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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Heresias Cristológicas dos primeiros séculos

AS DIFERENTES CORRENTES HERÉTICAS SOBRE A DOUTRINA DE CRISTO

A história da doutrina de Cristo é longa e complexa, e remonta aos primeiros dias da Igreja cristã. Os primeiros cristãos acreditavam que Jesus Cristo era o Filho de Deus, que havia vindo à terra para salvar a humanidade de seus pecados. Eles baseavam suas crenças nos ensinamentos de Jesus, que estão registrados no Novo Testamento.[1]

Nos séculos que se seguiram, a doutrina de Cristo foi desenvolvida e refinada por teólogos e filósofos cristãos.[2] Eles tentaram compreender a natureza de Cristo, sua relação com Deus o Pai e sua missão na terra.[3] As diferentes escolas de pensamento teológico desenvolveram diferentes perspectivas sobre Cristo[4], mas todas concordavam que ele era o centro da fé cristã.[5]

No século IV, o Concílio de Nicéia foi realizado para tentar resolver algumas das controvérsias sobre a natureza de Cristo.[6] O conselho aprovou um credo que afirmava que Jesus Cristo era “Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não criado, consubstancial com o Pai”. Este credo se tornou a base da fé cristã ortodoxa, e ainda é usado hoje por muitas igrejas cristãs.[7]

A doutrina de Cristo continuou a ser desenvolvida nos séculos seguintes, mas os principais pontos de fé permaneceram os mesmos.[8] Nós os cristãos, assim como os primeiros cristãos, acreditamos que Jesus Cristo é o Filho de Deus, que ele é Deus e homem ao mesmo tempo, e que ele morreu na cruz para salvar a humanidade de seus pecados.[9] Também acreditamos que ele ressuscitou dos mortos e subiu aos céus, e que um dia voltará para julgar os vivos e os mortos.[10] A doutrina de Cristo é uma das doutrinas mais importantes da fé cristã. Ela é a base da nossa esperança de salvação, e é o que nos dá forças para viver uma vida cristã.

Hoje temos uma definição dessa doutrina, mas, antes disso houve muitas heresias que foram contestadas pela igreja católica. A seguir, abordaremos as principais heresias cristológicas que foram refutadas ao longo da história.

Docetismo

O docetismo é uma heresia que afirma que Jesus Cristo não tinha um corpo físico real[11], mas apenas parecia ser humano[12]. Os docetas acreditavam que Jesus era um espírito que assumiu uma forma humana por um tempo[13]. Eles baseavam suas crenças em passagens do Novo Testamento que parecem sugerir que Jesus não tinha um corpo físico real,[14] como João 1:14, que diz que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”.[15]

O surgimento dessa heresia se deu no século I d.C.,[16] e foi popular entre os gnósticos[17], um grupo de cristãos que acreditavam que o mundo material era mau e que o mundo espiritual era bom.[18] Os gnósticos acreditavam que Jesus era um salvador espiritual que veio para libertar os humanos do mundo material.[19]

Embora aceito por alguns, foi refutado por vários teólogos cristãos[20], incluindo Irineu de Lyon, Tertuliano e Orígenes[21]. Esses teólogos argumentaram que o docetismo nega a realidade da encarnação de Jesus Cristo e a necessidade da sua morte e ressurreição.[22] Eles também argumentaram que o docetismo é baseado em uma interpretação equivocada das passagens do Novo Testamento que parecem sugerir que Jesus não tinha um corpo físico real.[23]

Essa heresia cristológica foi condenada pelo Concílio de Nicéia em 325 d.C.,[24] e pelo Concílio de Calcedônia em 451 d.C. Desde então, o docetismo não tem sido uma posição teológica significativa no cristianismo.

Ebionismo

O ebionismo é uma seita pouco conhecida do cristianismo primitivo que surgiu no século I d.C.[25] Os seus adeptos eram judeus que se converteram ao cristianismo, mas rejeitavam a divindade de Jesus Cristo.[26] Eles acreditavam que Jesus era apenas um homem, e não Deus, e que ele foi escolhido por Deus para ser o Messias.

