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	<title>emprego &#8211; Jornal Tribuna</title>
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	<description>O seu portal de notícias e artigos científicos</description>
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		<title>Nova loja: Fort Atacadista realiza feirão de empregos com 190 vagas em São Bento do Sul</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2026/01/nova-loja-fort-atacadista-realiza-feirao-de-empregos-com-190-vagas-em-sao-bento-do-sul/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Davi Paes e Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 18:44:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[fort atacadista]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>
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					<description><![CDATA[Seleção ocorre nos dias 27 e 28 de janeiro, no estacionamento da loja Fort já existente na cidade, com oportunidades para diferentes áreas e perfis profissionais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Fort Atacadista de São Bento do Sul, no Planalto Norte catarinense, realizará um feirão de empregos na próxima terça-feira (27) e quarta-feira (28), das 9h às 17h. A ação vai disponibilizar <strong>190 vagas de trabalho</strong> para a nova loja da rede no município — <em>em construção, ainda sem previsão de inauguração</em> — e será no estacionamento da unidade localizada na Rua Jorge Zipperer, 151, no Centro da cidade.</p>



<p><strong>Vagas disponíveis</strong></p>



<p>As oportunidades abrangem diferentes áreas operacionais e de gestão. Entre os cargos disponíveis, estão: técnico em carnes, operador de loja, auxiliar de perecíveis, cozinheira, auxiliar de cozinha, auxiliar de prevenção, gerenciador de mercearia, gerenciador de perecíveis, padeiro, auxiliar de padaria, auxiliar de carga e descarga, conferente, operador de empilhadeira, supervisor de depósito e atendente de cafeteria.</p>



<p><strong>Benefícios</strong></p>



<p>Além das vagas, a rede oferece um pacote de benefícios que inclui refeitório no local, seguro de vida, vale-transporte, plano odontológico e suporte social gratuito, com atendimento jurídico, financeiro, previdenciário e psicológico. Os colaboradores também contam com 7% de desconto em compras realizadas no Fort Atacadista por meio do cartão Vuon Card.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Fort-Atacadista-Foto-WeArt-1024x683.jpg" alt="Fort Atacadista (Foto WeArt)" class="wp-image-188714" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Fort-Atacadista-Foto-WeArt-1024x683.jpg 1024w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Fort-Atacadista-Foto-WeArt-300x200.jpg 300w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Fort-Atacadista-Foto-WeArt-768x512.jpg 768w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Fort-Atacadista-Foto-WeArt-696x464.jpg 696w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Fort-Atacadista-Foto-WeArt-1068x712.jpg 1068w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Fort-Atacadista-Foto-WeArt.jpg 1194w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fort Atacadista (Foto WeArt)</figcaption></figure>



<p><strong>Quem pode participar</strong></p>



<p>O feirão é voltado a pessoas que estão em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho. Profissionais com mais de 50 anos e pessoas com deficiência (PCDs) são especialmente incentivados a participar do processo seletivo.</p>



<p><strong>Como participar&nbsp;</strong></p>



<p>Os interessados devem comparecer ao local durante o período do feirão levando consigo documento com foto (RG) e CPF. A iniciativa busca reforçar o quadro de colaboradores da unidade e ampliar as oportunidades de emprego na região.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Profissões do Futuro: Rumos Profissionais Além do Convencional</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2025/08/profissoes-do-futuro-rumos-profissionais-alem-do-convencional/</link>
					<comments>https://jornaltribuna.com.br/2025/08/profissoes-do-futuro-rumos-profissionais-alem-do-convencional/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Roberta Bazzi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 15:19:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
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					<description><![CDATA[Introdução O mundo do trabalho passa por transformações aceleradas impulsionadas pela tecnologia e pela globalização. Enquanto carreiras tradicionais como Direito, Engenharia e Medicina mantém sua relevância, observa-se uma crescente demanda por profissões do futuro em áreas emergentes. Segundo relatório do Fórum Econômico Mundial, a Inteligência Artificial (IA) sozinha deve gerar 170 milhões de novos empregos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="margin-top:-29px"></p>



<h3 class="wp-block-heading">Introdução</h3>



<p>O mundo do trabalho passa por transformações aceleradas impulsionadas pela tecnologia e pela globalização. Enquanto carreiras tradicionais como Direito, Engenharia e Medicina mantém sua relevância, observa-se uma crescente demanda por profissões do futuro em áreas emergentes. Segundo relatório do Fórum Econômico Mundial, a Inteligência Artificial (IA) sozinha deve gerar 170 milhões de novos empregos globais até 2025, mesmo eliminando 92 milhões de vagas tradicionais, um saldo positivo de 78 milhões de novas oportunidades. Isso indica que, embora algumas ocupações se tornem obsoletas, muitas outras surgirão. No Brasil, essa tendência coincide com a necessidade de inovar: o país possui mais de 1,4 milhão de advogados ativos (aproximadamente um para cada 164 habitantes) e mais cursos de Direito do que a soma dos existentes no resto do mundo. Esse panorama sugere saturação em certos campos convencionais, reforçando a importância de buscar novos caminhos profissionais. De fato, especialistas apontam que setores como cibersegurança, biotecnologia e economia digital estão em rápida expansão e demandam perfis profissionais inovadores nos próximos anos. Neste artigo, exploramos quatro áreas promissoras, Agrotech, Inteligência Artificial, Cibersegurança e Biomedicina, destacando como se preparar para essas carreiras do futuro, suas oportunidades de empregabilidade e perspectivas salariais, sempre com base em dados atuais e estudos consolidados.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Agrotech: Tecnologia e Inovação no Agronegócio</h3>



<p>O agronegócio sempre foi um pilar da economia brasileira, representando uma parcela significativa do PIB e das exportações nacionais. Agora, entra em cena o Agrotech, a aplicação de tecnologias digitais e de automação no campo, que está revolucionando a forma de produzir alimentos, manejar rebanhos e gerenciar propriedades rurais. Avanços em agricultura digital, uso de drones para monitoramento de lavouras, sensoriamento remoto, Internet das Coisas (IoT) aplicada ao campo e big data agrícola estão criando novas funções e exigindo mão de obra especializada.</p>



<p>Um estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que, na próxima década, o país terá um déficit de cerca de 148 mil profissionais qualificados nas três principais carreiras tecnológicas do agronegócio. Essa carência já é sentida: no curto prazo (próximos dois anos), mais de 66 mil vagas em funções como técnico em agricultura digital, técnico em agronegócio digital e engenheiro agrônomo digital podem permanecer em aberto por falta de profissionais capacitados.</p>



<p>Diante desse cenário, carreiras ligadas ao Agro 4.0 tornaram-se bastante promissoras. De acordo com o Guia Salarial da consultoria Robert Half, o agronegócio lidera a demanda por profissionais qualificados em 2024, impulsionado, inclusive, por fatores geopolíticos, como a guerra na Ucrânia, que afetou a oferta global de grãos. Exemplos de cargos em alta no setor agro aliados à tecnologia incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Operador(a) de Drones Agrícolas – Profissional que utiliza drones para mapear fazendas, monitorar a saúde das plantações e aplicar insumos de forma precisa.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cientista de Dados Agrícolas – Analisar grandes volumes de dados sobre clima, solo e produtividade para otimizar safras e reduzir desperdícios.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Engenheiro Agrônomo Digital – Agrônomo com conhecimentos de software de gestão agrícola, automação de máquinas e sensores para melhorar a eficiência no campo.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Gerente de Fazenda Tecnológica – Administra propriedades rurais utilizando sistemas integrados de informação, imagens de satélite e controle automatizado de processos.</li>
</ul>



