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	<title>#jornalismo &#8211; Jornal Tribuna</title>
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	<description>O seu portal de notícias e artigos científicos</description>
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		<title>Teorias do Jornalismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Professor JULIO]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Feb 2025 12:54:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No Que se Inspira a Teoria do Espelho? Por Que, Para Algumas Teorias, o Processo de Escolha de Uma Notícia é Subjetivo? Quais as principais Críticas à Teoria do Gatekeeper?]]></description>
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<p class="has-text-align-center"><strong>No Que se Inspira a Teoria do Espelho? Por Que, Para Algumas Teorias, o Processo de Escolha de Uma Notícia é Subjetivo? Quais as principais Críticas à Teoria do Gatekeeper?</strong></p>


<div class="wp-block-image is-style-rounded">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="218" height="231" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Jornalismo-2.jpg" alt="" class="wp-image-131647" style="width:390px;height:auto" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">O estudo do Jornalismo constitui campo do conhecimento com uma longa tradição de pesquisa, apesar de alguns representantes do mundo acadêmico e da&nbsp;comunidade jornalística&nbsp;ignorarem isso. Algumas das principais teorias do Jornalismo surgidas em meados do século retrasado, vêm servindo de base aos estudos jornalísticos e prossegue com mais intensidade até os dias de hoje. Veremos a seguir algumas dessas principais teorias.</p>



<p class="has-text-align-center">Teoria do Espelho: É a teoria mais antiga. Inspirada no Positivismo de francês Auguste Comte (17981857), as pessoas acreditam e defendem a ideia de objetividade no jornalismo. Essa corrente vê o jornalista como um comunicador desinteressado, e que conta a verdade sempre, &#8220;doa a quem doer&#8221;. Para o senso comum, é até hoje a concepção dominante no jornalismo ocidental.</p>



<p class="has-text-align-center">Tem dois momentos históricos: (a) Meados do século 19. Nascimento do jornalismo informativo, que separa opinião de informação; (b) Início do século 20 – o jornalismo aparece associado a objetividade, aqui entendida como método criterioso de pesquisa e checagem dos fatos.</p>



<p class="has-text-align-center">De acordo com esta teoria, as notícias de um bom jornalismo representam a realidade em sua forma fiel. Ou seja, ela acredita que o bom jornalismo consegue transmitir a realidade perfeitamente, como um espelho reproduz a imagem. A imparcialidade, aqui, é vista como completamente possível, pois crê que o jornalista é, como um profissional honesto, um “comunicador desinteressado”.</p>



<p class="has-text-align-center">O que isso significa? Para a Teoria do Espelho, o jornalista não deixará que suas paixões políticas e toda a sua formação cultural interfiram na comunicação. Isso significa que nem mesmo a sua forma de ver o mundo, com seus conceitos de bom e mal, irão prejudicar a reportagem ou notícia.</p>



<p class="has-text-align-center">A Teoria do Espelho parte da própria formação da sociedade capitalista democrática, onde o princípio de imparcialidade sempre foi visto como fundamental para a livre circulação da informação na sociedade, vista como um direito do cidadão. Daí o princípio histórico do jornalismo em ser imparcial, se conter aos fatos, sem distorcer a verdade.</p>



<p class="has-text-align-center">Contestações: No entanto, os estudos de mídia e jornalismo mais recentes mostram ser impossível que os jornalistas consigam, de fato, reproduzir a verdade como um todo. Isso porque a “verdade” pode variar de acordo com o conjunto de crenças culturais e valores sociais em que se encontra.</p>



<p class="has-text-align-center">Por exemplo, será que a verdade para um muçulmano é a mesma para um cristão? Será que a verdade para um capitalista é a mesma para um socialista? Ou melhor, será que a forma de ver o mundo para um trabalhador é a mesma forma de ver o mundo para um empresário? A resposta é simples: não.</p>



<p class="has-text-align-center">Onde está a verdade, então? Podemos perceber, portanto, que a “verdade” não é algo tão simples. Muitas vezes, a “verdade” é algo construído ao longo da existência de uma sociedade através de sua cultura. Por isso, cada vez mais, a Teoria do Espelho é rejeitada pelos estudiosos da área, já que ela chega a ser inocente em sua crença.</p>



<p class="has-text-align-center">Teoria da Ação Pessoal ou Teoria do Gatekeeper: O termo Gatekeeper significa “Guardião do portal”. Só por essa definição já podemos notar claramente que a teoria repousa sobre o processo de produção e seleção de notícias, partindo da ação pessoal do profissional da área: o jornalista – mais especificamente na função de editor, já que a figura do Gatekeeper mostra um agente que decide o que se transformará efetivamente em fato ou acontecimento noticiado, ou se será simplesmente descartado.</p>



<p class="has-text-align-center">Em termos acadêmicos, sabe-se que a Teoria do Gatekeeper é uma das primeiras a surgir na literatura específica do jornalismo. Seus contornos foram traçados na década de 1950, por David Mannig White. O pesquisador acompanhou a rotina do “Mr. Gate”, um editor não identificado, para entender como se dava os critérios de noticiabilidade e entender porque as notícias são como são.</p>



<p class="has-text-align-center">White chegou à conclusão de que o processo de escolha é extremamente subjetivo, apesar dos pressupostos de objetividade do jornalismo. E que o editor, em última instancia, representa um funil que seleciona as notícias, decidindo arbitrariamente o que seria ou não publicado. Ou seja, White descreveu que o jornalista se baseia em seu próprio conjunto de experiências, atitudes e expectativas.</p>



<p class="has-text-align-center">Críticas à Teoria do Gatekeeper: De uma forma geral, as críticas dos estudiosos da área recaem na visão limitada de White em querer analisar todo o jornalismo simplesmente a partir da figura do editor ou jornalista. Isso porque, dessa forma – apesar das teorias atuais não negarem a subjetividade da profissão – as análises do Gatekeeper não consideram fatores externos que influenciam nas decisões do profissional.</p>



<p class="has-text-align-center">Enfim, a questão organizacional, a linha editorial, o público alvo, audiência, concorrência entre outros fatores importantes ficam de fora. Um claro exemplo é a semelhança dos produtos jornalísticos, como os jornais impressos ou os telejornais que possuem quase o mesmo leque de cobertura noticiosa, com os mesmos assuntos. Uma das primeiras teorias que contestaram as afirmações de White foi a Teoria Organizacional, mostrando as influências do ambiente de trabalhos sobre o jornalista.</p>



<p></p>



<p></p>



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		<title>Teorias Empresariais Adaptadas ao Jornalismo</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2024/10/teorias-empresariais-adaptadas-ao-jornalismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Professor JULIO]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2024 11:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de Projetos]]></category>
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		<category><![CDATA[#teoriaestruturalista]]></category>
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					<description><![CDATA[Qual o Principal Conteúdo da Teoria Espiral do Silêncio? Em Que se Baseia a Teoria Estruturalista do Jornalismo? Quais São as Ideias Básicas da Hipótese do Agendamento?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Qual o Principal Conteúdo da Teoria Espiral do Silêncio? Em Que se Baseia a Teoria Estruturalista do Jornalismo? Quais São as Ideias Básicas da Hipótese do Agendamento?</strong></p>


<div class="wp-block-image is-style-rounded">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="296" height="170" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Jornalismo-digital-2.jpg" alt="" class="wp-image-127724" style="width:458px;height:auto" /></figure>
</div>


