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segunda-feira, 15 de abril de 2024

Ondas do meu interior

O dia ainda tem a luz do sol.

Sentado na areia que demarca os limites do misterioso mar,

observo ondas revoltas que lutam com vigor contra os rochedos.

Aprendo e sinto com elas a energia desse encontro.

Fecho os olhos e ouço suas vozes num grito de guerra.

Misturado com os sons divinos das gaivotas.

Abro-me para a vida e vejo um horizonte de cores suaves.

Predominância do branco e do azul.

Há nuances de amarelo e verde.

O vermelho está escondido.

Tudo em paz, como antes dos barcos e dos veleiros.

Tudo igual ao início, onde só existia natureza.

Sábia e ardilosa aplacando a fome com sentenças de morte.

O fraco alimentando o forte.

Os inimigos são invisíveis, a luta é silenciosa e misteriosa.

Deixo meu coração assimilar todos os ruídos.

De olhos fechados relembro o relevo e a paisagem.

Por instantes consigo ser água e onda.

Depois viro rochedo e fico quieto.

Meu sangue fica mais quente.

Na mesma temperatura que a brisa que beija meu rosto.

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