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	<title>Religião &#8211; Jornal Tribuna</title>
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	<description>O seu portal de notícias e artigos científicos</description>
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		<title>A Diversidade Religiosa Brasileira e o Desafio da Construção de uma Sociedade Verdadeiramente Inclusiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pai Lucas de Xangô]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 16:23:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma Reflexão sobre os Dados do Censo e a Necessidade de Combater o Racismo Religioso O Brasil vive hoje um momento importante. Os dados do Censo IBGE 2022 mostram mudanças significativas no cenário religioso do país. As religiões de matriz africana cresceram de forma notável. Elas triplicaram sua presença, passando de 0,3% em 2010 para [&#8230;]]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading" id="uma-reflexo-sobre-os-dados-do-censo-2022-e-a-neces">Uma Reflexão sobre os Dados do Censo e a Necessidade de Combater o Racismo Religioso</h2>



<p>O Brasil vive hoje um momento importante. Os dados do Censo IBGE 2022 mostram mudanças significativas no cenário religioso do país.</p>



<p>As religiões de matriz africana cresceram de forma notável. Elas triplicaram sua presença, passando de 0,3% em 2010 para 1,0% da população em 2022. Contudo, esses números revelam um paradoxo preocupante.</p>



<p>Os dados socioeconômicos dos praticantes de umbanda e candomblé desafiam estereótipos históricos e revelam um perfil que deveria inspirar orgulho nacional: 25,5% possuem ensino superior completo (segundo maior percentual entre todos os grupos religiosos), apenas 2,4% são analfabetos (muito abaixo da média nacional de 7%), e apresentam alta conectividade digital. Paradoxalmente, são exatamente essas religiões &#8211; com seguidores altamente escolarizados e economicamente ativos &#8211; que mais sofrem perseguição no país.</p>



<p>Enquanto essas tradições religiosas se fortalecem, elas também sofrem mais violência. Portanto, precisamos entender melhor essa contradição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Escalada da Violência Contra as Religiões de Matriz Africana</h2>



<p>A intolância religiosa no Brasil não é um fenômeno neutro ou genérico &#8211; ela tem cor, origem e alvo específico. Assim sendo, em 2024, as autoridades registraram 3.853 violações motivadas por intolância religiosa, um aumento de mais de 60% em relação a 2023. Além disso, as religiões de matriz africana sofreram a maior parte desses ataques, com a umbanda e o candomblé liderando as estatísticas de violência religiosa.</p>



<p>No Estado do Rio de Janeiro, entre 2012 e 2015, praticantes de religiões de matrizes africanas sofreram mais de 70% dos 1.014 casos de ofensas, abusos e atos violentos registrados. Semelhantemente, pesquisa revelou que em Pernambuco, 92% das pessoas que professam umbanda, candomblé ou jurema já sofreram racismo religioso, enquanto 74% não se sentem seguras para assumir publicamente sua prática religiosa.</p>



<p>Esses números não representam apenas estatísticas &#8211; refletem vidas humanas, famílias destruídas, terreiros incendiados, crianças agredidas nas escolas e lideranças espirituais ameaçadas. Representam, sobretudo, a perpetuação de uma estrutura colonial que nunca foi efetivamente desmantelada em nossa sociedade.</p>



<p>É fundamental compreender que o que acontece contra as religiões afro-brasileiras não é apenas &#8220;intolerância religiosa&#8221; &#8211; um termo que, por sua neutralidade, mascara a natureza estrutural e racial do problema. Trata-se de&nbsp;<strong>racismo religioso</strong>: um conjunto de condutas agressivas que visam discriminar e excluir pessoas negras e suas tradições espirituais dos espaços públicos e sociais.</p>



<p>O racismo religioso difere da intolerância religiosa porque incorpora uma dimensão racial explícita, atacando não apenas as crenças, mas a própria identidade cultural e ancestral dos povos africanos e seus descendentes. É um mecanismo de poder que busca manter hierarquias sociais estabelecidas historicamente, utilizando o preconceito religioso como ferramenta de dominação racial.</p>



<p>A Constituição Federal de 1988 estabeleceu o Brasil como Estado laico, garantindo a liberdade religiosa como direito fundamental. O artigo 5º, inciso VI, é categórico: &#8220;é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias&#8221;.</p>



<p>Entretanto, existe um abismo entre a letra da lei e a realidade vivida. A laicidade brasileira permanece &#8220;flexível&#8221; demais com algumas religiões e rígida demais com outras. Enquanto símbolos cristãos permanecem em espaços públicos sem questionamento, terreiros enfrentam dificuldades para obter alvará de funcionamento. Enquanto celebrações católicas recebem apoio oficial, manifestações afro-brasileiras são sistematicamente criminalizadas ou ignoradas pelo poder público.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Exemplo do Rio Grande do Sul</h2>



<p>Um dos aspectos mais intrigantes dos dados do Censo 2022 é a liderança do <strong>Rio Grande do Sul</strong> como estado com maior proporção de praticantes de religiões de matriz africana (3,2% da população). Esta concentração não é acidental: resulta de fatores históricos específicos, incluindo o intenso tráfico de pessoas escravizadas através dos portos gaúchos e, curiosamente, a chegada de colonos luteranos alemães que contribuíram para maior liberdade de culto, diminuindo o monopólio católico.</p>



<p>O exemplo gaúcho demonstra que a diversidade religiosa pode florescer quando há ambiente institucional favorável. A maior festa dedicada a um orixá nas Américas acontece no Rio Grande do Sul &#8211; a celebração de Iemanjá na praia do Cassino, que atrai 300 mil pessoas. Isso prova que a convivência respeitosa entre diferentes tradições religiosas não apenas é possível, mas pode se tornar patrimônio cultural e turístico.</p>