<p>1. Teoria Espiral do Silêncio</p>



<p class="has-text-align-center">Trata-se de uma teoria da Ciência Política e Comunicação de Massa proposta pela cientista Elisabeth Noelle-Neumann, segundo a qual há uma ideia de espiral que explicita a dimensão cíclica e progressiva dessa tendência ao silêncio. Quanto mais minoritária a opinião dentro de um universo social, maior será a tendência de que ela não seja manifestada.</p>



<p class="has-text-align-center">Quando os meios de comunicação, diante de um escândalo político, impõem uma imagem desfavorável de seu protagonista, essa opinião será dominante no universo social que eles atingem. Apesar de haver vozes minoritárias discordantes, haverá uma tendência de que elas se calem. E, quando parte desse grupo se cala, a opinião discordante, que já era minoria, se torna ainda mais minoritária, e a tendência ao silêncio é ainda maior.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>História</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Estudos sobre a Espiral do Silêncio começaram na década de 60, quando essa teoria foi proposta especificamente a partir das pesquisas da alemã Elisabeth Noelle-Neumann sobre os efeitos dos meios de comunicação de massa. Na Alemanha, entre 1965 e 1972, durante as campanhas eleitorais Noelle-Neumann percebeu uma súbita mudança de opinião, dos eleitores, na reta final do processo de eleição. De acordo com seus estudos, ao mudar de opinião, os eleitores buscavam se aproximar das opiniões que julgavam dominantes.</p>



<p class="has-text-align-center">A ideia central desta teoria situa-se na possibilidade de que os agentes sociais possam ser isolados de seus grupos de convívio caso expressem publicamente opiniões diferentes daquelas que o grupo considere como opiniões dominantes. Isso significa dizer que o isolamento das pessoas, de afastamento do convívio social, acaba sendo a mola mestra que aciona o mecanismo do fenômeno da opinião pública, já que os agentes sociais têm aguda percepção do clima de opinião. E é esta alternância cíclica e progressiva que Noelle-Neumann chamou de Espiral do Silêncio (LAGE, 1998, p. 16).</p>



<p class="has-text-align-center">Existe uma tendência de acompanhar a opinião da maioria das pessoas, talvez por medo do fator isolamento, isto pelo fato de, em geral, a sociedade exigir uma certa conformidade com o tema em discussão. Este cenário tem a finalidade de manter-se um mínimo de unidade para garantir coerência. A Teoria da Espiral do Silêncio procura explicar a influência da opinião pública nas opiniões de cada indivíduo.</p>



<p class="has-text-align-center">Os estudos desta teoria começaram na década de 60, com base nas pesquisas sobre efeitos dos meios de comunicação em massa e foram elaborados pela socióloga e cientista política alemã Elizabeth Noelle-Neuman. O conceito da Teoria do Espiral do Silêncio surgiu pela primeira vez em 1972, em um congresso internacional de psicologia, em Tóquio, com a participação da alemã Noelle Neuman. Todavia, somente em 1984 a teoria foi publicada em forma de livro “Espiral do Silêncio”.</p>



<p class="has-text-align-center">Como entender a Teoria da Espiral do Silêncio de forma simples? Basicamente quando uma opinião individual difere da maioria ou do pensamento coletivo, pode ocorrer uma reação de isolamento social do indivíduo, em que as pessoas alteram a sua forma de pensar ou são silenciadas. A pesquisadora Noelle-Neuman dizia que as pessoas optavam pelo silêncio, por causa do medo da solidão social.</p>



<p class="has-text-align-center">Jornalista e docente, Vânia Coelho conta em seu blog que a alemã acreditava que esse medo se propaga em espiral e pode esconder desejos de mudanças presentes na maioria silenciosa, por isto o nome, Espiral do Silêncio. Ou seja, a Espiral do Silêncio tenta entender a sociedade que é silenciada diariamente e acaba sendo influenciada pelos hábitos baseados no senso da maioria ou pela imaginação do que estes poderiam dizer.</p>



<p class="has-text-align-center">“O resultado é um processo em espiral que incita os indivíduos a perceber as mudanças de opinião e a segui-las até que uma opinião se estabelece como atitude prevalecente, enquanto as outras opiniões são rejeitadas ou evitadas por todos, à exceção dos duros de espírito”, argumenta Noelle-Neuman, que conta em seu livro que propôs o termo Espiral do Silêncio para descrever este mecanismo psicológico.</p>



<p class="has-text-align-center">Para entender melhor como funciona a Espiral do Silêncio, é preciso conhecer os três mecanismos descritos por Noelle-Neuman pelos quais a teoria influencia a mídia sobre o público: A) Acumulação: excesso de exposição de determinados temas na mídia; B) Consonância: forma semelhante como as notícias são produzidas e veiculadas; C) 3) Ubiqüidade: presença da mídia em todos os lugares.</p>



<p class="has-text-align-center">Portanto, pode-se dizer que a mesma mídia que diz publicar o que é de opinião pública, é aquela que é indiferente à população quando esta precisa. A Teoria do Espiral do Silêncio ajuda a entender como a mídia funciona em relação à opinião pública e silencia suas ideias.</p>



<p>2) Teoria Estruturalista</p>



<p class="has-text-align-center">Inovações metodológicas e novas interrogações foram fatores responsáveis pelo surgimento das Teorias Estruturalista e Interacionista, a partir dos anos 60 e 70. Traquina argumenta que as duas teorias são complementares, mas divergem em alguns pontos. É preciso lembrar que essas duas teorias tiveram como base a Teoria Construcionista. As duas teorias têm em comum a crença de que a notícia é resultado de processos complexos de interação social entre agentes sociais: “os jornalistas e fontes de informação; os jornalistas e a sociedade; os membros da comunidade profissional, dentro e fora da sua organização”, argumenta Traquina.</p>



<p class="has-text-align-center">Todas as argumentações apresentadas pelas outras teorias, como por exemplo, de que o jornalista sozinho decidia o que seria notícia ou não ou que a responsabilidade era só da organização, são criticadas por estas teorias, mas não são ignoradas, pois são complementares. Os teóricos dessas teorias acreditam que as interações sociais são complexas. Traquina diz que é importante a identidade das fontes de informação e é preciso refletir sobre as consequências sociais resultantes dos processos e procedimentos utilizados pelos jornalistas.</p>



<p class="has-text-align-center">Traquina explica que Stuart Hall e outros autores defendem que as notícias são um produto social resultante de vários fatores: a organização burocrática da mídia; a estrutura dos valores notícia, a prática e a ideologia profissional dos jornalistas; o próprio momento de construção da notícia – identificação e contextualização. Ambas teorias são Construcionista e ressaltam a importância de se analisar o jornalista como um construtor da realidade, não somente um reprodutor. Entender este conceito é fundamental para reforçar a importância do jornalista e do jornalismo, pois deixa de relacionar este campo profissional somente à técnica.</p>



<p class="has-text-align-center">Sem os devidos conhecimentos e capacidades de reflexão e análise, o jornalista torna-se um reprodutor, parte de um processo que poderia ser substituída e automatizada. Ser jornalista é muito mais do que relatar, é construir, contextualizar, vivenciar. As influências das teorias não estão somente na construção das notícias, mas em como as pessoas as recebem.</p>



