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	<title>Opinião &#8211; Jornal Tribuna</title>
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	<description>O seu portal de notícias e artigos científicos</description>
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		<title>Sobre o ódio analfabeto a Paulo Freire</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel Flavio Saiol Pacheco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 13:31:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Há um fenômeno curioso, quase folclórico, no Brasil contemporâneo: a multidão de críticos profissionais de Paulo Freire que jamais abriram uma página de Paulo Freire. São especialistas em nada, doutores em manchete, pós-graduados em meme de WhatsApp. Se houvesse um currículo Lattes do preconceito, estariam todos com o “imenso prazer” de listar: “competências centrais: nunca [&#8230;]]]></description>
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<p>Há um fenômeno curioso, quase folclórico, no Brasil contemporâneo: a multidão de críticos profissionais de Paulo Freire que jamais abriram uma página de Paulo Freire. São especialistas em nada, doutores em manchete, pós-graduados em meme de WhatsApp. Se houvesse um currículo Lattes do preconceito, estariam todos com o “imenso prazer” de listar: “competências centrais: nunca li, mas sou contra”.</p>



<p>Eles falam de “doutrinação” com a segurança de quem decorou duas ou três frases soltas, retiradas de contexto por algum influencer ressentido, e agora desfila indignação como se defendesse a civilização ocidental de um ataque comunista vindo de um livro de pedagogia. É quase poético: o sujeito que não lê, revoltado contra um educador que justamente dedicou a vida a ensinar pessoas a ler o mundo. A ignorância se sente ameaçada quando alguém insiste que ninguém nasceu para ser objeto, apenas sujeito – isso é perigoso demais para quem prefere alunos dóceis, silenciosos e gratos pelo pouco que recebem.</p>



<p>Paulo Freire virou um espantalho conveniente. Não é preciso encarar a pobreza estrutural, o racismo, a desigualdade, a escola sucateada. É só apontar o dedo para um velho pernambucano que escreveu sobre opressores e oprimidos e gritar: “a culpa é dele!”. A escola não tem biblioteca? É culpa de Paulo Freire. O professor está exausto, mal pago, maltratado? Paulo Freire, claro. Uma criança não aprende a ler numa sala superlotada? Certamente a culpa é daquele “método comunista” que ninguém sabe qual é, mas todo mundo repete com ódio automático.</p>



<p>Existe uma elegância muito peculiar nesse tipo de crítica: a elegância do vazio. O sujeito não sabe diferenciar alfabetização de letramento, nunca ouviu falar de educação bancária, não faz ideia do que seja “conscientização”, mas repete com fervor religioso que “Paulo Freire destruiu a educação brasileira”. Como, exatamente? Silêncio. Ou, pior, um “eu vi num vídeo” proferido com a seriedade de quem cita Kant, mas na verdade está só ecoando um youtuber enfurecido com qualquer coisa que exija mais de dez minutos de atenção.</p>



<p>Há também o ódio de classe mal disfarçado. Freire incomoda porque disse que o povo não é burro, que gente pobre pensa, sente, interpreta, questiona, tem palavra, tem voz. Para muita gente, isso é uma afronta inaceitável. Melhor manter o pobre calado, grato, quieto, obediente, aceitando o mundo como está. Quando Paulo Freire afirma que ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, os homens se educam em comunhão, ele está dizendo que educação é encontro, diálogo, partilha de humanidade. Mas é mais conveniente transformar isso em “coisa de esquerdista” e encerrar a discussão com um meme. Dá menos trabalho do que reconhecer que há quem se beneficie diretamente de uma população mantida na ignorância.</p>



<p>Talvez o aspecto mais irônico seja este: quem acusa Paulo Freire de “estragar a educação” costuma ser justamente quem não pisa numa escola pública há décadas, quem não sabe quanto ganha um professor, quem jamais sentou para ouvir uma criança tentando entender o mundo a partir de sua própria realidade. Falam em “mérito” de dentro de condomínios de vidro, apontando o dedo para alunos que mal têm caderno. Acham “vitimismo” quando alguém lembra que tentar aprender com fome é um pouco mais difícil do que o coach da internet faz parecer.</p>



<p>É claro que Paulo Freire pode – e deve – ser criticado. Todo autor sério merece leitura crítica, debate, discordância fundamentada. O problema não é criticar Paulo Freire. O problema é nunca ter lido Paulo Freire e achar que vídeo de cinco minutos substitui livro, contexto, história e reflexão. É querer vencer uma discussão sobre educação com a mesma profundidade de quem comenta reality show no bar. Nada contra o bar, nada contra o reality. Mas, se é para falar sobre a obra de alguém que atravessou o mundo discutindo alfabetização de adultos, democracia e libertação, talvez seja pedir demais que se leia ao menos um capítulo antes de decretar sentença?</p>



<p>Mas não, o que temos é um tribunal da ignorância, autoconfiante e barulhento. O réu é um pedagogo falecido. A acusação se baseia em recortes de rede social, boatos, mentiras bem embaladas. A defesa sequer é ouvida, porque exigiria algo insuportável: tempo, leitura, nuance. E nuance é o pesadelo de quem vive de certezas fáceis. As pessoas que nunca leram Paulo Freire mas o odeiam precisam dele exatamente assim: reduzido, distorcido, simplificado ao ponto de caber em um xingamento. Se o lessem, teriam de lidar com perguntas incômodas, como “quem se beneficia quando o oprimido não percebe que é oprimido?”.</p>



<p>No fundo, o ataque cego a Paulo Freire diz muito mais sobre os acusadores do que sobre ele. Revela uma aversão profunda à ideia de que pobres pensem, que alunos questionem, que professores sejam reconhecidos como intelectuais e não simples executores de apostila. Revela o medo de um país que aprende a ler não só as letras, mas as estruturas que o mantêm desigual. Porque, se o povo aprende a ler o mundo, chega a perigosa possibilidade de querer reescrevê-lo.</p>



<p>Talvez por isso insistam tanto em não lê-lo. Ler Paulo Freire dá trabalho, atrapalha o conforto da ignorância, estraga o prazer de repetir chavões sem culpa. É muito mais tranquilo chamar de “lixo marxista” o livro que nunca se teve nas mãos. Aí sim a vida segue leve, sem perguntas difíceis, sem necessidade de reconhecer que o verdadeiro problema da educação brasileira não é um pedagogo pernambucano, mas a opção histórica por manter a maioria apenas suficientemente educada para obedecer, nunca para transformar.</p>



<p>No fim, fica a cena: um país desigual, uma escola em ruínas, professores exaustos, crianças abandonadas, e um coro de indignados apontando o dedo para o fantasma de Paulo Freire, como se exorcizar um livro pudesse substituir a construção de uma política pública séria. A certos críticos, caberia um conselho singelo, quase pedagógico: antes de falar mal, leia. Se depois de ler ainda quiser odiar, ao menos será um ódio alfabetizado. E, convenhamos, num país que vive de opiniões analfabetas, isso já seria um passo evolutivo quase revolucionário.</p>
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		<title>A Anatomia do Dogma: Quando a Fé Política Corrói a Alma de uma Nação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel Flavio Saiol Pacheco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 13:30:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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<p>Há, nas sombras da arena pública, um processo insidioso que transcende a mera persuasão. Não se trata do embate dialético, da saudável fricção entre ideias que lapida o pensamento e forja o consenso. É, antes, uma engenharia da alma, uma cirurgia sem bisturi que extirpa, com a precisão de um algoritmo, a própria raiz da dúvida. O que se implanta no lugar do discernimento crítico é um sistema operacional fechado, um universo de certezas inabaláveis que se retroalimenta, blindado contra qualquer intromissão da realidade. A evidência, por mais contundente que seja, é tratada como uma heresia, um vírus a ser erradicado pelo firewall da lealdade incondicional. Foi essa metamorfose, essa transfiguração da política em devoção cega, que se alastrou pelo corpo social brasileiro, transformando a praça pública em um altar onde a razão foi sacrificada em nome de um dogma.</p>