<p>As perspectivas salariais no Agrotech são atraentes e refletem a alta demanda por profissionais qualificados. Funções tradicionais do agro foram redefinidas com a incorporação da tecnologia: um gerente de fazenda experiente pode receber entre R$ 19.000 e R$ 25.000 mensais; representantes técnicos de vendas (RTV) de insumos tecnológicos para o campo ganham, em média, de R$ 9.000 a R$ 14.000; já um cientista de dados no agronegócio percebe remuneração entre R$ 8.000 e R$ 12.000, enquanto operadores de drones especializados podem ter salários de R$ 5.500 a R$ 9.000. Vale destacar que posições de entrada, como a de técnico agrícola com habilidades digitais, apresentam remunerações iniciais mais modestas, porém ainda acima da média nacional, com amplo potencial de crescimento à medida que o profissional se especializa.</p>



<p>Como se tornar um profissional de Agrotech? Em geral, há dois caminhos principais: profissionais oriundos das Ciências Agrárias que buscam capacitação em tecnologia ou profissionais de TI e Engenharia que se especializam em aplicações agrícolas. Universidades e institutos técnicos já oferecem cursos focados em agricultura de precisão e tecnologia agroindustrial. Entidades como o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) promovem capacitações em operação de drones agrícolas, análise de dados do campo e manutenção de máquinas de alta tecnologia. A multidisciplinaridade é uma marca dessa carreira, é preciso compreender tanto de solo e clima quanto de software e sensores. Além da formação formal, o domínio do inglês técnico é essencial, pois muitas inovações vêm do exterior e exigem atualização constante. Com o agronegócio brasileiro cada vez mais tecnificado, profissionais que unem conhecimento agrícola tradicional e habilidades em TI encontrarão um campo fértil de oportunidades.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Inteligência Artificial: Carreiras na Era dos Algoritmos</h3>



<p>A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas tema de ficção científica&nbsp;para, agora,&nbsp;se tornar parte do cotidiano de empresas e pessoas.&nbsp;Atualmente,&nbsp;sistemas de IA já automatizam tarefas repetitivas, auxiliam diagnósticos médicos, personalizam ofertas no comércio eletrônico e até geram conteúdos de texto e imagem.&nbsp;Dessa forma,&nbsp;surge também uma ampla gama de novas profissões ligadas ao desenvolvimento, à implementação e à supervisão dessas inteligências digitais.&nbsp;Além disso, globalmente, espera-se que a IA contribua com trilhões de euros para a economia até 2030 e crie dezenas de milhões de empregos.&nbsp;No entanto, no Brasil, há um desafio: a escassez de profissionais qualificados para ocupar esses postos de alta tecnologia.</p>



<p>Desde 2019, a demanda por especialistas em IA vem crescendo cerca de 21% ao ano, bem acima da oferta de talentos disponível. Essa lacuna já se reflete nas empresas, em 2025, 39% dos executivos brasileiros apontaram a falta de expertise interna como o principal obstáculo para o avanço de projetos de IA, superando até mesmo preocupações com segurança de dados.</p>



<p>Os reflexos dessa alta procura e baixa oferta já se fazem sentir nos salários. Em países líderes, a disputa global por talentos de IA elevou a remuneração desses especialistas em cerca de 11% recentemente. No Brasil, profissionais experientes na área frequentemente recebem propostas de empresas estrangeiras ou atuam remotamente para o exterior, elevando significativamente seu patamar de renda. Estimativas indicam que um engenheiro sênior de inteligência artificial pode alcançar ganhos de R$18 mil a R$30 mil mensais em 2025, especialmente em polos tecnológicos como São Paulo, ou mesmo trabalhando remotamente para companhias internacionais. Já a média salarial de um cientista de dados, perfil bastante associado à IA, gira em torno de R$8 mil a R$12 mil no país, variando conforme a experiência e o setor. </p>



<p>Vale lembrar que cargos de entrada, como analista de dados júnior ou desenvolvedor de modelos simples de <em>machine learning</em>, oferecem remunerações iniciais mais modestas (na faixa de R$3 mil a R$5 mil), mas a evolução na carreira pode ser rápida com qualificação constante.</p>



<p>Além dos números, é importante compreender quais carreiras compõem o ecossistema da IA. Entre os papéis emergentes, destacam-se: desenvolvedor/engenheiro de IA, responsável por criar algoritmos e redes neurais; cientista de dados, que prepara e interpreta grandes conjuntos de dados para treinar modelos; especialista em <em>machine learning</em>, focado em ajustar e aprimorar o desempenho de sistemas inteligentes; engenheiro de <em>prompt</em>, profissional que aprende a extrair o melhor de IAs generativas por meio de comandos precisos; gerente de produto de IA, que integra soluções inteligentes às estratégias de negócio; e oficial de ética em IA, voltado a garantir que algoritmos sigam princípios éticos e regulatórios. Muitas dessas funções nem existiam há poucos anos, assim como ocorreu com a profissão de piloto de drone comercial, que surgiu repentinamente com a popularização desses aparelhos, ilustrando como novas tecnologias geram novas ocupações.</p>



<p>Para ingressar no campo de IA, tradicionalmente opta-se por formações em Ciência da Computação, Engenharia da Computação ou Sistemas de Informação. Atualmente, já existem cursos específicos de Inteligência Artificial e Ciência de Dados em nível de graduação e pós-graduação (especializações e MBAs). Grandes universidades brasileiras como: USP, PUC e Insper, e instituições internacionais oferecem formações nessa área, enquanto plataformas on-line como Coursera e edX disponibilizam certificações reconhecidas em <em>Deep Learning</em> e <em>Data Science</em>. Um estudo aponta que o Brasil pode enfrentar um déficit de 530 mil profissionais de TI até 2025, pois forma apenas cerca de 53 mil por ano, diante de uma necessidade de quase 800 mil novos talentos no período.</p>



<p>Portanto, oportunidades não faltarão para quem se qualificar. É recomendável ao aspirante a especialista em IA: dominar linguagens de programação (com ênfase em Python), compreender matemática aplicada (álgebra linear, estatística), familiarizar-se com bibliotecas e <em>frameworks</em> de IA (TensorFlow, PyTorch) e desenvolver projetos práticos (como participar de competições no Kaggle ou criar um portfólio no GitHub). Ademais, habilidades humanas continuam relevantes mesmo nessa área <em>high-tech</em>: criatividade, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas complexos complementam a competência técnica. O profissional de IA do futuro precisará aprender continuamente, a tecnologia evolui rapidamente, e cursos de atualização e certificações periódicas serão indispensáveis para manter-se competitivo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cibersegurança: Protegendo Dados na Era Digital</h3>



<p>Em um mundo cada vez mais digital, a cibersegurança tornou-se estratégica. Vazamentos de dados, ataques de <em>ransomware</em> e invasões a sistemas críticos estão nas manchetes globais, exigindo profissionais capazes de prevenir e mitigar tais ameaças. No Brasil, a escalada de incidentes é expressiva: somente no primeiro semestre de 2021, foram registrados 9,1 milhões de ataques do tipo <em>ransomware</em>, colocando o país entre os cinco mais atingidos por crimes cibernéticos naquele ano. A aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) reforçou ainda mais a prioridade das empresas em resguardar informações sensíveis. Consequentemente, a busca por especialistas em segurança da informação explodiu. Um levantamento recente da consultoria Robert Half indicou que, no início de 2025, a área de segurança da informação será a de maior demanda em TI, superando até mesmo a de inteligência artificial nas contratações.</p>



<p>Os salários acompanham essa forte procura: as posições em cibersegurança no Brasil variam aproximadamente de R$6 mil a R$23 mil mensais, dependendo do nível e das responsabilidades do cargo. Funções de entrada, como analista de segurança da informação, geralmente partem da faixa de R$5 mil a R$6 mil, enquanto engenheiros e arquitetos de segurança sêniores, ou gestores de segurança em grandes corporações, podem ultrapassar os R$20 mil. Em casos de expertise altamente especializada, relatórios indicam que remunerações acima de R$ 40 mil são possíveis para líderes experientes em empresas multinacionais ou no setor financeiro.</p>