Eles baseavam suas crenças no Evangelho de Mateus, pois acreditavam ser o único evangelho verdadeiro. Também aceitavam o Antigo Testamento, mas rejeitavam o Novo Testamento, que para eles não eram considerados canônicos, e sim, uma falsificação.[27]

Esse movimento não prosperou, assim como o docetismo, ele também foi refutado.[28] O motivo principal da refutação foi a negação da divindade de Jesus Cristo, essa doutrina precisa ser estritamente analisada, estudada e exposta, pois sendo uma das doutrinas essenciais para a fé cristã[29], devemos sempre estar atentos com movimentos semelhantes, tais como as Testemunhas de Jeová, Mormonismo, Espiritismo e outras seitas que possuem essas características de negação da deidade de Cristo.

O ebionismo foi uma seita minoritária no cristianismo primitivo, e desapareceu no século IV d.C. No entanto, suas crenças ainda são influentes em algumas seitas cristãs modernas, sendo a principal delas os judeus messiânicos.

Adocetismo

O adocionismo, algumas vezes chamado de monarquianismo dinâmico, é uma heresia partidária de uma corrente teológica que afirma que Jesus Cristo não era divino desde a eternidade, mas que foi adotado como filho de Deus no momento de seu batismo.[30] Os adocionistas baseavam suas crenças em passagens do Novo Testamento que parecem sugerir na visão deles; que Jesus não era divino desde a eternidade, como Lucas 1:35, que diz que Maria concebeu Jesus pelo Espírito Santo, e Filipenses 2:6-7, que diz que Jesus se humilhou e se tornou obediente até a morte e morte na cruz. Esse movimento foi heresia popular no século II d.C., e foi defendido por vários teólogos, incluindo Teófilo de Antioquia e Serapião de Antioquia. No entanto, o adocionismo foi refutado pelos mesmos primeiros teólogos cristãos.[31]

O adocionismo foi condenado como uma heresia pelo Concílio de Nicéia em 325 d.C. e pelo Concílio de Calcedônia em 451 d.C. Desde então, o adocionismo não tem sido uma posição teológica significativa no cristianismo.[32]

Monarquismo modalistico

O monarquianismo modalístico, também conhecido como modalismo ou cristologia da unidade, é uma teologia cristã que defende a unicidade de Deus[33], bem como a divindade de Jesus[34]. Como uma forma de monarquianismo, contrasta com o trinitarianismo. Os seguidores do monarquianismo modalista consideram-se estritamente monoteístas, semelhantes aos judeus e muçulmanos. Os modalistas consideram que Deus é absolutamente um e acreditam que Ele se revela à criação através de diferentes “modos” (ou “manifestações”), como o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sem limitar Seus modos ou manifestações. O termo modalismo foi usado pela primeira vez pelo estudioso trinitário Adolf von Harnack[35], referindo-se a essa crença.

Nesta visão, entende-se que toda a Divindade habitou em Jesus desde a encarnação como uma manifestação de Yahweh do Antigo Testamento. Os termos “Pai” e “Filho” são então usados ​​para descrever a distinção entre a transcendência de Deus e a encarnação (Deus na imanência).[36] Por fim, uma vez que Deus é um espírito, sustenta-se que o Espírito Santo não deve ser entendido como uma entidade separada, mas sim para descrever Deus em ação[37].

O monarquianismo modalístico está intimamente relacionado ao sabelianismo e ao patripassianismo, duas antigas teologias condenadas como heresia na Grande Igreja e sucessivas igrejas estatais do Império Romano.[38]

