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	<title>historia &#8211; Jornal Tribuna</title>
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	<description>O seu portal de notícias e artigos científicos</description>
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		<title>E acabaram com a Praça Onze</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Shirlei Pinheiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2022 12:46:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cronica]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[Berço do samba caiu para a avenida passar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Praça Onze, berço do samba caiu para a avenida passar.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="382" height="129" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/10/logo-2.jpg" alt="" class="wp-image-46429" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/10/logo-2.jpg 382w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/10/logo-2-300x101.jpg 300w" sizes="(max-width: 382px) 100vw, 382px" /></figure>



<p>Como dizia a letra da música de Herivelto Martins:</p>



<p><em>“Vão acabar com a Praça Onze,<br>Não vai haver mais Escola de Samba, não vai.<br>Chora o tamborim,<br>Chora o morro inteiro,<br>Favela, Salgueiro,<br>Mangueira, Estação Primeira.”</em></p>



<p>Passeando pela Avenida Presidente Vargas no Centro do Rio hoje em dia, não se vê quase nada da praça, que até a década de 30 era conhecida como “bairro Judeu” por concentrar um grande número de imigrantes, e também berço do samba carioca. Com a construção da avenida tudo veio abaixo, não sem antes ser motivo de protesto por parte de Grande Otelo, que insistiu tanto com Herivelto a ponto de este escrever a letra, contrariado. O local inabitado que era coberto por um pântano, no futuro seria coberto pelo asfalto.<br>Herdando esse nome por ocasião da vitória na <a href="https://www.gov.br/pt-br/campanhas/bicentenario/noticias/batalha-naval-do-riachuelo-2013-data-magna-da-marinha" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">Batalha do Riachuelo</a> na Guerra do Paraguai, em 11 de junho de 1865, a verdade é que a sombra de sua demolição inspirou vários outros compositores da época a protestarem ou lamentarem seu fim:</p>



<p>&#8220;<em>Meu povo, este ano a escola não sai</em><br><em>Vou lhe dar explicações</em><br><em>Não temos mais a Praça Onze</em><br><em>Para as nossas evoluções</em><br><em>Ali onde a cabrocha</em><br><em>Mostrava o seu requebrado</em><br><em>Um grande homem de bronze</em><br><em>Por todos será lembrado</em>&#8220;</p>



<p>E também:</p>



<p>&#8220;<em>Lá vem a nova avenida<br>Remodelando a cidade<br>Rompendo prédios e ruas<br>Os nossos patrimônios de saudade<br>É o progresso&#8230; E o progresso é natural</em>&#8220;</p>



<p>Não teve jeito o progresso veio e acabou com a Praça Onze. </p>



<p><a href="https://jornaltribuna.com.br/author/ottofilho22/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" data-wpel-link="internal">Shirlei Pinheiro</a></p>



<p>*Imagem Facebook Rio Antigo</p>
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		<title>A Sociedade do Livro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aline Viana Sigal]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Aug 2022 18:10:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[É muito bom nos tempos de hoje ainda ter alguém com brio que não busque a animalidade do instinto. Eu estou aqui na biblioteca da cidade, caro leitor e ainda sei que muitos já esqueceram o endereço desses lugares clássicos que ficaram esquecidos na época das Luzes Iluministas. &#8211; Falando sozinha Ludimila? &#8211; Oi Cristovam! [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>É muito bom nos tempos de hoje ainda ter alguém com brio que não busque a animalidade do instinto. Eu estou aqui na biblioteca da cidade, caro leitor e ainda sei que muitos já esqueceram o endereço desses lugares clássicos que ficaram esquecidos na época das Luzes Iluministas.</p>



<p>&#8211; Falando sozinha Ludimila?</p>



<p>&#8211; Oi Cristovam! Perdido por aqui? As vezes é bom, tem sido difícil encontrar alguém iluminado hoje em dia.</p>