<p class="has-text-align-center">Os jornalistas, por mais que tentem buscar a neutralidade, acabam incluindo suas ideologias e experiências nas notícias, que podem influenciar o receptor desprovido de uma leitura mais crítica. Atualmente, os veículos e as próprias instituições de ensino do jornalismo utilizam-se do pretexto de neutralidade e objetividade no jornalismo, mas basta analisar dois veículos diferentes e os diferentes enfoques ou construções dados à notícia podem ser observados, ou seja, existe subjetividade no jornalismo, por mais que esta tente ser camuflada ou ignorada.</p>



<p class="has-text-align-center">Conforme a filósofa Marilena Chaui, um dos princípios da Teoria Estruturalista aplicada ao Jornalismo – a reprodução de uma ideologia dominante – implica em um “mascaramento da realidade social que permite a legitimação da exploração e da dominação”. Ou seja, o falso pode tornar-se verdadeiro e o injusto por justo. Os contrários à ideologia dominante são minorias, portanto muitas vezes, o jornalismo mesmo sendo uma construção da realidade, não constrói necessariamente a realidade da sociedade.</p>



<p class="has-text-align-center">Construir notícias implica em uma proximidade entre jornalista e sociedade, caso contrário este estará construindo algo que difere da maioria da população e certamente não é uma realidade. Os conceitos apresentados por essas duas teorias são interessantes, pois admitem a influência do jornalista na produção das notícias. Contrárias à visão instrumental do jornalismo, as teorias reforçam que o jornalista é um ser dotado de opiniões e experiências que podem fazer parte das notícias, um jornalismo mais humano e menos técnico. A técnica pode ser aprendida, mas a essência é o que diferencia e faz parte de cada indivíduo, algo que nem mesmo as máquinas poderão substituir um dia.</p>



<p>3) Teoria do Agendamento</p>



<p class="has-text-align-center">Trata-se de uma teoria de Comunicação formulada por Maxwell McCombs e Donald Shaw na década de 1970. De acordo com este pensamento, a mídia determina a pauta (em inglês, agenda) para a opinião pública ao destacar determinados temas e preterir, ofuscar ou ignorar outros tantos. As ideias básicas da Hipótese do Agendamento podem ser atribuídas ao trabalho de Walter Lippmann, um proeminente jornalista estadunidense.</p>



<p class="has-text-align-center">Ainda em 1922, Lippmann propôs a tese de que as pessoas não respondiam diretamente aos fatos do mundo real, mas que viviam em um pseudo ambiente composto pelas &#8220;imagens em nossas cabeças&#8221;. A mídia teria papel importante no fornecimento e geração destas imagens e na configuração deste pseudo ambiente.</p>



<p class="has-text-align-center">A premissa básica da teoria em sua forma moderna, entretanto, foi formulada originalmente por Bernard Cohen em 1963: &#8220;Na maior parte do tempo, [a imprensa] pode não ter êxito em dizer aos leitores como pensar, mas é espantosamente exitosa em dizer aos leitores sobre o que pensar&#8221;. Ao estudarem a forma como os veículos de comunicação cobriam campanhas políticas e eleitorais, Shaw e McCombs constataram que o principal efeito da imprensa é pautar os assuntos da esfera pública, dizendo às pessoas não &#8220;como pensar&#8221;, mas &#8220;em que pensar&#8221;. Geralmente se refere ao agendamento como uma função da mídia e não como teoria (McCombs &amp; Shaw, 1972).</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Contexto e Fundamentos</strong></p>



<p class="has-text-align-center">A teoria explica a correspondência entre a intensidade de cobertura de um fato pela mídia e a relevância desse fato para o público. Demonstrou-se que esta correspondência ocorre repetidamente. Acredita-se que o agendamento ocorra porque a imprensa deve ser seletiva ao noticiar os fatos. Profissionais de notícias atuam como <em>gatekeeper</em>s (porteiros) da informação, deixando passar algumas e barrando outras, na medida em que escolhem o que noticiar e o que ignorar. O que o público sabe e com o que se importa em dado momento é, em grande parte, um produto do <em>gatekeeping</em> midiático. A função de agendamento é um processo de três (3) níveis:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Media Agenda (Agenda Midiática) – questões discutidas na mídia</li>



<li>Public Agenda (Agenda Pública ou da Sociedade Civil) – questões discutidas e pessoalmente relevantes para o público</li>



<li>Policy Agenda (Agenda de Políticas Públicas) – questões que gestores públicos consideram importantes.</li>
</ul>



<p class="has-text-align-center">Um dos debates entre pesquisadores são as questões de causalidade: é a agenda midiática que pauta a agenda da sociedade, ou o contrário? Iyengar e Kinder estabeleceram uma relação de causalidade com um estudo experimental no qual identificaram que o <em>priming</em>, a clareza da apresentação e a posição eram todos determinantes da importância dada a uma matéria de jornal. Entretanto, a questão de se há influência da agenda pública na agenda midiática continua aberta a questionamentos.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Conceitos Importantes</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Gatekeeping &#8211; controle sobre a seleção do conteúdo exercido pela mídia e pela imprensa.</li>



<li>Priming – no agendamento, a ideia de que a mídia atrai atenção para alguns aspectos da vida política em detrimento de outros (Baran &amp; Davis, 2000).</li>



<li><em>Framing</em> ou Enquadramento – apresentação de conteúdo de forma a orientar sua interpretação em certas linhas pré-determinadas.</li>



<li><em>Time-lag</em> ou Intervalo temporal – o período que decorre entre a cobertura informativa dos meios de comunicação de massa e a agenda do público (variável dependente).</li>
</ul>



<p></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>LAGE</strong>, Nilson. A Reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro: Record,</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>PENA</strong>, Felipe. Teoria do Jornalismo. Editora Contexto. <strong>TRAQUINA</strong>, Nelson. Teorias do Jornalismo Volume I: porque as notícias são como são. Editora UFSC.</p>



<p></p>



<p></p>



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		<title>A Teoria da Ação Política e Construcionista no Jornalismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Professor JULIO]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2024 11:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão de Projetos]]></category>
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					<description><![CDATA[Quais as Cinco Razões Para a Subordinação do Jornalismo aos Interesses Capitalistas? Por Que os Esquerdistas Defendem a Ideia de Que as Notícias São Produzidas Para Sustentar Socialmente a Ideia de um Mundo Capitalista? Para Alguns Autores, Quais São os Quatro Fatores Que Explicam a Submissão do Jornalismo aos Interesses Capitalistas? A Teoria da Ação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><strong>Quais as Cinco Razões Para a Subordinação do Jornalismo aos Interesses Capitalistas? Por Que os Esquerdistas Defendem a Ideia de Que as Notícias São Produzidas Para Sustentar Socialmente a Ideia de um Mundo Capitalista? Para Alguns Autores, Quais São os Quatro Fatores Que Explicam a Submissão do Jornalismo aos Interesses Capitalistas?</strong></p>


<div class="wp-block-image is-style-rounded">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="299" height="169" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Jornalismo-digital.jpg" alt="" class="wp-image-126136" style="width:439px;height:auto" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">A Teoria da Ação Política (ou Instrumentalista) tem como foco a relação entre jornalismo, sociedade e interesses político-partidários. O estudo se dedica às implicações políticas e sociais da atividade jornalística, o papel social das notícias e a capacidade do Quarto Poder em corresponder às expectativas em si – depositadas pela teoria democrática.</p>



<p class="has-text-align-center">Herman e Chomsky (EUA, 1986) entendem que a mídia está a serviço de interesse políticos e, para eles, a notícia é aquilo que vende. Eles acreditam que os <em>media </em>reforçaram o “establishment” (poder estabelecido), graças à ação dos donos meios e dos anúncios e que o jornalismo funciona como um “modelo de propaganda”. Os autores apontam cinco (5) razões para a subordinação do jornalismo aos interesses capitalistas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Propriedades dos media;</li>