<p>O custo dessa fé, calculado em vidas, ergue-se como um monumento macabro à irracionalidade. Mais de setecentas mil mortes não foram apenas estatísticas frias; foram os degraus de um patíbulo onde a ciência foi crucificada e a compaixão, vilipendiada. A pandemia, longe de ser apenas uma crise sanitária, revelou-se o palco de um ritual sombrio: a vacina, transmutada em veneno; o isolamento, em covardia; a cloroquina, em sacramento. Enquanto os corpos se acumulavam em valas comuns, a defesa do dogma não apenas resistiu, mas se fortaleceu, alimentada pelo próprio sofrimento que ajudou a semear. A programação mostrou sua eficácia mais perversa: conseguiu que seus fiéis negassem a realidade visível, palpável, sufocante, em prol de uma verdade revelada pelas telas e pelos púlpitos. A tragédia não era um fato a ser lamentado, mas um campo de batalha narrativo a ser vencido, custe o que custar.</p>



<p>E assim, quando a figura central do culto, o demiurgo de sua própria mitologia, foi apeada do poder, a seita não se dissolveu em pó. Ela realizou sua transubstanciação final, uma alquimia perversa da narrativa. O líder terreno transmutou-se em mártir celestial, um profeta incompreendido em seu próprio tempo. A derrota nas urnas foi recodificada como perseguição épica; a responsabilidade legal, como martírio político. A narrativa, ágil como um camaleão e oportunista como um parasita, trocou de pele sem alterar sua essência. Os mesmos slogans, agora sussurrados como ladainhas ou bradados como hinos de resistência, mantêm o rebanho coeso, aguardando a prometida redenção. A melodia é a mesma, apenas transposta para uma clave de lamento e revanche, garantindo que a sinfonia do antagonismo nunca cesse, ressoando nos ecos da memória coletiva.</p>



<p>Este ecossistema de crenças não floresce no vácuo. Ele é irrigado por um rio subterrâneo de apoio internacional, onde figuras marginais e interesses escusos de outras latitudes encontram eco e amplificação. Para o fiel programado, esse reconhecimento estrangeiro funciona como a bênção de um papa paralelo, validando o sentimento de pertencimento a uma cruzada global contra inimigos comuns. É o ciclo perfeito da alienação: a informação de dentro é dogma inquestionável, a validação de fora é absolvição divina. A bolha de percepção torna-se uma fortaleza inexpugnável, onde a dissonância cognitiva é abafada pelo coro uníssono dos convertidos, e a realidade exterior é apenas uma miragem a ser desdenhada.</p>



<p>Portanto, não se iluda pensando que o fenômeno se esgota com um mandato, ou que a queda de um ídolo desmantela a estrutura. Ideologias convertidas em religiões seculares são organismos tenazes, dotados de uma resiliência assustadora. Elas não morrem; hibernam, se fragmentam em células ainda mais puras e agressivas, ou se adaptam, como um vírus que muta para sobreviver. A pergunta que fica, ecoando no silêncio pós-tempestade, não é sobre o fim do ciclo, mas sobre a possibilidade de cura. Como desprogramar uma nação que teve sua capacidade de pensar por si mesma atrofiada? Como reensinar o olhar a ver além das cortinas de fumaça,</p>
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		<title>A Fé em Chamas: Quando o Sagrado Vira Pólvora no Discurso Político</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel Flavio Saiol Pacheco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 13:28:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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<p>O palco político global, por vezes, nos joga em cenas que beiram o absurdo, mas há uma retórica que não apenas beira, ela mergulha de cabeça no perigoso: aquela que&nbsp;<strong>embalagem a violência em linguagem sagrada</strong>. Não é só geopolítica; é algo muito mais profundo, que toca a alma e distorce o propósito mais puro da fé. Quando um líder ameaça destruição e, no mesmo fôlego, invoca Deus, ultrapassamos um limite invisível. Não é mais estratégia fria; é uma afronta espiritual que incendeia corações e mentes. A história, essa velha mestra, está repleta de ecos onde a fé foi usada para justificar o injustificável: cruzadas, inquisições, guerras santas. O que testemunhamos hoje é uma reedição moderna, talvez mais sutil em sua roupagem, mas igualmente nefasta em sua essência. Quando um político, seja ele quem for, empunha o nome de Deus para validar ameaças de aniquilação, ele não está defendendo a fé; ele a instrumentaliza, transformando o sagrado em uma ferramenta de poder, um escudo para suas intenções e uma espada afiada contra seus adversários. Isso é um desserviço profundo à espiritualidade e um convite aberto ao fanatismo mais cego.</p>



<p>A ideia de &#8220;ameaçar destruição e invocar Deus&#8221; simultaneamente não é apenas uma gafe diplomática; é uma declaração de guerra moral que ressoa de forma perigosa. Para alguns, pode ser lida como força e convicção divina; para outros, como uma blasfêmia, um sinal inequívoco de que a linha entre o profano e o sagrado foi completamente borrada, gerando um palpável constrangimento e a sensação de que algo fundamental foi deturpado. E não precisamos ir longe para sentir essa dinâmica em nossa própria terra. A imagem de pessoas com a bíblia na mão e fazendo arminhas é poderosa, perturbadora e encapsula a contradição mais cruel: a mensagem de paz e amor de muitas tradições religiosas sendo cooptada por uma ideologia de confronto e violência. É a fé sendo pervertida para justificar agendas políticas que, em sua essência, são antiéticas e desumanas.</p>



<p>A fé, em sua essência mais pura, deveria ser um farol de esperança, compaixão e união. Quando ela é sequestrada por discursos de ódio e ameaças de violência, perde sua luz, se esvai e se torna uma sombra perigosa que nos assombra. É fundamental que, como sociedade, estejamos vigilantes, com os olhos bem abertos. Precisamos questionar, confrontar e desmascarar, sem hesitação, aqueles que tentam santificar a barbárie. A verdadeira fé não ameaça; ela acolhe. Não destrói; ela constrói. E, acima de tudo, não se alia à violência, mas a combate com a força da verdade e do amor.</p>
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		<title>Cinema: &#8220;Uma Batalha Após a Outra&#8221; &#8211; A Persistência do Espírito Humano em Meio ao Caos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel Flavio Saiol Pacheco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 13:27:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[No vasto e, por vezes, exaustivo palco da existência, há narrativas que ressoam com uma verdade universal: a vida é, em sua essência, uma sucessão de desafios. O filme &#8220;Uma Batalha Após a Outra&#8221; emerge nesse cenário como um espelho multifacetado, refletindo não apenas a dureza das adversidades, mas, sobretudo, a inquebrantável resiliência do espírito [&#8230;]]]></description>
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<p>No vasto e, por vezes, exaustivo palco da existência, há narrativas que ressoam com uma verdade universal: a vida é, em sua essência, uma sucessão de desafios. O filme &#8220;Uma Batalha Após a Outra&#8221; emerge nesse cenário como um espelho multifacetado, refletindo não apenas a dureza das adversidades, mas, sobretudo, a inquebrantável resiliência do espírito humano. Longe de ser apenas um drama sobre superação, a obra nos convida a uma profunda reflexão sobre o que significa persistir quando o horizonte parece obscurecido por nuvens de incerteza.</p>



<p>A premissa do filme, embora possa parecer à primeira vista um clichê de &#8220;luta contra as probabilidades&#8221;, desdobra-se em uma tapeçaria complexa de emoções e escolhas. Os personagens não são meros arquétipos; são seres falhos, vulneráveis e, por isso mesmo, profundamente humanos. Suas batalhas não se limitam a embates físicos ou obstáculos externos; elas se manifestam nas trincheiras da mente, nos dilemas morais e nas cicatrizes invisíveis que cada revés deixa. É nessa exploração da psique que o filme encontra sua maior força, transformando cada &#8220;batalha&#8221; em uma metáfora para os conflitos internos que todos nós, em algum momento, enfrentamos.</p>



