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	<title>Segurança &#8211; Jornal Tribuna</title>
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	<description>O seu portal de notícias e artigos científicos</description>
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		<title>Setor financeiro recorre à IA para sanar demanda por compliance</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Grayce Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2025 09:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Startups]]></category>
		<category><![CDATA[Compliance]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de risco]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Salarial 2026 da Robert Half]]></category>
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		<category><![CDATA[VAAS]]></category>
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					<description><![CDATA[Guia Salarial 2026 aponta que conhecimento em IA e regulamentação estão entre os mais valorizados; tecnologias como a da VAAS atuam como extensão para superar carência de profissionais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O recém-lançado Guia Salarial 2026 da Robert Half aponta um aumento significativo na demanda por profissionais com profundo conhecimento em&nbsp;<strong>inteligência artificial (IA)</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>regulamentação financeira/compliance</strong>. A pesquisa global destaca que o ecossistema financeiro é impulsionado por digitalização, crescimento de&nbsp;<em>fintechs</em>&nbsp;e inovação, com o uso intensivo de IA e&nbsp;<em>big data</em>&nbsp;acelerando a tomada de decisões.</p>



<p>Simultaneamente, a área de&nbsp;<strong>compliance/auditoria/controles internos</strong>&nbsp;e a especialização em regulamentação BACEN e CVM estão entre as áreas funcionais com maior demanda. “A convergência entre a IA e o compliance não é uma opção, é um imperativo estratégico,” afirma Gustavo Tremel, CEO da VAAS, startup especialista em gestão de risco inteligente.</p>



<p>Tremel conta que enquanto a Robert Half mostra que o mercado carece de profissionais que entendam e executem a tecnologia, a VAAS oferece a solução. “Utilizamos IA preditiva e&nbsp;<em>machine learning</em>&nbsp;para automatizar o monitoramento de riscos, garantindo a conformidade regulatória (PLD/KYC) em tempo real. Na prática,&nbsp; a plataforma funciona como uma extensão tecnológica do time de risco e compliance, superando a dificuldade do mercado em encontrar talentos que dominem tanto a tecnologia quanto a regulamentação”, explica Tremel.</p>



<p>Hoje, a startup catarinense atende diretamente aos segmentos mais dinâmicos do mercado, como bancos digitais,&nbsp;<em>fintechs</em>&nbsp;e empresas de meios de pagamento – listados pela Robert Half como os que mais contratam.</p>



<p>“O mercado está sendo forçado a integrar tecnologia de ponta para navegar na complexidade regulatória e na velocidade das transações. Não apenas acompanhamos essa tendência, mas a impulsionamos, transformando a IA em governança e a governança em valor para o cliente” conclui o CEO da VAAS.</p>



<p><strong>Sobre o Guia Salarial Robert Half 2026</strong></p>



<p>O Guia Salarial Robert Half 2026 apresenta faixas salariais para mais de 300 cargos em diversos setores da economia e as tendências que dominarão o mercado nos próximos meses.</p>



<p>A edição do guia lançado neste início de novembro, destaca que o mercado financeiro brasileiro segue em rápida transformação: enquanto enfrenta desafios tradicionais, como inflação persistente e juros elevados, ganha força um ecossistema impulsionado pela inovação.&nbsp;De acordo com&nbsp;<em>headhunters</em>&nbsp;da consultoria, a atualização constante dos profissionais é fundamental devido a fatores como a reforma tributária e normativas internacionais.</p>



<p><br>“O mercado carece de profissionais que, independente de estarem lá neste momento tendo a possibilidade de apertar um botão, consigam entender e se necessário executar tudo que hoje a tecnologia propõe. É preciso ter cuidado para não se deixar levar pela facilidade da tecnologia e abandonar competências essenciais”, orienta Ana Carla Guimarães, diretora da Robert Half.&nbsp;</p>



<p><strong>Sobre a VAAS</strong></p>



<p>A VAAS é uma empresa de tecnologia especializada em gestão de risco inteligente. Sua plataforma ajuda equipes a automatizar processos, unificar a gestão de riscos e tomar decisões com mais agilidade, autonomia e precisão. Fundada em Florianópolis e com presença em São Paulo, a VAAS combina experiência em inovação com soluções escaláveis, desenvolvidas para acompanhar as constantes evoluções do mercado de risco,&nbsp;<em>compliance</em>&nbsp;e crédito. Para mais informações, basta acessar o site&nbsp;<a href="https://vaas.live/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">vaas.live</a>.</p>
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		<item>
		<title>A importância da comunicação clara na prevenção de acidentes</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2025/10/a-importancia-da-comunicacao-clara-na-prevencao-de-acidentes/</link>
					<comments>https://jornaltribuna.com.br/2025/10/a-importancia-da-comunicacao-clara-na-prevencao-de-acidentes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vinicius Rossi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2025 22:07:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[#ambientedetrabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[Acidentes muitas vezes surgem de instruções mal compreendidas. Aprenda métodos para garantir que todos compreendam procedimentos e riscos Acidentes em ambientes de trabalho continuam sendo uma preocupação recorrente em empresas de todos os setores.&#160; Embora fatores como infraestrutura inadequada e ausência de equipamentos de proteção sejam frequentemente apontados como causas, um elemento menos visível, mas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Acidentes muitas vezes surgem de instruções mal compreendidas. Aprenda métodos para garantir que todos compreendam procedimentos e riscos</em></p>



<p>Acidentes em ambientes de trabalho continuam sendo uma preocupação recorrente em empresas de todos os setores.&nbsp;</p>



<p>Embora fatores como infraestrutura inadequada e ausência de equipamentos de proteção sejam frequentemente apontados como causas, um elemento menos visível, mas igualmente perigoso, contribui significativamente para essas ocorrências: a falha na comunicação.</p>



<p>Uma simples instrução mal interpretada pode resultar em quedas, choques elétricos, lesões e até situações mais graves. Por isso, promover uma comunicação clara e eficiente não é apenas desejável, é essencial.&nbsp;</p>



<p>Neste artigo, exploramos como treinar equipes, padronizar informações e aplicar normas de segurança pode salvar vidas e preservar a integridade física e emocional de todos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Treinamento e orientação contínua</h2>



<p>Garantir que todos compreendam o que está sendo feito, como e por quê, é o primeiro passo para evitar acidentes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Importância de instruções claras e objetivas</h3>



<p>Durante treinamentos, é comum que termos técnicos, siglas ou explicações genéricas confundam quem está recebendo a orientação.&nbsp;</p>



<p>Para prevenir esse ruído, as instruções precisam ser objetivas, adaptadas ao perfil do público e, sempre que possível, demonstradas na prática. A linguagem acessível é uma aliada poderosa para que todos, desdo estagiário ao colaborador mais experiente, entendam os riscos e saibam como agir corretamente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Estratégias para reforçar aprendizado e compreensão</h3>



<p>Não basta informar uma vez: é preciso reforçar. A repetição periódica por meio de treinamentos, materiais visuais, quizzes internos e dinâmicas práticas ajuda a consolidar o conhecimento.&nbsp;</p>



<p>Outra estratégia eficaz é o uso de simulados ou atividades de roleplay, que permitem treinar respostas rápidas a situações de risco e medir o nível de assimilação das instruções.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="612" height="408" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-186.jpg" alt="" class="wp-image-167788" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-186.jpg 612w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-186-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 612px) 100vw, 612px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Comunicação de riscos</h2>



<p>Informar sobre os riscos de maneira clara e constante é um dos pilares de qualquer programa de segurança.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Métodos eficazes de informar perigos e medidas preventivas</h3>



<p>Os riscos precisam ser comunicados de maneira visual e auditiva. Vídeos curtos, campanhas internas e quadros informativos com exemplos reais são formas eficazes de alertar os colaboradores.&nbsp;</p>



<p>É importante que todos saibam não apenas o que evitar, mas também o que fazer em caso de emergência.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sinalização, manuais e reuniões de segurança</h3>



<p>Sinalizações padronizadas, manuais de procedimento acessíveis e reuniões regulares são recursos indispensáveis. A sinalização deve ser compreensível para todos, inclusive para colaboradores com baixa escolaridade ou que não dominem o idioma local.&nbsp;</p>



<p>Já os manuais precisam ir além da burocracia e realmente servir como guias práticos. Reuniões semanais de segurança são boas oportunidades para revisar temas importantes, esclarecer dúvidas e atualizar a equipe sobre mudanças nos protocolos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Engajamento dos colaboradores</h2>



<p>A comunicação não pode ser apenas de cima para baixo. Incentivar o diálogo torna o ambiente mais seguro e participativo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Incentivar perguntas, feedbacks e participação ativa</h3>



<p>Funcionários devem sentir que têm liberdade para fazer perguntas e sugerir melhorias. Isso contribui para um ambiente mais saudável e colaborativo.&nbsp;</p>



<p>Muitas vezes, quem está na linha de frente enxerga riscos e falhas antes da liderança e essas percepções podem ser vitais para corrigir problemas antes que se tornem acidentes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Garantir que todos compreendam e sigam as normas</h3>



<p>De nada adianta protocolos bem elaborados se não forem entendidos. Uma comunicação bem-feita garante que todos saibam exatamente o que se espera deles, quais condutas são obrigatórias e quais atitudes são proibidas.&nbsp;</p>



<p>Isso vale especialmente em contextos onde há diversidade cultural, deficiência auditiva ou diferenças educacionais entre os colaboradores.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Padronização de procedimentos</h2>



<p>Ao documentar e padronizar as rotinas, as margens para erro se reduzem significativamente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Criar rotinas e protocolos documentados</h3>



<p>Toda atividade que envolve risco deve ser acompanhada de um procedimento documentado. Isso não apenas garante uniformidade, como também permite treinar novos colaboradores com mais agilidade</p>



<p><img decoding="async" src="https://jornaltribuna.com.br/286202c6-078d-47b5-814d-e50c8448bc48" width="612" height="408">.&nbsp;</p>



<p>A ausência dessa padronização é uma das causas frequentes de inconsistência no cumprimento das normas de segurança.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Benefícios de um padrão de comunicação bem definido</h3>



<p>Um padrão de comunicação contribui para que os colaboradores saibam exatamente onde encontrar instruções, como reportar problemas e o que fazer em cada tipo de ocorrência.&nbsp;</p>



<p>Isso reduz o improviso e aumenta a eficácia das medidas de contenção. Empresas que adotam essa prática colhem benefícios também em auditorias, certificações e imagem institucional.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como normas e diretrizes fortalecem a prevenção de acidentes</h2>



<p>Normas regulamentadoras não são apenas exigências legais: são ferramentas práticas para salvar vidas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Boas práticas de segurança conforme a Norma Regulamentadora nº 1</h3>



<p>A Norma Regulamentadora nº 1<strong> </strong>determina diretrizes que envolvem o gerenciamento de riscos ocupacionais, com foco em prevenção, capacitação e melhoria contínua dos ambientes de trabalho.&nbsp;</p>



<p>Um dos pontos-chave da norma é a ênfase na comunicação: os treinamentos obrigatórios devem ser claros, contextualizados e comprovadamente compreendidos por todos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Garantindo que protocolos e treinamentos sejam claros e eficientes</h3>



<p>Para estar em conformidade com a norma, as empresas devem registrar os treinamentos, garantir que todos os colaboradores passem pelas formações exigidas e que as informações sejam transmitidas de forma clara.&nbsp;</p>



<p>Isso pode ser feito com o uso de recursos didáticos adaptados à realidade da equipe, além de avaliações e reforços periódicos.&nbsp;</p>



<p>Dessa forma, a empresa não apenas cumpre uma obrigação legal, como também investe na proteção de sua equipe e no bom funcionamento das operações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Comunicação eficaz é sinônimo de prevenção</h2>



<p>Em qualquer ambiente, da indústria ao escritório, da construção civil à área da saúde, a comunicação clara é uma aliada insubstituível da segurança.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image-186.jpg" alt="" class="wp-image-167789" /></figure>



<p>Quando todos sabem o que fazer, como agir e como identificar riscos, as chances de acidentes caem drasticamente.</p>



<p>A conscientização contínua, o uso de linguagem acessível, a criação de protocolos padronizados e a escuta ativa dos colaboradores formam a base de uma cultura de segurança sólida.&nbsp;</p>



<p>Para isso, contar com o apoio de normas reconhecidas, como a <a href="https://orienteme.com.br/nr1/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer"><strong>NR-1 atualizada</strong></a> é essencial. Ela garante que os processos estejam alinhados com boas práticas, promovendo um ambiente mais seguro, engajado e produtivo.</p>
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		<title>MadeiraMadeira adota solução da VAAS para gestão de riscos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Grayce Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 22:57:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Startups]]></category>
		<category><![CDATA[Compliance]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de riscos inteligente]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
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					<description><![CDATA[Parceria visa garantir agilidade, segurança e consistência nos processos de due diligence e compliance da maior plataforma online de soluções para casas da América Latina.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Parceria visa garantir agilidade, segurança e consistência nos processos de due diligence e compliance da maior plataforma online de soluções para casas da América Latina</em></p>



<p>A&nbsp;<strong>VAAS</strong>, especialista em gestão de riscos inteligente, anuncia a&nbsp;<strong>MadeiraMadeira</strong>,&nbsp;&nbsp;maior ecossistema de produtos e serviços para a casa da América Latina,&nbsp;como sua mais nova cliente. A parceria estratégica posiciona o compliance como um diferencial competitivo, utilizando a plataforma da VAAS para garantir a segurança e a escalabilidade dos processos da gigante do varejo.</p>