<li>Lucratividade;</li>



<li>Oficialismo;</li>



<li>Punições</li>



<li>Ideologia anticomunista dominante entre jornalistas;</li>
</ul>



<p class="has-text-align-center">Para eles existem certos limites aos estudos das teorias esquerdistas, tais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Desconsidera “certa autonomia do jornalista”;</li>



<li>Atribui fortes laços entre donos das empresas e os jornalistas. As teorias da ação política pressupõem que as notícias são como são porque interesses políticos e ideológicos assim as determinam.</li>



<li>Para a Teoria da Ação Política de direita, é o Estado que determina as notícias. Para a Teoria da Ação Política de esquerda, elas são determinadas pelos interesses ideológicos capitalistas.</li>



<li>Para esta teoria as notícias servem como instrumento para se chegar a determinados interesses.</li>



<li>Parte de um paradigma de estudos da parcialidade, cujo objetivo é verificar ou não a existência de distorções nos textos noticiosos.</li>
</ul>



<p class="has-text-align-center">Há duas (2) versões dessa teoria:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>“Esquerda”: As notícias servem como instrumento para manter a ordem capitalista. Aqui os teóricos “esquerdistas” defendem uma ideia de que as notícias são produzidas para sustentar socialmente a ideia de um mundo capitalista. Falam muito em teorias relacionadas à manipulação da visão que temos de “realidade” e acusam a mídia de agir de maneira parcial, ou seja, a favor dos interesses capitalistas, de consumo.</li>



<li>“Direita”: As notícias são utilizadas para questionar o sistema. Os teóricos “direitistas” (que em sua maioria defendem o sistema capitalista como natural) se defendem dizendo que as notícias não estão a serviço do sistema capitalista, mas sim na contramão desse sistema, questionando-o. Essa teoria reflete a teoria do espelho na medida em que propõe o estudo das distorções contidas nas notícias. Dessa forma, a notícia aqui é encarada como reflexo/ reprodução da realidade.</li>
</ul>



<p class="has-text-align-center">Para os “esquerdistas” da Teoria Instrumentalista as notícias são parte da publicidade que sustenta o sistema capitalista. Valores como individualismo, competição e consumo aparecem cotidianamente consolidados nas páginas dos jornais e telas da televisão. Noam Chomsky é um dos mais importantes teóricos dessa escola. Nasceu em Filadélfia em 1928 de família judia ucraniana. Atualmente é professor no Departamento de Linguística do MIT (Massachusetts Institute of Technology).</p>



<p class="has-text-align-center">Para ele, “a fabricação de ilusões necessárias para a gestão social é tão velha como a história e, uma nova tecnologia como a televisão é muito útil, porque produz o efeito de isolar as pessoas. Cada indivíduo está só diante da tela. Não se comunica com ninguém, nem atua em comum, nem se organiza. Uma das razões é que os indivíduos devem estar sozinhos, enfrentando o poder centralizado e os sistemas de informação de forma isolada, para que não possam participar de modo significativo na administração dos assuntos públicos”.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="168" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Jornalismo-1.jpg" alt="" class="wp-image-126137" style="width:358px;height:auto" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">Para ele, a imprensa está subordinada aos interesses da elite política e econômica dos Estados Unidos. É conhecido como um crítico dos estudos sobre a manipulação e do consenso fabricado. Já os “direitistas defendem a ideia de que os jornalistas formam uma classe social específica e distorcem as notícias com o objetivo exatamente inverso: veicular ideias anticapitalistas”. Como refletir sobre essa troca de acusações? Para reforçar a ideia esquerdista, Traquina (<a href="#_ftn1" id="_ftnref1"><strong>[1]</strong></a>) relaciona quatro fatores que explicam a submissão do jornalismo aos interesses capitalistas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estrutura da imprensa jornalística;</li>



<li>Sua natureza capitalista</li>



<li>Dependência do jornalista às fontes governamentais e empresariais;</li>



<li>Ações punitivas dos superiores;</li>
</ul>



<p class="has-text-align-center">Perseu Abramo cita alguns padrões que considera relativos à manipulação da imprensa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ocultação;</li>



<li>Fragmentação: o real é fragmentado e dividido em fatos desconectados para evitar a consciência crítica do contexto.</li>



<li>Indução: combinação de artifícios para induzir o público a enxergar uma realidade conveniente para determinado veículo.</li>



<li>Global: ilusão de apresentar a realidade de forma completa, total, acabada.</li>



<li>Inversão: após a descontextualização, há a troca de lugares e importância dos fatos.</li>
</ul>



<p class="has-text-align-center">Para Traquina, o problema central desse modelo é a sua visão determinista sobre os jornalistas. “Visões diferentes, limitações semelhantes”.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Teoria Construcionista</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Na Teoria Construcionista a notícia é vista como construção social; ou seja, esta ajuda a construir a própria realidade. Esta teoria, adaptada ao jornalismo nos anos 70, opõe-se à Teoria do Espelho, por motivos citados por Traquina como, a impossibilidade de estabelecer uma distinção radical entre realidade e os meios noticiosos que devem refletir essa realidade; a inexistência de uma linguagem neutral; a influência de fatores organizacionais, orçamentais e à imprevisibilidade dos acontecimentos.</p>



<p class="has-text-align-center">A notícia considerada uma construção não é ficcional, mas muitos profissionais da área ainda acham que considerá-la uma estória ou narrativa tira o valor de realidade. O que teóricos do construcionismo, como Gaye Tuchman, Schudson, Bird, Dardenne e Stauart Hall tentam explicar é que a notícia deixa de ser um simples relato, e passa a ser considerada como uma construção, pois podem apresentar diferentes enfoques ou versões de um mesmo fato. “A conceitualização das notícias como estórias dá relevo à importância de compreender a dimensão cultural das notícias”, argumenta Nelson Traquina. Segundo pesquisadores do jornalismo, como Schlesinger, é importante analisar o jornalismo pela abordagem etnometodológica, e não somente pelo produto jornalístico, como outras concepções fazem. Advinda de uma corrente da sociologia americana, a etnometodologia surgiu no final da década de 1960. A observação acadêmica da rotina nas redações jornalísticas possibilitou a compreensão das ideologias e das práticas profissionais dos jornalistas, corrigindo a visão mecânica do processo de produção. Para Nelson Traquina, esses estudos contribuíram com o entendimento do jornalismo: importância da dimensão transorganizacional (Networking informal e Conexão cultural); o reconhecimento das rotinas como elementos cruciais, que englobam e são constitutivas de ideologia; corrigem as teorias instrumentalistas.</p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity" />



<p class="has-text-align-center"><a id="_ftn1" href="#_ftnref1"></a><strong>([1]) TRAQUINA, Nelson. Teorias do Jornalismo Volume I: porque as notícias são como são. Editora UFSC.</strong></p>