<p>A carreira em cibersegurança oferece não apenas bons salários, mas também estabilidade e perspectivas de crescimento. Há uma reconhecida escassez de profissionais tanto em segurança ofensiva (especialistas <em>Red Team</em>, que simulam ataques para testar defesas) quanto defensiva (<em>Blue Team</em>, que protege sistemas). Essa lacuna significa menos competição e mais vagas abertas: uma pesquisa da (ISC)² estima que o mundo precisaria formar milhões de profissionais adicionais para atender à demanda atual. No Brasil, além das empresas de tecnologia, setores como finanças, saúde, comércio e governo estão contratando analistas e consultores de cibersegurança, já que nenhum segmento quer ficar vulnerável a ataques. Com a expansão do <em>home office</em> e da computação em nuvem, crescem também as vagas voltadas à segurança de redes remotas e à proteção de infraestrutura de nuvem.</p>



<p>Para ingressar na área, costuma-se iniciar pela Tecnologia da Informação. Muitos profissionais têm formação em Ciência da Computação, Engenharia da Computação ou Sistemas de Informação, mas há também aqueles oriundos de cursos tecnólogos ou até de áreas não relacionadas que posteriormente se certificam. Atualmente, já existem graduações específicas em Defesa Cibernética em algumas instituições e diversas pós-graduações na área. No entanto, certificações internacionais continuam sendo um marco importante na carreira: títulos como <em>Certified Information Systems Security Professional</em> (CISSP), <em>Certified Ethical Hacker</em> (CEH) e <em>CompTIA Security+</em>, entre outros, são valorizados globalmente e atestam habilidades práticas. Essas certificações, embora exijam estudo dedicado e experiência comprovada, abrem portas e podem elevar significativamente os salários. Além disso, competências como domínio de linguagens de programação (Python, por exemplo, para automação de tarefas), conhecimento aprofundado de sistemas operacionais, redes de computadores e criptografia são essenciais.</p>



<p>O dia a dia desse profissional pode seguir diversas trilhas: atuar em <em>Security Operations Centers</em> (SOC) monitorando ameaças em tempo real; realizar testes de invasão (<em>pentests</em>), identificando brechas antes que sejam exploradas; ou trabalhar com GRC (Governança, Risco e Compliance), estabelecendo políticas e conformidades regulatórias de segurança. Em todos os casos, trata-se de uma área que exige atualização constante, já que novas vulnerabilidades e técnicas de ataque surgem diariamente. Por ser um trabalho intenso e, muitas vezes, de alta pressão, há riscos de sobrecarga e estresse, relatos de <em>burnout</em> não são incomuns no setor. Por isso, <em>soft skills</em> como gerenciamento de estresse, trabalho em equipe e comunicação eficaz são igualmente valiosas.</p>



<p>No lado positivo, a cibersegurança oferece a satisfação de atuar em uma frente vital, proteger empresas e usuários, e a possibilidade de carreira internacional: especialistas brasileiros são frequentemente contratados por companhias estrangeiras ou trabalham remotamente, graças à universalidade das certificações e ao idioma técnico predominante (o inglês). Em suma, investir em cibersegurança hoje é garantir relevância profissional em um futuro em que dados e sistemas seguros serão tão essenciais quanto energia elétrica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Biomedicina e Biotecnologia: Inovação na Saúde</h3>



<p>A área da saúde também&nbsp;se reinventa&nbsp;com as novas tecnologias e demandas da sociedade.&nbsp;Nesse contexto, a Biomedicina desponta como uma carreira do futuro ao integrar conhecimentos de biologia, medicina e pesquisa científica para desenvolver soluções inovadoras, seja em diagnósticos laboratoriais, biotecnologia, genética ou mesmo na estética avançada.&nbsp;Diferentemente do&nbsp;médico tradicional, que atende pacientes, o biomédico atua nos bastidores, investigando doenças, realizando análises clínicas, exames de imagem, testes de DNA, produção de vacinas, desenvolvimento de medicamentos e outras atividades cruciais.</p>



<p>Além disso, nos últimos anos, a Biomedicina tornou-se uma das profissões com crescimento mais acelerado no Brasil.&nbsp;De acordo com&nbsp;um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com base em dados do mercado formal, apontou que, entre 2017 e 2022, o número de empregos para biomédicos cresceu 145,6%, um salto muito acima da média nacional.&nbsp;O mesmo levantamento, classificou os biomédicos entre as ocupações mais preparadas para o futuro, devido à alta estabilidade e ao alinhamento às competências futuras, como capacidade de inovação e uso de tecnologia.</p>



<p>Apesar de ainda pouco conhecida pelo grande público, a carreira de biomédico oferece diversas especializações e caminhos distintos, muitos deles com excelente retorno financeiro. No Brasil, um profissional recém-formado em Biomedicina inicia com salário em torno de R$3.000 a R$4.000, próximo ao piso da categoria. Contudo, à medida que acumula experiência e, principalmente, se especializa, essa remuneração pode aumentar de forma substancial. Entre as habilitações de destaque está a Biomedicina Estética, na qual biomédicos realizam procedimentos estéticos minimamente invasivos (após cursos específicos e registro na Anvisa); nessa área, os salários podem chegar a R$15.300 por mês, dada a alta demanda por tratamentos modernos. Outra vertente de ponta é a Biomedicina em Imagenologia e Medicina Nuclear, que envolve atuação com ressonância magnética, PET-Scan e radiofármacos, cujos rendimentos podem atingir cerca de R$23.000 mensais no topo da carreira. </p>



<p>Além disso, biomédicos podem trabalhar em pesquisa científica (como no desenvolvimento de vacinas, a exemplo dos imunizantes contra a Covid-19), em biotecnologia industrial (produção de enzimas, biocombustíveis, fermentos) ou na área de perícia criminal. É importante destacar que a média salarial nacional não reflete necessariamente esses valores mais altos, já que inclui muitos profissionais em início de carreira ou atuando em regiões com menor investimento; entretanto, as perspectivas para quem se especializa são bastante promissoras.</p>



<p>A biotecnologia em sentido amplo, que engloba a aplicação de técnicas biológicas e de bioengenharia em diversos setores, também expande oportunidades. Startups de saúde digital, empresas de medicina diagnóstica avançada, laboratórios farmacêuticos e indústrias alimentícias vêm contratando biomédicos e biotecnologistas para cargos inovadores. O avanço de áreas como terapia gênica, edição de genes (CRISPR), medicina personalizada (uso da genética para tratamentos sob medida) e produção de dispositivos biomédicos aponta para profissões que combinam ciências da vida e tecnologia. Perfis híbridos, como o de bioinformata (especialista em <em>big data</em> genômico) ou de engenheiro biomédico, estão cada vez mais valorizados. Inclusive, no índice de competências do futuro, além dos biomédicos, os profissionais de biotecnologia foram destacados por exigirem criatividade, conhecimento científico e adaptabilidade, características que os tornam menos suscetíveis à automação e essenciais no mercado de trabalho.</p>



<p>Para se tornar biomédico, é necessário cursar a graduação em Biomedicina (bacharelado de quatro anos) e obter registro no Conselho Regional de Biomedicina. A formação é abrangente, incluindo disciplinas como biologia, fisiologia, patologia, imunologia, técnicas laboratoriais e imagiologia. Após formado, o profissional escolhe habilitações para atuar, são mais de 30 áreas reconhecidas, como análises clínicas, citopatologia, microbiologia, genética, imagenologia e estética. Muitos complementam a graduação com pós-graduações focadas na especialidade escolhida. Por exemplo, para atuar em Biomedicina Estética, é necessário cursar uma especialização específica; para seguir na área de pesquisa, um mestrado ou doutorado agrega valor, biomédicos com doutorado e cargos de direção em pesquisa podem ultrapassar R$10 mil mensais com facilidade. O mercado de trabalho inclui hospitais, laboratórios de análises clínicas, clínicas de imagem, indústria farmacêutica, centros de pesquisa (como Fiocruz e Butantan), universidades e clínicas de procedimentos estéticos.</p>