<p>&#8211; Sim, vim buscar um livro para meus alunos do ensino médio. Cuidado com a invasão das máquinas e dos animais sexolatras. A raça de víboras sempre louca se contorcendo crendo-se o bem, mas sempre lambuzados com sangue de inocentes como Jesus.</p>



<p>&#8211; Vamos pra casa, acho que vou olhar no Amazon algum livro. Hoje em dia, as livrarias foram esquecidas e muitas editoras não enviam livros para lá.</p>



<p>&#8211; Boa ideia, vou comprar algum também.</p>



<p>Na rua, olhei os carros modernos e não senti falta dos tempos clássicos que tudo era feio e desbotado, mas sinto falta de pessoas mais civilizadas, acho que involuíram à selvageria com máscara do hipócrita.</p>



<p>Preferimos ir numa Lan House para comprar o livro, assim não ficaríamos só dentro de casa num mundo virtual, olharíamos o ar da rua.</p>



<p>Sentamos na cadeira do computador 3, um bom número de ação, para quem gosta de numerologia. Cristovam foi em outra máquina. Esqueci um pouco dele e foquei em achar um bom livro. Comecei procurando um romance. E depois de buscar achei um de capa linda, parecia um livro enigmático chamado “Um Romance nos Tempos Moderno”, será que fala de amor? Parece que é um mix. Por ser um romance naturalista fala de psicopatas na sociedade disfarçados de gente normal.</p>



<p>&#8211; E aí achou alguma coisa?!</p>



<p>&#8211; Achei um conto “A Formiga Motoqueira”, no final tem um questionário para entender melhor do livro, vou fazer uma dinâmica com meus alunos.</p>



<p>&#8211; Ah! Que legal! No romance que comprai também tem um questionário no final.</p>



<p>&#8211; Depois podemos trocar, eu leio o romance e você ler o conto que comprei. Boa ideia. Podemos juntar mais pessoas e fazer uma Sociedade do Livro e voltar à era da Luzes!</p>



<p>E Assim, começou o retorno do homem esclarecido e civilizado, filho de Deus no planeta Terra.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a>Redes Sociais:</a></h2>



<p><a href="https://www.youtube.com/channel/UC-WqQLva_x72pgdcF0AlOfA" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">YouTube</a></p>



<p>e-mail&nbsp; <a href="mailto:aline.escritoradesucesso@gmail.com">aline.escritoradesucesso@gmail.com</a></p>



<p><a href="https://twitter.com/AlineSigal" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">Twister</a></p>



<p><a href="https://www.linkedin.com/in/aline-sigal-73a707245/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">Linkedin</a></p>



<p><a href="https://www.wattpad.com/user/EscritoraAlineSigal" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">Wattpad</a></p>



<p><a href="https://uiclap.bio/autora_alinesigal" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">Uiclap</a></p>



<p><a href="https://clubedeautores.com.br/backstage/home" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">Clube dos Autores</a></p>



<p>Skype: <a href="mailto:contato.videoconferencia@gmail.com">contato.videoconferencia</a></p>



<p>@aline-viana-sigal</p>



<div class="wp-block-file"><a id="wp-block-file--media-c48eb3f2-3ebe-401a-84e7-1edad6e641a7" href="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/08/27ed6b2b-816a-487b-9e34-eef3dac73f1d.jpg" data-wpel-link="internal">27ed6b2b-816a-487b-9e34-eef3dac73f1d</a><a href="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/08/27ed6b2b-816a-487b-9e34-eef3dac73f1d.jpg" class="wp-block-file__button" download="" aria-describedby="wp-block-file--media-c48eb3f2-3ebe-401a-84e7-1edad6e641a7" data-wpel-link="internal">Baixar</a></div>
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		<title>Novo estudo sugere que anfíbios pré históricos tinham glândulas de veneno como sapos</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2022/07/novo-estudo-sugere-que-anfibios-pre-historicos-tinham-glandulas-de-veneno-como-sapos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Samupro5826]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Jul 2022 13:25:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[historia]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com estudos morfológicos, anfíbios primitivos podiam sim ter glândulas venenosas para proteção.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Project-Capture-33-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-35715" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Project-Capture-33-1024x768.jpg 1024w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Project-Capture-33-300x225.jpg 300w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Project-Capture-33-768x576.jpg 768w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Project-Capture-33-1536x1152.jpg 1536w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Project-Capture-33-696x522.jpg 696w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Project-Capture-33-1068x801.jpg 1068w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Project-Capture-33-1920x1440.jpg 1920w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Project-Capture-33-265x198.jpg 265w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Project-Capture-33.jpg 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Reconstrução de como poderiam ser os anfíbios pré históricos com glândulas de veneno, comparado a um sapo &#8211; Samuel Elias</figcaption></figure>



