolados nas hemoculturas predominaram (61%) dos microrganismos eram Gram-positivos, seguindo dos Gram-negativos (26%) e fungos (13%). Os principais microrganismos encontrados foi Staphylococcus epidermidis (38,1%), Staphylococcus haemolylicus (12,7%), Klebsiella pneumoniae (9,5%), Sphingomonas paucimobilis (4,6%). Conclui-se que as infeções neonatais têm alta incidência em RNs prematuro e de baixo peso e as bacterias mais frequentemente isoladas em hemoculturas são as Gram positivas.

Palavras-chave: Infecção, Recém-Nascidos, Hemoculturas.

Autora:

Marleide Mendes Pereira

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