<p>A ciência e a tecnologia na saúde evoluem rapidamente, exigindo constante atualização do profissional. Cursos de extensão em técnicas laboratoriais modernas, participação em congressos de biomedicina e eventos de biotecnologia são oportunidades para conhecer novidades, seja um novo equipamento de diagnóstico, um software de análise de dados biológicos ou uma regulamentação sanitária emergente. A fluência em inglês é praticamente obrigatória para acompanhar artigos científicos e participar de projetos internacionais. O pós-pandemia evidenciou a importância estratégica de especialistas em laboratório e pesquisa: biomédicos estiveram na linha de frente nos testes diagnósticos e no desenvolvimento de vacinas. Assim, para quem tem paixão por ciência e deseja aplicá-la de forma prática para melhorar a saúde e a qualidade de vida da população, Biomedicina e Biotecnologia oferecem um futuro promissor, unindo estabilidade, afinal, saúde sempre será uma necessidade, com inovação constante.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Competências e Preparação para as Carreiras do Futuro</h3>



<p>Depois de explorar cada área específica, vale ressaltar competências e estratégias que se aplicam a todas as <a href="https://forbes.com.br/carreira/2025/02/profissoes-do-futuro-empregos-com-maior-potencial-de-crescimento-nos-proximos-5-anos/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">profissões do futuro</a>. A primeira é o aprendizado contínuo. Seja no campo, na tecnologia da informação, na segurança digital ou na saúde, as mudanças são rápidas e constantes: ferramentas, leis, métodos e descobertas se renovam ano a ano. Assim, investir regularmente em cursos de atualização, workshops, certificações e até novas graduações não é mais um diferencial, mas praticamente um pré-requisito para se manter relevante. Hoje, graças ao ensino a distância, é possível certificar-se em <em>machine learning</em> ou em auditoria de sistemas em poucos meses, conciliando estudo e trabalho.</p>



<p>Outra competência crucial é a adaptabilidade. Profissionais precisam estar abertos a transições de carreira, migrando entre setores ou funções conforme as oportunidades surgem. Não é incomum um engenheiro de produção tornar-se cientista de dados, ou um analista de sistemas migrar para cibersegurança com capacitação extra. Isso exige confiança para sair da zona de conforto e aprender rápido. As empresas buscam cada vez mais perfis multifacetados, que combinem conhecimento técnico com visão estratégica.</p>



<p>As soft skills: criatividade, pensamento crítico, inteligência emocional, comunicação eficaz, trabalho em equipe e liderança, também ganham peso. Em um mercado altamente tecnológico, habilidades humanas se tornam diferenciais: máquinas podem otimizar processos, mas não substituem empatia, ética, inovação e julgamento humano. Desenvolver essas <em>smart skills</em> direciona o profissional para atividades alinhadas aos seus talentos e menos suscetíveis à automatização.</p>



<p>Por fim, planejamento de carreira e networking são aliados indispensáveis. Monitorar tendências, ler relatórios e acompanhar notícias de economia e tecnologia ajuda a identificar oportunidades antes que virem senso comum. Participar de eventos, feiras e comunidades profissionais, de meetups de TI a grupos de agronegócio no WhatsApp ou LinkedIn, pode abrir portas inesperadas. Muitas vagas do mercado do futuro surgem não por anúncios, mas por conexões. Construir e nutrir essa rede é investir diretamente na empregabilidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Conclusão</h3>



<p>Romper com o convencional e explorar as <a href="https://jornaltribuna.com.br/2025/05/ia-e-futuro-do-trabalho-como-se-preparar-para-carreiras-que-ainda-nao-existem/" data-wpel-link="internal">profissões do futuro</a> não é apenas uma questão de moda ou tendência passageira, é, cada vez mais, uma necessidade para acompanhar a evolução socioeconômica e garantir realização profissional a longo prazo. Áreas como Agrotech, Inteligência Artificial, Cibersegurança e Biomedicina mostram como o mercado de trabalho está se diversificando e abrindo caminhos alternativos às carreiras tradicionais. Esses setores emergentes oferecem alta demanda por talentos, remuneração competitiva e a oportunidade de atuar na fronteira da inovação. Mais do que isso, contribuem diretamente para enfrentar desafios contemporâneos: alimentar uma população crescente de forma sustentável, impulsionar a transformação digital das empresas, proteger a sociedade contra ameaças virtuais e desenvolver soluções para a saúde e o bem-estar da humanidade.</p>



<p>Entretanto, abraçar essas carreiras exige iniciativa e preparação. O profissional do futuro precisa estar disposto a aprender continuamente, muitas vezes de forma autodirigida, e a se reinventar quando necessário. Os dados e estudos apresentados demonstram que há fundamentos sólidos para o otimismo: as vagas existem, os investimentos nesses setores crescem e a valorização dos especialistas é real. Deixar de enxergar Direito ou Medicina como únicas referências de sucesso pode parecer arriscado para quem foi moldado por essas tradições. Porém, os exemplos e números mostram justamente o oposto: arriscar-se no novo pode trazer retornos expressivos. Em um cenário em que mudanças são a única constante, apostar em áreas em ascensão é, na verdade, uma escolha segura, especialmente para quem se antecipa.</p>



<p>Em síntese, as profissões do futuro exigem mente aberta, estudo consistente e coragem para trilhar caminhos diferentes dos convencionais. Aos que seguem esse roteiro, as recompensas tendem a ser amplas: desde carreiras financeiramente atrativas até a satisfação de atuar em campos de vanguarda e alto impacto social. Como conselho final, vale lembrar: o futuro pertence a quem começa a se preparar hoje. E nunca essa frase fez tanto sentido. Invista em qualificação, esteja pronto para mudar e dê o próximo passo, porque o futuro do trabalho já começou, e ele está esperando por você.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>Fórum Econômico Mundial. Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025. Dados citados por Terra: IA gerando 170 milhões de empregos e eliminando 92 milhões (saldo +78 milhões).</p>



<p>Conselho Federal da OAB. Dados sobre advocacia no Brasil (2025): 1,4 milhão de advogados ativos; 1 curso de Direito para cada 164 habitantes.</p>



<p>Terra. 13 carreiras do futuro impulsionadas pela IA. Destaque para setores em expansão como cibersegurança, biotecnologia e economia digital demandando novos profissionais.</p>



<p>CNA/SENAR. Profissões do futuro no campo. Estudo GIZ/SENAI/UFRGS: previsão de déficit de 148 mil profissionais em agro tech na próxima década.</p>



<p>CNA/SENAR. Projeção de 66,2 mil vagas não preenchidas no curto prazo em agricultura digital e correlatas.</p>



<p>Forbes Brasil (2024). Profissões em alta no agro. Salários: Gerente de fazenda (R$19-25 mil), RTV (R$9-14 mil), Cientista de dados (R$8-12 mil), Operador de drones (R$5,5-9 mil).</p>



<p>Terra – Antonio Muniz (especialista). Importância de desenvolver habilidades complementares à tecnologia e exemplo da profissão de piloto de drone surgindo com novas demandas.</p>



<p>Forbes Brasil (2025). Escassez de talentos em IA. Crescimento da demanda por profissionais de IA 21% a.a. desde 2019, falta de especialistas é principal entrave segundo 39% dos executivos brasileiros.</p>