<p>O que &#8220;Uma Batalha Após a Outra&#8221; faz com maestria é desmistificar a ideia de que a resiliência é uma característica inata de poucos. Pelo contrário, ele a apresenta como um músculo que se fortalece a cada queda, a cada recomeço. A narrativa não romantiza o sofrimento, mas o contextualiza como um catalisador para o crescimento. Vemos os protagonistas tropeçarem, duvidarem de si mesmos e, por vezes, até desistirem momentaneamente, apenas para encontrar, nas profundezas de sua própria essência, a fagulha que reacende a chama da esperança. Essa representação honesta da jornada humana é um bálsamo em tempos onde a perfeição e a invencibilidade são frequentemente supervalorizadas.</p>



<p>Além disso, o filme tece uma crítica sutil, mas potente, à forma como a sociedade muitas vezes percebe o sucesso e o fracasso. Em um mundo que celebra as vitórias estrondosas, &#8220;Uma Batalha Após a Outra&#8221; nos lembra que a verdadeira vitória reside na capacidade de se levantar, mesmo quando a derrota parece iminente. Não se trata de vencer todas as lutas, mas de não se render à exaustão, de encontrar propósito na própria jornada e de compreender que cada cicatriz é um testemunho da nossa capacidade de resistir.</p>



<p>A direção e o roteiro trabalham em uníssono para criar uma atmosfera que é ao mesmo tempo opressora e inspiradora. A fotografia, muitas vezes sombria, contrasta com momentos de clareza e beleza, simbolizando a luz que sempre pode ser encontrada mesmo nas situações mais desesperadoras. As atuações são viscerais, transmitindo a dor, a angústia e a determinação dos personagens de forma palpável, convidando o espectador a uma empatia profunda.</p>



<p>Em suma, &#8220;Uma Batalha Após a Outra&#8221; não é apenas um filme para ser assistido; é uma experiência para ser sentida e refletida. Ele nos confronta com a inevitabilidade dos desafios, mas, mais importante, nos oferece uma poderosa mensagem de esperança: a de que, não importa quão árdua seja a jornada, sempre haverá uma nova batalha a ser travada, e em cada uma delas, a oportunidade de reafirmar a nossa inabalável vontade de viver. É uma obra que, sem dúvida, merece ser vista e debatida, pois nos lembra que a verdadeira força reside não em evitar as batalhas, mas em enfrentá-las, uma após a outra, com coragem e coração.</p>



<p><strong>Nota: 9/10</strong></p>
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		<title>A Sinfonia Desafinada dos Combustíveis no Brasil: Entre a Soberania, o Eco das Privatizações e a Complexidade do &#8220;Depende&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel Flavio Saiol Pacheco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 13:23:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[A cada reajuste nos postos, a questão dos combustíveis no Brasil ressurge como um nó apertado na garganta da economia e no orçamento das famílias. Longe de ser um mero capricho do mercado ou um reflexo direto de distúrbios distantes, a realidade dos preços que vemos hoje é uma tapeçaria complexa, tecida com fios de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A cada reajuste nos postos, a questão dos combustíveis no Brasil ressurge como um nó apertado na garganta da economia e no orçamento das famílias. Longe de ser um mero capricho do mercado ou um reflexo direto de distúrbios distantes, a realidade dos preços que vemos hoje é uma tapeçaria complexa, tecida com fios de decisões políticas passadas, reestruturações de mercado e, mais recentemente, tentativas de reequilíbrio.</p>



<p>É fundamental desmistificar a ideia de que o Brasil ainda se curva rigidamente à Paridade de Preços de Importação (PPI) para os combustíveis produzidos pela Petrobras. A política atual da estatal, de fato, buscou uma flexibilização, desvinculando-se da amarração automática ao dólar e às cotações internacionais do barril de petróleo. Essa mudança estratégica deveria, em tese, blindar o consumidor brasileiro das oscilações bruscas provocadas por eventos geopolíticos, como as tensões no Oriente Médio ou a &#8220;guerra no Irã&#8221; que, embora gerem ondas de especulação global, não deveriam ter um impacto direto e imediato nos combustíveis que produzimos em solo nacional. A lógica é clara: se a produção é interna e a precificação não é mais um espelho fiel do mercado externo, a soberania energética deveria se traduzir em maior estabilidade.</p>



<p>Contudo, a prática nas bombas revela uma dissonância. A verdadeira melodia por trás dos preços elevados reside nas&nbsp;<strong>privatizações de refinarias</strong>&nbsp;ocorridas no governo anterior. A venda da BR Distribuidora (hoje Vibra Energia) foi apenas o prelúdio de uma reestruturação mais profunda. Refinarias estratégicas, como a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, agora rebatizada como Refinaria de Mataripe e sob o controle do fundo Mubadala Capital, deixaram de fazer parte do sistema integrado da Petrobras. Outras unidades também foram desinvestidas ou tiveram seus processos de venda avançados.</p>



<p>Essa fragmentação do parque de refino brasileiro alterou drasticamente a dinâmica do mercado. A promessa de maior concorrência e preços mais baixos, que justificou essas vendas, não se materializou de forma convincente. O que se observa é que as refinarias privatizadas, agora operando sob a égide de interesses privados, têm a prerrogativa de estabelecer suas próprias políticas de preços. Muitas delas, em busca de maximização de lucros, continuam a se referenciar, de alguma forma, aos valores internacionais ou a estruturas de custo que permitem margens elevadas, mesmo que a Petrobras tenha flexibilizado sua própria política. Isso cria um cenário onde o mercado interno, antes dominado por um player com uma política de preços mais controlada, agora é um mosaico de atores, cada um com sua própria bússola de precificação. O resultado é que o consumidor brasileiro, em vez de ser protegido, permanece exposto a uma dinâmica de mercado que, embora não seja mais ditada exclusivamente pela PPI da Petrobras, é fortemente influenciada pelas decisões de empresas privadas que priorizam a rentabilidade.</p>



<p>É importante ressaltar que a discussão sobre privatizações, em si, não é um campo de verdades absolutas; ela&nbsp;<strong>&#8220;depende&#8221;</strong>&nbsp;de uma série de fatores e do contexto em que é aplicada. Há quem defenda que a privatização pode trazer eficiência, inovação e desonerar o Estado. Contudo, a experiência brasileira recente no setor de combustíveis nos lembra que, para ativos estratégicos e essenciais, a ausência de um arcabouço regulatório robusto e a falta de garantias de concorrência efetiva podem levar a resultados adversos. A simples transferência de um monopólio estatal para um oligopólio privado, sem mecanismos de controle e proteção ao consumidor, pode não gerar os benefícios esperados, e sim agravar a vulnerabilidade dos preços.</p>



<p>Diante desse cenário complexo, o governo atual tem se empenhado em buscar mecanismos para conter a escalada dos valores. Essas tentativas incluem, por exemplo, a reavaliação da política de preços da Petrobras, buscando um equilíbrio entre a saúde financeira da empresa e o impacto social dos combustíveis. Há também discussões sobre a criação de fundos de estabilização ou outras ferramentas que possam amortecer os choques e evitar repasses integrais e imediatos ao consumidor. Tais iniciativas refletem o reconhecimento de que a questão dos combustíveis transcende a mera lógica de mercado e exige uma abordagem que considere o bem-estar da população e a estabilidade econômica do país.</p>