<p>O alto nível educacional dos praticantes de religiões afro-brasileiras nos oferece uma lição fundamental: conhecimento e educação são antídotos contra o preconceito. Não por acaso, essas comunidades apresentam as menores taxas de analfabetismo entre todos os grupos religiosos brasileiros.</p>



<p>Isso nos aponta para a necessidade urgente de implementação efetiva da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas. É na educação que podemos formar cidadãos capazes de compreender e respeitar a diversidade religiosa como patrimônio nacional, não como ameaça a ser combatida.</p>



<p>A forma como uma sociedade trata suas minorias religiosas é o verdadeiro teste de sua maturidade democrática. O Brasil não pode se orgulhar de sua democracia enquanto mantiver cidadãos de segunda classe por motivos religiosos. Não podemos celebrar nossa diversidade cultural enquanto permitirmos que tradições centenárias sejam sistematicamente perseguidas.</p>



<p>Os dados do Censo 2022 nos mostram que as religiões de matriz africana não são grupos marginais ou em extinção &#8211; são comunidades economicamente ativas, altamente educadas e em crescimento. Sua contribuição para a sociedade brasileira é inestimável, não apenas em termos culturais, mas também sociais e econômicos.</p>



<p>O Brasil está numa encruzilhada. Podemos escolher o caminho da exclusão, da violência e do retrocesso civilizatório, mantendo estruturas coloniais de dominação que envergonham nossa história. Ou podemos escolher o caminho da inclusão, do respeito e da construção de uma sociedade verdadeiramente democrática, onde a diversidade seja celebrada como riqueza nacional.</p>



<p>A escolha que fizermos hoje determinará que país entregaremos às próximas gerações. Os dados estão aí, claros e incontestáveis: as religiões de matriz africana crescem, somos cidadãos exemplares, e sua contribuição cultural é patrimônio de toda a humanidade.</p>



<p>Resta saber se teremos a coragem moral e política de proteger esse patrimônio, garantindo que todos os brasileiros &#8211; independentemente de sua fé &#8211; possam viver com dignidade, segurança e respeito em sua própria terra.</p>



<p>O futuro da democracia brasileira passa, inevitavelmente, pelo reconhecimento de que somos uma nação plural, forjada na diversidade, e que nossa grandeza está justamente na capacidade de conviver respeitosamente com nossas diferenças. Dessa forma, devemos construir o Brasil que queremos. Além disso, precisamos honrar o legado que nossos ancestrais sonharam. Afinal, temos a responsabilidade de entregar esse Brasil às nossas crianças.</p>



<p><em><strong>A diversidade religiosa não é um problema a ser resolvido, mas uma riqueza a ser preservada. Uma sociedade que persegue suas tradições espirituais é uma sociedade que escolhe o empobrecimento cultural e moral. O Brasil merece mais. O Brasil pode mais.</strong></em></p>



<p>*<em> <strong><a href="https://www.instagram.com/lucas.doaxe" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">Pai Lucas de Xangô</a></strong> é Sacerdote e Diretor da FENARC ( Federação Espiritualista Nacional Afro-Religiosa e Cultural),escritor e ativista da valorização das religiões de matriz africana no Rio Grande do Sul.</em></p>



<p></p>
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		<title>A Anatomia do Dogma: Quando a Fé Política Corrói a Alma de uma Nação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel Flavio Saiol Pacheco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 13:30:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Há, nas sombras da arena pública, um processo insidioso que transcende a mera persuasão. Não se trata do embate dialético, da saudável fricção entre ideias que lapida o pensamento e forja o consenso. É, antes, uma engenharia da alma, uma cirurgia sem bisturi que extirpa, com a precisão de um algoritmo, a própria raiz da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há, nas sombras da arena pública, um processo insidioso que transcende a mera persuasão. Não se trata do embate dialético, da saudável fricção entre ideias que lapida o pensamento e forja o consenso. É, antes, uma engenharia da alma, uma cirurgia sem bisturi que extirpa, com a precisão de um algoritmo, a própria raiz da dúvida. O que se implanta no lugar do discernimento crítico é um sistema operacional fechado, um universo de certezas inabaláveis que se retroalimenta, blindado contra qualquer intromissão da realidade. A evidência, por mais contundente que seja, é tratada como uma heresia, um vírus a ser erradicado pelo firewall da lealdade incondicional. Foi essa metamorfose, essa transfiguração da política em devoção cega, que se alastrou pelo corpo social brasileiro, transformando a praça pública em um altar onde a razão foi sacrificada em nome de um dogma.</p>



<p>O custo dessa fé, calculado em vidas, ergue-se como um monumento macabro à irracionalidade. Mais de setecentas mil mortes não foram apenas estatísticas frias; foram os degraus de um patíbulo onde a ciência foi crucificada e a compaixão, vilipendiada. A pandemia, longe de ser apenas uma crise sanitária, revelou-se o palco de um ritual sombrio: a vacina, transmutada em veneno; o isolamento, em covardia; a cloroquina, em sacramento. Enquanto os corpos se acumulavam em valas comuns, a defesa do dogma não apenas resistiu, mas se fortaleceu, alimentada pelo próprio sofrimento que ajudou a semear. A programação mostrou sua eficácia mais perversa: conseguiu que seus fiéis negassem a realidade visível, palpável, sufocante, em prol de uma verdade revelada pelas telas e pelos púlpitos. A tragédia não era um fato a ser lamentado, mas um campo de batalha narrativo a ser vencido, custe o que custar.</p>