<p>As glândulas de veneno que estão em salamandras e em algumas espécies de anuros como forma de defesa, para quando algum predador for tentar preda-los e morder a parte da glândula, a glândula poderá soltar o líquido venenoso na boca do predador, isso pode ser resultado de quase 300 milhões de anos de evolução, podendo ter origem basal dos anfíbios do grupo Temnospondyli, que apareceram entre o permiano e carbonífero.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="727" height="422" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/images-2022-07-22T231127.292.jpeg" alt="" class="wp-image-35716" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/images-2022-07-22T231127.292.jpeg 727w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/images-2022-07-22T231127.292-300x174.jpeg 300w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2022/07/images-2022-07-22T231127.292-696x404.jpeg 696w" sizes="(max-width: 727px) 100vw, 727px" /><figcaption>reconstrução de um eryops &#8211; prehistorybyLiam</figcaption></figure>



<p>Quase todo animal possui seu tipo de defesa, e isso podia ser possível em anfíbios primais, eles podiam se defender não apenas mordendo mas também usando a glândula paratoides. Mas que tipo de predador iria querer predar um anfíbio pré histórico?, Bem no permiano existiam diversos anfíbios e répteis gigantes, os répteis muito provável mente os caçavam, e por isso, eles podiam usar  o veneno presente nas glândulas para uma forma de defesa contra o predador.</p>



<p>autor: Samuel Elias</p>
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		<title>Cadê o papeeeel?!</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2021/07/cade-o-papeeeel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luana Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jul 2021 21:33:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[cronica]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>
		<category><![CDATA[luana]]></category>
		<category><![CDATA[papel higienico]]></category>
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					<description><![CDATA[O que poderia ser pior do que terminar o “serviço necessário” no banheiro e na hora de limpar a sujeira descobrir que acabou o papel? Acredito que fazer “o serviço” de modo compartilhado, como quem senta na sala de espera de um consultório médico, lado a lado e frente a frente aos outros pacientes, a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O que poderia ser pior do que terminar o “serviço necessário” no banheiro e na hora de limpar a sujeira descobrir que acabou o papel? Acredito que fazer “o serviço” de modo compartilhado, como quem senta na sala de espera de um consultório médico, lado a lado e frente a frente aos outros pacientes, a encará-los e a jogar conversa fora sobre a “consulta”, barulhos e odores estranhos &#8211; ou qualquer outra coisa da vida -, seja, em alguns aspectos, bem pior que a falta de papel. Se bem que, nos antigos banheiros públicos romanos, ainda tinha como limpar a sujeira, mesmo que fosse com uma esponja comunitária mergulhada em um tanque cheio de água outrora limpa.</p>



<p>Não tem como a gente escapar: tem coisas que necessariamente precisam escapar de nós. Coisas necessárias e, por isso, banais, como o sol a subir sobre o horizonte todo santo dia; a água, que só damos o devido valor quando acaba; e o papel, sem o qual simplesmente não vivemos.</p>