<p>A MadeiraMadeira buscou uma solução que pudesse acompanhar o ritmo acelerado de sua expansão e diversificação de frentes de negócio. &#8220;O principal desafio era lidar com a crescente complexidade e volume das demandas de compliance, em especial diante da expansão e diversificação das frentes de negócio da MadeiraMadeira, o que exigia maior escalabilidade e eficiência para garantir consistência e confiabilidade nos processos&#8221;, afirma Luiz Fellipe Pizatto, Gerente Jurídico e Compliance da MadeiraMadeira.</p>



<p>A plataforma da VAAS utiliza inteligência artificial, que atua como um &#8220;agente de decisão&#8221; capaz de interpretar documentos, identificar comportamentos suspeitos, cruzar dados em tempo real e tomar decisões seguras sem a necessidade de intervenção humana, unificando a orquestração de dados. Essa abordagem permite que o compliance deixe de ser visto apenas como um custo inevitável e se torne uma alavanca de eficiência.</p>



<p>“Ter a MadeiraMadeira, uma das maiores referências do setor de móveis e decoração do Brasil, em nosso portfólio é motivo de orgulho e reforça a confiança do mercado na VAAS como parceira estratégica em gestão de riscos. A parceria demonstra como a automação inteligente de compliance e análise de risco é fundamental para sustentar crescimento, proteger operações e trazer mais eficiência. Mais do que reforçar a governança da MadeiraMadeira, este movimento estabelece um exemplo importante para todo o mercado de varejo”, declara Gustavo Tremel, CEO da VAAS.</p>



<p>A VAAS investe em tecnologia de ponta para interpretar normas regulatórias e identificar padrões de risco, fator visto como decisivo pelo executivo da MadeiraMadeira. &#8220;Escolhemos a VAAS porque é a ferramenta que melhor atende às nossas necessidades atuais de compliance, oferecendo escalabilidade e uma visão integrada que garante agilidade e consistência aos nossos processos&#8221;, explica Pizatto.</p>



<p>Para a empresa, a adoção da plataforma está intrinsecamente ligada à sua estratégia de expansão. &#8220;A adoção da VAAS está totalmente alinhada à nossa estratégia de crescimento, pois garante escalabilidade, automação e segurança nos processos de compliance. Isso é fundamental para sustentar a expansão da empresa e suportar, em especial, as novas frentes de negócio, sem comprometer a confiabilidade e a integridade dos controles internos&#8221;, conclui o Gerente Jurídico e Compliance da MadeiraMadeira.</p>



<p>A VAAS, que quadruplicou sua receita em um ano e projeta encerrar 2026 com R$ 40 milhões em receita anual recorrente, avança em setores-chave como financeiro, tecnologia e varejo, reforçando sua posição como plataforma completa de gestão de riscos inteligente.</p>



<p><strong>Sobre a MadeiraMadeira</strong></p>



<p>Criada em 2009, a&nbsp;<a href="https://www.madeiramadeira.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">MadeiraMadeira</a>&nbsp;é o maior ecossistema de produtos e serviços para a casa da América Latina, com mais de 13 milhões de clientes atendidos. Um modelo híbrido entre e-commerce, marketplace e lojas físicas que possui mais de 3 milhões de produtos. Com base em tecnologia, a empresa possui mais de 30 softwares desenvolvidos internamente para atender a operacionalização do e-commerce, com soluções práticas para a experiência do cliente. Além disso, as lojas físicas possuem 50 unidades distribuídas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Goiás e Distrito Federal. A MadeiraMadeira é sediada em Curitiba, mas possui time por todo o país.</p>



<p><strong>Sobre a VAAS</strong></p>



<p>A VAAS é uma empresa de tecnologia especializada em gestão de riscos inteligente. Sua plataforma ajuda equipes a automatizar processos, unificar a gestão de riscos e tomar decisões com mais agilidade, autonomia e precisão. Fundada em Florianópolis e com presença em São Paulo, a VAAS combina experiência em inovação com soluções escaláveis, desenvolvidas para acompanhar as constantes evoluções do mercado de risco, compliance e crédito. Mais informações em&nbsp;<a href="https://vaas.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">vaas.live</a>.</p>
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		<title>VAAS leva inovação em PLDFT para evento da Febraban</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Grayce Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 16:56:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Compliance]]></category>
		<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Febraban]]></category>
		<category><![CDATA[Febraban PLDFT]]></category>
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		<category><![CDATA[VAAS]]></category>
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					<description><![CDATA[Descubra como a VAAS, startup listada como uma das mais promissoras do Brasil, revoluciona a Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLDFT) com Inteligência Artificial. Saiba mais sobre as soluções de gestão inteligente de risco e compliance que a VAAS apresentará no Congresso PLDFT da Febraban.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Startup estará na Febraban/PLDFT, que ocorre nos dias 22 e 23 de outubro em São Paulo/SP; evento terá como foco a discussão sobre o papel da tecnologia na detecção e prevenção de crimes financeiros</em>.</p>



<p>A VAAS, startup brasileira de tecnologia especializada em gestão inteligente de risco, está entre as expositoras confirmadas no 15º Congresso de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (PLDFT) da Febraban, que acontece nos dias 22 e 23 de outubro, no Espaço Villa Blue Tree&nbsp;em São Paulo. Considerado o mais importante evento do setor, o Febraban/PLDFT terá como tema central “A evolução constante dos controles e as inovações esperadas”.</p>



<p>O congresso reunirá empresas e especialistas de diversas áreas do sistema financeiro, como compliance, controles internos e gestão de risco, com foco na exposição de soluções e discussão sobre o papel da tecnologia, especialmente a inteligência artificial (IA), na detecção e prevenção de crimes financeiros.</p>



<p>A participação da VAAS ocorre em um momento estratégico, após a empresa ser listada no relatório “Cuantico VP Identifies Brazil’s Top Startups to Watch for 2026”, sendo apontada como uma das empresas mais promissoras do ecossistema de inovação do país para os próximos anos.</p>



<p>Gustavo Tremel, CEO da VAAS, destaca a importância de levar a tecnologia da startup para o debate. “Estar no congresso da Febraban é fundamental para debater como a IA está redefinindo o padrão de segurança e eficiência em PLDFT e&nbsp;<em>compliance</em>. Nossa missão é mostrar que é possível ter uma gestão de risco que não é só sobre seguir regras, mas sim usar a inteligência para tomar decisões melhores, mais rápidas e com rastreabilidade”.</p>



<p>A plataforma da VAAS utiliza agentes de IA para automatizar processos de&nbsp;<em>due diligence</em>, cruzar dados em tempo real, identificar comportamentos suspeitos e realizar análises de risco complexas, como detecção de fraudes com &#8220;laranjas&#8221; e monitoramento de transações suspeitas. Isso permite que a solução unifique dados e fluxos de decisão para&nbsp;<em>compliance</em>, crédito e prevenção a fraudes.</p>



<p>“Acabamos de ser listados como uma das top startups do Brasil para 2026, um reconhecimento que atesta a nossa capacidade técnica de entregar produtos sofisticados para o mercado B2B, exatamente como exige o setor financeiro. Nossa expectativa é apresentar como tarefas repetitivas, que consomem até 40% do tempo das equipes, podem ser substituídas por agentes de IA robustos e auditáveis, liberando os profissionais para análises estratégicas e diminuindo significativamente os falsos positivos e alertas irrelevantes”, conclui Tremel.</p>



<p>A VAAS, que já superou R$ 50 milhões em contratos ativos, promete transformar a gestão de riscos em um processo ágil, unificado e escalável para grandes empresas, trazendo velocidade e precisão para a tomada de decisão.</p>



<p>Para mais informações sobre a programação da Febraban/PLDFT, basta acessar a página oficial do evento no site&nbsp;<a href="https://febrabantech.febraban.org.br/evento/pldft/agenda" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">https://febrabantech.febraban.org.br/evento/pldft/agenda</a>.</p>



<p><strong>Sobre a VAAS</strong></p>



<p>A VAAS é uma empresa de tecnologia especializada em gestão de risco inteligente. Sua plataforma ajuda equipes a automatizar processos, unificar a gestão de riscos e tomar decisões com mais agilidade, autonomia e precisão. Fundada em Florianópolis e com presença em São Paulo, a VAAS combina experiência em inovação com soluções escaláveis, desenvolvidas para acompanhar as constantes evoluções do mercado de risco, compliance e crédito. Mais informações estão disponíveis no site&nbsp;<a href="http://vaas.live/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">vaas.live</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Criminalidade em condomínios triplica em 2025 e procura por tecnologias de portaria remota cresce</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2025/09/criminalidade-em-condominios-triplica-em-2025-e-procura-por-tecnologias-de-portaria-remota-cresce/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[patricia lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 18:31:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
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		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Integradores de segurança e empresas no ramo buscam novas soluções para oferecer mais proteção a seus clientes Muitas famílias escolhem viver em condomínios residenciais pela sensação de proteção, mas o que antes era visto como um espaço mais seguro, agora se tornou alvo recorrente da criminalidade. No primeiro semestre de 2025 foram registrados 12 assaltos [&#8230;]]]></description>
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<p><em>Integradores de segurança e empresas no ramo buscam novas soluções para oferecer mais proteção a seus clientes</em></p>



<p>Muitas famílias escolhem viver em condomínios residenciais pela sensação de proteção, mas o que antes era visto como um espaço mais seguro, agora se tornou alvo recorrente da criminalidade. No primeiro semestre de 2025 foram registrados 12 assaltos em prédios de São Paulo, número três vezes maior do que todos os casos somados entre 2022 e 2024.</p>



<p>Esse aumento nos crimes pressiona o mercado de segurança a oferecer alternativas tecnológicas capazes de reduzir riscos e ampliar a eficiência operacional. Entre os recursos mais buscados estão portaria remota, reconhecimento facial, biometria e monitoramento inteligente.</p>



<p>Para Marcio Verderio Tahan, CEO da VTCall, empresa especializada em atendimento corporativo com inteligência artificial e automação, a transformação já é uma realidade “Integradores que utilizam portaria remota com suporte em tempo real e sensores inteligentes entregam não apenas redução de custos, mas uma experiência de proteção ativa para seus clientes. A tecnologia não substitui o porteiro, mas redefine sua atuação, ampliando sua capacidade de resposta e gestão de ocorrências”, ressalta Marcio.</p>



<p>Um dos avanços que vem ganhando espaço é a Portaria Digital com PABX em nuvem. A VTCall, por exemplo, oferece a solução hospedada no Google Cloud, que substitui a presença física contínua por atendimento remoto 24 horas, com gravação de chamadas por até dois anos, emissão de relatórios detalhados, monitoramento de ramais e alta disponibilidade, garantindo 99,9% de uptime. Além de aumentar a segurança, o modelo pode gerar economia de até 60% em comparação ao atendimento presencial e mantém a performance mesmo com o crescimento do número de usuários, atendendo desde pequenos até grandes empreendimentos.</p>



<p>Para José Ricardo Orlandini, proprietário da Foccare Sistemas de Segurança Eletrônica, que também utiliza a solução, a integração entre tecnologia e operação humana eleva o nível de proteção. “Um sistema que opera sem falhas não apenas garante um controle de acesso eficiente, como também permite resolver problemas rapidamente, diminuindo a carga do síndico. Modernizar a portaria com tecnologia é essencial para tornar o condomínio mais seguro, eficaz e inovador”, afirma José.</p>



<p>Essa movimentação mostra que o diferencial competitivo das empresas de portaria e segurança está na capacidade de integrar tecnologias modernas, como comunicação em nuvem e inteligência artificial, em seus serviços “Quanto mais integrado for este ecossistema, maior será a proteção contra invasões e assaltos”, conclui Marcio.</p>
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		<title>Importância da Pilotagem Defensiva e Agressiva em Operações de Salvamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joao Resende]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 19:42:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito de Trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[bombeiro]]></category>
		<category><![CDATA[pilotagem]]></category>
		<category><![CDATA[salvamento]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[Introdução A atuação em emergências exige dos bombeiros militares e policiais habilidades de condução extremas. É preciso dirigir rápido, para salvar vidas o quanto antes, mas também com segurança, pois um socorrista acidentado não pode ajudar ninguém. Esta dualidade entre pilotagem defensiva e pilotagem agressiva é especialmente crítica em operações de salvamento. De um lado, [&#8230;]]]></description>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Introdução</strong></h3>



<p>A atuação em emergências exige dos bombeiros militares e policiais habilidades de condução extremas. É preciso dirigir rápido, para salvar vidas o quanto antes, mas também com segurança, pois um socorrista acidentado não pode ajudar ninguém. Esta dualidade entre pilotagem defensiva e pilotagem agressiva é especialmente crítica em operações de salvamento. De um lado, a condução defensiva consiste em dirigir de forma atenta e preventiva, evitando acidentes mesmo sob pressão. De outro, a condução agressiva (no sentido de assertiva e veloz) torna-se necessária quando cada minuto de atraso pode custar vidas. Conciliar essas abordagens é um desafio diário para bombeiros e policiais. Neste artigo, discutiremos a importância de ambas as posturas na pilotagem de veículos de emergência, de motos e viaturas terrestres a helicópteros e aviões, embasados em dados oficiais e estudos recentes. Serão abordados os impactos do tempo de resposta sobre vidas salvas, as necessidades de capacitação específica em direção de emergência, e exemplos práticos em cenários urbanos, desastres naturais e locais de difícil acesso. Os resultados de pesquisas sobre economia de tempo vs. sobrevivência, aliados à experiência operacional do Corpo de Bombeiros Militar, demonstram que investir em treinamento e adotar técnicas adequadas de pilotagem defensiva/agressiva pode otimizar o socorro e salvar mais vidas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Tempo de resposta: cada minuto conta</strong></h3>