<p>E assim, quando a figura central do culto, o demiurgo de sua própria mitologia, foi apeada do poder, a seita não se dissolveu em pó. Ela realizou sua transubstanciação final, uma alquimia perversa da narrativa. O líder terreno transmutou-se em mártir celestial, um profeta incompreendido em seu próprio tempo. A derrota nas urnas foi recodificada como perseguição épica; a responsabilidade legal, como martírio político. A narrativa, ágil como um camaleão e oportunista como um parasita, trocou de pele sem alterar sua essência. Os mesmos slogans, agora sussurrados como ladainhas ou bradados como hinos de resistência, mantêm o rebanho coeso, aguardando a prometida redenção. A melodia é a mesma, apenas transposta para uma clave de lamento e revanche, garantindo que a sinfonia do antagonismo nunca cesse, ressoando nos ecos da memória coletiva.</p>



<p>Este ecossistema de crenças não floresce no vácuo. Ele é irrigado por um rio subterrâneo de apoio internacional, onde figuras marginais e interesses escusos de outras latitudes encontram eco e amplificação. Para o fiel programado, esse reconhecimento estrangeiro funciona como a bênção de um papa paralelo, validando o sentimento de pertencimento a uma cruzada global contra inimigos comuns. É o ciclo perfeito da alienação: a informação de dentro é dogma inquestionável, a validação de fora é absolvição divina. A bolha de percepção torna-se uma fortaleza inexpugnável, onde a dissonância cognitiva é abafada pelo coro uníssono dos convertidos, e a realidade exterior é apenas uma miragem a ser desdenhada.</p>



<p>Portanto, não se iluda pensando que o fenômeno se esgota com um mandato, ou que a queda de um ídolo desmantela a estrutura. Ideologias convertidas em religiões seculares são organismos tenazes, dotados de uma resiliência assustadora. Elas não morrem; hibernam, se fragmentam em células ainda mais puras e agressivas, ou se adaptam, como um vírus que muta para sobreviver. A pergunta que fica, ecoando no silêncio pós-tempestade, não é sobre o fim do ciclo, mas sobre a possibilidade de cura. Como desprogramar uma nação que teve sua capacidade de pensar por si mesma atrofiada? Como reensinar o olhar a ver além das cortinas de fumaça,</p>
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		<title>A Fé em Chamas: Quando o Sagrado Vira Pólvora no Discurso Político</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel Flavio Saiol Pacheco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 13:28:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[O palco político global, por vezes, nos joga em cenas que beiram o absurdo, mas há uma retórica que não apenas beira, ela mergulha de cabeça no perigoso: aquela que&#160;embalagem a violência em linguagem sagrada. Não é só geopolítica; é algo muito mais profundo, que toca a alma e distorce o propósito mais puro da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O palco político global, por vezes, nos joga em cenas que beiram o absurdo, mas há uma retórica que não apenas beira, ela mergulha de cabeça no perigoso: aquela que&nbsp;<strong>embalagem a violência em linguagem sagrada</strong>. Não é só geopolítica; é algo muito mais profundo, que toca a alma e distorce o propósito mais puro da fé. Quando um líder ameaça destruição e, no mesmo fôlego, invoca Deus, ultrapassamos um limite invisível. Não é mais estratégia fria; é uma afronta espiritual que incendeia corações e mentes. A história, essa velha mestra, está repleta de ecos onde a fé foi usada para justificar o injustificável: cruzadas, inquisições, guerras santas. O que testemunhamos hoje é uma reedição moderna, talvez mais sutil em sua roupagem, mas igualmente nefasta em sua essência. Quando um político, seja ele quem for, empunha o nome de Deus para validar ameaças de aniquilação, ele não está defendendo a fé; ele a instrumentaliza, transformando o sagrado em uma ferramenta de poder, um escudo para suas intenções e uma espada afiada contra seus adversários. Isso é um desserviço profundo à espiritualidade e um convite aberto ao fanatismo mais cego.</p>



<p>A ideia de &#8220;ameaçar destruição e invocar Deus&#8221; simultaneamente não é apenas uma gafe diplomática; é uma declaração de guerra moral que ressoa de forma perigosa. Para alguns, pode ser lida como força e convicção divina; para outros, como uma blasfêmia, um sinal inequívoco de que a linha entre o profano e o sagrado foi completamente borrada, gerando um palpável constrangimento e a sensação de que algo fundamental foi deturpado. E não precisamos ir longe para sentir essa dinâmica em nossa própria terra. A imagem de pessoas com a bíblia na mão e fazendo arminhas é poderosa, perturbadora e encapsula a contradição mais cruel: a mensagem de paz e amor de muitas tradições religiosas sendo cooptada por uma ideologia de confronto e violência. É a fé sendo pervertida para justificar agendas políticas que, em sua essência, são antiéticas e desumanas.</p>



<p>A fé, em sua essência mais pura, deveria ser um farol de esperança, compaixão e união. Quando ela é sequestrada por discursos de ódio e ameaças de violência, perde sua luz, se esvai e se torna uma sombra perigosa que nos assombra. É fundamental que, como sociedade, estejamos vigilantes, com os olhos bem abertos. Precisamos questionar, confrontar e desmascarar, sem hesitação, aqueles que tentam santificar a barbárie. A verdadeira fé não ameaça; ela acolhe. Não destrói; ela constrói. E, acima de tudo, não se alia à violência, mas a combate com a força da verdade e do amor.</p>
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		<title>Motivando com Deus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[edicao]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 18:51:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[Autor: Juliano CaranSelo Editorial: Novos AsesISBN: 9786584870413Sobre o Autor:Juliano Caran é teólogo, palestrante, músico, evangelista ecoach motivacional, com formação em Master of BusinessAdministration (MBA). Atua no desenvolvimento de pessoase equipes, impactando empresários, líderes e jovens por meiode treinamentos e ministrações. Como autor, aborda fé,propósito, motivação, autoconhecimento e espiritualidadecristã, conectando princípios bíblicos à superação de desafiose [&#8230;]]]></description>
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<p>Autor: Juliano Caran<br>Selo Editorial: Novos Ases<br>ISBN: 9786584870413<br>Sobre o Autor:<br>Juliano Caran é teólogo, palestrante, músico, evangelista e<br>coach motivacional, com formação em Master of Business<br>Administration (MBA). Atua no desenvolvimento de pessoas<br>e equipes, impactando empresários, líderes e jovens por meio<br>de treinamentos e ministrações. Como autor, aborda fé,<br>propósito, motivação, autoconhecimento e espiritualidade<br>cristã, conectando princípios bíblicos à superação de desafios<br>e ao fortalecimento emocional.<br>Faixa etária indicada:<br>Leitura recomendada para jovens a partir de 14 anos e adultos.</p>