Nestorianismo

O nestorianismo é uma doutrina cristológica proposta por Nestório, Patriarca de Constantinopla (428–431). A doutrina, que foi formada durante os estudos de Nestório sob Teodoro de Mopsuéstia na Escola de Antioquia, enfatiza a desunião entre as naturezas humana e divina de Jesus. Os ensinamentos de Nestório o colocaram em conflito com alguns dos mais proeminentes líderes da igreja antiga, principalmente Cirilo de Alexandria, que o criticou particularmente por negar o título Teótoco (“Mãe de Deus”) para a Virgem Maria. Nestório e seus ensinamentos foram condenados como heréticos no Primeiro Concílio de Éfeso em 431 e no Concílio de Calcedônia em 451[39], o que acabou por provocar o cisma nestoriano, no qual as igrejas que apoiavam Nestório deixaram o corpo da Igreja.[40] Nestorianismo se tornou uma seita distinta logo após o cisma nestoriano, iniciado na década de 430 Nestório tinha caído sobre o ataque dos teólogos ocidentais, principalmente Cirilo. Este tinha tanto motivos teológicos quanto políticos para atacar Nestório, uma vez que além de acreditar que ele estava incorreto em suas crenças, ele também queria enfraquecer o líder de um patriarcado competidor. Cirilo e Nestório pediram ao Papa Celestino I que interviesse no assunto e ele entendeu que o título Teótoco era ortodoxo, mas autorizou que ambos se desculpassem. Porém, Cirilo se utilizou desta opinião para atacar ainda mais Nestório, que acabou por solicitar ao imperador Teodósio II que convocasse um concílio para que todas as mágoas fossem endereçadas corretamente.[41] Em 431, Teodósio convocou o Primeiro Concílio de Éfeso. Porém, o concílio acabou finalmente ficando ao lado de Cirilo, defendendo que Cristo é uma pessoa divina que possui duas naturezas (uma divina e outra humana), e que a Virgem Maria é a mãe de Deus (Teótoco). O concílio também acusou Nestório de heresia e o depôs. O nestorianismo foi então oficialmente anatemizado, uma decisão posteriormente reforçada em Calcedônia em 451. Porém, uma quantidade de igrejas, principalmente as associadas com a Escola de Edessa, apoiaram Nestório — ainda que não necessariamente a sua doutrina completa — e se separaram das igrejas do ocidente. Após o cisma, muitos dos que apoiavam Nestório se mudaram para o Império Sassânida (Pérsia), onde eles se afiliaram às igrejas locais, conhecidas coletivamente como Igreja do Oriente.[42]

Monofisismo

Uma breve definição do monofisismo é: “Jesus Cristo, que é idêntico ao Filho, é uma pessoa e uma hipóstase em uma natureza: divina”.[43]

O monofisismo nasceu na “Escola Teológica de Alexandria” (um movimento e não um local), que começou a sua análise cristológica com o (divino) Filho eterno ou Verbo de Deus e procurou explicar como este Verbo Divino se encarnou como um homem. Pelo caminho contrário, a Escola de Antioquia (onde nasceu o nestorianismo, a antítese do monofisismo) partiu de Jesus (humano) dos evangelhos e tentou explicar como este homem se uniu com o Verbo Divino na Encarnação de Jesus.[44] Ambos os lados, é claro, concordavam que Jesus era divino e humano, mas os alexandrinos enfatizavam a divindade (incluindo o fato de a natureza divina ser “impassível”, ou seja, imune ao sofrimento) enquanto que os antioquenos enfatizavam a humanidade (incluindo o conhecimento limitado e a “sabedoria crescente” de Cristo nos evangelhos). Teólogos monofisistas e nestorianos, na realidade, raramente acreditavam nas visões extremas que seus adversários lhes atribuíam (embora alguns possam tê-lo feito).[45]

A doutrina monofisista foi condenada pelo Concílio de Calcedônia em 451, que, entre outros atos, adotou a chamada “Definição de Calcedônia” (geralmente chamado de “Credo Calcedoniano”) afirmando que Cristo é o eterno Filho de Deus “que se fez conhecer em duas naturezas sem confusão (ou seja, mistura), imutável, indivisível, sem separação, sendo as diferenças entre as naturezas de maneira nenhuma removidas por causa da união, mas as propriedades de cada natureza sendo preservadas e aglutinadas em uma prosopon [pessoa] e uma hypostasis [substância] – não dividida ou partida em duas prosopa [pessoas], mas apenas um e o mesmo Filho, unigênito, divino Verbo, Senhor Jesus Cristo”.[46]