<p>Em urgências médicas e resgates, segundos podem definir a diferença entre a vida e a morte. Estudos confirmam matematicamente o que a experiência sugere: reduções modestas no tempo de resposta geram grandes ganhos em sobrevivência. Por exemplo, em casos de parada cardíaca extra-hospitalar, reduzir o tempo da ambulância para 5 minutos quase duplica a taxa de sobrevivência, em comparação a respostas mais lentas. De forma similar, a American Heart Association aponta que a cada minuto sem RCP (reanimação cardiopulmonar) e desfibrilação, as chances de sobrevivência da vítima caem de 7% a 10%. Ou seja, após cinco minutos sem atendimento adequado, a probabilidade de reversão é dramaticamente menor.</p>



<p>No trauma, vale a máxima da &#8220;hora de ouro&#8221;: quanto mais rápido a vítima de acidente grave chega a um centro de referência, maiores as chances de sobreviver. Dados de um estudo em larga escala nos EUA indicam que o risco de morte do paciente aumenta 8% a cada incremento de 10 minutos no tempo pré-hospitalar. Em casos de hemorragia severa, pesquisas recentes sugerem um quadro ainda mais urgente: um aumento de 2% na mortalidade a cada minuto de atraso para iniciar medidas de ressuscitação (como transfusão de sangue) em vítimas de choque hemorrágico.</p>



<p>No contexto de incêndios e salvamentos em estruturas, o tempo é igualmente crítico. Incêndios têm progressão exponencial: podem dobrar de tamanho a cada 30 a 60 segundos. Em apenas 8 minutos, o fogo pode aumentar 64 vezes de proporção, possivelmente saindo do controle. Em minutos, ou mesmo segundos, podem separar a vida da morte para vítimas presas em locais em chamas. Estudo de engenharia de incêndio mostra que uma redução de 2 a 3 minutos no tempo de resgate de uma vítima de incêndio pode aumentar em até oito vezes sua chance de sobrevivência. Isso porque menos inalação de fumaça e calor significa menos danos irreversíveis ao organismo.</p>



<p>Não só vidas, mas também custos estão em jogo. Uma análise estimou que, nos Estados Unidos, reduzir apenas um minuto no tempo médio de resposta em emergências poderia salvar cerca de 149.000 vidas por ano. Trata-se de uma projeção teórica, mas que ilustra o enorme impacto populacional de pequenos ganhos de eficiência no socorro. Cada minuto economizado significa pessoas a mais retornando para suas famílias. Portanto, ganhar tempo sem perder a segurança deve ser mantra de toda equipe de emergência.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Pilotagem defensiva: chegar seguro para poder salvar</strong></h3>



<p>Por mais premente que seja a ocorrência, chegar ao local em segurança é prioridade absoluta. Se a guarnição não consegue chegar por ter sofrido um acidente no percurso, o salvamento falha e vidas adicionais podem ser perdidas. Estatísticas revelam que colisões envolvendo veículos de emergência não são raras e frequentemente cobram um preço alto em vidas dos próprios socorristas e de terceiros. Nos Estados Unidos, por exemplo, registraram-se 18.775 colisões envolvendo veículos de bombeiros em 2021, resultando em 600 feridos. Naquele ano, 16 bombeiros morreram em incidentes veiculares, 10 em acidentes de trânsito com as viaturas e 6 atropelados por outros veículos durante operações. Entre bombeiros norte-americanos, colisões com veículos de emergência representam cerca de 27% das mortes em serviço, sendo a segunda maior causa de óbitos, atrás apenas dos eventos médicos e colapsos durante combate a incêndios.</p>



<p>No Brasil, realidade semelhante se observa com as forças de segurança pública. Diversos levantamentos indicam que acidentes de trânsito estão entre as principais causas de morte de policiais em serviço, muitas vezes superando confrontos armados. Na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), 41,3% das mortes em ação entre 1960 e 2025 decorreram de acidentes viários, a maior causa isolada. Na Brigada Militar do Rio Grande do Sul, entre 2006 e 2016, o índice foi de 41%. Mesmo na Polícia Rodoviária Federal (PRF), responsável pelo patrulhamento de estradas, os acidentes responderam por 28,7% das mortes de 2001 a 2020. Esses números chocantes refletem como a pressa e a dinâmica do trânsito são inimigos constantes do profissional de emergência. Dirigir rápido não significa dirigir de forma insegura, é aí que entra a pilotagem defensiva.</p>



<p>Direção ou pilotagem defensiva consiste em adotar uma postura preventiva ao volante: obedecer aos protocolos de segurança, antecipar riscos e comportamentos alheios, e estar sempre preparado para o inesperado. No caso de bombeiros e resgatistas, isso inclui verificar se os outros motoristas perceberam a viatura aproximando-se com sirene antes de cruzar um sinal vermelho, reduzir em cruzamentos e curvas cegas, manter distância de segurança e planejar rotas de escape. Como alerta um experiente instrutor de direção de emergência, &#8220;você não pode ajudar ninguém se não chegar lá com segurança&#8221;. Ou seja, de nada adianta ganhar alguns segundos pelo excesso de velocidade se isso resultar em uma colisão que impede completamente o atendimento. Acidentes com viaturas em deslocamento emergencial não são “acidentais”, mas muitas vezes consequência de dirigirmos além do limite seguro.</p>



<p>Mesmo com sirenes e giroflex ligados, os condutores de emergência devem presumir que não foram vistos ou ouvidos pelos demais. O cenário atual apresenta motoristas mais distraídos ao celular, com som alto ou sem atenção, que podem não perceber a aproximação de uma viatura em alta velocidade. Assim, cabe ao condutor de emergência redobrar a vigilância e dirigir pelos outros: esperando reações inadequadas (freada brusca, parada no meio da via, avanço imprevisível) e estando pronto para contorná-las. Ter sempre uma rota de escape e um plano B ao trafegar em alta velocidade é parte essencial da direção defensiva em emergência.</p>



<p>Importante lembrar que veículos de emergência pesados (como caminhões de bombeiro ou ambulâncias UTI) possuem limitações físicas. Centro de gravidade alto, grande massa e inércia dificultam frenagens e curvas. Exceder a velocidade segura pode levar a tombamentos (<em>rollover</em>), que são especialmente letais. Estudos nos EUA mostram que, embora colisões frontais sejam mais comuns, capotamentos representam quase metade dos eventos fatais com caminhões de bombeiro, pois expõem os ocupantes a forças gravitacionais violentas. Muitas ocorrências graves dão-se próximo a interseções e durante manobras de ultrapassagem ou conversão em alta velocidade. Esses dados reforçam a necessidade de prudência mesmo quando se está em emergência: reduzir antes das curvas acentuadas, não forçar ultrapassagens arriscadas e nunca ignorar o uso do cinto de segurança pela equipe. Infelizmente, em certas corporações no passado havia negligência quanto ao cinto, caso de um acidente recente na PRF em que testemunhas relataram policiais ejetados da viatura por estarem sem cinto, resultando em três mortes que poderiam ter sido evitadas.</p>



<p>A cultura institucional também deve valorizar a segurança. Ser rápido não pode significar ser imprudente. Alguns estudos criticam a romantização do “herói” que se arrisca além do necessário, em detrimento da técnica correta e da cautela. Em operações, prudência não é covardia, e sim profissionalismo. Cada bombeiro ou policial deve ter como objetivo principal voltar vivo e íntegro à base após cumprir a missão, para poder continuar salvando vidas nos dias seguintes. Pilotagem defensiva, portanto, não é sinônimo de lentidão indevida, mas de eficiência inteligente: chegar rápido, porém evitando acidentes que anulariam todo o esforço.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Pilotagem agressiva: urgência com responsabilidade</strong></h3>



<p>Se por um lado a prudência é essencial, por outro há situações em que a agressividade controlada na pilotagem é indispensável. Aqui, o termo &#8220;agressiva&#8221; não implica imprudência ou hostilidade no trânsito, mas sim uma condução assertiva e dinâmica, que explora ao máximo seguro os recursos do veículo e as concessões legais disponíveis em emergências (como avançar sinais fechados com sirene ligada, trafegar acima da velocidade regulamentar, usar contramão ou acostamentos quando necessário, etc.). Essa pilotagem agressiva focada em ganho de tempo deve vir acompanhada de julgamento apurado e treinamento, caso contrário, vira simples negligência.</p>



<p>A economia de minutos cruciais frequentemente depende dessa postura arrojada. Por exemplo, motocicletas de resgate (motolâncias) são empregadas em diversos serviços de atendimento móvel de urgência no Brasil exatamente pela capacidade de driblar congestionamentos e chegar antes da ambulância. Segundo dados do Ministério da Saúde, o tempo de resposta de uma motolância chega a ser 50% menor que o de uma ambulância convencional. Esse ganho é vital em grandes centros urbanos engarrafados. &#8220;Se o atendimento chegar antes, o paciente naturalmente terá mais chance&#8221;, afirmou o secretário de Saúde de Aparecida de Goiânia ao implementar o programa de motolâncias na cidade. Casos de parada cardiorrespiratória, por exemplo, podem ser revertidos por um enfermeiro socorrista de moto alguns minutos antes da chegada da viatura de suporte avançado, aumentando a sobrevivência. </p>



<p>Da mesma forma, viaturas 4&#215;4 são conduzidas de forma enérgica em terrenos difíceis (lama, areia, trilhas) para acessar vítimas em locais remotos ou após desastres naturais, vencendo obstáculos rapidamente. Helicópteros de resgate também operam de modo &#8220;agressivo&#8221; no sentido de se deslocarem diretamente ao ponto de crise, sobrevoando engarrafamentos ou áreas inacessíveis, muitas vezes voando em condições meteorológicas e de terreno complexas, pois a urgência assim demanda.</p>



<p>Contudo, a pilotagem agressiva deve ser reservada às situações que a justificam e executada por profissionais habilitados. Uma perseguição policial em alta velocidade ou uma resposta ao chamado de resgate distante só valem o risco quando os benefícios superam claramente os perigos. Infelizmente, já houve episódios trágicos de excesso de voluntarismo. Um exemplo emblemático ocorreu em Brasília, no ano 2000: duas viaturas policiais, ao avançarem um semáforo vermelho em altíssima velocidade para prestar apoio em outra ocorrência a 24 km de distância, colidiram violentamente com um ônibus que cruzava a via com sinal verde. O acidente matou dois policiais na hora e um terceiro no dia. A investigação mostrou que no destino da equipe já havia efetivo suficiente; ou seja, aquela corrida extrema se revelou desnecessária. O trecho percorrido era de menos de 6 km quando ocorreu a colisão fatal. </p>



<p>Esse caso ilustra que nem toda urgência aparente é real,  e que arriscar a vida da equipe e de terceiros sem uma razão sólida contradiz a missão de salvar vidas. Pilotagem agressiva deve vir sempre acompanhada de discernimento tático: avaliar se a situação exige realmente furar sinais e atingir alta velocidade, ou se alguns segundos não farão diferença no desfecho (por exemplo, em ocorrências já controladas ou de menor gravidade).</p>



<p>Quando a necessidade está comprovada, por exemplo: vítima de trauma grave aguardando extricação, incêndio com pessoas presas, parto complicado em andamento, aí sim justifica-se adotar todos os meios para abreviar a chegada. Nestas horas, o motorista treinado emprega técnicas avançadas: acelerações rápidas porém controladas, uso da sirene em padrões que chamem mais atenção, comunicação constante via rádio para coordenar rotas livres, ultrapassagens seguras mas decididas e até eventualmente realizar escoltas e batedores improvisados para abrir caminho. Ser “agressivo” aqui significa não hesitar diante de obstáculos: se um caminho alternativo for mais rápido, tomá-lo; se for necessário dirigir na contramão por certo trecho com apoio de outros policiais, fazê-lo com cautela; se a viatura possui capacidades especiais (tração 4&#215;4, alta potência), utilizá-las plenamente dentro do bom senso.</p>



<p>É importante frisar que a <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/02/14/interna_cidadesdf,737565/bombeiros-oferecem-curso-de-pilotagem-defensiva-para-motociclistas.shtml" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">pilotagem </a>agressiva efetiva depende profundamente da defensiva. Ou seja, só deve “apertar o ritmo” quem tiver pleno domínio das técnicas de segurança. Um motorista sem treino avançado que tente dirigir agressivamente provavelmente aumentará demais o risco. Já um motorista bem preparado sabe os limites do veículo e os seus próprios, ele consegue ser rápido e seguro simultaneamente. Por exemplo, pilotos de helicóptero de resgate frequentemente voam em condições adversas quando a missão é crítica (chuva, noite, terreno montanhoso). Isso é uma forma de atuação agressiva necessária. Mas esses pilotos também possuem um rigoroso critério de go/no-go e um enorme treinamento para mitigar riscos nessas situações. Do contrário, acidentes aéreos catastróficos ocorreriam. A história da aviação de resgate ensina lições valiosas sobre essa balança: chegar o mais perto possível do limite, mas nunca ultrapassá-lo de forma descontrolada.</p>



