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	<title>Bacen &#8211; Jornal Tribuna</title>
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	<description>O seu portal de notícias e artigos científicos</description>
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		<title>Cerco às ‘contas-bolsão’ obriga instituições financeiras a rastrear beneficiários finais em tempo real</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Grayce Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 12:10:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Pacote regulatório do Banco Central e da Receita Federal elimina o anonimato nas contas de pagamento; instituições devem individualizar transações e identificar beneficiários finais para evitar sanções e riscos reputacionais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O cerco ao anonimato no sistema financeiro brasileiro ganhou um novo e rigoroso capítulo. A publicação das Resoluções BCB n.º 518 e CMN n.º 5.261, em novembro de 2025, seguida pela regulamentação do Banking as a Service na Resolução Conjunta n.º 16, impõe o encerramento compulsório de contas-bolsão irregulares no Brasil. Paralelamente, a Instrução Normativa RFB 2.278 fechou a lacuna de transparência fiscal ao estender às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações de reporte via e-Financeira já exigidas dos bancos. Juntas, essas medidas eliminam o anteparo das contas concentradoras e exigem a identificação imediata dos beneficiários finais de cada transação.</p>



<p>As normas são resposta direta a operações de grande escala deflagradas em 2025. A Operação Carbono Oculto, em agosto, revelou que organizações criminosas utilizavam fintechs e contas concentradoras não individualizadas para movimentar bilhões no setor de combustíveis. Em novembro, a Operação Poço de Lobato desarticulou esquema que usava mais de 50 fundos de investimento e 15 offshores para blindagem patrimonial. Ambas as investigações evidenciaram o uso de contas-bolsão como peça central dos esquemas de lavagem.</p>



<p>Para especialistas em compliance, o novo rigor regulatório expõe a fragilidade dos sistemas tradicionais em identificar o beneficiário final (UBO) em estruturas de camadas, como fundos e offshores, tornando o monitoramento contínuo a única via de sobrevivência operacional.</p>



<p>De acordo com Simone Vollbrecht, Head de Compliance da VAAS, a opacidade em cadeias societárias complexas é o principal vetor para o uso de &#8220;sócios fantasmas&#8221; e lavagem de dinheiro. &#8220;O cenário atual exige que a&nbsp;<em>due diligence</em>&nbsp;vá além do quadro societário básico (QSA). É necessário mapear conexões indiretas e grupos econômicos de fato para atender à regulação&#8221;, explica.</p>



<p>A especialista pontua que o mercado brasileiro atingiu um nível de sofisticação onde a simples consulta a birôs de crédito não oferece mais a blindagem jurídica necessária perante o regulador.</p>



<p><strong>A mecânica da ocultação e o desafio do Reasoning</strong></p>



<p>O grande desafio para as diretorias de conformidade reside na identificação de &#8220;interpostas pessoas&#8221; ou &#8220;laranjas&#8221; em estruturas de fundos de investimento e holdings de prateleira. Nestes casos, o controle efetivo da operação é pulverizado em múltiplas camadas, muitas vezes cruzando jurisdições internacionais. Simone detalha que essa detecção demanda o que a tecnologia de ponta classifica como&nbsp;<em>Reasoning</em>&nbsp;(raciocínio contextual).</p>



<p>Diferente de uma busca estática em bancos de dados, o&nbsp;<em>Reasoning</em>&nbsp;analisa o&nbsp;<em>timing</em>&nbsp;de alterações no controle acionário, a proximidade com eventos sensíveis (como calendários eleitorais ou licitações vultosas) e a compatibilidade entre o patrimônio declarado e as movimentações financeiras das partes relacionadas. &#8220;Não se trata apenas de encontrar o dado, mas de entender a lógica por trás da transação. Se um cotista de um fundo não possui lastro financeiro para o aporte realizado, o alerta de risco deve ser imediato&#8221;, reforça a Head de Compliance da VAAS.</p>