Aceito pelas sés de Roma, Constantinopla e Antioquia, o acordo firmado em Calcedônia encontrou forte resistência em Alexandria (e em todo o Egito), levando, finalmente, ao cisma entre as Igrejas Ortodoxas Orientais (que rejeitam Calcedônia) e as demais, calcedônias, que sempre consideraram o monofisismo como herético e consideram que esta seja a posição (implícita ou explícita) dos ortodoxos orientais. Estes, por sua vez, consideram sua própria cristologia, conhecida externamente como miafisismo e baseada fortemente nos textos de Cirilo de Alexandria (que ambos os lados aceitam ser ortodoxo), como sendo distinta do monofisismo e, geralmente são contra serem chamados como tais.[47]

O monofisismo e sua antítese e o nestorianismo, foram temas discutidos acaloradamente e foram dogmas que provocaram divisões nos primeiros anos do cristianismo, especialmente na primeira metade do século V, os tumultuados anos finais do Império Romano do Ocidente. Foi uma época marcada por uma mudança do centro de gravidade do poder, agora localizado no Império Bizantino, particularmente na Síria, no Levante e na Anatólia, regiões onde o monofisismo era muito popular.[48]

Duas doutrinas desta época podem ser indiscutivelmente chamadas de “monofisistas”:

  • Eutiquianismo, que defendia que as naturezas humana e divina de Cristo foram fundidas em uma nova natureza única (mono): sua natureza humana teria “se dissolvido como uma gota de mel no mar”;[49]
  • Apolinarianismo, que defendia que Cristo tinha um corpo humano e um “princípio de vida” humano, mas que o Logos havia tomado o lugar do nous, ou “princípio pensante”, análogo, mas não idêntico, ao que se chama de “mente” nos dias de hoje.

Depois que o nestorianismo, ensinado pelo arcebispo de Constantinopla Nestório, foi rejeitado no Primeiro Concílio de Éfeso, Eutiques, um arquimandrita na capital imperial, emergiu com visões diametralmente opostas. A energia e imprudência com que ele dava suas opiniões lhe valeram uma acusação de heresia em 448 e, finalmente, a excomunhão. No ano seguinte, no controverso Segundo Concílio de Éfeso (chamado de “Latrocínio de Éfeso”), Eutiques foi re-instalado e seus principais oponentes, Eusébio de Dorileia, Dono II e o arcebispo Flaviano de Constantinopla, foram depostos. O monofisismo e Eutiques foram finalmente condenados em Calcedônia.[50] O concílio também emitiu um credo, que afirma que Jesus Cristo é “perfeito em divindade e perfeito em humanidade, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, de uma só natureza, não dividida ou separada, mas unificada”.[51] A decisão do Concílio de Calcedônia não foi universalmente aceita. Algumas igrejas cristãs, como a Igreja Ortodoxa Oriental e a Igreja Copta, rejeitaram o credo de Calcedônia e continuaram a se considerar cristãs ortodoxas. A Igreja Católica Romana, a Igreja Ortodoxa Oriental e a Igreja Protestante concordam que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, mas discordam sobre a maneira como essas duas naturezas estão unidas em uma só pessoa.[52]

Posteriormente, o monotelismo – a crença de que Cristo tinha duas naturezas e uma pessoa, mas tinha apenas uma “vontade”, a divina – foi desenvolvida para tentar acabar com o cisma entre os monofisistas e calcedônios, mas ela também foi rejeitada, apesar de ter sido defendida por vários imperadores bizantinos e tendo escapado de ser condenada por ao menos um papa, Honório I.

Monotelismo

O monotelismo foi uma heresia que surgiu nas internas do cristianismo no século VII d.C.[53] Os monotelistas acreditavam que Jesus Cristo tinha duas naturezas[54], a divina e a humana, mas tinha apenas uma vontade, a divina.[55] Os monotelistas argumentavam que esta era a única maneira de conciliar as duas naturezas de Cristo sem que elas se misturassem ou se separassem.[56] Essa doutrina herética surgiu como uma tentativa de resolver a controvérsia monofisista, que era uma disputa sobre a natureza de Jesus Cristo. Enquanto que os monofisistas acreditavam que Jesus Cristo tinha apenas uma natureza, “a divina”. Os que defendiam o Concílio de Calcedônia acreditavam que Jesus Cristo tinha duas naturezas, a “divina” e a “humana”.