<p>Em suma, pilotagem agressiva em salvamentos deve ser sinônimo de eficiência e precisão, não de imprudência. Significa pressa consciente: correr onde dá para correr, mas sempre pronto a frear quando necessário. Cada bombeiro, motorista ou piloto precisa desenvolver esse senso aguçado de julgamento, que só vem com experiência e treinamento específicos, como veremos a seguir.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Capacitação especializada: motos, viaturas e aeronaves</strong></h3>



<p>Diante de tamanhos desafios, fica clara a necessidade de treinamento intenso e específico para condutores de veículos de emergência. Não basta ter a habilitação comum; é preciso aprender técnicas especiais de direção, conhecer os limites de cada tipo de viatura e praticar respostas a situações de risco em ambiente controlado. No Brasil, esse reconhecimento está incluso na legislação de trânsito: todos os condutores de veículos de emergência devem possuir curso especializado, regulamentado pelo CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito). Esse curso, oferecido por instituições como o SEST/SENAT e centros de formação de militares, aborda legislação, direção defensiva, noções de primeiros socorros e condução em situações de emergência, entre outros tópicos. É uma formação de 50 horas/aula, ao final da qual o motorista tem anotação específica em sua CNH autorizando-o a dirigir veículos de emergência. </p>



<p>Trata-se de um filtro importante para garantir que somente profissionais preparados assumam o volante de ambulâncias, viaturas policiais, autobombas ou resgates.</p>



<p>Entretanto, a capacitação não pode parar no curso básico. As corporações investem em treinamentos contínuos e avançados. Por exemplo, simuladores de direção têm sido empregados em alguns Corpos de Bombeiros e polícias para treinar motoristas em condições diversas (piso molhado, frenagem de pânico, curvas acentuadas com veículo pesado, etc.) sem risco real. Um relatório de 2025 destaca que simuladores de caminhão de bombeiros permitem aos condutores praticar manobras seguras e aprimorar habilidades de forma abrangente, cobrindo situações raras ou extremas que seriam difíceis de reproduzir em treinamento de campo. Essa abordagem melhora a preparação para o mundo real, onde qualquer cenário pode ocorrer.</p>



<p>Na esfera dos motociclistas de resgate, muitos Corpos de Bombeiros oferecem cursos específicos de pilotagem defensiva para motos. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF), por exemplo, regularmente abre vagas para treinamento de motorista, destinado a militares e civis voluntários, ensinando técnicas de condução segura de motocicleta em atendimento de emergência. O treinamento abrange desde controle fino da moto em alta velocidade até prevenção de quedas e condução em condições adversas. Essas iniciativas refletem a importância atribuída a preparar bem o socorrista sobre duas rodas, dado o alto risco inerente e a fundamental agilidade que as motos proporcionam.</p>



<p>Para condutores de viaturas pesadas (caminhões de incêndio, unidades de resgate, viaturas 4&#215;4), além de cursos formais, é comum que os mais experientes atuem como instrutores internos, passando dicas e experiências aos mais novos. Muitas vezes são realizados exercícios simulados de resposta a emergências envolvendo direção: por exemplo, dirigir a viatura em alta velocidade até determinado ponto e posicioná-la corretamente, ou percorrer um circuito com obstáculos representando destroços na via, etc. Tais exercícios desenvolvem a memória muscular e a reação automática do motorista, reduzindo erros em situações reais de estresse.</p>



<p>No âmbito da aviação de resgate, a capacitação é ainda mais rigorosa. Pilotos de helicóptero e avião que atuam em bombeiros e polícias geralmente precisam primeiro obter licenças civis (Piloto Privado e depois Piloto Comercial), e em seguida passam por cursos internos de operações aéreas de segurança pública. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), por exemplo, possui o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) desde 2007, operando uma frota mista de 3 aeronaves de asa fixa (aviões) e 5 de asa rotativa (helicópteros) para resgate aeromédico, busca de pessoas em locais de difícil acesso e apoio no combate a incêndios florestais. Para alimentar essa estrutura, o CBMMG criou o Curso de Comandante de Operações Aéreas (CCOA), focado em formar pilotos militares aptos a liderar missões de salvamento aéreo. </p>



<p>Esse curso avançado, com 358 horas de instrução, inclui disciplinas como teoria de voo, navegação, meteorologia, regulamentos aéreos, adaptação ao serviço aeromédico e gerenciamento de cabine, entre outras. O objetivo é preparar o piloto para tomar decisões sensíveis em ambiente desafiador, garantindo operações aéreas seguras e eficientes. Os alunos passam tanto por aulas teóricas quanto por prática real em voo, sob supervisão de pilotos experientes da corporação e também em parceria com a Força Aérea (no caso do curso mineiro, as aulas iniciais ocorreram em conjunto com o CIAAR da Aeronáutica).</p>



<p>Essa integração e profissionalização elevadas resultam em equipes aéreas capazes de atuar em situações complexas, como: resgates em enchentes, transporte de vítimas de trauma de cidades interioranas para capitais, buscas na mata e montanhas, etc. O retorno desse investimento em treinamento é visto na segurança das operações aéreas de salvamento, que têm excelente histórico comparativo de segurança, e na eficácia, pilotos bem treinados conseguem pousar próximo ao alvo em espaços exíguos, operar guinchos de resgate com precisão e navegar mesmo com meteorologia marginal, sempre dentro dos padrões, para cumprir a missão.</p>



<p>Vale citar também a necessidade de capacitação em desastres específicos: muitos bombeiros se especializam em conduzir embarcações de resgate (lanchas, botes infláveis, jet-skis) para salvamentos aquáticos durante inundações e enchentes. Nessas situações, ruas viram rios e a pilotagem passa a ser náutica, exigindo conhecimento de correntezas, obstáculos submersos e operação segura do barco. Da mesma forma, há treinamentos para dirigir em terrenos de lama ou escombros (após deslizamentos de terra ou terremotos), onde técnicas off-road são aplicadas.</p>



<p>Por fim, um aspecto essencial da capacitação é criar a consciência situacional e a cultura de segurança no condutor. Estudos sobre acidentes com viaturas policiais, por exemplo, apontam que além de fatores mecânicos ou erro humano, há um componente de “cultura organizacional” que por vezes glorifica a exposição ao risco e menospreza treinamentos e normas. Mudar essa cultura é também um processo educativo. Investir em <em>workshops</em>, seminários e reciclagens frequentes ajuda a reforçar as melhores práticas. Os agentes devem ser incentivados a discutir incidentes ocorridos (próprios ou de outras corporações) para aprender lições e evitar repetir erros. Nesse sentido, a troca de experiências entre bombeiros e policiais de diferentes regiões e países, participando de simpósios e cursos, contribui muito para difundir uma mentalidade de piloto de emergência profissional, que combina a coragem com a técnica apurada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Aplicações em desastres naturais e locais de difícil acesso</strong></h3>



<p>A importância da pilotagem defensiva/agressiva treinada torna-se ainda mais evidente em desastres de grande magnitude e cenários desafiadores. Nessas situações, infraestrutura comprometida, caos ambiental e isolamento geográfico são obstáculos adicionais que os socorristas precisam superar com habilidade e rapidez.</p>



<p>Considere-se um desastre natural como enchentes severas ou deslizamentos de terra: estradas podem estar bloqueadas ou destruídas, a comunicação falha e múltiplas vítimas encontram-se dispersas. Nesses casos, as equipes de bombeiros e defesa civil lançam mão de todos os meios de transporte disponíveis. Helicópteros são imprescindíveis para alcançar áreas isoladas, e os pilotos precisam muitas vezes pousar em clareiras exíguas ou mesmo realizar içamentos com cabos de salvamento porque não há local seguro para pouso. É uma <a href="https://jornaltribuna.com.br/2023/05/melhorando-a-seguranca-e-o-desempenho-na-pilotagem-a-importancia-do-ajuste-de-suspensao-da-moto/" data-wpel-link="internal">pilotagem </a>agressiva no sentido de testar os limites operacionais: voar baixo em vales estreitos, manobrar com precisão milimétrica próximo a obstáculos e enfrentar condições meteorológicas adversas típicas de desastres (chuva forte, ventos). </p>



<p>Somente com treinamento prévio em voos táticos de resgate e muita coordenação é possível fazer isso com segurança. Além disso, pilotos de aeronaves de asa fixa (aviões) podem realizar lançamentos aéreos de suprimentos ou lançar paraquedistas de busca e salvamento em regiões sem acesso por terra.</p>



<p>Enquanto isso, no solo, viaturas 4&#215;4 e veículos especiais são pilotados de forma enérgica para adentrar áreas rurais ou terrenos acidentados. Por exemplo, em operações de busca na mata por pessoas desaparecidas ou vítimas de soterramento, bombeiros dirigem <em>pick-ups</em> e caminhões através de trilhas lamacentas e riachos, exigindo manobras agressivas (como transpor troncos, subir barrancos) porém calculadas, para não atolar ou quebrar o veículo longe de ajuda. Máquinas pesadas como tratores e retroescavadeiras, quando operadas por bombeiros, também demandam perícia; embora não sejam veículos de resposta rápida, seu correto posicionamento e operação segura aceleram a remoção de escombros e abertura de vias de acesso em locais devastados.</p>



<p>Um desafio particular está nos atendimentos em áreas rurais remotas. Estudos no Reino Unido mostram que em zonas rurais o tempo de resposta das ambulâncias é significativamente maior (em média 3,5 minutos mais lento) do que em áreas urbanas, devido às grandes distâncias e menor densidade de bases de emergência. Isso se reflete em menores taxas de sobrevivência em emergências críticas nas zonas isoladas. Os autores do estudo recomendam empregar tecnologias e meios alternativos para alcançar o paciente mais cedo nas áreas rurais. Tais meios incluem desde bases aéreas estrategicamente posicionadas até primeiros socorros comunitários. No contexto brasileiro, algumas regiões implantaram motolâncias e viaturas leves em distritos afastados para ganhar tempo até a chegada de uma ambulância avançada. </p>



<p>Também há casos em que policiais militares em áreas rurais atuam como primeiros socorristas, dirigindo rapidamente até a fazenda ou comunidade onde há um ferido e iniciando atendimentos básicos antes da ambulância chegar. Tudo isso demanda que esses profissionais saibam conduzir rápido em estradas de terra e tenham noção de triagem médica, evidenciando novamente a importância do treinamento abrangente.</p>



<p>Durante as calamidades, a coordenação entre diferentes modais de transporte de emergência é outro fator vital. Por exemplo, no desastre de Brumadinho (2019) em Minas Gerais, rompimento de barragem que isolou diversas áreas com lama, houve atuação combinada: helicópteros do Corpo de Bombeiros resgataram pessoas ilhadas e fizeram reconhecimento aéreo; equipes terrestres avançaram com veículos off-road até onde conseguiriam chegar; e daí em diante botes infláveis navegavam sobre o mar de lama para recolher sobreviventes. Cada piloto/motorista nessas frentes teve de agir agressivamente dentro de seu meio (voando baixo sobre a barragem, forçando os motores dos barcos contra correntezas de detritos, etc.), mas também defensivamente (garantindo que não se tornassem eles mesmos vítimas). O saldo de vidas salvas em Brumadinho, bem como em enchentes anuais que afetam cidades brasileiras, depende diretamente dessa combinação de agilidade e prudência técnica.</p>



<p>Outro exemplo marcante são as operações de resgate em montanhas ou cavernas de difícil acesso. Unidades especializadas de bombeiros (como os grupamentos de busca e salvamento) muitas vezes necessitam do apoio aéreo para infiltrar equipes em locais altos. Pilotos de helicóptero se aproximam ao máximo das encostas para deixar descender os especialistas de rapel. Nesses contextos, uma pilotagem “agressiva” é necessária, voar dentro de cânions ou pairar sob condições de vento, mas sempre apoiada por rígidos protocolos de segurança (defensivos), como checar três vezes os cabos, manter comunicação constante com o operador de resgate que está descendo, etc. O sucesso nessas missões reflete não apenas coragem do piloto, mas treinamento conjunto exaustivo entre pilotos e resgatistas.</p>



<p>Em suma, diante de desastres naturais e cenários de difícil acesso, os princípios da pilotagem defensiva e agressiva tornam-se ainda mais entrelaçados. Cada socorrista piloto deve ser ao mesmo tempo um “Atleta de Alto Desempenho” e um “Engenheiro de Risco”, extrair o máximo de performance do equipamento para superar obstáculos e ganhar tempo, enquanto calcula friamente os riscos envolvidos e toma medidas para mitigá-los. Essa é a essência que salva vidas em catástrofes, agir rápido, porém com inteligência tática e técnica, graças a um alto nível de preparo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Considerações finais</strong></h3>



<p>Conduzir veículos de emergência em operações de salvamento é uma responsabilidade que vai além de dirigir do ponto A ao B, trata-se de entregar esperança de vida no menor tempo possível, sem nunca sacrificar a segurança. Ao longo deste artigo, vimos que a pilotagem defensiva e agressiva não são opostos excludentes, mas sim complementares na rotina de bombeiros e policiais. A pilotagem defensiva fornece a base de segurança, controle e prevenção de acidentes, garantindo que as equipes de socorro cheguem ao destino íntegras e prontas para agir. Já a pilotagem agressiva, aplicada com critério, traz a velocidade e assertividade necessárias para vencer o relógio nas emergências em que cada minuto conta para salvar vidas.</p>