<p>Em síntese, a alta dos combustíveis no Brasil, neste momento, não encontra sua causa principal em conflitos distantes ou na rigidez de uma PPI que já não é mais a regra. A verdadeira raiz do problema reside nas&nbsp;<strong>privatizações de refinarias</strong>&nbsp;e na consequente pulverização do poder de precificação. Essa mudança estrutural permitiu que diferentes players adotassem estratégias que, em última instância, resultam em valores elevados nas bombas, independentemente da política da estatal ou da conjuntura geopolítica global. A complexidade do tema exige um debate sério e soluções que olhem para o longo prazo, garantindo a segurança energética e a estabilidade econômica para todos os brasileiros, sem que o custo recaia desproporcionalmente sobre o consumidor, e sempre com a consciência de que a eficácia de uma privatização está intrinsecamente ligada à sua concepção e à robustez do ambiente regulatório que a acompanha.</p>
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		<title>Bruno Houston, a alegria que virou memória em Areal-RJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel Flavio Saiol Pacheco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 13:13:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Tem gente que passa por uma cidade. E tem gente que vira parte dela.Bruno Houston de Souza Bento era desse segundo tipo. Mesmo pra quem, como eu, não foi tão próximo, era difícil não perceber: ele tinha um jeito próprio de existir e Areal percebia isso. O tipo de pessoa que não fica no fundo [&#8230;]]]></description>
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<p>Tem gente que passa por uma cidade. E tem gente que vira parte dela.Bruno Houston de Souza Bento era desse segundo tipo. Mesmo pra quem, como eu, não foi tão próximo, era difícil não perceber: ele tinha um jeito próprio de existir e Areal percebia isso. O tipo de pessoa que não fica no fundo da cena. O Bruno estava quase sempre em evidência, não por arrogância, mas por presença: pela alegria, pelo jeito de tratar as pessoas, pela forma de se vestir, pela maneira de curtir a vida sem pedir licença para ser ele.</p>



<p>E, no meio desse brilho todo, ele ainda tinha essas delicadezas que parecem pequenas, mas ficam gigantes na memória. Toda vez que me encontrava, fazia questão de comentar que torcia pelo Botafogo, e fazia isso porque sabia da minha paixão pelo clube da Estrela Solitária. Era o jeito dele de criar um vínculo, de puxar assunto com leveza, de dizer “tô te vendo” mesmo numa relação não tão próxima. Hoje, isso bate diferente: é o tipo de lembrança simples que vira tesouro.</p>



<p>Também não esqueco a nossa última troca de palavras, pelo direct do Instagram, quando ele ainda se recuperava de uma pneumonia no hospital. Eu desejei melhoras e ele respondeu com um singelo e carinhoso “obrigado, amigo”. Tão curto, e ao mesmo tempo tão cheio daquele jeito dele de ser: humano, direto, afetuoso. Depois de ontem, essa frase ficou ecoando como despedida sem que ninguém soubesse que seria.</p>



<p>E tem um detalhe que, para mim, diz muito sobre a coragem e a identidade dele: Houston não era só um enfeite. Foi um nome escolhido, assumido com convicção, e ainda levado oficialmente ao registro. Pouca gente entende o peso disso. Não é vaidade; é assinatura de quem olha para o mundo e diz, com firmeza e leveza ao mesmo tempo: “eu sei quem eu sou e é assim que eu quero ser chamado”.</p>



<p>Em cidade pequena, a gente aprende uma coisa rápido: reputação não nasce de discurso bonito; nasce de repetição diária. Do “bom dia” que a pessoa não economiza. Do sorriso que aparece mesmo quando o dia não ajuda. Da energia que muda o clima do lugar. O Bruno tinha isso. O jeito dele de chegar, de conversar, de se posicionar, às vezes só pela presença e pelo estilo, fazia com que a cidade reparasse. E quando muita gente repara por muito tempo, acontece o que aconteceu com ele: o Bruno vira referência.</p>



<p>Por isso, com a notícia do falecimento dele ontem (17/04/2026), fica uma sensação estranha e muito clara: Areal perdeu alguém que todo mundo conhecia. E não conhecia só de nome. Conhecia de reconhecer na rua, de comentar, de lembrar de alguma cena, de alguma história, de algum momento em que ele apareceu como ele sempre aparecia: com vida, com brilho, com aquele jeito dele de aproveitar.</p>



<p>O falecimento do Bruno, aos 44 anos, me fez pensar em como a gente não tem mais um minuto sequer para deixar de aproveitar a vida. E o Bruno, apesar de ir embora jovem, levava isso muito a sério. Ele fazia questão de ser feliz e, do jeito dele, também ajudava as pessoas. Talvez seja esse o legado mais forte que alguém pode deixar, sem precisar de discurso, sem precisar de palco.</p>



<p>Chamar o Bruno de lenda arealense não é exagero. É só o jeito mais direto de dizer que ele virou memória coletiva, dessas que a cidade guarda sem esforço: no papo de esquina, no “você lembra do Bruno?”, nas histórias que circulam porque têm verdade nelas.</p>



<p>Eu escrevo isso sem tentar ocupar um lugar que não foi meu. Escrevo do lugar do respeito, o respeito de reconhecer que algumas pessoas merecem homenagem não apenas por intimidade, mas por impacto. E o Bruno, com a alegria, com a maneira de tratar as pessoas e com a forma de viver, impactou.</p>