<p>Sinopse:<br>VOCÊ JÁ SENTIU QUE, MESMO CERCADO DE PESSOAS, AINDA FALTA ALGO DENTRO DE VOCÊ? QUE OS<br>DIAS PASSAM E, NO FUNDO, TUDO O QUE DESEJA É UM SINAL DE DEUS? Em Motivando com Deus, Juliano<br>Caran convida você a uma jornada de fé, propósito e reencontro com o divino não nos grandes milagres, mas nas<br>pequenas e poderosas manifestações de Deus no cotidiano. Com uma linguagem acolhedora, o autor compartilha<br>reflexões sinceras sobre desafios, autoconhecimento, oração, perdão e a importância da comunidade cristã. Mais<br>do que um livro, esta é uma companhia para os dias difíceis, uma palavra amiga quando tudo parece sem sentido, e<br>um lembrete constante de que Deus está presente em cada detalhe da sua história. Uma leitura para quem busca<br>fortalecer a fé, renovar a esperança e encontrar motivação onde o mundo só enxerga caos.</p>



<p>Em Que Pautas Esse Livro Pode Ser Inserido?<br>Motivando com Deus: motivação eterna, de Juliano Caran, dialoga com pautas contemporâneas ao apresentar a<br>espiritualidade como ferramenta de fortalecimento emocional em meio à ansiedade, ao esgotamento e à<br>sensação de vazio. A obra permite inserções em debates sobre saúde mental e fé, busca por propósito e o<br>crescimento da espiritualidade prática no cotidiano. O livro também se conecta a discussões sobre<br>autoconhecimento, inteligência emocional e liderança com propósito, destacando o papel da comunidade cristã e<br>das redes de apoio na construção da resiliência e na reconexão com valores em tempos de instabilidade social.</p>



<p>Temas relevantes abordados:<br>Fé no cotidiano<br>Espiritualidade prática<br>Saúde mental e fé<br>Busca por propósito<br>Motivação cristã<br>Autoconhecimento<br>Inteligência emocional<br>Oração e fortalecimento espiritual<br>Perdão e reconciliação<br>Resiliência emocional<br>Superação de desafios<br>Comunidade cristã e pertencimento<br>Liderança com propósito<br>Desenvolvimento pessoal com base bíblica<br>Esperança em tempos de crise</p>



<h2 class="wp-block-heading">Autor:</h2>



<p>Filipe Vieira</p>



<p><br></p>
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		<title>Quaresma sem carne: como garantir proteína e saciedade com escolhas vegetais inteligentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[edicao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 23:21:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[Leguminosas, soja, grãos e oleaginosas podem substituir a proteína animal de forma equilibrada, nutritiva e acessível durante o período de abstinência A chegada da Quaresma costuma trazer mudanças no cardápio de muitas famílias brasileiras. A redução ou retirada da carne, prática tradicional desse período, desperta uma preocupação frequente: é possível manter a ingestão adequada de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Leguminosas, soja, grãos e oleaginosas podem substituir a proteína animal de forma equilibrada, nutritiva e acessível durante o período de abstinência</em></p>



<p>A chegada da Quaresma costuma trazer mudanças no cardápio de muitas famílias brasileiras. A redução ou retirada da carne, prática tradicional desse período, desperta uma preocupação frequente: é possível manter a ingestão adequada de proteína apenas com alimentos de origem vegetal?</p>



<p>Para Kerlin Schmitz Costacurta, nutricionista e cofundadora da rede de mercados saudáveis&nbsp;<a href="https://www.lojadivinaterra.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">Divina Terra</a>, a resposta é sim — desde que haja planejamento. &#8220;A proteína vegetal é totalmente capaz de sustentar o organismo. O segredo está na combinação correta dos alimentos e na variedade ao longo da semana&#8221;, destaca.</p>



<p><strong>Combinações que funcionam no dia a dia</strong></p>



<p>Entre as principais aliadas estão as leguminosas, como feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha. Além da proteína, elas oferecem fibras e minerais importantes, contribuindo para prolongar a saciedade.</p>



<p>&#8220;O tradicional arroz com feijão é um exemplo clássico e eficiente. Quando combinados, eles fornecem aminoácidos complementares e formam uma proteína de excelente qualidade&#8221;, explica Kerlin. Segundo ela, alternar os tipos de feijão também é uma estratégia simples para diversificar nutrientes.</p>



<p><strong>Soja e tofu: alternativas práticas</strong></p>



<p>A soja e seus derivados também se destacam como substitutos diretos da carne. Rica em proteína completa, ela pode ser incorporada de diversas maneiras.</p>



<p>&#8220;A proteína de soja texturizada é uma opção acessível e muito versátil. Bem temperada, substitui a carne moída em preparações como molhos, recheios e refogados&#8221;, afirma.</p>



<p>O tofu também ganha espaço nas refeições. &#8220;O tofu é leve, nutritivo e absorve muito bem os temperos. Quando grelhado ou assado corretamente, adquire textura agradável e se torna uma excelente fonte proteica no prato.&#8221;</p>