<p>Dados de estudos e casos reais reforçam essas lições. Ficou evidenciado que reduzir tempos de resposta salva vidas em quantidade significativa, seja no atendimento pré-hospitalar de um infarto ou na retirada de uma vítima de incêndio. Porém, também ficou claro que imprudência no volante de uma viatura de emergência cobra seu preço, podendo ceifar as vidas dos próprios salvadores e de inocentes. Assim, o equilíbrio é imperativo: pressa com prudência. Esse equilíbrio só se alcança com preparo técnico e mental adequado.</p>



<p>Portanto, a grande conclusão é a necessidade de investir cada vez mais na capacitação e na cultura de segurança dos condutores de emergência. Isso inclui cursos robustos, treinamento prático frequente, uso de tecnologias (simuladores, telemetria), revisão de protocolos e aprendizado com incidentes. Implica também melhorar a conscientização institucional, de modo que chefias e comandantes valorizem e cobrem a direção segura tanto quanto os tempos de resposta rápidos. Como ressaltou Mello (2021), enfrentar os riscos inerentes à profissão não significa expor-se desnecessária e desproporcionalmente a eles, o heroísmo verdadeiro está em cumprir a missão com o mínimo de baixas e danos possíveis, preservando a vida dos socorristas e da população.</p>



<p>Felizmente, muitos passos positivos têm sido dados. Projetos como o treinamento de motolâncias pelo Corpo de Bombeiros, a criação de batalhões aéreos com cursos especializados, e o desenvolvimento de simuladores de direção indicam um caminho de profissionalização crescente. Novas tecnologias despontam no horizonte, quem sabe em breve drones e veículos autônomos auxiliem a reduzir ainda mais os tempos de resposta, sempre sob supervisão de operadores bem treinados. Mas independentemente da evolução dos meios, o fator humano continuará sendo decisivo. Cabe ao piloto de emergência incorporar os valores e competências da pilotagem defensiva e agressiva em seu dia a dia.</p>



<p>Em nome de todos os que já aguardaram ansiosamente a chegada de uma sirene salvadora, e de todos os profissionais que arriscam suas vidas nessa nobre função, reforçamos: preparar mais e melhor nossos condutores de emergência é salvar vidas, talvez muitas mais do que imaginamos. A estrada segura e rápida rumo a um futuro com mais sobreviventes passa necessariamente pela direção hábil, consciente e dedicada daqueles que assumem o volante nas horas mais críticas. Que cada bombeiro militar, policial ou socorrista piloto possa ser, simultaneamente, o escudo protetor e a lança veloz na batalha contra o tempo e o perigo, cumprindo com excelência o juramento de vidas alheias e riquezas salvar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong>&nbsp;</h3>



<p>AMERICAN HEART ASSOCIATION. <em>Out-of-hospital cardiac arrest survival rates and the importance of time</em>. Dallas: AHA, 2020. Dados citados por SimpleSense (2023) indicando queda de 7-10% por minuto no prognóstico de PCR sem atendimento.</p>



<p>BATISTA, A. G. Acidentes com veículos operacionais de bombeiros na RMBH. Dissertação (Mestrado em Psicologia). UFMG, 2009. Trechos citados sobre aumento de acidentes e fatores contribuintes (uso de cinto, manutenção, treinamento insuficiente).</p>



<p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS (CBMMG). <em>CBMMG inicia curso para a formação de novos pilotos aéreos</em>. Notícias do CBMMG, 12 set. 2023. Detalhes sobre o BOA, aeronaves em operação e conteúdo do Curso de Comandante de Operações Aéreas.</p>



<p>FABRICIO, M. Ambulâncias do Samu alcançam 85% da população, mas atendimento é desigual. <em>Revista Pesquisa FAPESP</em>, ed. 325, mar. 2023. Dados de cobertura do SAMU e tempo médio de 30 minutos, insuficiente para PCR (6 minutos).</p>



<p>GRAHAM, G. <em>Defensive driving during emergency response</em>. Lexipol/EMS1, 2025. Dicas de direção defensiva e citação &#8220;não pode ajudar se não chegar com segurança&#8221;.</p>



<p>HARRIES, M.; USHAKOVA, A. <em>Modelling emergency response times for OHCA in rural areas of North England</em>. <em>BMC Emergency Medicine</em>, v.25, 2025. Achados sobre resposta rural 3,5 min mais lenta e necessidade de meios alternativos.</p>



<p>MARQUES, F.; SOUSA, R. M. C. de. Desempenho do SAMU no Brasil (2015-2019). <em>Ciência &amp; Saúde Coletiva</em>, v.27, n.12, 2022. (Dados preliminares citados em MALVESTIO, 2023). Estatísticas de ligações, atendimentos e força de trabalho do SAMU.</p>



<p>SILVA, J. A.; PERES, M. <em>Acidentes no trânsito envolvendo viaturas do Corpo de Bombeiros de Goiás</em>. Artigo, CBMGO, 2013. (Não citado diretamente, mas pertinente ao tema).</p>



<p>SILVA, R. G.; DONATO, H. F. Mortalidade de policiais militares em serviço (2006-2016). <em>Revista Brigada Militar/RS</em>, 2019. Dados referenciados por Fonte Segura (2025) indicando 41% das mortes por acidentes.</p>



<p>“SIMPLESENSE”. <em>Quantifying the High Cost of Delayed Emergency Response</em>. Blog Simplesense, 2020. Estudo citado: redução de 1 minuto salvaria ~149 mil vidas/ano nos EUA.</p>



<p>SOUZA, E. R.; MINAYO, M. C. S. Policial, risco como profissão: morbimortalidade no trabalho. <em>Ciência &amp; Saúde Coletiva</em>, v.10, n.4, 2005. (Dados RJ 1994-1996, 20,4% mortes por acidentes).</p>



<p>4oITO (Portal). O tempo resposta que faz a diferença na hora de salvar vidas. 2021. (Citado genericamente: importância do tempo nas emergências).</p>
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		<title>A importância da manutenção predial diária em edifícios residenciais para garantir a segurança dos ocupantes, a conservação das estruturas e a economia dos envolvidos</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2025/08/a-importancia-da-manutencao-predial-diaria-em-edificios-residenciais-para-garantir-a-seguranca-dos-ocupantes-a-conservacao-das-estruturas-e-a-economia-dos-envolvidos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2025 16:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitetura e urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[predio]]></category>
		<category><![CDATA[residencia]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[Resumo: Este artigo aborda a relevância da manutenção predial diária em edificações residenciais, destacando como as atividades rotineiras de conservação são fundamentais para a segurança dos ocupantes, a preservação das estruturas e a economia dos envolvidos. Inicialmente contextualiza-se o panorama do envelhecimento das edificações no Brasil e os riscos decorrentes da negligência em manutenção. Em [&#8230;]]]></description>
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<p>Resumo: Este artigo aborda a relevância da manutenção predial diária em edificações residenciais, destacando como as atividades rotineiras de conservação são fundamentais para a segurança dos ocupantes, a preservação das estruturas e a economia dos envolvidos. Inicialmente contextualiza-se o panorama do envelhecimento das edificações no Brasil e os riscos decorrentes da negligência em manutenção. Em seguida, apresentam-se conceitos teóricos de manutenção preventiva, corretiva e preditiva com base em literatura especializada. No desenvolvimento, discute-se a importância das inspeções e cuidados diários, incluindo dados técnicos e estatísticos que relacionam falhas estruturais à ausência de manutenção, com destaque para estudos do IBAPE/SP e registros de conselhos profissionais. São incluídas citações de especialistas em arquitetura e engenharia que reforçam a necessidade de uma cultura preventiva. Por fim, é apresentado um estudo de caso do Condomínio Edifício Cap D’Antibes (Higienópolis, São Paulo), detalhando os serviços de manutenção diária e periódica realizados (impermeabilização, instalações, sistemas de combate a incêndio, fachada, entre outros) pelo arquiteto Eduardo Lopes e os resultados obtidos. As considerações finais sintetizam os benefícios da manutenção contínua para a segurança dos moradores, valorização patrimonial e promoção da sustentabilidade urbana, concluindo que a manutenção diária não é um custo, mas um investimento essencial nas edificações residenciais.</p>



<p>Palavras-chave: Manutenção predial; Manutenção preventiva; Segurança estrutural; Inspeção predial; Sustentabilidade urbana.</p>



<p>Abstract: This paper discusses the importance of daily building maintenance in residential condominiums, highlighting how routine upkeep is essential to ensure occupant safety, structural preservation, and cost savings for stakeholders. It begins by contextualizing the aging of buildings in Brazil and the risks associated with neglecting maintenance. Next, it presents theoretical concepts of preventive, corrective, and predictive maintenance based on specialized literature. In the development section, the paper examines the importance of daily inspections and care, including technical and statistical data linking structural failures to lack of maintenance, with emphasis on studies by IBAPE/SP and records from professional councils. Quotations from architecture and engineering experts reinforce the need for a preventive culture. Finally, a case study of the Cap D’Antibes Condominium (Higienópolis, São Paulo) is presented, detailing the daily and periodic maintenance services performed (waterproofing, installations, fire protection systems, façade, etc.) by architect Eduardo Lopes and the results achieved. The final considerations synthesize the benefits of routine maintenance for safety, property value, and urban sustainability, concluding that daily maintenance is not a cost but an essential investment in residential buildings.</p>



<p>Keywords: Building maintenance; Preventive maintenance; Structural safety; Building inspection; Urban sustainability.</p>



<h3 class="wp-block-heading">INTRODUÇÃO</h3>



<p>O parque edificado brasileiro, especialmente nas grandes cidades, vem atingindo gradualmente um estágio de envelhecimento que demanda maior atenção em manutenção. Grande parte dos edifícios residenciais construídos nas décadas passadas já apresenta sinais de desgaste natural e patologias construtivas, fenômeno agravado quando não há uma cultura consolidada de manutenção predial preventiva e rotineira. Infelizmente, no Brasil a manutenção muitas vezes é vista como despesa adiável, e não como investimento necessário na conservação do patrimônio (IBAPE/SP, 2012). Essa mentalidade de negligência pode acarretar sérios riscos: o histórico recente inclui acidentes notórios como desabamentos parciais, colapsos de marquises, incêndios e outros incidentes em edifícios que careciam de manutenção adequada. De acordo com estudo do IBAPE/SP, mais de 60% dos acidentes em edificações têm como causa problemas de manutenção. Em congresso técnico de engenharia de avaliações de 2024, especialistas alertaram que a falta de manutenção preventiva responde por 66% dos acidentes estruturais registrados em edificações. Tais estatísticas evidenciam que negligenciar a manutenção não só compromete a vida útil das estruturas, como também coloca em risco a vida dos ocupantes e transeuntes.</p>



<p>A negligência em manutenção predial diária manifesta-se de várias formas, desde a simples ausência de inspeções de rotina até o descuido prolongado com sistemas vitais do edifício (como instalações elétricas, hidráulicas e equipamentos de segurança). No Brasil, 57% dos condomínios não realizam inspeções prediais periódicas, o que indica um déficit generalizado de práticas preventivas. Essa falta de ações rotineiras de conservação contribui para o acúmulo de pequenas falhas que, sem detecção e reparo oportuno, evoluem para patologias graves na edificação, infiltrações que se agravam em vazamentos estruturais, fissuras que progridem para trincas e riscos de desplacamento, instalações sobrecarregadas que resultam em curtos-circuitos e incêndios, entre outros. Além dos danos materiais, há consequências jurídicas e financeiras: o Código Civil brasileiro (art. 1.348, inc. V) estabelece ser dever do síndico zelar pela conservação e manutenção da edificação, podendo sua omissão implicar responsabilização civil e até criminal. Em suma, a falta de manutenção diária não apenas fere a legislação, mas representa ameaça concreta à segurança coletiva e ao patrimônio de todos os envolvidos.</p>



<p>Diante dessa problemática, este artigo propõe uma reflexão técnica e acadêmica sobre a importância da manutenção predial diária em edifícios residenciais. Inicialmente, será apresentada a fundamentação teórica sobre os tipos de manutenção, preventiva, corretiva e preditiva, embasada em autores de referência. Em seguida, discorreremos sobre a relevância das rotinas diárias de manutenção, trazendo dados estatísticos de órgãos especializados (IBAPE, CREA, Secovi) e depoimentos de especialistas que corroboram a necessidade de práticas contínuas de conservação. Para ilustrar de forma prática esses conceitos, será abordado o estudo de caso de um edifício residencial em São Paulo, no qual a implementação rigorosa de atividades diárias de manutenção resultou em melhorias significativas de segurança, conservação estrutural e economia de recursos. Por fim, nas considerações finais, serão sintetizados os benefícios multidimensionais da manutenção cotidiana, da garantia da segurança dos ocupantes e longevidade das estruturas até a valorização imobiliária e promoção de sustentabilidade urbana, concluindo com recomendações para a consolidação de uma cultura preventiva nos condomínios residenciais brasileiros.</p>



<h3 class="wp-block-heading">FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</h3>