<p>Descanse em paz, Bruno Houston.E que Areal siga dizendo seu nome com carinho, do jeito certo, do jeito inteiro: como quem se despede de alguém que virou parte da cidade.</p>
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		<title>A arte como ponto de partida nos projetos de arquitetura de interiores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[edicao]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 14:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitetura e urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Para a profissional Denise Barretto, a curadoria de obras de arte vai além da estética e se torna elemento central de ambientes com identidade, memória e significado A presença da arte nos projetos de interiores deixou de ser um complemento para assumir um papel protagonista. Mais do que integrar os interiores dos ambientes, obras de arte são [&#8230;]]]></description>
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<p>Para a profissional Denise Barretto, a curadoria de obras de arte vai além da estética e se torna elemento central de ambientes com identidade, memória e significado</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>A presença da arte nos projetos de interiores deixou de ser um complemento para assumir um papel protagonista. Mais do que integrar os interiores dos ambientes, <strong>obras de arte</strong> são capazes de conduzir narrativas, entregar histórias e orientar decisões de projeto desde o início. <br><br>Para a <strong>arquiteta Denise Barretto</strong>, à frente de seu escritório homônimo, esse processo se inicia de diferentes formas. <em>&#8220;Há situações em que a obra de arte direciona o projeto e há aquelas em que ela entra para complementar o ambiente. Ambas são possíveis&#8221;</em>, alega. <br><br>Seja como ponto de partida ou elemento de composição, a arte tem o poder de transformar espaços em extensões da identidade de seus moradores, dando origem a ambientes com profundidade, repertório e pertencimento. <br><br>A seguir, a profissional compartilha algumas ideias para nortear a <strong>escolha de obras de arte</strong> para projetos de arquitetura:<br><br><strong>Curadoria personalizada entre galerias e garimpos</strong></td></tr><tr><td><img decoding="async" src="https://s3.us-east-1.wasabisys.com/wasabi.cse360.com.br/email-editor-files/b399dc97-fc0d-4e4f-1577-08d8e58de974/f7cfb69f-7c58-42bf-b9af-02e5c40d3535.jpg" width="300" height="auto"></td></tr><tr><td>A obra do pintor carioca <strong>Daniel Senise</strong>, denominada <strong>Invasor I</strong>, foi um dos pontos de partida do projeto da <strong>arquiteta Denise Barretto</strong> na <strong>Mostra Artefacto 2026</strong> | Foto: Raphael Bries<br></td></tr><tr><td>O processo de curadoria começa com a busca por peças que dialoguem com o morador e o projeto. Nesse percurso, a profissional esclarece que diferentes fontes entram em cena, desde grandes galerias até espaços mais alternativos. <br><br><em>&#8220;Geralmente, gosto de transitar entre endereços de garimpo ou, na maioria das vezes, em galerias. Em especial, as pequenas são sempre muito interessantes&#8221;, </em>opina. Mais do que a origem da obra, o diferencial está no processo colaborativo: <em>&#8220;É uma seleção que gostamos muito de fazer junto com o cliente&#8221;</em>, complementa Denise.<br><br><br><strong>A história do morador como fio condutor</strong></td></tr><tr><td><img decoding="async" src="https://s3.us-east-1.wasabisys.com/wasabi.cse360.com.br/email-editor-files/b399dc97-fc0d-4e4f-1577-08d8e58de974/fee89785-de1c-4ae4-8792-284a417bd946.jpg" width="600" height="auto"></td></tr><tr><td>No projeto, o conjunto de <em>fine art</em> reflete a atmosfera urbana e sofisticada deste projeto da <strong>arquiteta Denise Barretto</strong> | Fotos: Rômulo Fialdini<br></td></tr><tr><td>Entre os critérios de escolha, a narrativa pessoal ocupa lugar central. Cada obra precisa fazer sentido dentro do contexto de quem habita o espaço. <em>&#8220;Sem dúvida, o ponto de partida é a história do cliente. Qual a relação dele com a obra de arte?&#8221;</em>, destaca a arquiteta. <br><br>Essa abordagem reforça o papel da arte como elemento que transcende a estética: <em>&#8220;Ela vai muito além, valoriza a história dos moradores e as memórias afetivas daquela casa&#8221;</em>.<br><br><strong>Integração total com o projeto</strong></td></tr><tr><td><img decoding="async" src="https://s3.us-east-1.wasabisys.com/wasabi.cse360.com.br/email-editor-files/b399dc97-fc0d-4e4f-1577-08d8e58de974/1c0f6166-61a6-404c-bd3e-e9223c6f12f0.jpg" width="300" height="auto"></td></tr><tr><td>O quadro <strong>Debris</strong>, do artista plástico <strong>Henrique Oliveira</strong>, renomado por suas esculturas orgânicas de troncos de árvore, traz uma reprodução em acrílica sobre tela de formas naturais desenhadas pela natureza | <strong>Projeto: Denise Barretto Arquitetura</strong> | Foto: Raphael Briest<br></td></tr><tr><td>Ao contrário do que se imagina, a arte não entra apenas no momento final da decoração. Em muitos casos, ela já está presente nas primeiras etapas do projeto. <em>&#8220;Em geral, as obras de arte já estão presentes nos primeiros 3Ds que a gente apresenta para os clientes&#8221;</em>, revela Denise.<br><br>Essa integração garante coerência entre todos os elementos do ambiente. <em>&#8220;A obra tem que conversar com o propósito do projeto. Ela faz parte desse contexto e dificilmente entra depois de tudo pronto&#8221;</em>.<br><br><strong>Destaque ou silêncio: o papel da obra no ambiente</strong></td></tr><tr><td><img decoding="async" src="https://s3.us-east-1.wasabisys.com/wasabi.cse360.com.br/email-editor-files/b399dc97-fc0d-4e4f-1577-08d8e58de974/b2f9f280-8d5e-445d-9914-119a15fab2bf.jpg" width="600" height="auto"></td></tr><tr><td>Como fundo para a sala de jantar do projeto da <strong>arquiteta Denise Barretto</strong> para a <strong>Mostra Artefacto 2026</strong>, a obra sem título do arquiteto e artista <strong>Maurício Nogueira Lima (1930-1999)</strong> reflete o movimento artístico concretista. No projeto, o quadro surge como um complemento silencioso | Foto: Raphael Briest<br></td></tr><tr><td>Nem toda obra precisa ser protagonista. Essa escolha faz parte da estratégia da curadoria. <em>&#8220;Às vezes uma obra nasce com o intuito de ser um destaque do projeto, ou às vezes ela é algo mais silencioso&#8221;</em>, explica. <br><br>Quando a intenção é evidenciar a peça, recursos como iluminação e posicionamento entram em cena. De acordo com a arquiteta, obras de nomes consagrados, por exemplo, podem assumir o protagonismo e chamar atenção, exigindo um tratamento específico para a valorização.<br><br><strong>Escala, proporção e harmonia</strong></td></tr><tr><td><img decoding="async" src="https://s3.us-east-1.wasabisys.com/wasabi.cse360.com.br/email-editor-files/b399dc97-fc0d-4e4f-1577-08d8e58de974/1ef8f06f-6135-4ce1-aed0-a5fdadcaa62e.jpg" width="500" height="auto"></td></tr><tr><td>As cores do quadro principal deste projeto da&nbsp;<strong>arquiteta Denise Barretto</strong>&nbsp;são reproduzidas na decoração do living através da escolha dos tecidos: o sofá, o tapete, as capas das almofadas | Foto: Rômulo Fialdini</td></tr><tr><td>A relação entre a obra e o espaço é determinante para o sucesso da composição. Escala e proporção são fatores essenciais para garantir equilíbrio visual. <em>&#8220;Eu não posso ter um sofá de quatro, cinco metros e ter uma arte de pequeno porte. É preciso trabalhar de forma equilibrada&#8221;</em>, pontua Denise. <br><br>A escolha envolve ainda decisões como trabalhar com uma peça única ou criar composições, como <em>gallery walls</em>, sempre buscando uma leitura harmônica do conjunto.<br><br><strong>Onde posicionar e como preservar</strong></td></tr><tr><td><img decoding="async" src="https://s3.us-east-1.wasabisys.com/wasabi.cse360.com.br/email-editor-files/b399dc97-fc0d-4e4f-1577-08d8e58de974/400c93d6-2829-4bee-b10c-e38d36c5e01f.jpg" width="300" height="auto"></td></tr><tr><td>Nem sempre a obra de arte precisa ser pendurada na parede. Neste projeto assinado pela <strong>arquiteta Denise Barretto</strong>, o quadro ficou apoiado no aparador, uma maneira delicada que evita intervenções na parede | Foto: Rômulo Fialdini<br></td></tr><tr><td>A definição do local ideal para a obra leva em conta tanto aspectos estéticos quanto técnicos. Ambientes sociais costumam ser os preferidos, enquanto áreas com incidência direta de sol exigem atenção redobrada. <em>&#8220;O sol que incide diretamente em uma pintura pode mudar a aparência ou, pior, pode estragar a obra&#8221;</em>, alerta a arquiteta. <br><br>Essa preocupação se estende à iluminação, que precisa equilibrar valorização e conservação. <em>&#8220;A iluminação tem que ser bem cuidadosa e analisar o calor para que não seja prejudicial à obra de arte&#8221;</em>. <br><br>Para a luz artificial que incide diretamente nas obras, a arquiteta recomenda o posicionamento a um ângulo de 30 graus da obra, devendo-se optar por luzes de LED com alto Índice de Reprodução de Cor (IRC) – superior a 90, preferencialmente –, pois não emite raios ultravioletas ou infravermelhos e assegura que as cores sejam vistas com bastante precisão. <br><br>Quanto à temperatura de cor, Denise aponta que este fator altera a percepção das cores da obra. <em>&#8220;Luzes com temperaturas mais altas, como 5.000K, destacam tons frios, à medida que temperaturas mais baixas, como 3.000K, favorecem tons quentes&#8221;</em>, afirma.<br><br><strong>Identidade, memória e significado</strong></td></tr><tr><td><img decoding="async" src="https://s3.us-east-1.wasabisys.com/wasabi.cse360.com.br/email-editor-files/b399dc97-fc0d-4e4f-1577-08d8e58de974/6c2e71ce-ee28-4804-ae85-b80a82c643ad.jpg" width="500" height="auto"></td></tr><tr><td>À esquerda, a obra <strong>Lingam</strong>, da série Tantra de <strong>Montez Magno</strong>, remete ao símbolo anicônico da energia vital e potência geradora no hinduísmo. A obra reflete a busca espiritual sublimada em uma linguagem plástica de ritmo, estrutura e silêncio. À direita, os quadros sem título de <strong>Lidia Lisbôa</strong>, pertencente à série Correntes da artista, explora ritmo e repetição por meio de formas circulares, utilizando alto contraste entre o preto e o branco para criar textura visual | <strong>Projeto: Denise Barretto Arquitetura</strong> | Fotos: Raphael Briest<br></td></tr><tr><td>No fim, a arte é o elemento que transforma um espaço funcional em um ambiente com alma. <em>&#8220;A obra de arte ajuda muito a trazer identidade e personalidade para um espaço, como revela uma memória afetiva&#8221;</em>, declara Denise. <br><br>Sem ela, o ambiente perde força narrativa: <em>&#8220;Você imagina uma sala sem nada? Que história ela vai contar?&#8221;</em>. Ao integrar estética, técnica e emoção, a curadoria de obras de arte se consolida como um dos pilares dos projetos contemporâneos, capaz de traduzir, em cada detalhe, o DNA de quem habita o espaço. <br></td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Autor:</h2>