<p>Forbes Brasil (2025). Déficit projetado de 530 mil profissionais de TI no Brasil até 2025; criação de 800 mil vagas vs. 53 mil formados no período.</p>



<p>Monitor do Mercado (2025). Profissões do futuro mais bem pagas. Ex.: Engenheiro de IA (R$18-30 mil), Especialista em Cibersegurança Quântica (R$16-28 mil).</p>



<p>Exame (2022/2024). Segurança digital prioridades dos CIOs; salários em segurança da informação de R$ 5 mil (início) a R$ 45 mil (experientes).</p>



<p>Portal Tela (2025). Cibersegurança em destaque. Salários em 2025 variando de R$ 6 mil a R$ 23 mil; área supera IA em demanda após LGPD.</p>



<p>Portal Tela (2025). Escassez de especialistas Red Team (ofensiva) e Purple Team; cibersegurança com oportunidades em diversos setores e baixo risco de estagnação.</p>



<p>Exame (2022). Brasil 5º país com mais crimes cibernéticos; 9,1 milhões de ataques ransomware em 6 meses de 2021.</p>



<p>UOL/Firjan (2024). Mapa de Profissões do Futuro. Biomédicos: crescimento de 145,6% nos empregos formais (2017-2022), alta pontuação em competências do futuro.</p>



<p>UOL/Firjan (2024). Profissionais da biotecnologia e biomédicos listados entre os de maior alinhamento a competências futuras (criatividade, inovação).</p>



<p>Portal Insights/UNIFACS. Salários por especialização em Biomedicina: Estética (até R$15.300) e Nuclear (até R$23.000).</p>



<p>Salario.com.br (2023). Média salarial nacional do biomédico ~R$ 3.000 a R$ 4.000 (40h semanais).</p>



<p>Terra (2025). Importância de soft skills na era da IA: criatividade, pensamento crítico, inteligência emocional, adaptabilidade e comunicação eficaz como diferenciais humanos.</p>



<p>Terra (2025). Recomendações – aprendizado contínuo e disposição para mudanças de carreira são essenciais para sucesso nas profissões do futuro.</p>
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		<title>Rede D&#8217;Or e SulAmérica lançam Programa de Trainee em conjunto e aceitam todos os cursos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rene Alexandre]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 13:58:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[trainee]]></category>
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					<description><![CDATA[A SulAmérica e a Rede D’Or, dois dos maiores grupos do Brasil nos setores de saúde, seguros e investimentos, estão com inscrições abertas para seu Programa de Trainee em conjunto, que busca formar novos talentos para atuar como futuras lideranças das duas organizações. A jornada inclui rotação por diferentes áreas das empresas, participação em projetos [&#8230;]]]></description>
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<p>A SulAmérica e a Rede D’Or, dois dos maiores grupos do Brasil nos setores de saúde, seguros e investimentos, estão com inscrições abertas para seu Programa de Trainee em conjunto, que busca formar novos talentos para atuar como futuras lideranças das duas organizações.<br><br>A jornada inclui rotação por diferentes áreas das empresas, participação em projetos estratégicos e mentorias com executivos e líderes. Ao final do processo seletivo, os aprovados serão direcionados conforme o perfil e as necessidades de cada grupo.<br><br>Na Rede D’Or, os trainees terão contato direto com o funcionamento de hospitais, centros de diagnóstico, clínicas e áreas corporativas que sustentam as operações da empresa.<br><br>Já na SulAmérica, os participantes atuarão nas frentes de seguros de saúde, odonto, vida, previdência privada e gestão de investimentos, desenvolvendo projetos alinhados à cultura da companhia.<br><br>Para participar, é necessário ter graduação concluída ou prevista entre julho de 2021 e dezembro de 2025, sem restrição de cursos ou localidades.<br><br>Também é essencial possuir disponibilidade para viagens e mudanças, já que as empresas atuam em diversas regiões do país, como Pará, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe, além do Distrito Federal.<br><br>Caso haja necessidade de mudança de estado após o programa, os trainees receberão auxílio-transferência para apoiá-los no processo.<br><br>Além de remuneração competitiva, os selecionados contarão com benefícios como participação nos lucros e resultados, plano de saúde, plano odontológico, seguro de vida, vale-alimentação, vale-refeição, auxílio-transporte, auxílio-viagem, descontos em academias, descontos em instituições de ensino, entre outros.<br><br>As inscrições para o <a href="https://www.estagiotrainee.com/post/programa-trainee-sulamerica-rede-dor-2026" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">Programa de Trainee SulAmérica + Rede D&#8217;Or</a> poderão ser realizadas até 22/09/2025.</p>
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		<title>Cadeia produtiva: ressocialização com foco em qualificação profissional e ensino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[valentina Sieplin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2025 23:30:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[CADEIA]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
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					<description><![CDATA[No Paraná, o trabalho nas unidades prisionais se estabeleceu como uma estratégia central para a ressocialização. Entre 2018 e 2025, conforme dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), a quantidade de pessoas privadas de liberdade envolvidas em atividades laborais mais que duplicou, aumentando de 6.150 para mais de 13.000 detentos atuando em 1.025 canteiros sob a [&#8230;]]]></description>
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<p></p>



<p id="3565">No Paraná, o trabalho nas unidades prisionais se estabeleceu como uma estratégia central para a ressocialização. Entre 2018 e 2025, conforme dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), a quantidade de pessoas privadas de liberdade envolvidas em atividades laborais mais que duplicou, aumentando de 6.150 para mais de 13.000 detentos atuando em 1.025 canteiros sob a administração da Polícia Penal do Paraná (PPPR).</p>



<p id="1b77">Tendo em vista a população feminina em cárcere, de acordo com o relatório RELIPEN, 2º semestre de 2024, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), o estado do Paraná contava com 2.378 mulheres presas em celas físicas. Deste total, 754 mulheres estavam em atividade laboral no sistema prisional, o que representa aproximadamente 31,7% da população carcerária feminina do estado inserida em algum tipo de trabalho. Além da remuneração média equivalente a 75 % do salário mínimo e da possibilidade de remição de pena, regulamentada pela Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), a cada três dias de trabalho, a mulher presa tem um dia de pena reduzido.  Esses trabalhos contribuem para o desenvolvimento de habilidades profissionais fundamentais para a reintegração no mercado, sobretudo em áreas como alimentação e serviços, que concentram alta demanda por mão de obra feminina. <br> </p>



<p>O Brasil conta com políticas públicas voltadas à ampliação do trabalho prisional, como a Política Nacional de Trabalho no Sistema Prisional (PNAT), instituída pelo Decreto nº 9.450/2018. Essa política define diretrizes para parcerias entre o setor público e a iniciativa privada, criação de oficinas, fomento a atividades produtivas e financiamento por meio de Fundos Rotativos. O objetivo é garantir que pessoas presas tenham acesso à oportunidades reais de trabalho e capacitação. A PNAT se apoia em princípios das Regras de Mandela da ONU, que asseguram o direito ao trabalho digno, à escolha da atividade, à remuneração justa e à qualificação profissional. Já a Portaria Interministerial nº 210/2014 criou a Política Nacional de Atenção às Mulheres em Situação de Privação de Liberdade, reconhecendo a condição específica da mulher presa e a necessidade de ações focadas em gênero dentro do sistema penal.</p>



<p id="1b77">Na inauguração da unidade da Cadeia Pública Feminina de Londrina, em 2019, foram instituídas 38 vagas de trabalho interno destinadas às internas, principalmente para atividades como serviços gerais, limpeza e faxina.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://miro.medium.com/v2/resize:fit:700/1*JP82LhkBbLcgsoowO8NLag.png" alt="" /></figure>



