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domingo, 10 de março de 2024

COP28: especialistas alertam para o poder das empresas e a revolução ESG no Brasil

A 28ª sessão da Conferência das Partes (COP28), que aconteceu na última semana, foi marcada por debates e discussões envolvendo mudanças climáticas. O intuito é encontrar soluções e negociar acordos para os problemas ambientais que afetam o planeta.

O evento acaba dando destaque negativo às organizações que não evoluem quando o assunto é sustentabilidade, e quanto mais as empresas e países se preocupam em aprimorar as ações multidisciplinares, mais ganham espaço no mercado mundial.

Um dos destaques são as ESGs, sigla em inglês que significa Environmental, Social and Governance, e corresponde às práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização. A compreensão e aplicação dos critérios ESG por empresas se torna cada vez mais essencial para que o negócio se torne competitivo no mercado interno e externo.

Segundo Luciano De Biasi, especialista em Finanças e sócio da De Biasi Auditoria, Consultoria e Outsourcing, para atender a essas práticas a empresa precisa entender de governança. “A governança regulamenta o funcionamento do conselho de administradores e órgãos fiscalizadores. Adicionalmente, serve de direcionamento da relação da empresa com os agentes externos à corporação. É importante, ainda, para um planejamento de qualidade da organização”, afirma.

O Brasil sediará a COP-30, em Belém do Pará, em 2025, e vem procurando cada vez mais avançar na compreensão e aplicação dos critérios ESG. As empresas brasileiras buscam um futuro empresarial mais sustentável, não apenas de regulamentações, mas criando valor para as empresas e sociedade.

Inclusive, em 2023, o Brasil se tornou oficialmente o primeiro país a adotar normas globais de relatório ESG, com a recente resolução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Foram estipulados padrões para relatórios financeiros ligados à sustentabilidade que serão obrigatórios a partir de 2026, para empresas listadas na B3.

Para Lucca Mendes, mestre em Gestão de Negócios e sócio fundador e administrador do escritório Mendes Advocacia, a relevância das empresas na promoção da sustentabilidade tem se estruturado ao longo do tempo através da cooperação entre a iniciativa privada, sociedade e autoridades. “Esse movimento global não é apenas uma moda passageira, mas é percebido como essencial em várias esferas e é objeto de debates profundos. Isso se reflete nas Conferências Climáticas, onde a agenda ESG está no centro das discussões, considerando os impactos das atividades econômicas em diferentes partes interessadas, ambientais, sociais e de governança,” afirma Lucca.

Autoria:

 IT Comunicação 

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