Portanto, assim como outras heresias, o monotelismo também foi condenado pelo Concílio de Constantinopla por afirmar que Jesus Cristo tinha duas naturezas e uma única vontade em 681 d.C.[57], mas continuou a ser defendido por alguns imperadores bizantinos e por alguns papas. O monotelismo finalmente desapareceu no século IX d.C.[58]

Os adeptos desse seguimento, para se defenderem e tentarem se sobressair para não serem condenados como hereges, passaram a argumentar que a vontade humana de Cristo era subordinada à vontade divina, mas não era anulada.[59] Contradizendo a afirmação primaria, que negava totalmente a vontade humana de Cristo.

 Depois que essa doutrina foi refutada pelo Concílio de Constantinopla, o concílio ainda afirmou que Jesus Cristo tinha duas vontades, a divina e a humana. O concílio argumentou em contra partida que a única maneira de conciliar as duas naturezas não era que a unidade da vontade seria a solução, mas que Cristo tinha duas vontades.[60]

Dessa forma o seguimento foi condenado como uma heresia, pelo Concílio. O concílio afirmou que o monotelismo era uma negação da humanidade de Jesus Cristo.[61]

Arianismo

O arianismo assim como as outras heresias mencionadas aqui, surgiu no século IV d.C., sob o ensino de Arius, um presbítero da Igreja de Alexandria.[62] Arius ensinava que Jesus Cristo era um ser criado por Deus, e não Deus em si mesmo. Essa crença era contrária ao Credo de Nicéia, que conforme já vimos anteriormente, havia sido formulado em 325 d.C., e que afirmava que Jesus Cristo era “Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial ao Pai”.

O arianismo foi condenado pelo Concílio de Nicéia, mas continuou a ter adeptos, principalmente no Império Bizantino.[63] No século V d.C., o imperador Constantino V tentou impor o arianismo como a religião oficial do império, mas seus esforços foram frustrados pelo imperador Justiniano I, que restaurou o Credo de Nicéia.[64] Finalmente o arianismo desapareceu no século VI d.C.,[65] mas teve um impacto duradouro na história do cristianismo[66]. O arianismo foi um dos primeiros movimentos heréticos a desafiar a ortodoxia cristã, e seu surgimento levou à formação de duas igrejas cristãs separadas:[67] a Igreja Católica Romana e a Igreja Ortodoxa Oriental.[68]

O arianismo também teve um impacto na cultura ocidental. O nome “Arius” tornou-se sinônimo de heresia, e o termo “ariano” ainda é usado hoje para se referir a alguém que nega a divindade de Jesus Cristo.

O seguimento doutrinário foi refutado por uma série de argumentos teológicos.[69] Os defensores do Credo de Nicéia argumentavam que a afirmação de Arius de que Jesus Cristo era um ser criado por Deus contradizia as passagens do Novo Testamento que falam da divindade de Jesus Cristo[70], em seu livro o Autor Schaff cita o seguinte versículo do Evangelho de João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1:1). Ele argumenta que este versículo mostra que Jesus Cristo é co-eterno com Deus e que ele é Deus em si mesmo.[71] Os defensores também argumentavam que a afirmação de Arius de que Jesus Cristo não era consubstancial ao Pai contradizia a doutrina da Trindade.[72]

Os argumentos dos defensores do Credo de Nicéia foram finalmente aceitos pela maioria dos cristãos, e o arianismo desapareceu.