<p>Parece exagero dizer que sem papel não vivemos, mas o ser humano, sob ameaça de desabastecimento, desesperad&#8230; digo, instintivamente, estoca papel higiênico. Quem viveu o começo da Pandemia sabe do que estou falando. Já conhecia esse “instinto” quem era vivo uma ou duas gerações antes de mim, em 73, e acompanhou o “Pânico do Papel Higiênico” no Japão (e no mundo?). A crise do Petróleo na época, devido à embargos econômicos, gerou um boato de que faltaria papel higiênico nos supermercados. E aí faltou mesmo, porque muitos correram para garantir o seu por um bom tempo, deixando outros muitos sem.</p>



<p>Da mesma Ásia, vem da China, um relato do ano 851, durante a dinastia <em>Tang</em> (que me corrijam os historiadores!), de um muçulmano que viajava pelo país. Ele registrou o seu desgosto com a higiene das pessoas ao usarem papel para se limpar. Claro que não era papel como os nossos, mas definitivamente não era a boa e velha água.</p>



<p>Espigas de milho, folhas e cascas vegetais, tecidos, conchas, areia, madeira, bloco de neve, e, claro, a própria mão já serviram como higienizadores íntimos mundo afora. Por volta de 1830, um catálogo chamado <em>Farmers Almanac</em> – e também outros que circulavam nos EUA – já vinha até com um furinho para ser pendurado no banheiro. Ali se fazia a leitura do papel, ali se limpava com ele e ali o jogava fora.</p>



<p>Já nesse embalo, o americano Joseph Gayetty, em 1857, começou a vender papel higiênico de fato. “<em>A maior necessidade da época! O papel medicamentoso de Gayetty para o seu banheiro</em>” era umedecido com Aloe Vera! Mas foi 10 anos depois que o rolo apareceu, com o produto dos irmãos Scott.</p>



<p>Esse era macio, mas ainda vinham com algumas lascas. Problema que parece ter sido resolvido em 1935, com a fabricante <em>Northern Tissue</em>.</p>



<p>Daí para frente foi só maciez (para nooooossa alegria!).</p>



<p>Dizem que tudo termina em pizza, mas as coisas só terminam mesmo no dia seguinte, depois da pizza! O que está dentro de nós ainda é parte da gente, e a limpeza interna é essencial. Filosofar é ótimo, filosofar e relaxar durante o “serviço”, então, é de uma grandeza espiritual. Nada pode abalar esse momento&#8230; a menos que falte papel no final!</p>
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		<title>Eis uma longa história&#8230;</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2021/04/eis-uma-longa-historia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luana Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Apr 2021 19:49:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cronica]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[descobrimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Abri a página de um dicionário, e ela me trouxe o significado de simbiose: sim·bi·o·se sf. 1. [biologia] Associação de dois indivíduos de espécies diferentes, com benefício mútuo (pelo menos aparente), como acontece com as algas e os fungos que constituem os líquens. 2. [figurado] Relação de cooperação que beneficia os dois envolvidos. 3. [figurado] [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Abri a página de um dicionário, e ela me trouxe o significado de <em>simbiose</em>:</p>



<p><strong>sim·bi·o·se</strong> s<em>f</em>. <strong>1.</strong> <em>[biologia] </em>Associação de dois indivíduos de espécies diferentes, com benefício mútuo (pelo menos aparente), como acontece com as algas e os fungos que constituem os líquens. <strong>2.</strong> <em>[figurado] </em>Relação de cooperação que beneficia os dois envolvidos.<strong> 3.</strong> <em>[figurado]</em> Associação íntima.</p>



<p>Por coincidência, ou mero interesse (ou os dois), me deparei com um entre os tantos livros que removi da prateleira quando fui limpá-la, dois sábados atrás. Esse um me chamou atenção, e por isso, separei-o para ler depois. Tratava-se de um livro do professor e historiador Jaime Pinsky (das Estaduais Paulistas), de 1988. Seu título é: &#8220;As primeiras civilizações&#8221;. Sempre fui, mas ando especialmente interessada em assuntos históricos e antropológicos ultimamente. Ando mais interessada nos velhos costumes do que de costume (<em>ba-dum-tsssss!).</em></p>