<p id="2039">Foi dentro desse contexto que surgiu o projeto Capacitar para Libertar. A iniciativa começou com cursos de eletricista e construção civil para homens na Penitenciária Estadual de Londrina II, Unidade de Progressão. Mas ganhou um novo rosto quando chegou à Cadeia Pública Feminina de Londrina.</p>



<p id="93cb">Desde 2021, o projeto conta com o apoio do Senai, Senac, Sebrae e Abrasel, o curso tem um total de 500 horas com tudo o que uma profissional da cozinha precisaria para sair preparada, técnica, psicologicamente e estruturalmente. Além da formação, as detentas ganharam kits de trabalho, suporte jurídico, plano de negócio e até a marca da própria empresa. “Elas saem com uma logo registrada, uniforme personalizado e um plano para se manter longe da cadeia”, afirma Soraya Ursi, gestora da unidade. “Nosso objetivo é não ter nenhuma reincidência.”</p>



<p id="82a3">Segundo o relatório Reincidência Criminal no Brasil, elaborado pelo Depen em parceria com o Grupo de Avaliação de Políticas Públicas e Econômicas da Universidade Federal de Pernambuco (GAPPE/UFPE), o estado do Paraná apresenta índices elevados de reincidência penal. As taxas variam de 49,6% a 80% dos indivíduos que retornam ao sistema prisional após a saída.</p>



<p id="1818">As ações de ressocialização se tornam fundamentais para quebrar o ciclo de reingresso no sistema penal. Com esse objetivo, uma cozinha escola foi construída e inteiramente equipada dentro da unidade. Além da formação, as apenadas receberam um kit básico de trabalho composto por uma batedeira, liquidificador, formas, dolmã (uniforme da área de gastronomia) e material gráfico para apresentação.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://miro.medium.com/v2/resize:fit:700/1*NJVKPOXlJ7ft7OPO6FLHGw.png" alt="" /></figure>



<p id="99ee">No final do curso, as alunas seguem com o apoio do Sebrae na abertura de um CNPJ próprio para microempreendedor individual e também da Abrasel, que auxilia na indicação de vagas em estabelecimentos para aquelas que não quiserem abrir a própria empresa.</p>



<p id="b5b1">Ao sair da unidade com formação técnica, plano de negócio e apoio institucional, essas mulheres se tornam agentes econômicos capazes de gerar renda para a indústria, reduzir a reincidência criminal e, ao mesmo tempo, fortalecer cadeias produtivas locais.</p>



<p>Apesar das diretrizes nacionais, o cenário do trabalho prisional feminino ainda é marcado por um número de vagas inferior à demanda em grande parte das unidades. Muitas internas demonstram interesse em trabalhar, mas enfrentam filas de espera em razão da falta de infraestrutura, da escassez de projetos conveniados ou da limitação de recursos técnicos para viabilizar oficinas e cursos. Em alguns estados, as dificuldades administrativas para firmar parcerias externas também afetam a ampliação das atividades laborais.</p>



<p>A fiscalização sobre a oferta e a qualidade dos cursos e trabalhos dentro da prisão é feita por repartições como o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Conselho da Comunidade. Essas instituições acompanham denúncias, verificam se os direitos das internas estão sendo respeitados e cobram das gestões penitenciárias o cumprimento da legislação. Elas também monitoram se os registros de remição de pena estão sendo corretamente contabilizados e se as condições de trabalho e ensino são dignas. Apesar disso, há lacunas na fiscalização contínua, especialmente quando faltam denúncias formais ou quando a unidade opera com número reduzido de fiscais externos.</p>



<p id="6e2a">Cada mulher que passa pelo sistema encontra um caminho próprio e, no caso de Édna Souza, agarrar-se às oportunidades era mais do que estratégia: era sobrevivência. Ao mesmo tempo em que cultivava a imagem de durona, Édna se agarrava a tudo que pudesse oferecer um vislumbre de futuro, mesmo que para algumas isso parecesse fragilidade. Fazia crochê, participava dos projetos, acumulava cursos. “Só um curso é pouco”, dizia.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://miro.medium.com/v2/resize:fit:700/1*mPmD3cmiQobpjgIIUZvzKw.png" alt="" /></figure>



<p id="50d5">Por trás dessa busca incessante por atividades e conhecimento, havia uma consciência clara: manter-se ativa era também uma forma de se proteger. Édna sabia disso melhor do que ninguém. Líder de cela, seu nome raramente era dito em voz alta. Para as outras detentas e até para algumas funcionárias, ela era “Pitbull.” O respeito vinha da postura firme, da fala seca, dos olhos que não desviavam. Mas ela sabia que era mais do que isso. Era a única forma que encontrou para se manter inteira ali dentro.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://miro.medium.com/v2/resize:fit:700/1*eJC4djbMI-SCa35bOWRtbw.png" alt="" /></figure>



<p id="c5dd">Ela foi presa em 2018 por homicídio. Édna trabalhava fazendo programas quando um dos clientes sugeriu um jogo de dominação. No começo, pareceu apenas um fetiche, algo que ela já tinha ouvido. Mas, em segundos, as mãos dele apertaram o pescoço dela com mais força do que o combinado. O tom de brincadeira desapareceu. Ela tentou se soltar, arranhou, chutou, mas não adiantou. O ar começou a faltar, a visão escurecer. O desespero tomou conta do corpo antes que ela pudesse pensar. Édna sentiu algo próximo, uma arma ao alcance das mãos. Sem raciocinar, apenas puxou o gatilho. O som do disparo ecoou pelo quarto pequeno. Quando percebeu o que havia feito, ele já estava no chão. Morto. “Quando eu vi, já tinha matado.”</p>



<p id="fdbe">A defesa alegou legítima defesa, mas o histórico do local pesou contra ela. A polícia encontrou cocaína no quarto, porções espalhadas sobre a cômoda. O tiro não foi interpretado como uma reação ao ataque, mas como parte de um contexto maior de criminalidade. O fato de estar armada também virou argumento contra ela. A promotoria apontou que, se ela tinha uma arma ao alcance, não poderia ser considerada indefesa. A intenção de matar foi presumida, ainda que o ato tenha sido um reflexo do medo. Veio a condenação. E então, a cadeia.</p>



<p id="8727">“Aqui dentro, cada uma constrói uma identidade para sobreviver. Algumas chegam mais frágeis, outras já trazem uma postura de enfrentamento. Mas, independentemente de como entram, todas acabam criando algum tipo de armadura. A forma como encaram a cadeia tem muito a ver com o que viveram antes. Cada uma nasce e é criada de um jeito diferente, e isso se reflete na maneira como lidam com o encarceramento”, pontua a psicóloga da cadeia, Josiane Pajeu.</p>



<p id="f6b8">Quando Édna estava sozinha, longe dos olhares da cela, a armadura pesava. “Eu não consigo me perdoar, mas creio que Deus já me perdoou”, dizia quase como um lembrete para si mesma. A culpa era uma sombra que a acompanhava. “Eu matei alguém, é uma marca que fica para sempre, não consigo apagar isso”, ela dizia com a voz embargada de choro.</p>



<p id="0433">É nesse enfrentamento interno, entre a dor e o desejo de recomeçar, que a educação também surge como uma ferramenta potente de reconstrução, por meio das oficinas de leitura, escrita e reflexão que são realizadas dentro da cadeia.</p>



<p id="5a03">“A literatura tem um poder humanizador. Porque, querendo ou não, a literatura é esse encontro com o outro. Você tem acesso ao olhar do outro, à vida do outro, seja ela uma vida real ou inventada ali naquelas histórias. É como um jogo de alteridade. E é um jogo também que consegue driblar a solidão”, pontua a professora da oficina de escrita, Layse Barnabé, com entusiasmo nas palavras.</p>