<p>A manutenção predial pode ser definida, em termos gerais, como o conjunto de ações técnicas e administrativas destinadas a preservar ou restaurar as condições de desempenho de uma edificação ao longo de sua vida útil. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da NBR 5674:2012, estabelece que a manutenção de edificações inclui “todos os serviços realizados para prevenir ou corrigir a perda de desempenho decorrente da deterioração dos seus componentes, ou de atualizações nas necessidades dos seus usuários”. Ou seja, englobam-se tanto medidas de caráter preventivo quanto intervenções corretivas, ambas visando assegurar que o edifício atenda aos requisitos de segurança, habitabilidade e funcionalidade previstos em projeto durante toda a sua existência.</p>



<p>Na literatura técnica, costuma-se classificar a manutenção em três categorias principais: preventiva, corretiva e preditiva (ALMEIDA, 2017; BATISTA, 2020). A manutenção preventiva refere-se às ações planejadas e executadas antes da ocorrência de falhas, com o objetivo de evitá-las ou retardá-las. Segundo Almeida (2017), trata-se de intervenções programadas em intervalos definidos ou conforme critérios técnicos, visando reduzir a probabilidade de falha dos componentes e garantir o desempenho contínuo da edificação. Exemplos incluem inspeções periódicas, limpezas, reapertos, pinturas de proteção e substituição de elementos ao atingirem certa idade de uso. Já a manutenção corretiva é aquela realizada após a detecção de uma falha ou defeito, buscando restaurar a condição de normalidade e funcionalidade do elemento ou sistema afetado (BATISTA, 2020). Em outras palavras, na manutenção corretiva a intervenção ocorre reativamente, seja de forma emergencial (quando a falha é abrupta e exige reparo imediato, como um rompimento de tubulação) ou de forma planejada (quando se adia o reparo para um momento oportuno, por exemplo, consertar um equipamento fora de uso em horário programado).</p>



<p>Por sua vez, a manutenção preditiva baseia-se no monitoramento periódico e na predição de condições dos componentes, de modo a antecipar necessidades de intervenção antes que ocorra uma falha mais grave. Conforme definição de Almeida (2017), a manutenção preditiva realiza um acompanhamento sistemático de parâmetros do desempenho (como vibração, temperatura, estado de peças) para prever o momento ideal de realizar ajustes ou reparos, evitando paradas inesperadas. Técnicas típicas de manutenção preditiva incluem monitoramento de vibrações em equipamentos, termografia infravermelha para detecção de pontos de aquecimento anormais em instalações elétricas, análise química de fluidos (como óleo de elevadores) e inspeções sensoriais frequentes em busca de sinais precoces de deterioração. Ao identificar tendências de degradação, o gestor predial pode agir preventivamente, agendando manutenção no exato momento necessário, nem tão cedo a ponto de desperdiçar a vida útil remanescente de um componente, nem tão tarde a ponto de incorrer em falhas abruptas.</p>



<p>Colaboradores reforçam a distinção dessas modalidades. Por exemplo, Batista (2020) salienta que uma estratégia de manutenção eficaz envolve equilibrar ações preventivas e preditivas para minimizar a necessidade de manutenções corretivas de emergência, as quais geralmente são mais custosas e indicam falhas no planejamento de manutenção. Em sua pesquisa sobre patologias em estruturas de concreto, Batista (2020) observa que muitas anomalias poderiam ser evitadas com um controle de qualidade e manutenção adequados desde as etapas iniciais do projeto e da execução da obra, pois falhas construtivas e ausência de manutenção propiciam o surgimento de patologias estruturais precocemente, afetando a durabilidade das estruturas de concreto (BATISTA, 2020). Essa afirmação converge com a posição de Almeida (2017) de que a manutenção preditiva, aliada à preventiva, é indispensável para prolongar a vida útil da edificação e evitar a perda prematura de desempenho dos sistemas prediais.</p>



<p>Além dessas categorias principais, a literatura especializada por vezes menciona outras terminologias, como manutenção detectiva (relacionada à detecção de falhas ocultas) e a manutenção produtiva total (TPM) oriunda do ambiente industrial. Porém, para efeito de edificações residenciais, preventiva, corretiva e preditiva são as classificações mais aplicáveis e adotadas. O importante é compreender que elas não se excluem, mas se complementam dentro de um plano de manutenção abrangente: ações preventivas e preditivas bem estruturadas reduzem a incidência de corretivas, enquanto a análise das falhas corretivas retroalimenta melhorias nos planos preventivos futuros (ALMEIDA, 2017; GOMIDE et al., 2006). Nesse sentido, autores como Gomide, Pujadas e Fagundes (2006) ressaltam a necessidade de um sistema de gestão da manutenção que combine diferentes estratégias de forma otimizada, ajustando-se aos objetivos do edifício, às condições de exposição e ao ciclo de vida de cada sistema predial.</p>



<p>Em suma, a fundamentação teórica indica que a manutenção predial é uma atividade multidisciplinar e estratégica, fundamentada em conceitos técnicos e gerenciais. Adotar práticas preventivas e preditivas de forma sistemática, sem descuidar das intervenções corretivas quando necessárias, é apontado pela literatura como a melhor forma de garantir desempenho, segurança e economia na operação de edifícios (ALMEIDA, 2017; BATISTA, 2020). Nos tópicos seguintes, examinaremos como esses conceitos se refletem na prática diária de manutenção em edifícios residenciais, evidenciando sua importância com dados reais e exemplos concretos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">DESENVOLVIMENTO</h3>



<h4 class="wp-block-heading">A Importância da Manutenção Predial Diária</h4>



<p>A manutenção predial diária consiste no conjunto de inspeções, verificações e pequenas ações corretivas realizadas rotineiramente, muitas vezes pelo zelador, síndico ou equipe de manutenção de um edifício, com o intuito de conservar as condições ideais de uso e segurança a cada dia. Essas atividades incluem, por exemplo, verificar o funcionamento de bombas d’água, inspecionar luminárias e extintores, observar a existência de infiltrações ou vazamentos em áreas comuns, limpar ralos e calhas, testar dispositivos de segurança contra incêndio, entre outras tarefas cotidianas. Embora possam parecer triviais, essas rotinas diárias são a primeira linha de defesa contra a deterioração do edifício. Pequenos problemas detectados e resolvidos prontamente impedem que se tornem falhas maiores. Por outro lado, a ausência de cuidados regulares permite o acúmulo silencioso de agentes de degradação que, com o tempo, comprometem gravemente a estrutura e as instalações.</p>



<p>Diversos especialistas destacam que a manutenção predial não deve ser reativa, e sim proativa e contínua. Conforme argumentam Arcuri, Cabral e Kardec (2002), “atualmente a área de manutenção existe para que não haja manutenção”, indicando que o objetivo moderno da manutenção é evitar as quebras ou falhas em vez de apenas corrigi-las. Essa mudança de mentalidade e postura, da cultura do reparo pontual para a cultura da prevenção diária, é considerada essencial para a boa gestão condominial. Os autores enfatizam que, para o sucesso dessa administração da manutenção, é preciso uma “manutenção profunda de mentalidade”, ou seja, conscientizar todos os envolvidos (síndicos, equipe de manutenção e condôminos) sobre a importância das ações contínuas de preservação do prédio (ARCURI; CABRAL; KARDEC, 2002). Em outras palavras, é necessário ver a manutenção como um processo diário inerente à operação do condomínio, tal qual a limpeza ou a segurança, e não como um evento esporádico motivado apenas por urgências.</p>



<p>Os benefícios de se adotar uma rotina diária de manutenção são amplos e comprováveis. Do ponto de vista técnico e de segurança, inspeções diárias permitem identificar anomalias incipientes, um ruído estranho na bomba, uma poça d’água que indica infiltração, um fio exposto, e agir antes que essas falhas evoluam para acidentes ou danos maiores. Muitos acidentes poderiam ser evitados com medidas simples, o IBAPE/SP afirmou já em 2005 que desabamentos, incêndios, quedas de marquises e outras mazelas decorrentes do descuido na manutenção podem ser prevenidos por meio de ações preventivas de longo prazo, iniciadas por inspeções prediais e seguidas de planos de manutenção bem implementados. Essa declaração, elaborada por peritos experientes, sintetiza a ideia de que planejar e executar manutenção rotineira equivale a evitar tragédias anunciadas. Em complemento, estudo do IBAPE/SP (2009) apontou que mais de 60% das ocorrências patológicas e acidentes em edificações resultam da falta de <a href="https://agencia.ac.gov.br/governo-realiza-manutencao-predial-em-escolas-indigenas-de-sena-madureira/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">manutenção</a> adequada, reforçando estatisticamente a ligação direta entre negligência diária e falhas estruturais graves.</p>



<p>Outra fonte de dados alarmantes provém dos Conselhos de Engenharia. O CREA tem alertado que grande parte dos acidentes prediais decorre de falhas acumuladas por manutenção deficiente, resultando em mortes e prejuízos que poderiam ser evitados (ORTIZ, 2015). Exemplos incluem quedas de fachadas e marquises por infiltração prolongada sem reparo, colapso de estruturas por corrosão de armaduras não detectadas a tempo, incêndios de origem elétrica em instalações antigas sem revisão periódica. Todos esses casos têm em comum o fator prevenção ausente: sinais prévios quase sempre existiram, mas não foram percebidos ou levados a sério em sua devida época. Como observado, 66% dos acidentes estruturais em edificações são causados por falta de manutenção preventiva, percentagem que corresponde a dois terços das ocorrências, uma proporção elevada que sublinha a necessidade de intervenções diárias e preventivas para reverter esse quadro.</p>



<p>Do ponto de vista econômico, a manutenção diária também se justifica plenamente. Embora envolva custos operacionais (tempo de funcionários, materiais de reposição, contratos de conservação), esses gastos são significativamente menores do que os custos de grandes reparos emergenciais ou de perdas patrimoniais por degradação. Além disso, a valorização do imóvel está intrinsicamente ligada ao seu estado de conservação: condomínios bem mantidos apresentam menor desvalorização ao longo dos anos e tendem a atrair compradores e inquilinos dispostos a pagar mais. Conforme salientado em evento do Secovi (Sindicato da Habitação), “manutenção não é custo, é investimento”, pois protege vidas e garante a valorização do patrimônio de todos (GOMES, 2025). Ou seja, cada real investido regularmente em manutenção pode significar economia de vários reais no futuro, seja evitando consertos de emergência, seja preservando o valor de mercado das unidades. De forma análoga, a negligência pode gerar um “passivo oculto” de manutenção, acumulando problemas cujo reparo posterior exigirá aportes financeiros vultosos do condomínio (via taxas extras, por exemplo). A cultura do “salve agora, gaste muito mais depois” precisa ser substituída pela consciência do investimento periódico diluído, que traz retorno em segurança e economia a médio e longo prazo.</p>



<p>Especialistas em engenharia e arquitetura reforçam esses pontos com depoimentos baseados em experiência prática. A arquiteta Alice Bastos, que atua há 10 anos em projetos estruturais e de combate a incêndio, alerta que a falta de ação imediata diante de uma inconformidade estrutural pode evoluir para problemas sérios, desde a desvalorização do imóvel até risco à segurança dos usuários. Em suas palavras, “a manutenção preventiva é tão importante quanto a construção inicial. Programar revisões periódicas ajuda a identificar os problemas antes que eles se tornem grandes preocupações” (BASTOS, 2025). Esse testemunho enfatiza dois aspectos-chave: primeiro, equipara a relevância da fase de manutenção à da própria obra em si, afinal, de nada adianta construir com qualidade se não houver conservação adequada, pois o desempenho esperado não se sustentará; segundo, destaca a eficácia das vistorias regulares em identificar problemas em estágio inicial, quando as soluções são mais simples e menos custosas.&nbsp;</p>



<p>Da mesma forma, profissionais ligados à gestão condominial, como o presidente do Secovi-PE Márcio Gomes, lembram que é responsabilidade direta do síndico zelar pela integridade do condomínio e que negligenciar a manutenção pode implicar responsabilidade civil e criminal para os gestores. Gomes reafirma que o síndico moderno deve encarar a manutenção como parte central de suas atribuições, mobilizando recursos, sensibilizando condôminos e planejando ações contínuas, ao invés de agir apenas reativamente em situações de crise.</p>



<p>Em síntese, a manutenção predial diária revela-se imprescindível por três grandes motivos: (1) Segurança – garante ambientes mais seguros, reduzindo drasticamente o risco de acidentes por falhas construtivas ou funcionais; (2) Conservação estrutural – prolonga a vida útil dos sistemas e elementos da edificação, mantendo o desempenho dentro dos parâmetros de projeto e evitando a degradação prematura; (3) Economia – reduz gastos futuros ao prevenir danos maiores e agrega valor patrimonial ao imóvel, numa relação custo-benefício altamente favorável. Essa tríade de benefícios se retroalimenta: edificações seguras e conservadas atraem valorização econômica, e a disponibilidade de recursos permite continuar investindo em manutenção, fechando um ciclo virtuoso. No próximo tópico, exemplificaremos esses princípios aplicados na prática, por meio de um estudo de caso real de um edifício residencial que adotou uma rotina intensa de manutenção, colhendo resultados positivos em diversos âmbitos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Estudo de Caso: Condomínio Edifício Cap D’Antibes (Higienópolis, São Paulo)</h3>