<p><strong>Grãos, sementes e oleaginosas complementam a refeição</strong></p>



<p>Quinoa, aveia, chia, linhaça e sementes de abóbora ajudam a reforçar o aporte proteico e aumentam o valor nutricional das preparações. Além disso, fornecem fibras e gorduras boas, importantes para o equilíbrio metabólico.</p>



<p>&#8220;Pequenas adições fazem diferença. Incluir sementes na salada ou misturá-las ao arroz e ao feijão já melhora significativamente a qualidade nutricional da refeição&#8221;, orienta.</p>



<p>As oleaginosas, como castanha-do-pará, amendoim e nozes, também colaboram para a saciedade. &#8220;Elas não substituem a proteína principal, mas complementam a alimentação com gorduras saudáveis e minerais essenciais&#8221;, pontua.</p>



<p><strong>Mais do que substituição, uma mudança de olhar</strong></p>



<p>Para Kerlin, a retirada da carne durante a Quaresma pode representar uma oportunidade de ampliar o repertório alimentar. &#8220;Não se trata de comer menos proteína, mas de explorar novas fontes e perceber que a alimentação baseada em vegetais pode ser completa, nutritiva e muito saborosa.&#8221;</p>



<p>Ela conclui que o período pode ir além da tradição religiosa. &#8220;A Quaresma também pode ser um convite à consciência alimentar, valorizando ingredientes simples, naturais e que realmente sustentam o corpo.&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Autora:</h2>



<p>Gabriela Andrade</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Advogado Igor Severo orienta o que fazer contra preconceito religioso no trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pai Lucas de Xangô]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 17:22:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Advogados Parceiros]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[advogado]]></category>
		<category><![CDATA[igor severo]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[religiao]]></category>
		<category><![CDATA[Umbanda]]></category>
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					<description><![CDATA[Umbandistas e adeptos de religiões afro-brasileiras enfrentam discriminação velada como cidadãos, religiosos e profissionais, apesar de serem contribuintes fiéis e trabalhadores dedicados. No Brasil, o número de fiéis da umbanda e candomblé triplicou em uma década (de 0,3% para 1% da população, Preconceito religioso no trabalho afeta milhões de brasileiros.IBGE Censo 2022), com o RS [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Umbandistas e adeptos de religiões afro-brasileiras enfrentam discriminação velada como cidadãos, religiosos e profissionais, apesar de serem contribuintes fiéis e trabalhadores dedicados. No Brasil, o número de fiéis da umbanda e candomblé triplicou em uma década (de 0,3% para 1% da população, Preconceito religioso no trabalho afeta milhões de brasileiros.IBGE Censo 2022), com o RS liderando (3,2%). Em 2024, denúncias de intolerância religiosa no Disque 100 subiram 66,8% (2.472 casos), 60% contra matrizes africanas, e atingiram 3.853 em 2025. No trabalho, 76% envolvem discriminação, configurando assédio moral e violações à Lei 7.716/1989.</p>



<p>Para esclarecer o enquadramento legal, provas e passos práticos, conversei com o meu amigo <strong>Igor Severo</strong>, advogado competente e qualificado, que responde às cinco perguntas chave de como se defender e enfrentar esse tipo de crime:</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="1-qual-o-enquadramento-legal-bsico-pra-liberdade-r">1.Qual o enquadramento legal para combater preconceito religioso no trabalho?</h2>



<p><strong>Igor Severo:</strong>&nbsp;Vamos por partes: a Constituição Federal (CF, art. 5º, VI e VIII) protege a dignidade humana, garantindo cultos livres e sem perda de direitos por crença. Exemplo: você não pode ser demitido por ir ser de alguma religião. No emprego, a CLT (art. 373-A) obriga o patrão a evitar discriminação, reprimindo assédios que isolam ou humilham. A Lei 7.716/1989 torna preconceito religioso crime, com agravantes no trabalho. Dica: leia o art. 5º da CF – é seu escudo!</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="2-como-identificar-e-provar-preconceito-escondido">2.Como provar preconceito religioso no trabalho de forma escondida?</h2>



<p>Igor Severo: Certamente, preconceito velado é sutil, mas comprovável. Passos pra provas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Compare seu desempenho com colegas (folgas, capacitações ou bonificações para uns e para você acesso negado sem justificativa).</li>



<li>Note mudanças: tratamento pior após falar de fé? Isolamento ou corte de tarefas?<br>Na Justiça do Trabalho, indícios mínimos invertem o ônus da prova (Súmula 443 TST análoga) – a empresa prova inocência. Use gravações lícitas (com aviso) e testemunhas. Exemplo real: caso de 2024 no RS, funcionário reintegrado com R$10 mil por &#8220;brincadeiras&#8221; sobre oferendas.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="3-quais-as-penas-exatas-da-lei-77161989-e-cdigo-pe">3. Quais as penas exatas da Lei 7.716/1989 e Código Penal no contexto laboral?</h2>



<p><strong>Igor Severo:</strong>&nbsp;Educando com números:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Negar vaga/promoção por religião: 2 a 5 anos de reclusão (art. 4º, Lei 7.716).</li>



<li>Injúria religiosa: 2 a 5 anos + multa.</li>



<li>Ofensa direta: 1 a 3 anos (CP art. 140 §3º).<br>Além: danos morais (R$5-20 mil em julgados recentes), reintegração, suspensão da empresa (até 3 meses) e perda de cargo público por agente politico ou Chefia. Lição: crimes somam: assédio + injúria = penas dobradas.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="4-quais-direitos-constitucionais-protegem-umbandis">4. Quais direitos constitucionais protegem umbandistas do estigma social?</h2>