<p id="ce01">As oficinas de leitura oferecidas dentro da unidade não são obrigatórias. Algumas iam por curiosidade, outras porque ouviram dizer que poderia ajudar na remissão de pena. Édna começou assim. Mas logo percebeu que estar ali não era apenas um jeito de descontar dias da sentença, era um jeito de resgatar uma parte dela que havia sido deixada para trás. “A leitura me ajuda porque é um meio que eu consigo fugir daqui de dentro, de não me sentir presa. Eu posso estar na minha casa, posso estar em qualquer outro mundo, menos aqui dentro. É o que faz os meus dias serem muito mais leves, muito melhores”, completa Édna.</p>



<p id="bb1f">Os livros chegam por diferentes caminhos. Alguns são trazidos pela professora, outros vêm da pequena coletânea disponível na unidade, e há também aqueles doados por pastorais e visitantes. Nas oficinas, as leituras propostas são discutidas em grupo. Algumas se reconhecem nas personagens, outras veem nelas um contraste com a própria história. Há quem diga que os livros ajudam a organizar os pensamentos, quem os use para escapar, e quem, pela primeira vez, se permita imaginar um futuro diferente. As histórias funcionam como espelhos e janelas. Permitem que se enxerguem, mas também que vejam além, possibilidades que, por muito tempo, pareceram inalcançáveis.</p>



<p id="f7d0">Dessa oficina nasceu Uma Vontade Enorme de Gritar, um livro de poesias escritas pelas detentas da unidade. Os versos falam de saudade, arrependimento, raiva, desejo de recomeço. São relatos curtos, em que o peso da experiência vivida se traduz em palavras diretas, sem rodeios.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://miro.medium.com/v2/resize:fit:611/1*h6CCyaJtT5b4Lb3wRAP3QA.png" alt="" /></figure>



<p id="502a">“644 dias na bolha dias monótonos. Sei como começa e como termina. Olho para um lado e vejo tristeza. Olho para outro, revolta. Eu sempre em paz. Acredito no poder do amanhã.” — D.F., trecho retirado do ebook Uma Vontade Enorme de Gritar.</p>



<p id="e553">A oficina de escrita não é apenas um espaço de aprendizado, é um espaço de reconstrução. Durante as aulas, as presas não são reduzidas aos crimes que cometeram, nem às penas que cumprem. São autoras, pensadoras, mulheres que, muitas vezes pela primeira vez, veem sua voz ganhar forma no papel. “Meu objetivo não é ensinar. O objetivo é criar espaço para que elas criem e se apropriem das palavras. A poesia não é um luxo”, afirma Layse.</p>



<p id="84a3">As palavras, que antes pareciam distantes, agora pareciam possíveis. Do lado de fora, Édna nunca se imaginou em uma sala de aula. Do lado de dentro, começou a entender que talvez o tempo pudesse ser contado de outra forma.</p>



<p id="13b9">“Antes da oficina, eu achava que eu ia sair daqui e ia fazer tudo errado de novo. Já estava decidida, que era isso mesmo. E daí agora eu estou até achando que eu sou inteligente, que talvez eu consiga fazer uma coisa diferente.”</p>



<p>A Cadeia Pública Feminina de Londrina conta com uma estrutura educacional mantida pelo Centro Estadual de Educação Básica de Jovens e Adultos (CEEBJA), que oferece alfabetização, ensino fundamental e médio às internas. Professores e pedagogos atuam nos programas de leitura e preparação para exames externos. O trabalho é reforçado por parcerias com universidades, conselhos da comunidade e a Polícia Penal, que viabilizam inscrições e provas dentro da própria prisão.</p>



<p>Nos últimos anos, a Cadeia  registrou um crescimento na participação de internas em exames de acesso ao ensino superior. Somente em 2024, 460 custodiados da região de Londrina se inscreveram na primeira fase do vestibular da UEL, um aumento de 55% em relação a 2023. Três internas da unidade estão entre os 52 custodiados da região que conquistaram vagas no ensino superior.</p>



<p id="9de9">A unidade abriga 270 mulheres em privação de liberdade e é um retrato dos contrastes do sistema prisional. Entre a rigidez das celas e as estatísticas do encarceramento, existem trajetórias individuais que desafiam a frieza dos números. A cadeia é um espaço de limites rígidos, onde a privação da liberdade se mistura às histórias de vida marcadas por desafios, erros e tentativas de recomeço. No local onde antes funcionava um presídio masculino, a unidade de Londrina abriga mulheres em situação de encarceramento, oferecendo algumas oportunidades de estudo e trabalho, mas também revelando as duras condições e estigmas do sistema prisional brasileiro.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://miro.medium.com/v2/resize:fit:700/1*vq9TYj7y1W5GTn0lg4Cxgg.png" alt="" /></figure>



<p id="2eea">O sucesso do Capacitar para Libertar abriu caminho para a consolidação de outras ações de qualificação dentro das unidades prisionais de Londrina. A expectativa dos gestores é que, com mais investimentos, seja possível ampliar a oferta de cursos, integrar novas tecnologias e fortalecer a rede de apoio para a reinserção social das egressas.</p>



<p>Um dos destaques mais recentes foi o curso de auxiliar de cozinha, no qual as alunas puderam aplicar os conhecimentos adquiridos ao final da formação, elaborando um menu especial composto por sopa de cebola, creme de milho com frango, caldo de cabotiá, caldo de mandioca, caldo de feijoada e caldo verde. Para a sobremesa, foram servidos mousse de maracujá, copo da felicidade e pudim.</p>



<p>Além disso, a Polícia Penal do Paraná (PPPR) concluiu uma turma com 12 apenadas no curso de produção de doces, realizado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), e já iniciou uma nova turma com 15 custodiadas na Cadeia Pública Feminina de Londrina.</p>



<p>Outra frente de atuação ocorre por meio de convênio entre a Polícia Penal e a Universidade Estadual de Londrina (UEL), no qual 16 pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica atuam diariamente na manutenção das áreas verdes do campus universitário, realizando serviços como poda, plantio e cuidado de canteiros.</p>



<p>No campo educacional, o projeto de Remição pela Leitura, intitulado “Ler Para Libertar”, também avança. Em junho, o Complexo Social de Londrina recebeu uma doação significativa de 384 livros da UEL, ampliando o acervo disponível para as internas e fortalecendo as oficinas de leitura e reflexão realizadas na unidade.</p>



<p id="2eea">Todos esses esforços têm gerado impactos mensuráveis. A Polícia Penal do Paraná alcançou um marco histórico em 2025 com o número de custodiados inscritos no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL). Foram 12.551 inscrições em unidades prisionais do Estado, um crescimento de 10,39% em relação ao ano anterior, superando a meta estabelecida pela Divisão de Educação e Capacitação da PPPR.<br><br>O cruzamento entre trabalho e educação dentro das unidades prisionais não representa apenas uma estratégia de ocupação, mas sim um caminho real de reconstrução.<br><br>Este trabalho foi realizado com todas as devidas autorizações legais e institucionais, respeitando as normas estabelecidas pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e pela Polícia Penal do Paraná (PPPR). O nome citado na reportagem é fictício, utilizado apenas para fins ilustrativos, de modo a preservar a identidade das pessoas envolvidas. A reportagem se compromete integralmente com o sigilo e o respeito à privacidade das detentas, não divulgando quaisquer informações pessoais ou que permitam a identificação das internas retratadas.</p>



