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	<title>trânsito &#8211; Jornal Tribuna</title>
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		<title>Como não estressar no caótico trânsito da Bahia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laerte Temple]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2023 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[Se não foram os baianos que inventaram a calma, ela com certeza foi aperfeiçoada&#160;na Bahia. Se o cabra não nasceu na boa terra, mas vive&#160;lá por muito tempo, acaba assimilando o &#8220;dom&#8221;. Mas se nasceu baiano, mesmo que passe a vida inteira na Suíça, é e sempre será 100% baiano. Omar Xalenta, filho de militar, [&#8230;]]]></description>
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<p>Se não foram os baianos que inventaram a calma, ela com certeza foi aperfeiçoada&nbsp;na Bahia. Se o cabra não nasceu na boa terra, mas vive&nbsp;lá por muito tempo, acaba assimilando o &#8220;dom&#8221;. Mas se nasceu baiano, mesmo que passe a vida inteira na Suíça, é e sempre será 100% baiano.</p>



<p>Omar Xalenta, filho de militar, nasceu em Ilhéus. Aos 4 anos, o pai foi transferido para Cuiabá, depois Porto Alegre, Brasília, São Paulo e finalmente Rio de Janeiro, onde ficou em definitivo. Aos 22 anos, Omar mudou-se para&nbsp;&nbsp;Salvador para estudar Direito e estagiar no escritório do tio Padilha. Um leve sotaque carioca persistia, mas a calma típica não demorou a voltar.&nbsp;</p>



<p>Diva Hagar é paraense de Santarém, mas desde os 8 meses vive em Salvador. A arretada é lojista no Mercado Modelo e é tão baiana quanto qualquer nativa. Diva comprou um carro para fazer as entregas e matriculou-se na autoescola. No teste escrito foi bem, mas no prático bombou 4 vezes. Ela não desistiu nem mesmo quando esbofeteou um ciclista ao sinalizar com o braço a conversão à esquerda. O destino fez Diva Hagar e Omar Xalenta se cruzarem.&nbsp;</p>



<p>Por volta das 8 da noite, Omar seguia pela av. Octávio Mangabeira, sentido Jardim de Alah, a inocentes 10 km por hora, atento às palmeiras da estrada a procura de uma moça recostada, as conhecidas “redutoras de velocidade”. Seu olhar varria a pista da esquerda para a direita e vice-versa, feito limpador de para-brisas. As mulheres que os homens procuram são as mulheres perdidas e ele encontrou a perdidíssima Charlene, ruiva artificial exuberante, mini blusa, minissaia e maxi salto. Parou longe do meio fio, baixou o vidro do carona e o corpão de 1 metro e 75 adentrou ao veículo do umbigo para cima, expondo à brisa marítima as belas e siliconadas bochechas traseiras inferiores.</p>



<p>Diva Hagar dirigia seu Gol branco falando ao celular e checando o Waze, tudo ao mesmo tempo, fazendo o carro desenhar curvas senoidais à direita e à esquerda à procura de um famoso bar frequentado por solteiros românticos.</p>



<p>Parado na avenida, conversa vai, conversa vem, o nível de Serotonina de Omar subia à medida que a negociação avançava e os melões de Charlene balançavam. Era como ver pouso de nave espacial! O impacto na traseira fez o carro avançar mesmo com o freio de mão puxado e a ruiva foi ao chão.</p>



<p>Diva Hagar e Omar Xalenta socorreram a vítima. Na queda, ela perdeu a peruca, o silicone barato da bochecha inferior direita vazou e a mini calcinha rasgou, revelando o que a polícia confirmou mais tarde: Charlene é o nome social de Agamenon Silva, coveiro durante o dia e Drag Queen à noite.</p>



<p>A ruiva foi para o hospital, Diva e Omar para a delegacia. Ele pretendia ficar calado e invocar as prerrogativas do privilégio cliente-periguete quando o famoso tio advogado veio em seu socorro.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Leve a moça para tomar caldo de sururu que eu cuido de tudo.</li>



<li>Mas e o B. O.? E a vítima?</li>



<li>A restauração do silicone e uma peruca nova devem bastar.</li>



<li>Não vai ter processo, tio?</li>



<li>Estamos na Bahia. Processo dá muito trabalho e ninguém gosta.</li>
</ul>



<p>O delegado é amigo de infância do dr. Padilha e do coronel Itamar Xalenta, pai de Osmar. A Drag Queen que gerencia as moças da avenida aceitou o acordo, mais R$ 800,00 de lucros cessantes e a promessa de uma semana sem ronda policial na região. Ronda dá muito trabalho!</p>



<p>Diva Hagar e Omar Xalenta passaram a noite juntos e engataram um&nbsp;namoro. Dois dias depois, infectados pela sopa de bactérias da Jacuzzi do Motel, foram ao hospital e reencontraram Charlene, que estava de saída e perguntou ao rapaz:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O futuro doutor também curte Drag Queen? Vou postar no Insta.</li>



<li>Não é verdade. Por que vai postar?</li>



<li>O mundo sem fofoca fica muito chato!</li>



<li>Do que vocês estão falando? – quis saber Diva.</li>



<li>Querida, não é nada – falou Charlene.</li>



<li>E o que é então? Pensa que eu não vi a piscadinha?</li>



<li>Sou cliente do escritório do doutor Padilha. Eu e o doutor Omar falávamos de negócios quando você bateu o carro.</li>
</ul>



<p>Diva desculpou-se e Omar suspirou aliviado. O namoro estava salvo. O doutor Padilha pagou a conta do hospital, chamou Charlene e piscou para o sobrinho. A Drag Queen foi super profissa e a grana extra encerrou o caso. Tudo na paz e sem burocracia, meu rei! Bahia é mais Brasil!</p>
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