<p></p>



<p></p>



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		<title>Os Camaleões Políticos do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Vitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Dec 2022 01:38:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[#jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[comunicador daniel vitor]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[“O Brasil verdadeiramente não é para amadores&#8221;. Onde somente os fortes sobrevivem. Não há espaço para covardes, tímidos, medrosos e isentões. É o país do contraditório, onde a memória é curta. Onde por conveniência, muitos esquecem suas falas e atos anteriores. Onde a política é feita por uma grande maioria de &#8220;camaleões políticos”, que se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>“O Brasil verdadeiramente não é para amadores&#8221;. Onde somente os fortes sobrevivem. Não há espaço para covardes, tímidos, medrosos e isentões. É o país do contraditório, onde a memória é curta. Onde por conveniência, muitos esquecem suas falas e atos anteriores. Onde a política é feita por uma grande maioria de &#8220;camaleões políticos”, que se adaptam muito fácil ao ambiente que lhes é favorável. Porém, diferentemente do verdadeiro camaleão, que tem essa característica de se ambientar, por sua própria natureza, o “político camaleão” esquece a ética, os princípios e valores. Rendem-se a vaidade e a corrupção.</p>



<p class="has-text-align-left">Em 2018, Jair Bolsonaro, candidato a Presidente do Brasil, levou o povo brasileiro à conhecer grande parte desses &#8220;camaleões políticos&#8221;. Dentre eles estão Alexandre Frota, Joice Hasselmann e Arthur Do Val e muitos outros. Inclusive o ex-governador de São Paulo, João Doria Jr (PSDB-SP), que pegou carona na campanha de Bolsonaro à presidência.</p>



<p class="has-text-align-left">Após a eleição de Jair Bolsonaro ficou claro que a torneira da corrupção secaria. E o balcão de empregos com a farra do dinheiro público se acabaria. Logo, os cameleões trocaram a cor verde e amarelo por uma cor neutra. Pouco tempo depois, adotaram a cor vermelha como favorita.</p>



<p>A pergunta que não quer calar: Até quando &#8220;camaleões políticos&#8221; conseguirão se e ambientar, sem que sejam percebidos?</p>



<p>Finalizo deixando essa reflexão.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>As Diversas Ferramentas do Jornalismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Professor JULIO]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Sep 2022 11:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[#entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[#jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[#professorjulio]]></category>
		<category><![CDATA[#profigestao]]></category>
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					<description><![CDATA[Como Formular Uma Entrevista? O Que é Uma Entrevista Não-Dirigida? O Que Significa Valor Notícia? Por Que o Entrevistador Deve Conquistar a Confiança do Entrevistado? ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><strong>Como Formular Uma Entrevista? O Que é Uma Entrevista Não-Dirigida? O Que Significa Valor Notícia? Por Que o Entrevistador Deve Conquistar a Confiança do Entrevistado?</strong></p>


<div class="wp-block-image is-style-rounded">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Jornalismo-7.jpg" alt="" class="wp-image-43873" width="460" height="230" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Jornalismo-7.jpg 318w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Jornalismo-7-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 460px) 100vw, 460px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">Entre as inúmeras “ferramentas” utilizadas pelo profissional de Jornalismo encontra-se a Entrevista, a qual pode ser definida como uma conversação entre duas ou mais pessoas (o entrevistador e o entrevistado) em que perguntas são feitas pelo entrevistador para obter informação do entrevistado. Os repórteres entrevistam as suas fontes para obter destas declarações que validem as informações apuradas ou que relatem situações vividas por personagens. Antes de ir para a rua, o repórter recebe uma pauta que contém informações que o ajudarão a construir a matéria.</p>



<p class="has-text-align-center">Além das informações, a pauta sugere o enfoque a ser trabalhado assim como as fontes a serem entrevistadas. Antes da entrevista, o repórter costuma reunir o máximo de informações disponíveis sobre o assunto a ser abordado e sobre a pessoa que será entrevistada. Munido deste material, ele formula perguntas que levem o entrevistado a fornecer informações novas e relevantes. O repórter também deve ser perspicaz para perceber se o entrevistado mente ou manipula dados nas suas respostas, fato que costuma acontecer principalmente com as fontes oficiais do tema.</p>



<p class="has-text-align-center">Por exemplo, quando o repórter vai entrevistar o presidente de uma instituição pública sobre um problema que está afetando o fornecimento de serviços à população, ele tende a evitar as perguntas e a querer reverter a resposta para o que considera positivo na instituição. É importante que o repórter seja insistente. O entrevistador deve conquistar a confiança do entrevistado, mas não tentar dominá-lo, nem ser por ele dominado. Caso contrário, acabará induzindo as respostas ou perdendo a objetividade.</p>



<p class="has-text-align-center">As entrevistas apresentam com frequência alguns sinais de pontuação como o ponto de interrogação, o travessão, aspas, reticências, parêntese e às vezes colchetes, que servem para dar ao leitor maior informações que ele supostamente desconhece. O título da entrevista é um enunciado curto que chama a atenção do leitor e resume a ideia básica da entrevista. Pode estar todo em letra maiúscula e recebe maior destaque da página. Na maioria dos casos, apenas as preposições ficam com a letra minúscula.</p>



<p class="has-text-align-center">O subtítulo introduz o objetivo principal da entrevista e não vem seguido de ponto final. É um pequeno texto e vem em destaque também. A fotografia do entrevistado aparece normalmente na primeira página da entrevista e pode estar acompanhada por uma frase dita por ele. As frases importantes ditas pelo entrevistado e que aparecem em destaque nas outras páginas da entrevista são chamadas de &#8220;olho&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Métodos de Entrevista</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Os métodos de entrevista são uma aplicação dos processos fundamentais de comunicação que quando são corretamente utilizados permitem ao investigador retirar das suas entrevistas elementos de reflexão muito ricos. Nos métodos de entrevista, contrariamente ao inquérito por questionário, há um contato direto entre o investigador e os seus interlocutores. Esta troca permite o interlocutor do investigador exprimir as suas ideias, enquanto que o investigador, através das suas perguntas, facilita essa expressão e não a deixar fugir dos objetivos de investigação, cabendo também ao investigador trazer elementos de análise tão fecundos quanto possível.</p>



<p class="has-text-align-center">No âmbito da análise de histórias de vida, o método de entrevista é extremamente aprofundado e detalhado com muitos poucos interlocutores, o que leva a que as entrevistas sejam divididas em várias sessões. O método de entrevista é especialmente adequado na análise que os autores dão às suas práticas, na análise de problemas específicos e na reconstituição de um processo de ação, de experiências ou acontecimentos do passado. Tem como principais vantagens o grau de profundidade dos elementos de análise recolhidos, a flexibilidade e a fraca diretividade do dispositivo que permite recolher testemunhos dos interlocutores.</p>



<p class="has-text-align-center">Quanto às desvantagens, a questão de flexibilidade também pode vir ao de cima. Isto porque o entrevistador tem que saber jogar com este fator, de forma a estar à vontade, mas também de forma a não intimidar o interlocutor, o que poderia ocorrer caso, por exemplo, a linguagem ou a postura do entrevistador fossem de tal forma flexíveis. Outra desvantagem ao método de inquérito por questionário é o fato de os elementos recolhidos não se apresentarem imediatamente sob uma forma de análise particular. O método das entrevistas está sempre relacionado com um método de análise de conteúdo. Quantos mais elementos de informação conseguirmos aproveitar da entrevista, mais credível será a nossa reflexão.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Entrevista Não-Dirigida</strong></p>