<p id="52ce">Por</p>



<p id="9e23">Valentina Sieplin Araújo &#8211; MTB:13482/PR</p>
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		<item>
		<title>Como devo me preparar para a entrevista de emprego?</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2023/03/como-devo-me-preparar-para-a-entrevista-de-emprego/</link>
					<comments>https://jornaltribuna.com.br/2023/03/como-devo-me-preparar-para-a-entrevista-de-emprego/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gutemberg Amorim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 16:52:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Advogados Parceiros]]></category>
		<category><![CDATA[Como devo me preparar para a entrevista de emprego?]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento profisisonal]]></category>
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<p>A&nbsp;<strong>entrevista de emprego</strong>&nbsp;é uma das etapas mais importantes para quem está passando por um processo seletivo e por isso, o candidato deve se atentar a alguns detalhes antes, durante e após a sua realização.&nbsp;</p>



<p>Com a pandemia, grande parte das empresas têm investido nas plataformas de recrutamento para realizar as triagens iniciais de novos talentos,<strong>&nbsp;o que não significa que o contato humano proporcionado pela entrevista acabou</strong>.&nbsp;</p>



<p>É durante a conversa presencial que o profissional e a organização podem se conhecer melhor, alinhar suas expectativas e criar conexões.&nbsp;</p>



<p>Você costuma ter dificuldades nessa etapa? Se sente nervoso ou despreparado para conversar com o pessoal do RH? Saiba que grande parte desse receio pode chegar ao fim com uma boa preparação.&nbsp;</p>



<p>Pensando nisso, preparei algumas orientações que vão te ajudar a ter uma ótima performance na sua próxima entrevista. Confira!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é uma entrevista de emprego?</strong></h2>



<p>Trata-se da ocasião em que o candidato é chamado para uma avaliação junto à empresa, que poderá ocorrer de duas maneiras: presencial ou online, por videochamada.&nbsp;</p>



<p>Se a pessoa foi selecionada para participar da entrevista, provavelmente o seu&nbsp;<a href="https://maxjus.com.br/7-dicas-para-criar-ou-revisar-o-seu-curriculo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">currículo</a>&nbsp;foi bem avaliado pelos recrutadores, o que já é um ponto positivo.&nbsp;</p>



<p>Nesse momento você pode estar se perguntando:&nbsp;<em>“se a empresa já conhece o meu histórico profissional, habilidades e competências descritas no meu currículo, para que serve a entrevista?”</em></p>



<p>Simples, é durante essa conversa que a pessoa do RH poderá explorar sua personalidade, história de vida, perfil comportamental e demais elementos que irão convencê-la de que você é a pessoa certa para o cargo em questão.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><a href="https://maxjus.com.br/como-devo-me-preparar-para-a-entrevista-de-emprego/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer"><img decoding="async" src="https://maxjus.com.br/wp-content/uploads/2023/03/entrevista-de-emprego-como-se-preparar.jpg" alt="" class="wp-image-1210" /></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"></h2>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Checklist com dicas para o momento da entrevista de emprego&nbsp;</strong></h2>



<p>Confira o checklist que montei para te auxiliar na preparação da entrevista de emprego e aumentar as suas chances de ser contratado.&nbsp;</p>



<p>São dicas práticas e simples, mas que podem fazer grande diferença se levarmos em conta que nem todos os candidatos dão a devida atenção para essa etapa.&nbsp;</p>



<p>Saia na frente e boa sorte!</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Pesquise sobre a empresa, quanto mais informações souber, melhor será seu desempenho</strong></h3>



<p>Estude a área de atuação, missão e propósito que a empresa comunica perante a sociedade.&nbsp;</p>



<p>Também vale pesquisar o site e as redes sociais da organização para entender melhor como ela se posiciona e que produtos ou serviços oferece.&nbsp;</p>



<p>Isso demonstra o seu interesse e causa boa impressão.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Confira o endereço e como chegará até lá, para se planejar</strong></h3>



<p>Muitos profissionais buscam oportunidades de trabalho a partir de sua localidade, enquanto outros não dão atenção para esse fator.&nbsp;</p>



<p>Portanto, se você foi chamado para uma entrevista em um local que desconhece o endereço, planeje-se com antecedência e veja quais são as melhores rotas de acordo com o seu meio de transporte.</p>



<p><strong>Importante: chegue com pelo menos 10 minutos de antecedência</strong>. A sua pontualidade é um dos elementos avaliados pelo recrutador.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Seja cordial desde a portaria</strong></h3>



<p>Faça uso da educação e cordialidade com todas as pessoas que cruzarem o seu caminho, independente de qual situação você esteja inserido.&nbsp;</p>



<p>Uma empresa é composta por pessoas diversas que estão desempenhando diferentes papéis, tendo o mesmo objetivo de fazer a operação funcionar.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>4. Escute mais</strong></h3>



<p>O recrutador é o responsável por conduzir a entrevista, e não o contrário.</p>



<p>Haverá momentos para você desenvolver suas falas e se expressar, mas tenha cuidado para não “quebrar” o roteiro criado previamente pelo profissional do RH.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>5. Tente sempre responder o que for questionado</strong></h3>



<p>Para te ajudar neste item, faça o exercício de tentar adivinhar quais possíveis perguntas serão feitas durante a conversa.</p>



<p>Dessa forma, ficará mais fácil elaborar respostas e até mesmo pesquisar algum assunto que você não domine completamente.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>6. Faça seus questionamentos</strong></h3>



<p>Não saia da entrevista de emprego com dúvidas sobre a empresa.</p>



<p>Se surgir algum questionamento sobre o funcionamento da operação, plano de carreira, benefícios, e demais informações que façam sentido para você, não hesite em perguntar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que evitar na entrevista de emprego</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Falar mal do emprego/empregador anterior;</li>



<li>Comentários sobre política;</li>



<li>Vestir-se inadequadamente;</li>



<li>Dar respostas confusas ou vagas;</li>



<li>Usar gírias ou palavras de baixo calão.</li>
</ul>



<p>Agora que você já sabe como se preparar para uma entrevista de emprego, tenho certeza que a sua contratação está mais próxima do que nunca. Boa sorte!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sobre a autora</strong></h2>



<p>Miriellen Costa é gestora de negócios há mais de 5 anos e possui especialidade em gestão de pessoas. Tem como propósito conectar talentos e empresas. Para conhecer mais do trabalho da Miriellen, faça contato<a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5562993066020&amp;text=Ol%C3%A1%20Miriellen!%0AVi%20seu%20conte%C3%BAdo%20na%20MaxJus%20e%20me%20interessei%20pelos%20seus%20servi%C3%A7os!" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">&nbsp;clicando aqui</a>!</p>
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		<title>Recruta Stone 2022.2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rene Alexandre]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 12:48:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
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<p>A Stone Co., fintech de empresas de tecnologia do mercado de pagamentos, abriu inscrições para a nova edição de seu Programa “Recruta Stone”, uma das principais portas de entrada da companhia.<br><br>O Programa não possui uma quantidade limitada de vagas ou algum pré-requisito específico como curso superior ou período de formação. Seu objetivo é atrair talentos que estejam alinhados com os valores da companhia (energia, inteligência e integridade) e que estejam dispostos a passar por um intenso processo de qualificação profissional e imersão à cultura da Stone Co.<br><br>Os aprovados no processo seletivo terão acesso a mentoria com alta liderança, participação em projetos de alto impacto e treinamentos personalizados.<br><br>Além do Programa de Desenvolvimento, os Recrutas terão acesso a diversos benefícios oferecidos pela empresa como: PLR, Jornada Flexível, Vale Transporte, Vale Refeição/Vale Alimentação, Plano de Saúde e Odontológico, Vitta Prime Care, Seguro de Vida, convênio GymPass, Convênio SESC, acesso à Studa (plataforma de educação com mais de 400 cursos) entre outros benefícios&#8230;<br></p>



<p>As inscrições para o Recruta Stone vão até 13/09/2022.<br>SAIBA MAIS E INSCREVA-SE: <a href="https://www.estagiotrainee.com/post/programa-recruta-stone" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="nofollow external noopener noreferrer">Recruta Stone 2022.2</a><strong></strong></p>
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