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	<title>nois do interior &#8211; Jornal Tribuna</title>
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		<title>Nóis do interior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luana Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2021 09:30:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[cronica]]></category>
		<category><![CDATA[interior]]></category>
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					<description><![CDATA[Nóis não tá na capital, quem dirá no litoral! Aqui nóis não tem metrô, só busão na região. Falo aqui do interior do interior: o famoso interiorzão. Aqui nóis fala puxado, curva o “R” igual ingrêis… right? Nóis gosta de falá assim, é bão demais, sô. Mas, se apertá, nóis fala difícil tamém. Veja só: [&#8230;]]]></description>
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<p>Nóis não tá na capital, quem dirá no litoral! Aqui nóis não tem metrô, só busão na região. Falo aqui do interior do interior: o famoso interiorzão.</p>



<p>Aqui nóis fala puxado, curva o “R” igual ingrêis… <em>right?</em> Nóis gosta de falá assim, é bão demais, sô. Mas, se apertá, nóis fala difícil tamém. Veja só:</p>



<p>Há, de certo, o interior em primeira instância, que a grosso modo e com fins denotativos, se refere à parte interna de algo. Nesse, situam-se capitais, a exemplo de Brasília. A atual capital do país – concretizada pela política de Juscelino e pelas mãos candangas – foi geolocalizada com base em uma ideia antiga, atribuída ao Marquês de Pombal (1751): <em>a interiorização da capital</em>. Do litoral (Salvador – BA e, depois, Rio de Janeiro – RJ) ao Planalto Central (Brasília – DF/GO).</p>



<p>Viu? Se bobiá nóis até rima, porque nóis sabe as palavra que combina.</p>



<p>Pois bem: eu falo do interior em segunda instância, onde a zona urbana é menor que a rural. Onde tem mais pasto do que casa, e mais casa do que prédio. Onde a gente compra alface do produtor local. E onde tem quem morre pela calma e quem vive pelo tédio.</p>



<p>Tem gente que acha que o povo do interior é bobo e ingênuo. Mas “de bobo nóis não tem nada”, como disse Gino &amp; Geno, “só a cara de coitado”. É que a gente é tranquilão: anda com o celular na mão e nem disfarça. Nóis conversa e toma tereré na praça, seja do bairro ou da Igreja Matriz. Pra ser do interior tem que ser raiz. Ou não. Mas, passeio no interior tem que ser raiz!</p>



<p>Quando os parente vem da capital – ou de outro interior -, nóis leva eles no corgo, ou no rio. Nóis não desce nenhuma serra… pega só estrada de terra. De a pé, carro ou carroça, lá nóis chega e pula na poça, toma um banho e faz piquenique. E depois do pôr do sol – o mais lindo e colorido – se ainda sobrar pique, nóis acampa e vê o céu apontano suas estrela pra terra dos coronel.</p>



<p>Até mesmo por aqui, tem o povo mais urbano. A galera <em>underground</em>, e os intelectual. Nas lojinha da avenida principal, a pergunta é sempre a mesma:</p>



<p>&#8211; <em>Cê é filha de quem?</em></p>



<p>E eu sempre respondo:<br><em>&#8211; Do Nelso.</em></p>



<p>&#8211; <em>Que Nelso?</em></p>



<p>&#8211; <em>O Nerso da Capitinga.</em></p>



<p>&#8211; <em>Ahhh tá, o Nerso. Já pesquei muito com ele!</em></p>



<p>Ninguém é anônimo aqui. Nem tenta. Todo mundo te conhece, e conhece sua mãe, sua vó e o seu pai. Já estudou, trabalhou ou foi pra farra com eles. Todo mundo é meio que parente. Às veiz nóis descobre que o amigo é um primo de 2º ou 3º grau. E não adianta: volta e meia cê encontra os colega de infância e os parente mais distante, num churrasco ou no Natal.</p>



<p>Entre uma par de coisa que eu podia falar, deixei a mais chique pro final: quando nóis morre, dessas morte natural, a TV local não fala no Jornal… passa um carro anunciando pela rua o funeral: “Morreu a fulana, filha de fulano de tal”.</p>
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