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	<title>covid19 &#8211; Jornal Tribuna</title>
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		<title>No posto de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luana Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jul 2021 17:02:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[covid19]]></category>
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					<description><![CDATA[No posto de saúde, sábado passado (ou seis meses após a primeira aplicação da primeira vacina contra Covid-19 no Brasil): &#8211; Qual será a vacina que a gente vai tomar, hein? – pergunta uma jovem de 37 anos à outra de idade parecida, à sua frente na fila de vacinação. &#8211; Olha, eu não faço [&#8230;]]]></description>
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<p>No posto de saúde, sábado passado (ou seis meses após a primeira aplicação da primeira vacina contra Covid-19 no Brasil):</p>



<p>&#8211; Qual será a vacina que a gente vai tomar, hein? – pergunta uma jovem de 37 anos à outra de idade parecida, à sua frente na fila de vacinação.</p>



<p>&#8211; Olha, eu não faço ideia, mas a que vier tá bom, né? – responde a da frente.</p>



<p>&#8211; Ahhh, eu tô com medo viu? Só vim mesmo porque o povo lá de casa ficou enchendo o saco&#8230; Mas to quase indo embora&#8230;</p>



<p>&#8211; Para, boba! Vacina sim, moça. Você conhece alguém que morreu por causa da vacina?</p>



<p>&#8211; Ahhh, conhecer eu não conheço, mas tão falando que é verdade mesmo que essa da China aí eles tão colocando chip pra controlar a gente. É tudo plano deles&#8230; Eles inventaram o vírus pra fazer isso mesmo, e os bobo tudo acreditando&#8230;</p>



<p>&#8211; Mas moça&#8230; magina. Isso é <em>fake news</em> que o povo espalha no <em>WhatsApp</em>&#8230;</p>



<p>&#8211; Ah, não acho viu. Se for a Coronavac eu saio fora!</p>



<p>&#8211; Ai moça&#8230; fica tranquila que vai dar tudo certo.</p>



<p>&#8211; E parece que durante os testes várias pessoas morreram mas eles tão abafando isso pra não causar alarde. Cê acha que vai falar no jornal? Não vai&#8230; a Globo tá junto nisso.</p>



<p>A moça da frente, em clara expressão de inconformismo e com bastante ironia, levanta as sobrancelhas, coça a cabeça e aperta os lábios como quem pensa: “Caramba, hein&#8230;! O papo aqui tá difícil&#8230;”. Já percebera que com a moça de trás não haveria espaço para um diálogo produtivo.</p>



<p>Depois disso, já em tom de chacota, rindo por dentro, a moça da frente pergunta:</p>



<p>&#8211; Mas você acha que a cloroquina é boa?</p>



<p>&#8211; Olha, moça, graças ao meu bom Deus eu não peguei essa doença, mas várias pessoas que pegaram, o próprio médico passou cloroquina e ivermectina pra tratamento precoce. E deu certo, viu? Nenhuma delas morreu.</p>



<p>E continuou:</p>



<p>&#8211; Tô falando pra você! Na TV eles não tão falando a verdade!! É que eles tão ganhando dinheiro com isso né&#8230;</p>



<p>&#8211; Hummm, entendi. – disse a moça da frente, se fazendo de convencida e já abandonando aquele papo.</p>



<p>E então, finalmente, ela foi chamada para receber a sua tão esperada 1ª dose do imunizante. Com alegria visível pelo sorriso estampado no rosto, a moça se dirigiu rapidamente à salinha de vacinação e já foi levantando a manga da camiseta – estampada, por sua vez, com a imagem do Zé Gotinha &#8211; antes mesmo de receber orientação para fazê-lo. Cerca de um minuto depois, prestes a receber a picada no braço, a moça, ainda muito alegre, pediu para a enfermeira esperar um segundo para que ela chamasse a amiga para bater uma foto daquele momento especial.</p>



<p>A enfermeira já esperava por isso e devolveu o sorriso a Adriana. Esse era o nome da paciente da vez. Em poucos segundos, a moça voltou com aquela amiga, feita minutos antes, na fila do postinho. O nome dela era Fernanda.</p>



<p>Adriana e Fernanda: uma, fã do Zé Gotinha, a outra, da Capitã Cloroquina; uma confiante na Ciência, a outra, nas correntes de <em>WhatsApp</em>; uma, feliz da vida porque finalmente chegara o começo do fim da sua angústia, a outra, numa angústia sem fim.</p>



<p>Vacina sim!</p>



<p>Vacina a todos!</p>



<p>E, muito em breve: vacina em mim.</p>
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