<p><strong>Igor Severo:</strong>&nbsp;Constituição em aula:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Art. 5º (I, VI, XLI): igualdade total, crença inviolável – oferendas = procissões católicas.</li>



<li>Art. 215 §1º: religiões afro são patrimônio nacional.</li>



<li>CP art. 208: pune zombarias em cultos.</li>



<li>Lei 7.716: imunidade tributária pra terreiros. Exemplo: terreiro em SP ganhou isenção em 2025. Seu axé é lei!</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="5-passos-prticos-e-cronologia-pra-denunciar-e-ganh">5.Passos práticos contra preconceito religioso no trabalho: denunciar e ganhar na Justiça?</h2>



<p>Igor Severo: Assim sendo, aqui está o plano educativo em 5 etapas:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Colete provas:</strong>&nbsp;prints, áudios, testemunhas (guarde tudo!).</li>



<li><strong>Registre interno:</strong>&nbsp;RH/Compliance pra protocolo oficial.</li>



<li><strong>Denuncie oficial:</strong>&nbsp;MPT (site/158), Disque 100 (imediato).</li>



<li><strong>Via criminal:</strong>&nbsp;BO na delegacia (Lei 7.716).</li>



<li><strong>Ação trabalhista:</strong>&nbsp;advogado pra rescisão indireta, reintegração e morais (prazo: 2 anos).<br>Exemplo vencedor: RS, 2025 – servidora umbandista ganhou reintegração + R$15 mil.</li>
</ol>



<p>Igor Severo enfatiza: &#8220;Em um mundo multicultural, toda discriminação é errada! Denuncie para garantir dignidade no trabalho.</p>



<p>&nbsp;Meu profundo axé e gratidão ao Advogado Igor Severo por esse conhecimento luminoso e prático, compartilhado à causa das religiões afro. Sua expertise fortalece terreiros e trabalhadores em todo RS – saravá, doutor!</p>



<p>*<em> <strong><a href="https://www.instagram.com/lucas.doaxe" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">Pai Lucas de Xangô</a></strong> é Sacerdote e Diretor da FENARC ( Federação Espiritualista Nacional Afro-Religiosa e Cultural),escritor e ativista da valorização das religiões de matriz africana no Rio Grande do Sul.</em></p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Paróquia Nossa Senhora da Glória celebra 50 anos com cobertura exclusiva do Grupo Cidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 10:03:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[Programação de 17 a 22 de março terá missas, noites de oração e shows católicos com grandes nomes da música religiosa, além de transmissão pelas rádios 89 FM, Fátima FM, GCMAIS no YouTube e site Frisson. As celebrações pelos 50 anos da Paróquia Nossa Senhora da Glória prometem reunir fé, emoção e grande participação popular [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Programação de 17 a 22 de março terá missas, noites de oração e shows católicos com grandes nomes da música religiosa, além de transmissão pelas rádios 89 FM, Fátima FM, GCMAIS no YouTube e site Frisson.</em></p>



<p>As celebrações pelos 50 anos da Paróquia Nossa Senhora da Glória prometem reunir fé, emoção e grande participação popular entre os dias 17 e 22 de março. A programação especial contará com transmissão exclusiva do Grupo Cidade de Comunicação, ampliando o alcance do jubileu e permitindo que milhares de ouvintes e seguidores acompanhem cada momento, mesmo à distância.</p>



<p>A cobertura será realizada pelas rádios 89 FM e Fátima FM, além do canal do GCMAIS no YouTube e do site Frisson. As entrevistas especiais ficarão por conta da empresária de comunicação e CEO do Frisson, Gaída Dias, e do jornalista Tiago Lima, que trarão bastidores, depoimentos e a emoção dos fiéis durante toda a semana.</p>



<p>Com entrada gratuita, a programação reúne missas, noites de cura e libertação e shows com artistas católicos de destaque nacional, fortalecendo a espiritualidade e promovendo a união da comunidade. A Gaída Beauty também marcará presença com um quiosque especial, apresentando as fragrâncias inspiradoras da linha Devoção.</p>



<p>Durante toda a semana, os ouvintes poderão acompanhar os principais momentos ao vivo, vivenciando a experiência do jubileu de ouro da paróquia. A transmissão reforça o compromisso do Grupo Cidade em valorizar e ampliar eventos que promovem fé, valores cristãos e conexão com o público.</p>



<p><strong>Confira a programação completa:</strong></p>



<p><strong>Dia 17 (terça-feira)</strong></p>



<p>Missa</p>



<p>Noite de Cura e Libertação</p>



<p>Rodrigo Ferreira</p>



<p>Padre Helano Samy</p>



<p><strong>Dia 18 (quarta-feira)</strong></p>



<p>Missa</p>



<p>Noite de Cura e Libertação</p>



<p>Rodrigo Ferreira</p>



<p>Padre Helano Samy</p>



<p><strong>Dia 19 (quinta-feira)</strong></p>



<p>Missa com Padre Daniel Antônio (SP)</p>



<p>Show de Ítalo e Ana Clara</p>



<p><strong>Dia 20 (sexta-feira)</strong></p>



<p>Missa com Dom Gregório Paixão</p>



<p>Show de Flávio Vitor</p>



<p><strong>Dia 21 (sábado)</strong></p>



<p>Missa com Padre Helano Samy</p>



<p>Show do Padre Fábio de Melo</p>



<p><strong>Dia 22 (domingo)</strong></p>



<p>Missa com Padre Helano Samy</p>



<p>Show de Tony Alysson</p>
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		<item>
		<title>Fé da suspeita permanente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wenilson Salasar de Santana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 14:32:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[Há experiências religiosas que ampliam a sensibilidade moral e aprofundam o senso de responsabilidade pessoal. Há outras que, conduzidas por lideranças movidas por intolerância e interesses pouco transparentes, produzem um estado constante de vigilância paranoica. Nesse ambiente, a realidade passa a ser interpretada como campo minado espiritual. Cultura, arte, ciência, divergência política e até relações [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há experiências religiosas que ampliam a sensibilidade moral e aprofundam o senso de responsabilidade pessoal. Há outras que, conduzidas por lideranças movidas por intolerância e interesses pouco transparentes, produzem um estado constante de vigilância paranoica. </p>