<p>Alexandre Agassi</p>
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		<title>&#8216;A Nobreza do Amor&#8217;: Conheça destinos e atrações no Rio Grande do Norte que servem de cenário para a novela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[edicao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 13:54:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
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					<description><![CDATA[Locações incluem o Parque Nacional da Furna Feia, as Dunas do Rosado, a Barreira do Inferno e cidades como Natal, Macau e Mossoró Três semanas após sua estreia, a novela&#160;A Nobreza do Amor, exibida pela TV Globo, segue encantando cada vez mais o telespectador. Transportado numa verdadeira viagem tempo até o início do século XX, [&#8230;]]]></description>
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<p><em>Locações incluem o Parque Nacional da Furna Feia, as Dunas do Rosado, a Barreira do Inferno e cidades como Natal, Macau e Mossoró</em></p>



<p>Três semanas após sua estreia, a novela&nbsp;<em>A Nobreza do Amor</em>, exibida pela TV Globo, segue encantando cada vez mais o telespectador. Transportado numa verdadeira viagem tempo até o início do século XX, ele acompanha a história de amor entre uma princesa africana e um trabalhador do sertão do Brasil. A&nbsp;trama, marcada por paisagens idílicas, une dois continentes e universos distintos e fictícios: o reino de&nbsp;<strong>Batanga</strong><strong>,</strong>&nbsp;na África, e a cidade de&nbsp;<strong>Barro Preto</strong>, no interior do Rio Grande do Norte.</p>



<p>Entre os cenários escolhidos estão o Parque Nacional da Furna Feia, Dunas do Rosado, Maracajaú e Barreira do Inferno, com passagens pelas cidades de Areia Branca, Porto do Mangue, Guamaré, Macau, Maxaranguape, Mossoró, Parnamirim e Tibau do Sul, além da capital Natal.</p>



<p>O Rio Grande do Norte foi escolhido por representar, segundo a produção da novela, a menor distância entre o Brasil e a África. Com isso em mente, a equipe escolheu locações que refletissem as semelhanças entre os dois continentes.</p>



<p>Uma visita a todos os lugares que serviram de cenário para a novela pode ser uma a desculpa – e a oportunidade – perfeita para conhecer ou revisitar belas paisagens no estado nordestino.&nbsp;A maioria das atrações está localizada a poucos quilômetros de Natal. Sendo assim, se decidir fazer um bate e volta, o ideal é aconchegar-se num hotel exclusivo e luxuoso, onde será possível relaxar após um dia inteirinho explorando a região. Na Praia de Ponta Negra, a sugestão é o Vogal Luxury Beach Hotel &amp; SPA, com habitações com vista para o mar, cinco piscinas outdoor, pool bar, spa L&#8217;Occitane, restaurantes, beach service e fitness center.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Natal</h2>



<p>Capital do Rio Grande do Norte, Natal é conhecida pelas praias, dunas e pelo turismo. Entre os principais cartões-postais estão o Forte dos Reis Magos, o Morro do Careca, em Ponta Negra, e o maior cajueiro do mundo, em Pirangi.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Parque Nacional da Furna Feia (Mossoró)</h2>



<p>Localizado entre os municípios de Mossoró e Baraúna, o Parque Nacional da Furna Feia abriga a maior concentração de cavernas do Rio Grande do Norte. A área tem paisagens de Caatinga preservada, com formações rochosas, grutas e sítios arqueológicos. É considerada uma das unidades de conservação mais importantes da região. Segunda maior cidade do estado, Mossoró se destaca pela produção de petróleo em terra e pela atividade salineira.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Dunas do Rosado</h2>



<p>Situadas entre as cidades de Porto do Mangue&nbsp;e Areia Branca, as Dunas do Rosado chamam atenção pela coloração avermelhada da areia, causada pela presença de minerais na região. O cenário é uma mistura de dunas, falésias e mar, formando uma paisagem considerada única no litoral brasileiro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Maracajaú (Maxaranguape)</h2>



<p>O mergulho nos parrachos de Maracajaú, em Maxaranguape, a 60 km de Natal, é conhecido como o Caribe do Rio Grande do Norte. Lá, é possível realizar mergulhos em catamarãs, apreciando a beleza da fauna e da flora. O mergulho é feito a 7 km da costa.<strong></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Areia Branca</h2>



<p>Município da região Oeste potiguar, Areia Branca é conhecido pela produção e exportação de sal marinho, sendo um dos principais polos salineiros do país. A cidade também possui praias e dunas que atraem visitantes.</p>



<p><strong>Barreira do Inferno (Parnamirim)</strong></p>



<p>Trata-se de uma Base da Força Aérea Brasileira, inaugurada em 1965, no município de&nbsp;Parnamirim, na região metropolitana de Natal. É a primeira da América do Sul destinada ao lançamento de foguetes. Conta com centro de visitação, que funciona diariamente, possibilitando ao visitante conhecer um pouco mais sobre a história do Brasil e da aviação. Há peças de foguetes e aeronaves em exposição.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="979" height="591" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Barreira-do-Inferno.png" alt="" class="wp-image-198204" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Barreira-do-Inferno.png 979w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Barreira-do-Inferno-300x181.png 300w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Barreira-do-Inferno-768x464.png 768w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Barreira-do-Inferno-696x420.png 696w" sizes="(max-width: 979px) 100vw, 979px" /><figcaption class="wp-element-caption">Barreira do Inferno</figcaption></figure>



<p><strong>Tibau do Sul:</strong>&nbsp;A 70 km de Natal, o balneário se destaca por suas belezas naturais e praias de águas quentes e cristalinas. Conhecido por acolher a famosa Praia da Pipa, eleita uma das mais cosmopolitas do Nordeste brasileiro, tem no turismo e na pesca duas das principais atividades econômicas da região. Desfrutar de uns dias de passeio por lá ou mesmo um bate e volta, explorando as riquezas da cultural local, é uma excelente forma de conhecer melhor os encantos do estado potiguar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="592" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Praia-do-Amor-em-Tibau-do-Sul-1024x592.png" alt="" class="wp-image-198207" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Praia-do-Amor-em-Tibau-do-Sul-1024x592.png 1024w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Praia-do-Amor-em-Tibau-do-Sul-300x173.png 300w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Praia-do-Amor-em-Tibau-do-Sul-768x444.png 768w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Praia-do-Amor-em-Tibau-do-Sul-696x402.png 696w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Praia-do-Amor-em-Tibau-do-Sul-1068x617.png 1068w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Praia-do-Amor-em-Tibau-do-Sul.png 1194w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Praia do Amor em Tibau do Sul</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Autora:</h2>



<p>Ana Beatriz Marin</p>
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		<title>Arquitetas compartilham ideias para compor as áreas gourmet</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 13:51:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquitetura e urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[De bancadas bem resolvidas à escolha de materiais e elementos decorativos, Danielle Dantas e Paula Passos mostram como elaborar um ambiente convidativo para viver e compartilhar com pessoas queridas Cada vez mais presentes nos projetos residenciais, as&#160;áreas gourmet&#160;deixaram de ser o espaço destinado para preparar refeições apenas aos finais de semana. Se antes assumiam o [&#8230;]]]></description>
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<p>De bancadas bem resolvidas à escolha de materiais e elementos decorativos, Danielle Dantas e Paula Passos mostram como elaborar um ambiente convidativo para viver e compartilhar com pessoas queridas</p>



<p>Cada vez mais presentes nos projetos residenciais, as&nbsp;<strong>áreas gourmet</strong>&nbsp;deixaram de ser o espaço destinado para preparar refeições apenas aos finais de semana. Se antes assumiam o protagonismo somente nessas ocasiões, são cada vez mais presentes na área social por conta da integração dos ambientes.</p>