<p>Então eu li. Na verdade, estou na metade (e espero terminar, pois tenho essa incrível mania de engolir e ruminar só metade dos livros&#8230; mas isso é assunto para outra crônica&#8230;): estou na parte da Revolução Urbana, que foi o surgimento das primeiras cidades, lá no Crescente Fértil, Egito, Mesopotâmia e tal. Já passei pelo desenvolvimento do polegar opositor e aumento da caixa craniana; pelas aventuras do <em>Homo erectus</em> (que partiu do berço africano para outros continentes), e seu domínio do fogo; pelo surgimento do <em>Homo sapiens sapiens</em> – a nossa espécie –, e, pela Revolução Agrícola.</p>



<p>Aconteceu muita coisa, né? Coisas que nos transformaram substancialmente, enquanto espécie, e outras, que só mudaram a forma em que parte de nós passou a lidar com o mundo ao redor. Uma parte de nós, aos poucos, aprendeu a – de certo ponto de vista – dominar a natureza. É aí que entra a simbiose, a qual defini no começo desse texto: outra parte de nós, permaneceu em relação harmônica com o ambiente e com as outras espécies.</p>



<p>Aí, desenvolveram-se, grosseiramente falando, há milhares de milhas de distância, e sem mais conhecer o seu passado conjunto lá no berço africano, culturas drasticamente diferentes: a que seguiu a linha das Revoluções Agrícola e Urbana, do domínio das outras espécies, e da ideia de superioridade; e a que seguiu a linha da Simbiose, da vida conjunta com animais e plantas, e da ideia de igualdade e unidade.</p>



<p><strong>si.mi.lar</strong> <em>adj m </em>e <em>f</em>. <strong>1.</strong> Da mesma natureza ou espécie.<strong> 2.</strong> Semelhante; equivalente | <em>sm. </em>Coisa semelhante.</p>



<p>Por mais similares que fossem, exatamente nessa data, há 52 dezenas de anos mais 1, dois grupos humanos se chocaram, logo ali, na Bahia, na atual Porto Seguro. Até pareciam de espécies diferentes&#8230;</p>



<p>Os encontrados naquela praia, naquele ano, mantinham-se em simbiose com o meio, caçando, pescando e coletando o que as plantas dispunham, em suas épocas. Não tinham como e nem porquê se descolarem da Natureza, porque sabiam que deviam a ela o seu próprio alimento, e portanto, a sua vida. Por isso, religiosamente, a adoravam. Tinham tudo o que precisavam. Comiam bem, não faltava água, não tinham doenças (tais como o vírus) não passavam frio e também não tinham boletos, nem dinheiro (não existia isso de riqueza e pobreza, porque o ouro não tinha valor). Expressavam-se. Desenhavam e pintavam suas peles; construiam ferramentas, armas e ocas. Não escreviam, porque não precisavam disso. Dançavam e cantavam! E tudo estava bem! A vida, a arte e a filosofia se misturavam.</p>



<p>Isso tudo foi motivo de espanto, e os &#8220;achadores&#8221;, então, relataram as estranhezas. Veja bem, até o colorau, o nosso <em>urucum</em> entrou na história do Pero Vaz:</p>



<p>&#8220;<em>Alguns traziam uns ouriços verdes, de árvores, que, na cor, queriam parecer de castanheiras, embora mais pequenos. E eram cheios duns grãos vermelhos pequenos, que, esmagados entre os dedos, faziam tintura muito vermelha, je que eles andavam tintos. E quanto mais se molhavam, tanto mais vermelhos ficavam</em>.&#8221;</p>



<p>Ou será que estranho era aquele povo cheio de roupas?! O que eles queriam? E quem eram eles? Ninguém entendia&#8230; Aí o choque cultural se estendeu mata à dentro e prossegue até hoje.</p>



<p>Nos dias que seguiram ao &#8220;achamento&#8221; do Brasil, o escrivão continuou a descrever o que via, por muitas páginas. Em outra parte ele escreveu assim:</p>