<p class="has-text-align-center">A entrevista semi-diretiva é a mais utilizada em uma investigação social. É semi-diretiva, porque é encaminhada por uma série de perguntas guias, relativamente abertas e não muito precisas, as quais não obedecem necessariamente à ordem que está anotada no guia. Dessa forma, o entrevistador, dentro do possível, “deixará andar” o entrevistado, esforçando-se apenas para reencaminhar a entrevista para os seus objetivos quando esta se perder um pouco, colocando perguntas às quais o entrevistado não chega por si próprio, de forma natural e no tempo certo.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Entrevista Dirigida</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Já a entrevista dirigida, ou <em>focused interview</em>, tem como objetivo analisar uma experiência que o entrevistado tenha vivido ou assistido. O entrevistador não dispõe de nenhum guião com perguntas preestabelecidas, mas sim de uma lista de tópicos relativos ao tema estudado que serão necessariamente abordados ao longo da entrevista com o desenrolar da conversa.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Valor Notícia</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Valor-notícia é um valor subjetivo que determina a importância que um fato ou acontecimento tem para ser noticiado. Por este motivo é também designado de critério de noticiabilidade. Sua experiência profissional e intuição. Os fatores ou critérios que dão um fato valor-notícia coincidem na maior parte das redações dos meios de comunicação social. Em 1965, Johan Galtung e Mari Holmboe Ruge enumeraram esses fatores. A sua análise mantém-se atual, embora existam outras tipologias:</p>



<p class="has-text-align-center">1) De acordo Com o Impacto</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Amplitude: quanto maior o número de pessoas envolvidas maior a probabilidade de o acontecimento ser noticiado. Mas há que contar com o fator da proximidade ou o princípio do morto quilometro: 300 mortos em Mogadíscio valem menos do que 10 mortos nos arredores de Lisboa (exemplo adaptado à realidade portuguesa)</li><li>Frequência: quanto menor for a duração da ocorrência menor probabilidade terá de ser relatada em notícia. Por exemplo, um terremoto terá mais relevância noticiosa do que as medidas tomadas após o mesmo. Acontecimentos de longa duração, como por exemplo, a viagem de satélites pelo espaço, têm fraca cobertura. Os acontecimentos rotineiros podem ser noticiados se tiverem interesse para muita gente como os jogos de futebol do fim-de-semana e as reuniões parlamentares, por exemplo. Já o fato rotineiro de os comboios chegarem sempre há horas não tem valor-notícia.</li><li>Negatividade: as más notícias vendem mais do que boas notícias. Além disso, são mais fáceis de noticiar do que boas notícias. Entre as más notícias há uma certa hierarquia na preferência do leitor, telespectador, ouvinte ou internauta. O noticiário envolvendo morte tem grande impacto junto à audiência. As mortes por assassinato são as que mais comovem e, consequentemente, atraem o público. Depois vêm as notícias de mortes por atentados, guerras e conflitos diversos, acidentes aéreos, automobilísticos ou por qualquer meio de transporte e as tragédias naturais. A morte de celebridades, trágica ou não, também têm grande poder de atração da audiência por parte dos meios de comunicação.</li><li>Caráter Inesperado: Um evento totalmente inesperado terá mais impacto do que um evento agendado e previsto. Como o jornalista Charles Anderson Dana escreveu: &#8220;Se um cão mordeu um homem, isso não é notícia. Mas se um homem morder um cão, isso é notícia!!!</li><li>Clareza: eventos cujas implicações sejam claras vendem mais jornais do que aquelas que estão abertas a mais do que uma interpretação, ou cujo entendimento exija conhecimentos acerca dos antecedentes ou contexto desse mesmo evento.</li></ul>



<p class="has-text-align-center">2) De acordo Com a Empatia e Com a Audiência</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Personalização: as ocorrências que possam ser retratadas como ações de indivíduos atraem um maior interesse humano pela história relatada pelo jornalista.</li><li>Significado: este critério está relacionado com a proximidade geográfica e cultural que a ocorrência possa ou não ter para o leitor. Notícias sobre acontecimentos, pessoas e interesses mais próximos do leitor terão um maior significado para ele.</li><li>Referência a Países de Elite: notícias relacionadas com países mais poderosos têm maior destaque do que notícias relativas a países de menor expressão política e econômica.</li><li>Referência a Pessoas Que Integram a Elite: histórias acerca de pessoas ricas, poderosas, influentes e famosas recebem uma maior cobertura noticiosa.</li></ul>



<p class="has-text-align-center">3) De Acordo Com o Pragmatismo da Cobertura Mediática</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Consonância: segundo este critério os jornalistas têm esquemas mentais em que preveem que determinado acontecimento pode vir a ocorrer. Esta previsão tem a ver com a experiência e rotina do jornalista que escolhe o que é noticiável em consonância com aquilo que tinha antevisto. Assim se uma ocorrência corresponder às expectativas do jornalista terá maiores probabilidades de ser publicada.</li><li>Continuidade: uma vez publicada, a notícia ganha uma certa inércia. Como a história já foi tornada pública existe uma maior clareza acerca da mesma. Isto cria um acompanhamento da notícia até que outras notícias mais importantes em agenda obriguem a deixar cair o assunto.</li><li>Composição: o arranjo das notícias por rubricas, seções ou cadernos deve ser equilibrado. Se um acontecimento internacional for importante terá de competir com o valor de outros acontecimentos internacionais para ocupar um determinado espaço na seção dedicada a este tipo de notícias. Assim a importância de uma história não depende apenas do seu valor-notícia, mas também do seu valor face a outras histórias.</li></ul>



<p></p>



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		<item>
		<title>ÉTICA JORNALÍSTICA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Professor JULIO]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Mar 2022 11:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[#codigodeetica]]></category>
		<category><![CDATA[#confidencialidade]]></category>
		<category><![CDATA[#etica]]></category>
		<category><![CDATA[#imparcialidade]]></category>
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		<category><![CDATA[#jornalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Como se Define Jornalismo? Por Que Atualmente o Jornalismo Oscila Entre a Imagem Romântica de Porta-Voz da Opinião Pública e a de Empresa Comercial Sem Escrúpulos? Como se Caracteriza a Objetividade no Jornalismo? Por Que é Difícil Distinguir Textos Jornalísticos Objetivos do Jornalismo Opinativo? ]]></description>
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<p class="has-text-align-center"><strong>Como se Define Jornalismo? Por Que Atualmente o Jornalismo Oscila Entre a Imagem Romântica de Porta-Voz da Opinião Pública e a de Empresa Comercial Sem Escrúpulos? Como se Caracteriza a Objetividade no Jornalismo? Por Que é Difícil Distinguir Textos Jornalísticos Objetivos do Jornalismo Opinativo?</strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-rounded"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Etica-Jornalistica.jpg" alt="" class="wp-image-18946" width="458" height="378" /></figure></div>



<p class="has-text-align-center">Trata-se do conjunto de normas e procedimentos éticos que regem a atividade do jornalismo. A Ética Jornalística se refere à conduta desejável esperada do profissional e, por isso, não deve ser confundida com a deontologia jornalística ligada à deôntica (<a href="#_ftn1" id="_ftnref1"><strong>[1]</strong></a>).</p>



<p class="has-text-align-center">A deontologia se refere a uma série de obrigações e deveres que regem a profissão e, embora geralmente não institucionalizadas pelo Estado, estas normas são consolidadas em códigos de ética que variam de acordo com cada país.</p>



<p class="has-text-align-center">Atualmente, o jornalismo oscila entre a imagem romântica de árbitro social e porta-voz da opinião pública e a de empresa comercial sem escrúpulos que recorre a qualquer meio para chamar a atenção e multiplicar suas vendas, sobretudo com a intromissão em vidas privadas e a dimensão exagerada concedida a notícias escandalosas e policiais.</p>