<p>Nesse ambiente, a realidade passa a ser interpretada como campo minado espiritual. Cultura, arte, ciência, divergência política e até relações afetivas são filtradas por uma lente de ameaça.</p>



<p>Quando líderes exploram o medo como instrumento de coesão, a comunidade se fecha em torno de uma narrativa de combate permanente. O mundo externo deixa de ser espaço de diálogo e se transforma em território hostil. </p>



<p>A complexidade da vida social é reduzida a categorias simplificadas de pureza e contaminação. Essa simplificação oferece segurança psicológica, mas empobrece a compreensão da realidade.</p>



<p>O efeito mais grave recai sobre a autonomia individual. Fiéis passam a terceirizar julgamento moral, adotando interpretações prontas para fenômenos diversos. Em vez de desenvolver discernimento, treinam reflexos condicionados. Questionamentos são confundidos com rebeldia espiritual. A dúvida honesta perde lugar para a repetição de slogans.</p>



<p>Nesse contexto, o mal é projetado em tudo o que escapa ao controle do grupo. A fé deixa de ser força de transformação interior e se torna mecanismo de suspeita permanente. A espiritualidade, que poderia promover maturidade, acaba servindo como justificativa para exclusão e hostilidade.</p>



<p>Religião saudável exige responsabilidade intelectual e ética. Exige líderes comprometidos com formação sólida, transparência e abertura ao diálogo. Exige comunidades capazes de distinguir convicção de fanatismo. Onde há medo sistematicamente alimentado, há terreno fértil para manipulação.</p>



<p>A fé que encontra o diabo em cada esquina revela menos sobre o mundo e mais sobre a estrutura de poder que a orienta. Libertar-se desse ciclo passa por recuperar a capacidade de pensar, estudar, confrontar informações e assumir a própria consciência como espaço de decisão.</p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Paixão de Cristo de Nova Jerusalém promete temporada histórica com Jesus subindo aos céus e desaparecendo nas nuvens</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2026/02/paixao-de-cristo-de-nova-jerusalem-promete-temporada-historica-com-jesus-subindo-aos-ceus-e-desaparecendo-nas-nuvens/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[edicao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 20:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[Em comemoração ao centenário de seu idealizador, Plínio Pacheco, o maior teatro ao ar livre do mundo inova com efeitos especiais inéditos para a cena final da temporada 2026. A 57ª temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, que acontece de 28 de março a 4 de abril de 2026, prepara-se para ser um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Em comemoração ao centenário de seu idealizador, Plínio Pacheco, o maior teatro ao ar livre do mundo inova com efeitos especiais inéditos para a cena final da temporada 2026.</em></p>



<p>A 57ª temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, que acontece de 28 de março a 4 de abril de 2026, prepara-se para ser um divisor de águas na história do espetáculo. Localizada no município do Brejo da Madre de Deus, a 180 km do Recife, a produção deste ano aposta em uma inovação tecnológica jamais vista nos 56 anos de encenação.</p>



<p>“Pela primeira vez, o público testemunhará a cena final com um realismo impressionante. Jesus irá ascender até desaparecer entre as nuvens, proporcionando um desfecho mágico e impactante”, afirma Robinson Pacheco, presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova.</p>



<p>A novidade tem como objetivo não apenas emocionar a plateia, mas também renovar o interesse do público que já conhece a Fazenda Nova e atrair novos visitantes para o Agreste pernambucano.</p>



<p>Até o ano passado, na cena final do espetáculo, Jesus subia apenas alguns metros acima de um rochedo. Mesmo assim, a cena era considerada uma das mais belas e emocionantes do espetáculo. Agora, utilizando iluminação especial e tecnologia de última geração, os organizadores prometem uma ascensão ainda mais impactante para surpresa e espanto da plateia.</p>



<p>A grandiosidade dos novos efeitos especiais servirá também para marcar a passagem do centenário de nascimento de Plínio Pacheco, idealizador e construtor da cidade-teatro. A STFN planejou esta temporada como um tributo ao legado do fundador.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Cena-da-ascensao-2-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-191578" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Cena-da-ascensao-2-1024x576.jpg 1024w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Cena-da-ascensao-2-300x169.jpg 300w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Cena-da-ascensao-2-768x432.jpg 768w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Cena-da-ascensao-2-696x392.jpg 696w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Cena-da-ascensao-2-1068x601.jpg 1068w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Cena-da-ascensao-2.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">DIVULGAÇÃO<br>Cena final da Ascensão na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém</figcaption></figure>



<p>“Vamos homenagear o visionário que transformou uma pequena encenação realizada num vilarejo do agreste nordestino no início da década de 50, em uma das principais atrações turísticas e culturais do Brasil e do mundo”, afirma Robinson que é filho de Plínio e responsável por manter vivo este Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.</p>



<p>Para dar vida a esta edição histórica, grandes nomes da dramaturgia nacional foram escalados. Dudu Azevedo assume o papel de Jesus, protagonista da aguardada cena da ascensão. O elenco principal conta ainda com Beth Goulart (Maria), Marcelo Serrado (Pilatos) e Carlo Porto (Herodes). Eles atuarão nos nove palcos monumentais ao lado de talentos da cena pernambucana e centenas de figurantes.</p>