<p>Para ilustrar concretamente os impactos da manutenção diária, apresenta-se o estudo de caso do Condomínio Edifício Cap D’Antibes, localizado no bairro de Higienópolis (região central de São Paulo/SP). Trata-se de um edifício residencial de alto padrão, construído na década de 1980, com 25 pavimentos e 50 unidades habitacionais de grande metragem. Ao longo de mais de três décadas de uso, o Edifício Cap D’Antibes vivenciou o processo comum de envelhecimento de suas estruturas e sistemas, enfrentando patologias típicas de edificações dessa idade: infiltrações periódicas na garagem e cobertura, desgaste do sistema de impermeabilização original, falhas pontuais nas instalações elétricas e hidráulicas devido à obsolescência de componentes, descolamento de pastilhas na fachada, fissuras em elementos de concreto expostos e necessidade de atualização dos equipamentos de segurança contra incêndio.</p>



<p>Consciente desses desafios, a administração do condomínio, sob a consultoria técnica do arquiteto e urbanista Eduardo Moreira Lopes, especialista em manutenção predial, implantou a partir de 2018 um Plano Diretor de Manutenção Predial que privilegiou ações diárias e preventivas. Esse plano englobou diversas frentes de trabalho, destacando-se: impermeabilização de áreas críticas, revisão completa das instalações (hidráulicas, elétricas e de gás), adequação do sistema de combate a incêndio e recuperação da fachada, além da implementação de rotinas permanentes de inspeção.</p>



<p>No tocante à impermeabilização, foi realizada uma análise minuciosa das áreas úmidas e expostas a intempéries, cobertura, terraços das unidades, floreiras, caixa d’água e subsolo. Detectaram-se pontos de infiltração causados pelo envelhecimento das mantas asfálticas originais e fissuras no concreto. A solução incluiu a substituição integral da manta asfáltica da laje de cobertura por um sistema de impermeabilização moderno de dupla camada, aplicação de resinas impermeabilizantes em reservatórios e boxes d’água, e uso de membranas flexíveis poliméricas em floreiras e áreas sujeitas a movimentação térmica. Além disso, adotou-se como rotina inspeções semanais pós-chuva para verificar a estanqueidade de coberturas e calhas, com limpeza imediata de qualquer obstrução encontrada. Como resultado, eliminaram-se os problemas crônicos de goteiras nos últimos andares e infiltramento nas paredes perimetrais, melhorando o conforto dos moradores e prevenindo a corrosão das armaduras de concreto, que é uma das consequências mais graves das infiltrações prolongadas.</p>



<p>Em relação às instalações prediais, o condomínio sofria com ocorrências frequentes de disparo de disjuntores e queima de equipamentos eletrônicos, indicando potenciais sobrecargas ou deficiências na rede elétrica interna. O plano de manutenção englobou uma revisão completa do quadro de energia e alimentadores, com balanceamento das fases, substituição de fiação antiga com isolamento ressecado, instalação de novo sistema de aterramento equipotencial e implantação de dispositivos DR (diferenciais residuais) nos circuitos de áreas comuns – medida fundamental para prevenção de choques e incêndios de origem elétrica. Conforme estatísticas do Corpo de Bombeiros de São Paulo, as instalações elétricas são a segunda maior causa de incêndios em edificações do estado (BOMBEIROS, 2007, apud GOMIDE et al., 2006), de modo que essa modernização elevou significativamente a segurança do edifício. Paralelamente, foram substituídas antigas tubulações galvanizadas do sistema de água, que já apresentavam vazamentos e risco de rompimento, por tubos de PPR (Polipropileno copolímero random) de maior durabilidade. Também se implementou um calendário mensal de verificação de pressões e vazões, limpeza de caixas d’água semestral e testes de estanqueidade na rede de gás a cada ano. Essas ações preventivas nas instalações reduziram drasticamente as ocorrências de emergências, há mais de dois anos não se registra pane elétrica generalizada ou vazamento significativo no prédio, e proporcionam economia, por meio da redução do desperdício de água tratada e do consumo energético mais equilibrado.</p>



<p>No que tange ao sistema de combate a incêndio, o Edifício Cap D’Antibes adequou-se integralmente às normas atuais (ITs do Corpo de Bombeiros e NBR 13714 e 13434) durante o período de manutenção abrangente coordenado por Eduardo Lopes. Foram instaladas luminárias de emergência em todos os andares e rotas de fuga, substituídos e recalibrados extintores em atendimento às classes de fogo presentes, criada uma brigada de incêndio entre os funcionários treinados e realizado o pressurização da coluna de hidrantes com bomba dedicada e reserva de incêndio na caixa d’água. Além disso, diariamente o zelador verifica a central de alarmes e semanalmente realiza testes nos pontos de iluminação de emergência e nas bombas, seguindo um checklist incorporado às rotinas do condomínio. Esse acompanhamento constante assegura que, em caso de sinistro, os sistemas de proteção funcionem adequadamente, um fator crítico para salvar vidas e minimizar danos materiais. Inclusive, em 2021 houve um princípio de incêndio em um quadro elétrico de andar, rapidamente controlado graças ao pronto uso de extintor e alarme eficiente, um desfecho positivo atribuído diretamente às medidas de manutenção e treinamento prévias.</p>



<p>Por fim, a fachada do edifício, revestida parcialmente em pastilhas cerâmicas e em argamassa pintada, passou por um processo de reforma e manutenção contínua. Inicialmente, realizou-se uma inspeção predial especializada (laudo de fachada) que identificou locais com descolamento de pastilhas, armaduras de peitoris com sinais de corrosão (indicado por “ferrugem” aparente) e juntas de dilatação deterioradas. Como ação corretiva pontual, procedeu-se à recuperação estrutural dessas armaduras (tratamento anticorrosivo e recomposição com argamassa de reparo) e ao reassentamento de pastilhas nas áreas críticas, seguido de pintura externa com aplicação de revestimento acrílico elastomérico para proteção contra infiltrações. Após essa intervenção maior, o condomínio incorporou à sua manutenção rotineira a vistoria semestral de fachada com uso de binóculo ou drone, a fim de mapear precocemente quaisquer novos pontos de falha no revestimento. Pequenos serviços de reparo de fissuras e rejuntes vêm sendo efetuados anualmente, o que tem evitado o reaparecimento de grandes áreas com patologias. Os resultados são evidentes: além do ganho estético, a fachada se mantém segura, sem risco de queda de revestimentos sobre pedestres (um problema comum em prédios antigos sem manutenção, levando à interdição de calçadas). Adicionalmente, a proteção renovada das superfícies expostas contribui para a sustentabilidade do edifício, pois previne a penetração de agentes agressivos que poderiam comprometer a estrutura de concreto, estendendo assim sua vida útil.</p>



<p>Os efeitos globais do programa intensivo de manutenção diária no Edifício Cap D’Antibes foram reconhecidos pelos condôminos e administradores. Houve redução de aproximadamente 30% nos custos anuais com reparos de emergência após os três primeiros anos, comparado ao triênio anterior, uma economia direta decorrente da menor incidência de falhas graves. A satisfação dos moradores aumentou, percebida em enquetes internas, devido à melhoria nas condições de habitação (eliminação de infiltrações e odores, áreas comuns melhor iluminadas e seguras, equipamentos funcionando sem interrupções). Não menos importante, o <a href="https://jornaltribuna.com.br/2025/08/compra-de-imovel-veja-o-que-analisar-antes-de-fechar-negocio/" data-wpel-link="internal">imóvel </a>manteve sua valorização no mercado: enquanto muitos edifícios da mesma época sofrem depreciação acentuada por problemas de conservação, o Cap D’Antibes permaneceu com valorização positiva, refletindo a confiança de compradores na boa manutenção (algumas unidades foram vendidas recentemente com preço 15% acima da média do bairro, fato creditado em parte ao estado de conservação exemplar). Esse estudo de caso, portanto, demonstra na prática que a manutenção predial diária, aliada a planos preventivos periódicos, traz resultados concretos: evitam-se acidentes e intercorrências, prolonga-se a durabilidade dos sistemas construtivos, economizam-se recursos a médio prazo e agrega-se valor ao patrimônio imobiliário.</p>



<h3 class="wp-block-heading">CONSIDERAÇÕES FINAIS</h3>



<p>A análise desenvolvida ao longo deste artigo permite afirmar, com embasamento teórico e prático, que a manutenção predial diária é uma peça-chave na gestão de edifícios residenciais seguros, duráveis e economicamente eficientes. Invertendo a cultura da reação tardia, a adoção de uma postura preventiva e rotineira frente às necessidades de conservação dos edifícios mostrou-se capaz de mitigar riscos de acidentes, preservar a integridade das estruturas e maximizar o retorno do investimento imobiliário para todos os envolvidos.</p>



<p>Do ponto de vista da segurança dos ocupantes, as evidências são contundentes. Grande parte dos sinistros e tragédias em prédios, desabamentos, colapsos parciais, incêndios elétricos, acidentes com fachadas, tem origem em falhas que poderiam ser identificadas e corrigidas antecipadamente mediante inspeções e manutenções regulares (IBAPE/SP, 2012; CREA-MT, 2015). A manutenção diária funciona como um “sistema imunológico” da edificação: inspeções frequentes detectam as “anomalias” incipientes e os “sintomas” de degradação, permitindo intervenção antes que o problema se agrave e coloque vidas em perigo. Essa pró-atividade salva vidas e evita prejuízos físicos e psicológicos incalculáveis para moradores e usuários das construções. Em última instância, reforça o direito à habitação segura, previsto em normativas e esperado pela sociedade.</p>



<p>Sob a ótica da conservação estrutural, manter uma rotina de cuidados diários e preventivos significa respeitar o ciclo de vida projetado para os materiais e sistemas da edificação, ou mesmo estender esse ciclo de vida. Lubrificar equipamentos conforme recomendação, refazer rejuntes degradados antes que a água penetre, repintar superfícies expostas periodicamente, calibrar dispositivos de segurança, todas essas ações evitam a deterioração acelerada. Ao prevenir a ação agressiva de agentes como umidade, variação térmica, sobrecargas indevidas e uso inadequado, a manutenção diária garante que a estrutura e as instalações se mantenham próximas das condições originais. Isso se traduz em longevidade do edifício: menor necessidade de reformas estruturais de grande porte e postergação de eventuais retrofit ou mesmo da substituição da edificação. Sob uma perspectiva de sustentabilidade urbana, é muito desejável que os edifícios alcancem vidas úteis mais longas, pois construir menos e conservar mais reduz o consumo de novos recursos naturais e a geração de resíduos de demolição. Portanto, a manutenção diária também se alinha aos princípios de sustentabilidade, ao extrair o máximo proveito das edificações existentes e contribuir para cidades mais resilientes e eficientes no uso de recursos.</p>



<p>No âmbito econômico e patrimonial, ficou evidenciado que investir continuamente na manutenção é financeiramente inteligente. O estudo de caso do Edifício Cap D’Antibes demonstrou redução de despesas emergenciais e valorização de mercado como consequências tangíveis de um programa de manutenção bem conduzido. De modo geral, condomínios que praticam a manutenção preventiva diária tendem a apresentar custos totais menores no longo prazo, quando somados os gastos com conservação e as perdas evitadas. Adicionalmente, a valorização patrimonial decorrente de um prédio bem mantido beneficia não apenas os proprietários individuais, mas também a coletividade e o entorno urbano, reforçando uma cultura de cuidado com a cidade. É um círculo virtuoso: manutenção adequada atrai bons moradores, que por sua vez mantêm a cultura de preservação, assegurando imóveis valorizados e comunidades satisfeitas.</p>



<p>Conclui-se, portanto, que a manutenção predial diária não deve ser encarada como um fardo ou mero cumprimento de obrigação legal, mas sim como um investimento estratégico na qualidade de vida e no patrimônio. Uma gestão condominial moderna e responsável precisa incorporar processos de manutenção contínuos, treinando equipes, planejando cronogramas e provisionando recursos financeiros para esse fim. Conforme enfatizado neste artigo, “manutenção não é custo, é investimento”, pois os dividendos colhidos, em segurança, desempenho e economia, superam amplamente os valores aplicados.</p>



<p>É recomendável que os síndicos e administradores disseminem entre os condôminos a importância dessa visão de longo prazo, promovendo educação quanto ao uso correto das instalações e relatórios periódicos de manutenção que dêem transparência aos serviços realizados e aos benefícios obtidos. Também é papel das entidades profissionais e do poder público continuar incentivando práticas de inspeção predial regular, a exemplo de legislações municipais de inspeção obrigatória, e oferecer capacitação técnica para a efetiva implementação de planos de manutenção.</p>



<p>Em suma, frente ao envelhecimento inevitável das nossas edificações residenciais, a manutenção predial diária surge como a melhor estratégia para garantir edificações seguras, estruturas conservadas e economia para os envolvidos, ao mesmo tempo em que contribui para a sustentabilidade urbana e a cultura da prevenção. O desafio é transformar esse conhecimento em prática corrente: que cada condomínio, independentemente de seu porte, incorpore de forma definitiva a rotina da manutenção em seu dia a dia. Somente assim poderemos evitar que pequenas falhas se tornem grandes problemas e assegurar que nossos edifícios continuem servindo às presentes e futuras gerações com segurança, conforto e eficiência.</p>



<h3 class="wp-block-heading">REFERÊNCIAS</h3>



<p>ABNT. NBR 5674:2012 – Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção. Rio de Janeiro: ABNT, 2012.</p>



<p>ALMEIDA, Paulo Sérgio. Gestão da Manutenção: Aplicada às Áreas Industrial, Predial e Elétrica. São Paulo: Érica, 2017.</p>