<p class="has-text-align-center">Jornalismo é também definido como &#8220;a técnica de transmissão de informações a um público cujos componentes não são antecipadamente conhecidos&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center">Este particular diferencia o Jornalismo das demais formas de comunicação. Atualmente, termo Jornalismo faz referência a todas as formas de comunicação pública de notícias e seus comentários e interpretações. O tipo de jornalismo de ética duvidosa ou contestável é chamado de “imprensa marrom”.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Objetividade</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Um princípio comum no jornalismo é o da objetividade, que prega que o texto deve ser orientado pelas informações objetivas, não subjetivas — ou seja, descrevendo características do objeto da notícia, e não impressões ou comentários do sujeito que o observa (no caso, quem redige a matéria).</p>



<p class="has-text-align-center">Por exemplo, o texto jornalístico pode conter grandezas (altura, largura, peso, volume, temperatura etc.), propriedades materiais (forma, cor, textura etc.) e descrição de ações, mas não adjetivos e advérbios opinativos (&#8220;bom&#8221;, &#8220;ruim&#8221;, &#8220;melhor&#8221;, &#8220;pior&#8221;, &#8220;infelizmente&#8221; etc.).</p>



<p class="has-text-align-center">Mais recentemente, no entanto, diversos críticos e profissionais têm refutado este princípio, alegando que, na prática, &#8220;a objetividade não existe&#8221;, pois toda construção de texto é um discurso e uma narrativa em que ocorrem seleções vocabulares influenciadas por ideologias, pelas práxis e por outros valores subjetivos.</p>



<p class="has-text-align-center">Estes críticos costumam referir-se a este princípio, desdenhosamente, como o &#8220;Mito da Objetividade&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Imparcialidade</strong></p>



<p class="has-text-align-center">A questão da imparcialidade é também central nas discussões sobre ética jornalística. É difícil distinguir textos jornalísticos objetivos do chamado jornalismo opinativo. Jornalistas podem, intencionalmente ou não, cair como vítimas de propaganda ou desinformação.</p>



<p class="has-text-align-center">Mesmo sem cometer fraude deliberada, jornalistas podem dar um recorte embasado nos fatos, sendo seletivos na apuração e na redação, focando em determinados aspectos em detrimento de outros ou dando explicações parciais — tanto no sentido de incompletas quanto de tendenciosas. Isto é especialmente efetivo no Jornalismo Internacional, já que as fontes da apuração estão mais distantes para serem checadas.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Verdade e Precisão</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Todos os Códigos de Ética do jornalismo incluem como valores e preceitos fundamentais do jornalismo a busca da verdade, a veracidade e a precisão das informações. No Brasil, o Código de Ética da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), estabelece que &#8220;a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários&#8221; e acrescenta que &#8220;a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center">Por fim, o artigo 4º afirma que &#8220;o compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação&#8221; e que: &#8220;O jornalista não pode (&#8230;) II &#8211; submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação”. </p>



<p class="has-text-align-center">Por sua vez, a Declaração de Princípios sobre a Conduta do Jornalista, da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ ou IFJ, na sigla em inglês), afirma que &#8220;jornalistas dignos do nome&#8221; (art. 9) devem seguir fielmente o princípio estabelecido no artigo 1º: &#8220;O respeito à verdade e ao direito do público à verdade é a primeira obrigação do jornalista&#8221;.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Confidencialidade</strong></p>



<p class="has-text-align-center">As fontes jornalísticas são pessoas, entidades e documentos que fornecem informações aos jornalistas, seja emitindo comentários e opiniões, verificando o rigor de dados obtidos ou aferindo a veracidade dos juízos de valor que lhes foram confiados.</p>



<p class="has-text-align-center">Em vários casos, as fontes concordam em prover estas informações desde que sua identidade seja preservada incógnita pelo jornalista com quem conversa. Nestas situações, o profissional (repórter, editor ou redator) tem o dever de mantê-la no anonimato e só pode revelá-la caso autorizado pela própria fonte.</p>



<p class="has-text-align-center">Quando a fonte concorda em aparecer, mas fornece uma informação pela qual não está disposto a responder ou sustentar, ou não autoriza sua publicação, diz-se que a informação é dada off the records (fora de registro), ou simplesmente &#8220;em off&#8221;. Nos EUA, entre 2003 e 2005, houve um famoso caso de quebra de confidencialidade de fonte determinada pela Justiça, envolvendo a repórter Judith Miller, do New York Times, o colunista Robert Novak do Washington Post, e a agente da CIA Valerie Plame.</p>



<p class="has-text-align-center">Também em 2005, no mesmo país, foi revelada a identidade do informante Mark Felt, conhecido como Garganta Profunda, que entre 1972 e 1974 servira como principal fornecedor de informações confidenciais aos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein no caso Watergate.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>JABÁ</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Algumas relações entre jornalistas e os assuntos de suas matérias chegam a ser promíscuas, principalmente quando as fontes e personagens oferecem benefícios materiais em troca de exposição na mídia, publicidade ou elogios. Na maior parte das vezes, porém, este tipo de &#8220;propina&#8221; ou &#8220;suborno&#8221; ocorre tacitamente, veladamente, para evitar que alguma das partes seja formalmente acusada.</p>



<p class="has-text-align-center">Uma maneira comum de oferecer esta troca é enviar presentes ao responsável pela matéria. No Brasil, esta prática de suborno implícito é chamada pelo jargão jabaculê ou simplesmente jabá. O jabá ocorre frequentemente com críticos e no Jornalismo Cultural.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Matéria Encomendada</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Também é um problema ético quando determinadas assessorias de imprensa negociam com jornalistas dos veículos a inclusão na pauta de determinado assunto que seja de interesse da instituição ou do indivíduo que elas assessoram.</p>



<p class="has-text-align-center">Nos casos em que o assunto, por conta própria, não tenha valor noticioso suficiente para ser publicado, diz-se que a matéria foi &#8220;plantada&#8221; na redação — ou seja, nascida no ambiente externo à redação, e não naturalmente, pelo &#8220;faro&#8221; dos repórteres.</p>



<p class="has-text-align-center">Quando, por outro lado, a pauta é indicada por um superior na redação, por um dos diretores, executivos ou até pelo dono do veículo, diz-se que a matéria é &#8220;recomendada&#8221;, termo que no jargão jornalístico é conhecido como “reco”, “pauta rec” ou “pauta 500”.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Quarto Poder</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Uma função do Jornalismo nos regimes democráticos é fiscalizar os poderes públicos e privados e assegurar a transparência das relações políticas, econômicas e sociais.</p>



<p class="has-text-align-center">Por isto, a imprensa e a mídia são às vezes cognominadas de Quarto Poder (em seguida aos poderes constitucionalmente estabelecidos: Executivo, Legislativo e Judiciário).</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center"><a id="_ftn1" href="#_ftnref1"></a><strong>([1]) Refere-se à deontologia, à ciência dos deveres morais, principalmente dos deveres próprios de cada profissão</strong></p>