<p>Para garantir a precisão probatória exigida pelos órgãos de fiscalização, a infraestrutura de dados da VAAS aplica a técnica de Voto da Maioria. O método consiste no cruzamento de informações por múltiplos modelos de inteligência de dados, o que mitiga falhas de interpretação e assegura que o dossiê final reflita a real estrutura de controle da operação, eliminando as chamadas &#8220;alucinações&#8221; de dados que podem induzir o analista ao erro.</p>



<p><strong>Monitoramento contínuo como norma de sobrevivência</strong></p>



<p>O pacote normativo publicado entre agosto e novembro de 2025 (com prazo de adequação dos contratos existentes até 31 de dezembro de 2026) estabelece que o monitoramento da condição de Pessoa Politicamente Exposta (PEP) e de beneficiários ocultos deve ser ininterrupto. Vollbrecht ressalta que o status de risco de um parceiro de negócios é dinâmico e pode mudar horas após o&nbsp;<em>onboarding</em>&nbsp;inicial. &#8220;Instituições que ainda operam com fotos estáticas do cliente estão, na prática, operando no escuro&#8221;, alerta.</p>



<p>A rastreabilidade integral, impulsionada pelo cerco às contas-bolsão, altera a dinâmica de custos do setor. Se antes a conformidade era vista como um centro de custo burocrático, hoje ela se torna o requisito mínimo de operação no Sistema Financeiro Nacional. Com a medida do Banco Central a estruturas opacas, a capacidade de processar grandes volumes de dados societários com acurácia técnica passa a ser o divisor de águas entre a continuidade do negócio e a exposição a sanções regulatórias, incluindo restrições operacionais e penalidades administrativas.</p>



<p><strong>Sobre a VAAS</strong></p>



<p>Fundada em Florianópolis e com presença em São Paulo, a VAAS é uma empresa de&nbsp;tecnologia&nbsp;especializada em gestão de risco inteligente. Sua plataforma conecta mais de 40 fontes de dados e utiliza IA preditiva para automatizar processos de KYC, prevenção à lavagem de dinheiro e falhas regulatórias. Com mais de R$ 50 milhões em contratos ativos, a startup lidera a transição para um compliance digital, autônomo e integrado à estratégia de negócios. Mais informações estão disponíveis no site&nbsp;<a href="http://www.vaas.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">www.vaas.com.br</a>.</p>
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		<title>Mercado de criptoativos corre contra o tempo: prazo para solicitar autorização ao Banco Central encerra em outubro</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2026/03/mercado-de-criptoativos-corre-contra-o-tempo-prazo-para-solicitar-autorizacao-ao-banco-central-encerra-em-outubro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Grayce Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 20:26:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jurídico]]></category>
		<category><![CDATA[Bacen]]></category>
		<category><![CDATA[Compliance]]></category>
		<category><![CDATA[cripto]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de risco]]></category>
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		<category><![CDATA[Mercado de criptoativos]]></category>
		<category><![CDATA[PSAVs]]></category>
		<category><![CDATA[Simone Vollbrecht]]></category>
		<category><![CDATA[VAAS]]></category>
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					<description><![CDATA[Novo marco regulatório exige que Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais operem com governança equivalente à de outras instituições do Sistema Financeiro Nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O mercado de ativos virtuais no Brasil entrou em contagem regressiva. Com a chegada das Resoluções BCB n.º 519, 520 e 521, e a publicação das Resoluções BCB n.º 552 e 553 em março de 2026, as Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs) que estão em operação têm até 30 de outubro de 2026 para protocolar o pedido de autorização junto ao Banco Central do Brasil (BCB), conforme a Instrução Normativa BCB n.º 704/2026.</p>



<p>O novo arcabouço regulatório eleva significativamente as exigências para o setor, impondo às PSAVs padrões de governança, controles internos e transparência compatíveis com os de instituições já autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Para Simone Vollbrecht, Head de Compliance da VAAS, a percepção de que o prazo final ainda está distante é um erro estratégico que pode custar a sobrevivência de muitas operações.</p>



<p>“O recado da norma é claro: ser uma PSAV autorizada não é apenas ter KYC e capital mínimo. É operar com o mesmo nível de governança, controles e transparência exigido de qualquer instituição do Sistema Financeiro Nacional”, analisa Simone.</p>