<p>&#8220;<em>Eles não lavram, nem criam. Não há aqui boi, nem vaca, nem cabra, nem ovelha, nem galinha, nem qualquer outra alimária, que acostumada seja ao viver dos homens. Nem comem senão desse inhame, que aqui há muito, e dessa semente e fruitos, que a terra e as árvores de si lançam. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto, com quanto trigo e legumes comemos. Neste dia, enquanto ali andaram, dançaram e bailaram sempre com os nossos, ao som dum tamboril dos nossos, maneira que são muito mais nossos amigos que nós seus.</em>&#8220;</p>



<p><strong>sim.pá.ti.co</strong> <em>adj</em>. <strong>1.</strong> Relativo a simpatia. <strong>2.</strong> Que inspira simpatia. <strong>3.</strong> Que agrada ou atrai. <strong>4.</strong> Amável, afável.</p>



<p>Como a carta caiu no esquecimento e o velho português já não cabia, há cerca de 3 décadas e meia atrás, um Trovador Solitário, por meio da música popular brasileira, retomou aqueles dias pelo olhar dos &#8220;achados&#8221;, dizendo assim: &#8220;<em>Quem me dera ao menos uma vez ter de volta todo o ouro que entreguei a quem conseguiu me convencer que era prova de amizade se alguém levasse embora até o que eu não tinha</em>&#8220;</p>



<p><strong>sin.ce.ro</strong> <em>adj.</em> <strong>1.</strong> Que usa de sinceridade, franco. <strong>2.</strong> Sentido, verdadeiro. <strong>3.</strong> Honesto, leal. <strong>4.</strong> Simples; natural.</p>



<p>&#8220;<em>Quem me dera, ao menos uma vez, esquecer que acreditei que era por brincadeira que se cortava sempre um pano de chão de linho nobre e pura seda</em>&#8220;</p>



<p><strong>sim.pló.ri.o </strong><em>adj. </em><strong>1.</strong>Ingênuo, inocente, crédulo; que se deixa enganar. | <em>sm</em>. <strong>2. </strong>Indivíduo sem malícia que facilmente se deixa enganar, papalvo.</p>



<p>&#8220;<em>Quem me dera, ao menos uma vez, que o mais simples fosse visto como o mais importante, mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente</em>&#8220;</p>



<p><strong>si.mu.la.ção</strong> <em>sf.</em> <strong>1.</strong> Ato ou efeito de simular. <strong>2.</strong> Fingimento. <strong>3.</strong> Disfarce. <strong>4.</strong> Diferença entre a vontade e a declaração, estabelecida por acordo entre as partes, com o intuito de enganar terceiros.</p>



<p><strong>si.len.ci.ar</strong> <em>vt</em> e <em>vi.</em> Guardar silêncio (sobre) |<em>vt. </em><strong>1.</strong> Impor silêncio a; calar. <strong>2.</strong> Omitir, não mencionar. <strong>3.</strong> <em>[figurado]</em> assassinar.</p>



<p>O Brasil é a mistura da própria História da Humanidade. O Berço africano, a Simbiose indígena e a Revolução Agrícola e Urbana que da África foi para a Europa&#8230; O povo brasileiro descende daquelas duas grandes linhas culturais: a do domínio das outras espécies, e da ideia de superioridade; e a da vida conjunta com animais e plantas, e da ideia de igualdade e unidade. Cabe a cada um de nós conhecer a nossa história e entender quem realmente somos. A cara do Brasil, é cara de índio, de branco e de preto. A cultura também.</p>



<p>Para arrematar essa história, que não termina agora, deixo um último significado, encontrado na mesma página do dicionário, de onde tirei os outros:</p>



<p><strong>sin.cre.tis.mo </strong><em>sm.</em> <strong>1.</strong> <em>[religião] </em>Fenômeno de fusão de diferentes doutrinas ou práticas religiosas. <strong>2. </strong><em>[filosofia]</em> Sistema resultante da harmonização de diferentes teorias ou conceitos filosóficos. <strong>3.</strong> Fusão de elementos culturais diferentes.</p>
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