Em tempos de cavaleiros e castelos imponentes,
A solidão paira sobre os corações dos errantes.
Não é apenas a falta de presença ao nosso lado,
Mas sim a ausência da própria alma em nosso fado.
Solidão não é apenas carência passageira,
Nem saudade dos entes queridos em partida derradeira.
É o vazio profundo que nos consome por dentro,
Um eco triste dos momentos já vividos e desfeitos ao vento.
Nos retiros da mente, buscamos o equilíbrio,
Na quietude dos mosteiros, um abrigo.
Mas a verdadeira solidão transcende o silêncio,
É o chamado do destino para um mergulho intenso.
Na penumbra das masmorras, o eco da dor,
Os suspiros dos amargurados, a melodia do sofrer.
Solidão é estar cercado por multidões,
Mas sentir-se isolado em emoções.
Nos castelos sombrios, nas torres solitárias,
Buscamos nossa alma perdida, lendárias.
A solidão é a jornada pelos caminhos obscuros,
Enfrentando os demônios internos, duros.
Na meia-luz dos salões, a melancolia dança,
Acompanhando nossos lamentos, sem esperança.
É na solidão medieval que encontramos a verdade,
A força interior, a luz em meio à escuridão da idade.
Então, na busca pela alma há muito esquecida,
Descobrimos a companhia dos próprios segredos, a vida.
E assim, na solidão medieval, encontramos redenção,
No encontro com nós mesmos, no fim da solidão.
Autoria:
Susatel
In, Vírgulas jogadas ao tempo
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