<p>ARCURI, Rogério; CABRAL, Nelson; KARDEC, Alan. Gestão Estratégica e Avaliação do Desempenho. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002.</p>



<p>BATISTA, K. S. B.; SENA, R. W. R.; OLIVEIRA, M. A. B.; ROLIM, M. G.; SILVA, P. B.; SILVA, S. M. Erros construtivos como origem de patologias no concreto armado em obras na cidade de São João do Rio do Peixe – PB. Brazilian Journal of Development, v.6, n.10, p. 80214-80227, dez. 2020.</p>



<p>GOMIDE, Tito Lívio F.; PUJADAS, Flávia Z. A.; FAGUNDES NETO, Jerônimo C. P. Técnicas de Inspeção e&nbsp; Manutenção Predial. São Paulo: PINI, 2006.</p>



<p>IBAPE/SP – Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo. Check-up Predial: Guia da Boa Manutenção. São Paulo: Editora Universitária de Direito, 2005.</p>



<p>IBAPE/SP – Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo. Inspeção Predial – A Saúde dos Edifícios. São Paulo: IBAPE/SP, 2013.</p>



<p>ORTIZ, José Francisco B. “A importância de inspeção predial periódica”. CREA-MT Opinião, 16 dez. 2015. Disponível em: http://www.crea-mt.org.br/portal/a-importancia-de-inspecao-predial-periodica-5/. Acesso em: 10 ago. 2025.</p>



<p>SILVA, Anderson. “Importância da manutenção predial é reforçada em evento para síndicos em Pernambuco”. Condomínio Interativo (secovi-PE), 17 jun. 2025. Disponível em: https://www.condominiointerativo.com.br/noticia/1212/engenharia/importancia-da-manutencao-predial-e-reforcada-em-evento-para-sindicos-em-pernambuco.html. Acesso em: 10 ago. 2025.</p>



<p>REDAÇÃO. “66% dos acidentes estruturais das edificações acontecem por falta de manutenções”. Portal Radar Imobiliário, 22 abr. 2025. Disponível em: https://portalradarimobiliario.com.br/noticia/6380/66-dos-acidentes-estruturais-das-edificacoes-acontecem-por-falta-de-manutencoes. Acesso em: 10 ago. 2025.</p>
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		<title>Genetec amplia escritórios para acompanhar crescimento global</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2025/07/genetec-amplia-escritorios-para-acompanhar-crescimento-global/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Syozi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2025 16:34:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Genetec]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Empresa expande operações estratégicas para atender à demanda crescente, impulsionar a inovação e dar suporte a um aumento de 65% no número de colaboradores desde 2020 A Genetec Inc. (“Genetec”), líder em soluções unificadas para segurança pública e privada, operações e inteligência de negócios, anuncia a expansão de sua sede em Montreal e do escritório [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Empresa expande operações estratégicas para atender à demanda crescente, impulsionar a inovação e dar suporte a um aumento de 65% no número de colaboradores desde 2020</em></p>



<p>A Genetec Inc. (“Genetec”), líder em soluções unificadas para segurança pública e privada, operações e inteligência de negócios, anuncia a expansão de sua sede em Montreal e do escritório no Reino Unido. O objetivo é atender à crescente demanda de clientes, apoiar a inovação contínua e acomodar o crescimento acelerado de sua equipe.</p>



<p>Desde 2020, a Genetec aumentou seu número global de colaboradores em 65%, contando atualmente com mais de 2.150 funcionários em 20 escritórios espalhados por quatro continentes. A empresa segue contratando, com mais de 100 posições abertas em diversas áreas, incluindo P&amp;D.&nbsp;</p>



<p>O campus expandido de Montreal agora totaliza 36.700 m² distribuídos em cinco prédios, reunindo equipes de pesquisa e desenvolvimento, operações comerciais, além de um Experience Center e dois bistrôs exclusivos para funcionários e convidados. Internacionalmente, a Genetec também ampliou o escritório de Londres com mais um andar, como parte de uma estratégia mais ampla que inclui novas unidades em Sydney, Dubai, Cidade do México e Washington, D.C.&nbsp;</p>



<p>“Somos uma empresa que acredita na força da colaboração e projetamos nossos escritórios para serem centros de inovação e conexão”, afirma Andrew Elvish, vice-presidente de Marketing na Genetec Inc. “Ambientes bem planejados e acolhedores nos ajudam a atrair e reter profissionais criativos e dedicados, que são a base de nosso sucesso. O Wrecking Crew é, acima de tudo, sobre pessoas e inovação — e quando nosso time prospera, nosso negócio também prospera.”&nbsp;</p>



<p>Para saber mais sobre a Genetec, explorar oportunidades de carreira ou conhecer suas últimas inovações, visite www.genetec.com/br.</p>
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		<title>De El Salvador a Equador: A Guerra ao Terror Latino-americana</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2024/02/de-el-salvador-a-equador-a-guerra-ao-terror-latino-americana/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leonardo Resende Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Feb 2024 13:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[noticia]]></category>
		<category><![CDATA[reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[Recentemente, uma onda de violência tomou conta do Equador após a fuga de Adolfo Macías, o chefe da maior organização criminosa do país. Dentre os atos ocorridos, destacam-se o sequestro de sete policiais, ataques contra postos policiais e viaturas e a invasão à rede de televisão TC Television. A rede estava ao vivo no dia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Recentemente, uma onda de violência tomou conta do Equador após a fuga de Adolfo Macías, o chefe da maior organização criminosa do país. Dentre os atos ocorridos, destacam-se o sequestro de sete policiais, ataques contra postos policiais e viaturas e a invasão à rede de televisão <em>TC Television</em>. A rede estava ao vivo no dia 9 de janeiro quando bandidos armados com fuzis e granadas entraram. Em resposta aos atos, o Presidente da República, Daniel Noboa, declarou estado de exceção e ordenou que os militares neutralizem as forças dos narcotraficantes. </p>



<p>O estado de exceção que vigora no Ecuador durante 60 dias não significa uma ação policial qualquer: Noboa declarou &#8220;conflito armado interno&#8221;. Dessa forma, o presidente interpreta os atos das diversas organizações criminosas como uma ameaça à soberania do Estado equatoriano, tal como uma invasor estrangeiro. E dentro da América Latina, é fato que as quadrilhas agem como um Estado paralelo dentro dos território nacionais.</p>



<p>A interpretação de Noboa se aproxima das ideias aplicadas em El Salvador pelo seu presidente Nayib Bukele. De acordo com uma investigação da InSight Crime, desde os anos 2000, as forças de segurança de El Salvador eram enviadas em massa para locais específicos onde o Estado havia perdido o controle. No entanto, as gangues sempre se reorganizavam e voltavam a ameaçar territórios civis. Em março de 2022, Bukele implementou um estado de emergência e declarou guerra aberta ao crime organizado. Com amplos poderes, as forças de segurança salvadorenhas realizaram ataques violentos e prisões em massa de membros de quadrilhas, desestabilizando as suas estruturas e impedindo suas atividades. Assim, será que um ataque massivo ao crime organizado é a solução para a América Latina?</p>



<p>É necessário, todavia, ver outros aspectos da política de Bukele, que entregou desde o início de seu mandato uma queda de quase 80% na taxa homicídios. Há mais de 20 meses de estado de emergência, não se aplicam garantias constitucionais básicas devido às leis emergenciais. Pessoas acusadas de colaborar com o crime organizado podem ser presas preventivamente e não há direito de defesa. As cortes só podem ouvir os acusados após 72 horas de prisão. Além disso, não há uma metodologia clara usada pela polícia para identificar membros e colaboradores de quadrilhas, levando a uma série de prisões injustas e repressão estatal.</p>



<p></p>
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		<title>Suas senhas estão seguras no Google?</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2023/12/suas-senhas-estao-seguras-no-google/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcas e Patentes VIX Registro de Marcas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Dec 2023 11:19:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jurídico]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[noticias-corporativas]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[2FA]]></category>
		<category><![CDATA[Dark Web]]></category>
		<category><![CDATA[Gerenciador de senhas]]></category>
		<category><![CDATA[LGPD]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Senhas]]></category>
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					<description><![CDATA[As senhas são a chave para proteger nossos dados online. Elas são usadas para acessar contas de e-mail, redes sociais, bancos, lojas online e outros serviços. Por isso, é importante escolher senhas fortes e seguras. O Google oferece um gerenciador de senhas que pode ajudar a proteger suas senhas. O gerenciador armazena as senhas de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As senhas são a chave para proteger nossos dados online. Elas são usadas para acessar contas de e-mail, redes sociais, bancos, lojas online e outros serviços. Por isso, é importante escolher senhas fortes e seguras.</p>



<p>O Google oferece um gerenciador de senhas que pode ajudar a proteger suas senhas. O gerenciador armazena as senhas de forma segura e oferece recursos para gerar senhas fortes e verificar se elas foram comprometidas.</p>



<p>Neste artigo, vamos discutir os perigos das senhas vazadas na Dark Web, como saber quais senhas foram comprometidas e como se proteger usando o gerenciador de senhas do Google e a LGPD.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Perigos das senhas vazadas na Dark Web:</strong></h4>



<p>A Dark Web é uma parte da internet que é ocultada da maioria dos usuários. Nela, é possível encontrar uma variedade de conteúdo ilegal, incluindo dados pessoais, como senhas.</p>



<p>Quando uma senha é vazada na Dark Web, ela pode ser usada por criminosos para acessar contas online e roubar informações pessoais, como dados financeiros, números de cartão de crédito e endereços de e-mail.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Como saber quais senhas foram comprometidas:</strong></h4>



<p>Existem vários sites que permitem verificar se suas senhas foram comprometidas em vazamentos de dados. Esses sites usam uma base de dados de senhas vazadas para comparar com as senhas que você usa.</p>



<p>Para acessar o gerenciador de senhas do google, e saber se você tem alguma senha vazada na Dark ?Web, abra o navegador Chrome, certifique que esta logado com seu usuário no navegador e acesse:</p>



<p><a href="//password-manager/checkup?start=true" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">chrome://password-manager/checkup?start=true</a></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Como se proteger:</strong></h4>



<p>A melhor maneira de se proteger de senhas vazadas é escolher senhas fortes e únicas para cada conta. As senhas fortes devem ter pelo menos 12 caracteres e incluir uma combinação de letras, números e símbolos.</p>



<p>Além disso, é importante usar autenticação de dois fatores (2FA) sempre que possível. A 2FA adiciona uma camada extra de segurança ao exigir que você insira um código de segurança enviado para o seu telefone ou outro dispositivo.</p>



<p>Neste link você pode saber mais sobre &#8220;Dicas de Segurança no Google&#8221; <a href="https://safety.google/intl/pt-BR_br/security/security-tips/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">https://safety.google/intl/pt-BR_br/security/security-tips/</a></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A LGPD e a segurança de senhas:</strong></h4>



<p>A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é uma lei brasileira que estabelece regras para a coleta, armazenamento e tratamento de dados pessoais. A lei também exige que as empresas protejam os dados pessoais de seus clientes e usuários.</p>



<p>No que diz respeito à segurança de senhas, a LGPD determina que as empresas devem adotar medidas técnicas e administrativas para proteger os dados pessoais dos seus clientes e usuários. Essas medidas devem incluir, pelo menos, os seguintes requisitos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Criptografia de dados;</li>



<li>Controle de acesso;</li>



<li>Monitoramento de segurança;</li>



<li>Treinamento de funcionários.</li>
</ul>



<p>Ao adotar essas medidas, as empresas podem ajudar a proteger as senhas de seus clientes e usuários de vazamentos e acessos não autorizados.</p>



<p><strong>Tabela com as principais recomendações para proteger suas senhas:</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><th>Recomendação</th><th>Explicação</th></tr><tr><td>Use senhas fortes e únicas para cada conta</td><td>Senhas fortes devem ter pelo menos 12 caracteres e incluir uma combinação de letras, números e símbolos. Senhas únicas devem ser usadas para cada conta, para evitar que um vazamento de dados em uma conta comprometa todas as suas outras contas.</td></tr><tr><td>Use autenticação de dois fatores (2FA) sempre que possível</td><td>A 2FA adiciona uma camada extra de segurança ao exigir que você insira um código de segurança enviado para o seu telefone ou outro dispositivo.</td></tr><tr><td>Mantenha suas senhas atualizadas</td><td>As senhas devem ser atualizadas regularmente, para evitar que sejam comprometidas em vazamentos de dados.</td></tr><tr><td>Use um gerenciador de senhas</td><td>Um gerenciador de senhas pode ajudar você a gerar e armazenar senhas fortes e únicas para todas as suas contas.</td></tr></tbody></table></figure>



<p><strong>Conclusão:</strong></p>



<p>A segurança de senhas é essencial para proteger seus dados online. Ao seguir as recomendações apresentadas neste artigo, você pode ajudar a proteger suas senhas e seus dados pessoais.</p>



<p>Além de tratar a segurança das suas senhas, avalie tratar a segurança da sua marca da sua empresa.</p>



<p>Nosso proposito vai além do registro de marcas, nossa consultoria apresenta a viabilidade do registro, mitigando os riscos e apresentando qual melhor solução de proteção para sua empresa.</p>



<p>Saiba mais em: <a href="https://marcasepatentes.vix.br/consulte-sua-marca-gratis/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">Consulte sua marca gratis</a></p>
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