<p><strong>Os pilares do novo marco regulatório</strong></p>



<p>As novas normativas estruturam o regime regulatório das PSAVs em três eixos: autorização de funcionamento (Resolução n.º 519), constituição e operação (Resolução n.º 520) e integração ao mercado de câmbio (Resolução n.º 521). A Resolução n.º 520 classifica as PSAVs em três modalidades: intermediárias, custodiantes e corretoras de ativos virtuais (exchanges), cada uma com escopo de atividades e exigências proporcionais.</p>



<p>Entre os pontos estruturais estão a segregação patrimonial obrigatória entre recursos próprios e de clientes, a exigência de capital mínimo que varia de R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões conforme as atividades desempenhadas, e a implementação da Travel Rule a partir de maio de 2026, que obriga a identificação de titulares em transferências para carteiras autocustodiadas.</p>



<p>Além disso, as Resoluções BCB n.º 552 e 553 complementam o arcabouço ao estender às PSAVs obrigações anteriormente aplicáveis apenas a bancos e instituições de pagamento como normas de ouvidoria, política de conformidade (compliance), segurança cibernética, contratação de nuvem, auditoria interna e controles internos.</p>



<p><strong>O desafio da Fase 1</strong></p>



<p>O processo de autorização foi dividido em etapas. A Fase 1, que deve ser concluída até outubro de 2026, exige a entrega de balanços auditados dos últimos três exercícios. Segundo a especialista da VAAS, este é um dos maiores gargalos para as empresas que ainda não possuem uma organização contábil robusta.</p>



<p>“O erro mais comum que já estamos vendo no mercado é tratar a Fase 1 como um formulário simples. Não é. A exigência de demonstrações financeiras auditadas retroativas pode levar de três a seis meses para ser estruturada, especialmente em empresas que nunca passaram por auditoria externa”, alerta Simone Vollbrecht.</p>



<p><strong>Banco Central avaliará capacidade operacional efetiva</strong></p>



<p>Para o Banco Central, não bastará apresentar documentos, a autarquia avaliará a maturidade operacional das empresas. Isso inclui a capacidade de monitorar operações suspeitas e reportá-las ao Coaf, além de possuir uma infraestrutura tecnológica auditável.</p>



<p>Simone destaca que o timing de adequação será um divisor de águas no mercado. Aqueles que se anteciparem não apenas garantem a conformidade, mas ganham vantagem competitiva no acesso a parcerias bancárias e novos produtos financeiros.</p>



<p>“Ajustes feitos às pressas no último mês antes do prazo são muito mais difíceis de demonstrar do que processos que já estão rodando há algum tempo. Empresas que começam a reestruturar seu programa de compliance agora têm uma vantagem real”, afirma a executiva.</p>



<p><strong>O que as empresas devem fazer agora</strong></p>



<p>O checklist para os próximos meses é extenso. Além da auditoria contábil, as PSAVs precisam designar responsáveis formais por Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD/FT), estruturar canais de atendimento ao cliente e validar sua infraestrutura de segurança cibernética.</p>



<p>O cenário aponta para uma consolidação do setor: empresas constituídas no exterior que atendem brasileiros têm prazos ainda mais curtos para transferir suas operações para uma sede nacional ou encerrar as atividades. No novo Brasil tokenizado, a conformidade deixou de ser uma opção para se tornar o único caminho de permanência no jogo.</p>



<p><strong>Sobre a VAAS</strong></p>



<p>Fundada em Florianópolis e com presença em São Paulo, a VAAS é uma empresa de&nbsp;tecnologia&nbsp;especializada em gestão de risco inteligente. Sua plataforma conecta mais de 40 fontes de dados e utiliza IA preditiva para automatizar processos de KYC, prevenção à lavagem de dinheiro e falhas regulatórias. Com mais de R$ 50 milhões em contratos ativos, a startup lidera a transição para um compliance digital, autônomo e integrado à estratégia de negócios. Mais informações estão disponíveis no site&nbsp;<a href="http://www.vaas.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">www.vaas.com.br</a>.</p>
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