<p>Segundo orientam&nbsp;as&nbsp;<strong>arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos</strong>, a presença harmoniosa do gourmet só acontece por meio do planejamento. Ainda de acordo com elas, cozinhar, servir e receber precisam acontecer de maneira natural e gostosa. &#8220;<em>Muito além da seleção dos equipamentos, é essencial pensar na circulação, nos materiais, na iluminação e na atmosfera que esse conjunto transmitirá</em>&#8220;, complementam as especialistas.</p>



<p>E é justamente na soma desses elementos que o ambiente ganha vida. Mas então, o que não pode faltar em cada local? Para Danielle e Paula, o primeiro impulso está na criatividade.<strong>&nbsp;</strong></p>



<p><strong>Integração com os ambientes da casa</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1008" height="629" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-16.png" alt="" class="wp-image-198193" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-16.png 1008w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-16-300x187.png 300w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-16-768x479.png 768w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-16-696x434.png 696w" sizes="(max-width: 1008px) 100vw, 1008px" /></figure>



<p>A integração do gourmet com a sala de jantar reflete o modo de ser dos moradores: estar sempre rodeados de amigos e familiares para bons encontros, conversas e risadas. Na concepção da&nbsp;<strong>dupla Danielle Dantas e Paula Passos</strong>, a sintonia entre as pessoas acontece enquanto alguém cozinha, o outro acompanha o movimento na bancada e os demais estão envolvidos em atividades que complementam a ocasião |&nbsp;<strong>Projeto Dantas &amp; Passos Arquitetura</strong>&nbsp;| Foto: Henrique Ribeiro</p>



<p>Uma das características mais marcantes das áreas gourmet é a integração com outros espaços da residência. &#8220;<em>Essa conexão muda completamente a forma de ver o espaço e o preparo dos alimentos deixa de ser uma etapa segregadora, passando a fazer parte do encontro</em>&#8220;, comenta Paula.</p>



<p>Conforme o desejo dos clientes, o projeto pode incluir churrasqueira, forno de pizza, cooktop, despensa, adega, cervejeira, choperia ou até pequenas estações para drinques e outros suportes. &#8220;<em>O fundamental é entender a dinâmica sonhada por eles</em>&#8220;, avalia Danielle.</p>



<p><strong>Bancadas amplas e mobiliário planejado</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="946" height="630" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-15.png" alt="" class="wp-image-198192" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-15.png 946w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-15-300x200.png 300w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-15-768x511.png 768w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-15-696x464.png 696w" sizes="auto, (max-width: 946px) 100vw, 946px" /></figure>



<p>Na área gourmet deste outro apartamento projetado pelas&nbsp;<strong>arquiteta Danielle Dantas e Paula Passos</strong>, temos uma essência contemporânea: os armários revestidos de laminado cinza, a bancada em Silestone cinza kensho, a península com cooktop e o balcão com acabamento de inox escovado formam um trio perfeito que une praticidade e sofisticação. |&nbsp;<strong>Projeto Dantas &amp; Passos Arquitetura</strong>&nbsp;| Foto: Maura Mello</p>



<p>Para garantir mais comodidade e praticidade como todos desejam, as profissionais avaliam que a estrutura deve ser pensada de acordo com o tamanho do ambiente e com as atividades que serão realizadas.&nbsp;<em>&#8220;Bancadas generosas ajudam no preparo dos alimentos, mas também funcionam como ponto de encontro para conversas e pequenas refeições&#8221;</em>, exemplificam, indicando uma outra solução: &#8220;<em>inserir banquetas ou uma pequena mesa junto à bancada elimina a solidão de quem está cozinhando. A presença próxima permite que todos possam interagir</em>&#8220;.</p>



<p><strong>Decoração que reforça o acolhimento</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="945" height="628" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-14.png" alt="" class="wp-image-198191" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-14.png 945w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-14-300x199.png 300w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-14-768x510.png 768w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-14-696x463.png 696w" sizes="auto, (max-width: 945px) 100vw, 945px" /></figure>



<p>Na bancada da churrasqueira, a praticidade se une à estética com a cuba oculta esculpida no quartzo. Para as especialistas do escritório, a definição é excelente para &#8216;estender&#8217; a área funcional da bancada durante o&nbsp;<em>mise en place</em>&nbsp;dos alimentos antes da cocção |&nbsp;<strong>Projeto Dantas &amp; Passos Arquitetura</strong>&nbsp;| Foto: Henrique Ribeiro</p>



<p>Aqui entra um ponto que difere as áreas gourmet: a decoração. Estratégicas, Danielle e Paula gostam de trabalhar com peças como luminárias decorativas, objetos de apoio, bandejas, tábuas, utensílios aparentes e até eletrodomésticos com design diferenciado.</p>



<p><em>&#8220;Essa composição deve dialogar com o estilo da casa e são esses detalhes que promovem o desejo de permanência das pessoas</em>&#8220;, argumentam.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="446" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-13-1024x446.png" alt="" class="wp-image-198190" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-13-1024x446.png 1024w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-13-300x131.png 300w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-13-768x334.png 768w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-13-696x303.png 696w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-13-1068x465.png 1068w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-13.png 1119w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Ervas como alecrim, manjericão, hortelã, salsinha e tomilho são fáceis de cultivar em vasos dispostos dentro de casa |&nbsp;<strong>Projeto Dantas &amp; Passos Arquitetura</strong>&nbsp;| Foto: Henrique Ribeiro</p>



<p>As plantas também exercem papéis importantes ao serem dispostas em vasos, jardins verticais ou pequenas hortas. &#8220;<em>Elas acrescentam frescor e bem-estar</em>&#8220;, reforçam as arquitetas.</p>



<p><strong>Materiais resistentes</strong></p>



<p>A escolha dos revestimentos deve considerar a rotina de uso da área gourmet. Como o espaço está sujeito ao calor, gordura e umidade, materiais resistentes e de fácil manutenção são os mais indicados.</p>



<p>Entre as opções indicadas pelas arquitetas estão os porcelanatos, que oferecem variedade estética e praticidade na limpeza, além de pedras naturais como granito, ideais para bancadas, por sua durabilidade.</p>



<p>&#8220;<em>Em áreas externas, também indicamos pisos antiderrapantes para aumentar a segurança, principalmente quando temos crianças e idosos na casa, sem comprometer o visual do projeto</em>&#8220;, destacam.</p>



<p><strong>Ventilação e exaustão bem resolvidas</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="416" height="628" src="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-12.png" alt="" class="wp-image-198189" srcset="https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-12.png 416w, https://jornaltribuna.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-12-199x300.png 199w" sizes="auto, (max-width: 416px) 100vw, 416px" /></figure>



<p>Em mais um projeto de área gourmet empreendido pelas arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos, uma coifa profissional coopera para manter o ambiente gourmet arejado e livre dos odores. Além disso, uma parede de vidro foi posicionada para separar os espaços |&nbsp;<strong>Projeto Dantas &amp; Passos Arquitetura</strong>&nbsp;| Foto: Eduardo Pozella</p>



<p>Em áreas gourmet, especialmente aquelas integradas a ambientes internos, é importante prever soluções que reduzam fumaça e odores.</p>



<p>&#8220;<em>Coifas, exaustores e aberturas bem posicionadas se somam para a comodidade do ambiente</em>, finaliza a dupla.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Autora:</h2>



<p>Emilie Guimarães</p>
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		<title>Estudo inédito revela persistência das desigualdades raciais de renda, trabalho e educação em Santa Catarina</title>
		<link>https://jornaltribuna.com.br/2026/04/meu-filho-esta-sofrendo-bullying-e-agora/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[edicao]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 13:41:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos 11 anos não houve mudança significativa nas desigualdades entre brancos e negros O CEDRA – Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais acaba de lançar um&#160;estudo inédito&#160;que analisa as desigualdades raciais de renda, trabalho e educação no estado de Santa Catarina. A publicação surge em um contexto marcado pela aprovação da Lei [&#8230;]]]></description>
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<p><em>Nos últimos 11 anos não houve mudança significativa nas desigualdades entre brancos e negros</em></p>