<p>O espetáculo, que narra os últimos dias de Jesus — do Sermão da Montanha à inovadora ascensão —, atrai anualmente milhares de espectadores do Brasil e do exterior desde sua inauguração oficial em 1968.</p>



<p>Os ingressos para a temporada 2026 já estão disponíveis e podem ser adquiridos através do site oficial: www.novajerusalem.com.br.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Autor:</h2>



<p>Mauro Gomes Ferreira</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>A origem do mal em Santo Agostinho</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2026/02/a-origem-do-mal-em-santo-agostinho/</link>
					<comments>https://jornaltribuna.com.br/2026/02/a-origem-do-mal-em-santo-agostinho/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Erick Labanca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Feb 2026 01:08:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[a origem do mal]]></category>
		<category><![CDATA[catolicismo]]></category>
		<category><![CDATA[Erick Labanca Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[santo agostinho]]></category>
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					<description><![CDATA[Introdução Por que o mal existe se Deus é bom e criou todas as coisas igualmente boas? Afinal, se tudo vem da bondade divina, não deveria o mal existir, certo? Santo Agostinho de Hipona explicou essa questão em sua obra O Livre Arbítrio. Então, explicar-se-á a questão da existência do mal frente ao bem utilizando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h1 class="wp-block-heading has-text-align-left"><strong>Introdução</strong></h1>



<p>Por que o mal existe se Deus é bom e criou todas as coisas igualmente boas? Afinal, se tudo vem da bondade divina, não deveria o mal existir, certo?<em> Santo Agostinho de Hipona</em> explicou essa questão em sua obra <em>O Livre Arbítrio</em>. Então, explicar-se-á a questão da existência do mal frente ao bem utilizando a doutrina católica e a filosofia agostiniana.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h1 class="wp-block-heading"><strong>Deus e a origem do mal</strong></h1>



<ol class="wp-block-list">
<li></li>
</ol>



<p>Em um primeiro momento, é válido analisar o que é Deus e o que é o mal. Deus, apesar de seus mistérios majoritariamente serem ocultos aos seres humanos, É (Ser). Assim, Ele é perfeito, imutável e uno.</p>



<p>Deus, portanto, por sua bondade, misericórdia, imutabilidade e eternidade criou o mundo “do nada”. Como, se “do nada, nada vem”? Santo Agostinho, em sua obra mencionada, diz que Deus não é potência, pois esta é o vir-a-ser algo, ou seja, ainda não é. Evidente que o vir-a-ser é o movimento, o <em>devir</em>, e Deus é eterno e imutável, porque Deus É. Portanto, está fora do tempo e do espaço, visto que os criou. Assim, Deus subsiste sempre, fora da realidade conhecida pelos humanos. Deus criou o mundo de forma boa. Assim, podemos concluir que Deus é a causa primeira de tudo, visto que Ele É, estando em tudo, mas subsiste <em>per se</em>, estando fora do mundo, que foi criado por Ele e é bom, como toda a sua obra.</p>



<p>Contudo, o mal não é como Deus, pois Ele criou coisas boas. Pois, se admitirmos que o mal É, então é passível questionar se Deus criou o mal. Isso, afinal, é contraditório teologicamente e filosoficamente, pois Deus, causa de tudo e o próprio Ser, não criou nada mau e nada existe fora dEle. Por conseguinte, Santo Agostinho afirma que o mal é a privação do bem, ou seja, a ausência do que é bom.</p>



<p>Por fim, conclui-se que o mal é a privação daquilo que é bom, pois Deus criou tudo sumamente como bom, sendo a causa primeira de tudo, pois Ele é (Ser), enquanto o mal não-é. Vê-se, evidentemente, que Deus É no sentido ontológico, assim como o mal não-é, no mesmo sentido – ou seja: Deus é essência (substância), enquanto o mal não tem isso.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O livre arbítrio, o ser humano e a vontade humana</strong></h2>



<p>Deus, também, criou o livre arbítrio que é a faculdade do homem, as escolhas que ele pode tomar em sua existência. O homem é livre para tomar suas próprias decisões, sendo tal dádiva dada por Ele.</p>



<p>O livre arbítrio não é incompatível com Deus, porque ele deu ao ser humano a referida faculdade a fim de que pudesse segui-lo espontaneamente. Se não houvesse a escolha do ser humano, ter-se-ia este como um autômato, ou melhor, um robô sem vontade alguma.</p>



<p>Ademais, Deus é presciente, no sentido de ver o futuro e a vontade do ser humano. Ora, isso não é incompatível com a presciência divina, tendo em vista que Deus pode prever o que o homem fará, no entanto, quem ordenada a vontade humana é o próprio homem. Portanto, Deus é presciente, mas quem ordena a vontade humana é o próprio ser humano.</p>



<p>A vontade, dessa forma, orienta o ser humano. Quando ela está ordenada, chega-se a Deus, pois se segue o caminho do Senhor, conforme as virtudes cardeais. Todavia, quando está desordenada, segue-se a carne, o mal, pela falta de ordenação da vontade humana. Então, a má ordenação das vontades leva o homem a pecar e a se afastar dEle, sendo punido pelo Criador justamente.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p>Podemos concluir que Deus criou tudo “do nada”, pois Ele é perfeito, eterno e imutável. Portanto, Ele é a causa primeira de tudo o que é corpóreo; Ele É (Ser), enquanto o mal não-é (ausência do bem ou privação do bem) porque que Ele fez tudo bom; o livre arbítrio é criação dEle, pois dá a liberdade para o ser humano escolhê-lo ao invés do mal mediante a vontade humana, a fé e a razão; a falta de ordenação das vontades humanas para Deus é a queda do homem para o pecado e para a carne.</p>
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