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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Questão da Independência de Estado Marroquino

Foi em  11 de janeiro desde 1944, data do início do processo da independência,  objeto do protesto sem precedente dos líderes do partido Nacional Al Istiqlal, das movimentações sociais de resistência, e da revolta contra colonização francês e espanhol,  levando a apresentação do  manifesto da independência, um dia oficial, fator histórico, proeminente, e do retorno do rei Mohammed V do exílio e sua ascensão ao trono.

Lembra-se do Estado marroquino, e Estado egípcio,  exemplos dos países mais antigos dentro dos países da região do Norte de África, compartilhando uma característica fundamental segundo os historiadores, dada localização geográfica e histórica, a profundidade cultural de resistencia, principal do norte do continente africano,  leste o Egito, e oeste o Marrocos, seja um dois primeiros países, formando o Ocidente islâmico, onde o Egipto,  frequentemente susceptivel a ocupação, contrario ao Marrocos, exemplo da preservação consistente e da independência.

Assim, o Estado de Marrocos tem preservado a sua independência nas seguintes características:

Primeiro: Fronteiras naturais, segundo os historiadores, posicionando a Mauritânia de forma visível, seja na  fronteira oeste do Oceano Atlântico, no norte do Mar Mediterrâneo,  no leste do rio Moulouya e no sul do Saara. Tais características são naturais e não artificiais, cristalizando a especificidade do Estado de Marrocos, junto às fronteiras políticas continentais. Além do Oceano Atlântico, do Mar Mediterrâneo e  Saara, formando barreiras naturais, difíceis de alterar ou influenciar, graças a um povo ambientalizado, com fronteiras físicas e reais, em torno de uma identidade originária e autêntica.

Lembra-se do rio Moulouya, entre as fronteiras, atravessando o espaço natural e as fronteiras históricas da Mauritânia, e das entidades políticas.

Segundo: Unidade sociológica, traduzindo não só a localização geográfica do Marrocos, mas também os obstáculos naturais, e a fusão das componentes da população local, constituindo o povo Amazigh (povo nato); em termos do carácter original, originalidade, localidade geográfica remota, geralmente nos sítios sinuosos.

Mantendo um dos paradoxos geográfico e histórico entre os países da região, Marrocos e Tunísia,  precursores da história não  mitigada.

A Tunísia posicionada frente ao Mar Mediterrâneo, e Marrocos orientado no sentido do Atlântico, sem nenhum vazio, a não ser a preservação da autenticidade Amazigh, dada as suas antiguidades e autenticidade das estruturas sociais,  da privacidade de muitos factores geográficos, da robustez das montanhas do Rif, da barreira da invasão estrangeira, bem como da dificuldade de dominação da costa atlântica, da incursão estrangeira, e da altura das montanhas do Médio Atlas, e força da resistência das tribos Amazigh.

Terceiro: Isolamento geográfico, referendo à posição do Marrocos no extremo norte de África e a dificuldade dos caminhos naturais, das conquistas estrangeiras, varrendo a região em termos de intervenção, de exploração, e perda do ímpeto. Foi quando os romanos expandiram a ocupação a Marrocos muito depois de terem assumido o controle sobre todos os países da região, abrindo o caminho as conquistas árabes, sem portanto afetar o Marrocos, colonização otomana, preservando assim a sua especificidade histórica e colonial, contrário a Tunísia e Argélia.

Além dessas características, a instituição real e seus  diferentes organismos e nomeações (Aklid, Comandante dos Fiéis, Amir, Sultão ou Rei), levou a preservar a independência e desenvolvimento do Estado marroquino.

2- Rei, símbolo da soberania nacional

Após o fracasso das reformas de Makhzen, dada burocracia, modernização das  estruturas militares e fiscais, questão do esvazio do tesouro dos recursos financeiros, além dos empréstimos externos, da incapacidade de recuperar as áreas ocupadas do território marroquino, tais contrastes levaram o Sultão Mawla al-Hafiz, a assinar um tratado de proteção, 30 de março de 1912 com o governo francês, sob o “bastão”de “guarda-chuva, face aos atos do símbolo da resistência e questão da soberania, junto ao Sultão do país.