<p>O CEDRA – Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais acaba de lançar um&nbsp;<a href="https://drive.google.com/file/d/1PMUvxkbSP8Zq46-7BCYNfnCTU7QoHiP5/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">estudo inédito</a>&nbsp;que analisa as desigualdades raciais de renda, trabalho e educação no estado de Santa Catarina. A publicação surge em um contexto marcado pela aprovação da Lei Estadual nº 19.722/2026 –que restringe o uso de ações afirmativas de recorte racial no ensino superior– e busca contribuir com evidências para o debate público.</p>



<p>A partir de dados do IBGE e do INEP, o estudo demonstra que as desigualdades entre pessoas negras e brancas permanecem profundas, persistentes e estruturais, atravessando tanto o sistema educacional quanto o mercado de trabalho. As conclusões indicam que essas desigualdades se acumulam ao longo da trajetória de vida, limitando o acesso a oportunidades e reproduzindo padrões históricos de exclusão.</p>



<p>“Os dados mostram que a desigualdade racial em Santa Catarina não é pontual, mas estrutural e persistente”, sintetiza Marcelo Henrique Romano Tragtenberg,&nbsp; com pós-doutorado pela Universidade de Oxford, membro do Conselho Deliberativo do CEDRA e coordenador do estudo. “Mesmo quando há avanço educacional, a população negra acumula um conjunto de barreiras&nbsp; de acesso à educação em todos os níveis, e por conseguinte à renda e às oportunidades de trabalho. Reduzir ou eliminar políticas de ação afirmativa de recorte racial é aumentar a desigualdade entre a população branca e negra e aprofundar um problema que está longe de ser superado”, complementa.&nbsp;</p>



<p>No campo educacional, o estudo evidencia que o abandono e a reprovação são barreiras centrais à progressão escolar de estudantes negros, tanto no ensino fundamental quanto, de forma ainda mais acentuada, no ensino médio. Esses obstáculos comprometem a continuidade dos estudos, aumentam a distorção idade-série e reduzem significativamente as chances de acesso ao ensino superior. E, ainda, provocam acesso mais tardio ao ensino superior e menor qualificação no mundo do trabalho por mais tempo para a população negra mais escolarizada.</p>



<p>Apesar de avanços recentes, como o aumento da presença de estudantes negros na graduação — passaram de 8,8% em 2016 para 20,2% em 2023 —, o estudo ressalta que esse crescimento não ocorreu de forma espontânea. Ele está diretamente associado à implementação de políticas de ações afirmativas no ensino superior, especialmente o sistema de cotas raciais no setor público e o PROUNI e FIES no setor privado. Ainda assim, a participação da população negra no ensino superior permanece inferior à sua proporção na população do estado.</p>



<p>Outro aspecto central identificado é o ingresso tardio da população negra no ensino superior. A maior presença de estudantes negros com 25 anos ou mais indica que esse grupo enfrenta mais obstáculos ao longo da trajetória educacional, o que retarda sua entrada em ocupações mais qualificadas e impacta diretamente sua renda ao longo da vida.</p>



<p>No mercado de trabalho, as desigualdades se mantêm mesmo entre pessoas com níveis educacionais semelhantes. O estudo demonstra que, em todos os níveis de instrução, pessoas negras apresentam rendimentos médios inferiores aos de pessoas brancas, evidenciando que a educação, embora essencial, não é suficiente, por si só, para eliminar as desigualdades raciais.</p>



<p>Diante desse cenário, o CEDRA alerta que a restrição de políticas de equidade racial tende a aprofundar essas disparidades, dificultando ainda mais o acesso da população negra à educação superior e a posições mais qualificadas no mercado de trabalho.</p>



<p>“Os dados mostram que as ações afirmativas para negros tiveram papel decisivo na ampliação do acesso da população negra ao ensino superior. Ao restringir essas políticas, a lei estadual 19.722/2026 vai na contramão das evidências e tende a reduzir ainda mais as oportunidades para um grupo que já enfrenta desvantagens históricas. Isso compromete não apenas a equidade educacional, mas também a redução das desigualdades de renda e trabalho no longo prazo”, defende Marcelo Tragtenberg.</p>



<p><strong>Principais dados</strong></p>



<p>Desigualdades raciais de renda</p>



<p>&#8211; Entre 2012 e 2023, a taxa de desocupação de pessoas negras foi quase o dobro da registrada entre pessoas brancas;</p>



<p>&#8211; Pessoas negras ocupam apenas 10,8% dos cargos gerenciais, apesar de representarem mais de 23% da população;</p>



<p>&#8211; A renda média da população negra corresponde a menos de dois terços da renda da população branca;</p>



<p>&#8211; Em 2023, 42,2% das pessoas negras estavam nas faixas de renda domiciliar de até 1 salário mínimo, contra 28,5% das pessoas brancas;</p>



<p>&#8211; Em todos os níveis de escolaridade, pessoas negras apresentam rendimentos inferiores aos de pessoas brancas.</p>



<p>Desigualdades raciais de educação</p>



<p>&#8211; O abandono e a reprovação escolar são barreiras estruturais que afetam desproporcionalmente estudantes negros e comprometem sua trajetória educacional;</p>



<p>&#8211; No ensino médio, a taxa de abandono entre estudantes negros (8,1%) é maior que entre estudantes brancos (4,6%), e a reprovação chega a cerca de 19%;</p>



<p>&#8211; A distorção idade-série atinge cerca de um terço dos estudantes negros no ensino médio;</p>



<p>&#8211; A participação de estudantes negros no ensino superior cresceu de 8,8% (2016) para 20,2% (2023), impulsionada por políticas de ação afirmativa;</p>



<p>&#8211; Apesar do avanço, estudantes negros ainda estão sub-representados em relação à sua proporção na população;</p>



<p>&#8211; A maior presença de estudantes negros acima da idade ideal indica ingresso tardio no ensino superior, associado a desigualdades acumuladas ao longo da educação básica.</p>



<p>O estudo conclui que as desigualdades raciais em Santa Catarina formam um ciclo interligado entre educação e renda, no qual desvantagens iniciais se acumulam e se reproduzem ao longo do tempo. A superação desse cenário depende da continuidade e do fortalecimento de políticas públicas voltadas à equidade racial.</p>



<p>Clique&nbsp;<a href="https://drive.google.com/file/d/1PMUvxkbSP8Zq46-7BCYNfnCTU7QoHiP5/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">aqui</a>&nbsp;para ter acesso à íntegra do relatório com o estudo completo.&nbsp;</p>



<p><strong>Sobre o CEDRA</strong></p>



<p>O CEDRA &#8211; Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais- que agrega pensadores da questão racial, especialistas em ciência de dados, estatísticos, economistas e cientistas sociais reunidos para destacar, das estatísticas oficiais, dados que possibilitem o aprofundamento das análises sobre as desigualdades raciais no Brasil.&nbsp;</p>



<p>Entre as iniciativas do CEDRA, está a&nbsp;<a href="https://cedra.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow external" data-wpel-link="external">plataforma</a>&nbsp;aberta de dados raciais, que é voltada para ativistas e organizações do movimento negro, organizações da sociedade civil, jornalistas (no auxílio de pautas), pesquisadores, lideranças políticas e empresariais, gestores públicos, estudantes e o público em geral. O objetivo é contribuir para a elaboração de estudos e políticas relacionados às questões raciais.</p>



<p>Atualmente, os apoiadores do CEDRA são Instituto Çarê, Instituto Ibirapitanga, B3 Social e Bem-Te-Vi Diversidade, além das parcerias com Amazon Web Services (AWS), Bain &amp; Company, Daniel Advogados e Observatório da Branquitude.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Autora:</h2>



<p><br>Luanda Nera</p>
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