<p></p>



<p class="has-text-align-center">  https://www.instagram.com/profigestao/</p>



<p class="has-text-align-center">  https://www.facebook.com/profigestao</p>
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		<title>A Influência da Mídia Eletrônica Sobre o Jornalismo Online</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Professor JULIO]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Feb 2022 12:10:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Que o Texto de Rádio é o Que Mais se Adapta ao Jornalismo Online? Quais as Vantagens das Estações de Rádio Via Internet? Qual a Influência do Jornalismo Eletrônico Sobre a Mídia Tradicional? Como Deve Ser o Estilo de Texto Para a Internet?]]></description>
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<p class="has-text-align-center"><strong>Por Que o Texto de Rádio é o Que Mais se Adapta ao Jornalismo Online? Quais as Vantagens das Estações de Rádio Via Internet? Qual a Influência do Jornalismo Eletrônico Sobre a Mídia Tradicional? Como Deve Ser o Estilo de Texto Para a Internet?&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="290" height="174" data-id="17767" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Midias-Digitais.jpg" alt="" class="wp-image-17767" /></figure>
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<p class="has-text-align-center">As mídias eletrônicas são compostas pelo rádio e pela televisão. Os computadores não estão incluídos nessa categoria porque vão além do eletrônico; eles usam a lógica binária para formatação de informações e, por isso mesmo, pode-se dizer que o computador é uma mídia binária. </p>



<p class="has-text-align-center">O texto de rádio é o que mais se adapta para o jornalismo em rede, pela sua concisão, pelo estilo direto e informalidade. No entanto, o som pela internet ainda é de baixa qualidade e com constantes lapsos, embora ainda seja a maneira pela qual estações de rádio tradicionais alcancem audiência mundial.</p>



<p class="has-text-align-center">Este panorama começa a se modificar com a popularização do acesso de banda larga à internet. As &#8220;estações de rádio internet&#8221; (sites que armazenam som binarizado) permitem que você crie programação e deixe gravações disponíveis para quem quiser ouvir. </p>



<p class="has-text-align-center">A desvantagem é que somente um número limitado de pessoas pode acessar ao mesmo tempo uma estação de rádio internet, ao contrário do rádio broadcast. Recentemente, se difundiu o termo podcast para gravações de áudio difundidas por meio do protocolo RSS.</p>



<p class="has-text-align-center">Estes &#8220;programas&#8221; de áudio podem ser descarregados diretamente para os tocadores de mídias, em geral no formato MP3. Como são experimentais e feitos por amadores, os podcasts em geral têm baixa qualidade de áudio, de edição e de estrutura. </p>



<p class="has-text-align-center">Os maiores sites jornalísticos já publicam pequenas matérias em vídeo, existindo programas, como o Real Vídeo, os quais têm &#8220;canais&#8221; de vídeo [streaming]. Como no caso do áudio, os clips de vídeo são de baixa qualidade e podem ter o movimento ou o áudio interrompidos por alguns instantes, conforme o congestionamento da rede.</p>



<p class="has-text-align-center">No Brasil, o portal de notícias G1 (Rede Globo) dedica uma seção inteira aos vídeos exibidos nos telejornais da emissora, além de apresentar alguns vídeos de arquivo de décadas passadas e transmitir, ao vivo, a programação da Globo News. </p>



<p class="has-text-align-center">A Band News também consegue transmissões com razoável qualidade, em internet banda larga. Visualmente, animações em formato Flash, cada vez mais usadas em sites multimídia, são inspiradas em vinhetas de TV. A partir de 2005, sites que abrigam vídeos enviados por colaboradores se tornaram uma febre, como o Youtube e Google Vídeo.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>A Influência do Jornalismo Eletrônico Sobre a Mídia Tradicional</strong></p>



<p class="has-text-align-center">O estilo de texto para a internet deve ser curto, na ordem direta, com palavras-chave destacadas, em blocos de cerca de cem palavras, no máximo. O estilo deve ser informal, porque internet é um meio de comunicação individual e pessoal. </p>



<p class="has-text-align-center">Esta economia de palavras (que as valoriza, pois as torna raras) encontra eco, em 2000, em dois dos jornais de maior tiragem do Rio Grande do Sul, Correio do Povo e Diário Gaúcho. O apelo visual nos websites também tem influenciado a mídia impressa, que usa mais cor, produz mais infográficos e aumenta a hierarquia de estilos de texto nos veículos, como a revista Época e o Diário Gaúcho. </p>



<p class="has-text-align-center">As rádios e os pequenos jornais regionais estão coletando muita informação na internet graças ao acesso a centenas de fontes que auxiliam a pesquisa noticiosa:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Sites de busca.</li><li>Programas de meta-busca, que pesquisam em diversos engenhos de busca ao mesmo tempo e filtram os resultados.</li><li>Listas de discussão e fóruns.</li><li>FAQs, listas de perguntas frequentemente feitas sobre um assunto, e que, em geral, tem bastante credibilidade porque são construídas coletivamente.</li><li>Sites pessoais, de empresas, de entidades e de órgãos de governos. É importante que qualquer empresa ou pessoa tenha, em seu site, o press kit, um conjunto de press releases e fotos em alta resolução para que sejam usados pelas publicações de papel.</li></ul>



<p class="has-text-align-center"><strong>O TEXTO PARA WEB</strong></p>



<p class="has-text-align-center">Muitos autores se entusiasmam com características como multimediação e interatividade, e consideram que o conteúdo online deve ser repleto de movimentos, hiperlinques e outros truques. </p>



<p class="has-text-align-center">No entanto, produção digital custa caro, em termos de recursos humanos. E o conteúdo publicado em redes não precisa conter obrigatoriamente todos os recursos tecnológicos disponíveis, só porque eles existem. Considera-se, então, que não há um &#8220;formato para a internet&#8221; ou &#8220;formato para a Web&#8221;. </p>



<p class="has-text-align-center">Existem diversas maneiras de se usar textos e outros conteúdos na mídia em rede. Cada uma tem uma aplicação determinada, com vantagens e desvantagens.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Transposição Pura: O texto da mídia papel (tipo livro ou artigo) é transposto sem modificação para a rede.</li><li>Vantagem: maior disponibilidade do que impresso, distribuição instantânea, onipresença, rapidez e baixo custo de publicação, facilidade de visualização, facilidade de impressão.</li><li>Desvantagens: não aproveita bem os recursos da mídia. Além disso, muita gente considera desconfortável a leitura de textos extensos na tela. Exemplo: Projeto Gutenberg, que publica livros clássicos em formato de &#8220;texto plano&#8221;.</li><li>Transposição Com Uso de Hyperlinks: Texto tradicional para papel, mas vertido para o formato hipertexto, com links para notas de rodapé e para outros textos.</li></ul>



<p>&#8211; Vantagens: links tornam a leitura mais rápida pela facilidade de consulta a outras fontes e a notas. Também é fácil de imprimir.</p>



<p>&#8211; Desvantagens: as mesmas da transposição pura. Exemplos: documentos acadêmicos do MS Word ou Open Office gravados em formato HTML.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Adaptação ao Hipertexto: Texto reescrito ou produzido especialmente para ser lido em tela de computador. Informação em “cachos” (blocos de 100 palavras ou menos), uso extensivo de hyperlinks, listas com bolinhas, entretítulos.</li></ul>



<p>&#8211; Vantagens: aproveita melhor a mídia mas torna mais difícil a impressão.</p>



<p>Desvantagens: tem produção mais cara, é mais demorado reeditar o material textual. Exemplo: matéria de Carole Rich sobre o estilo Web traduzida aqui.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Desenvolvimento de Narrativa em Hipermídia: Texto e imagens de áudio e vídeo pensados e editados para serem distribuídos em hipermídia.</li></ul>



<p>&#8211; Vantagens: aproveitamento máximo de recursos permitidos pela tecnologia.</p>



<p>&#8211; Desvantagens: custo muito alto, pouco suporte para uso em mídia papel.</p>
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