Por outro lado, o encontro entre o General Lyautey da França e sultão Mawla Abdel Hafid, 24 de maio de 1912, dada a situação política, intenções dos poderes tradicionais dos nobres, das autoridades da religião, e resistências das obras e súditos.

Obrigando assim a França a dar a sua influência, o sistema de segurança, face a civilização e progresso. Caso da política francesa levada a abolir o sistema Dey em Argélia e sistema Bey na Tunísia, e das autoridades coloniais contrariadas a não prejudicar o estatuto do Sultão, nem os fundamentos objeto da formação governamental.

Quanto ao General francês Lyautey, administradores das políticas coloniais sobre Marrocos, mantendo as componentes políticas, das quais o “estatuto tradicional do Sultão”, o religioso, a consciência da instituição real, instituída nas almas dos marroquinos, dada estrutura estatal no Marrocos, pensamento histórico e político.

O protetorado sob título de protecção levaram aos erros políticos, raciais e criminais contra os resistentes, a emissão do Decreto da Barbária, banimento da legitimidade do reino. Tal dominação militar frances do palácio real, contro o sultao fora do país, dada revolta contro a manobra do Edmon, do assassinato do imperador Calícula, no contexto do rei marroquino Ptolomeu, para dominar o Marrocos. Eclodindo revoltas e protestos sob a liderança de Aidmond, e em muitas partes do reino. Onde a Roma reprimiu-as, através de muitas legiões militares, contra  os revolucionários e protestadores…

Tal revolta de Aidmond foi objeto do aprofundamento da monarquia nas almas dos marroquinos, e a independência do país. Esta revolta de Aidmond reflete a eclosão de Salbis, confusão e descontrole, segundo a qual Roma desencadeou uma campanha militar de oficiais militares, contra os rebeldes marroquinos, até nas fronteiras do Saara.

Apagando esta revolta, outras eclodiram em 45 a.C., envolvendo as tribos até as fronteiras da Numídia.  Tal situação foi objeto das repetidas revoltas no Reino de mais de 20 séculos, durante as quais as autoridades de protetorado levaram células de resistência armada, contra muitas cidades do Reino, e o retorno do Rei Mohammed V, símbolo do país.

Lembra-se de algumas revoltas, caso do Allal Ibn Abdullah ao atacar o comboio do pretendido “Sultão” Ben Arafa, expandindo a furia as regiões, contra a presencia francesa, objeo de assassinato de muitos traidores.

Muitas entidades e organizações foram criadas secretamente na cidade de Marrakech contra os interesses coloniais. O mártir Muhammad Belhaj al-Baqal, a entidade do mártir Hamman al-Fatawaki, do Husseini 1954 DC, e a organização do Exército Atlas 1954 DC, e guerrilheiras lideradas por Muhammad Al-Zarqtouni e nas periferias de Casablanca.

Tal situação levou a criação do Exército de Libertação, contra muitas operações militares. Caso do ataque ao Centro de Comando de Chichaoua e Centro de Comando de Imizmiz, cujas autoridades francesas entraram em negociações com representantes do Movimento Nacional, visando o regresso do Rei Mohammed V, num contexto das negociações X-Líbanas, no depor do pretendido sultão Mohammed bin Arafa,  em favor do legítimo rei Mohammed V, e do reconhecimento da França do Marrocos, como Estado livre e soberano.

Tal retorno do rei Mohammed V ao país, após deixar o seu exílio político em Madagáscar, África, corporizando o símbolo da restauração da independência do Reino, a celebração do Dia da Independência de Marrocos, a data da ascensão do rei ao trono de seus antecessores, contra as manobras e tentativas de Saint Cloud.

Autor:

Lahcen EL MOUTAQI

Professor universitário-Rabat, Marrocos

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