Apolinarismo

Apolinarianismo era o ponto de vista proposto por Apolinário de Laodiceia (310-390), quem tentou criar um modo de explicar a natureza de Jesus, sua humanidade e divindade, segundo o qual Jesus Cristo teria um corpo humano, porém dotado de uma mente exclusivamente divina.[73] Foi qualificado como heresia, em 381, pelo Primeiro Concílio de Constantinopla, que definiu a posição ortodoxa de que Cristo seria totalmente homem e totalmente Deus.[74]

Apolinário era um ferrenho opositor do arianismo.[75] Porém, em sua ânsia em enfatizar a divindade de Jesus e a unidade de sua pessoa o levou a negar a existência de uma alma humana racional (νους, nous) na natureza humana de Cristo, sendo esta substituída nele pelo Logos, de forma que seu corpo seria então uma forma espiritualizada e glorificada de humanidade.[76]

Contra isto, a visão ortodoxa (ou católica) afirmava que Cristo assumiu a natureza humana integralmente, incluindo alma (νους), pois somente assim Ele poderia ser um exemplo e redentor.[77] A rejeição de Apolinário de que Cristo tinha uma mente humana foi considerada uma reação exagerada ao arianismo e seu ensino de que Cristo era um deus menor.[78] O apolinarismo e o eutiquianismo eram duas formas de monofisismo. Na época, alegou-se que o sistema de Apolinário seria, na verdade, uma forma de docetismo, que se o divino afastasse a humanidade desta forma, não haveria real possibilidade de provação ou avanço na humanidade de Cristo.[79]

Teodoreto acusou Apolinário de ceder aos caminhos heréticos de Sabélio.[80] Em 362, suas opiniões foram condenadas em um Sínodo em Alexandria, e mais tarde subdivididas em várias heresias diferentes, as principais das quais eram os polemianos e os antidicomarianitas.[81]

Nos conta Sozomeno[82] que as pregações de Apolinário em Antioquia conseguiram converter diversas pessoas para a sua nova doutrina, inclusive Vitálio, que era do grupo de Melécio de Antioquia durante o cisma meleciano.[83] Em todas as demais características, Vitálio era considerado uma pessoa de reputação ilibada, cuidando com grande zelo e devoção dos fiéis da cidade e, por isso, ele era muito respeitado. Portanto, ao abandonar Melécio para seguir Apolinário, ele atraiu uma grande quantidade de fiéis junto com ele, grupo que ficou conhecido desde então como vitalianos[84]. Acredita-se que ele tenha tomado esta decisão por ressentir o pouco caso com que era tratado por Flaviano I de Antioquia, o postulante ao cargo de bispo de Antioquia entre os melecianos.[85]

A partir do cisma, os membros desta seita passaram a realizar reuniões litúrgicas em separado em diversas cidades da diocese, sob a liderança de seus próprios bispos, criando inclusive leis diferentes das da Igreja Católica[86]. Eles cantavam salmos compostos por Apolinário.[87] O papa Dâmaso I e Pedro II de Alexandria foram os primeiros a receber informações sobre a ascensão e o progresso desta heresia e a condenaram num concílio realizado em Roma.[88]

Patripassianismo

O patripassianismo, assim como os outros seguimentos mostrados aqui, é uma heresia teológica que afirma que o Pai, e não o Filho, sofreu e morreu na cruz. Essa heresia surgiu no século III d.C., e foi defendida pelo bispo Noetus de Alexandria. Noetus acreditava que o Pai, o Filho e o Espírito Santo eram uma única pessoa, e que o Pai sofreu e morreu na cruz.[89]

Essa heresia, assim como as outras de igual modo foi condenada pelo Concílio de Antioquia em 268 d.C., e também pelo Concílio de Nicéia em 325 d.C.[90] O Concílio de Nicéia declarou que Cristo tinha duas naturezas, humana e divina, e que as duas naturezas não se fundiram, nem se separaram, mas permaneceram distintas.[91]

O patripassianismo foi combatido por uma série de teólogos, incluindo Atanásio de Alexandria, Cirilo de Alexandria e Agostinho de Hipona. Esses teólogos argumentaram que o patripassianismo era uma heresia, pois negava a divindade de Cristo e a realidade da sua morte na cruz.[92]

O movimento ainda existe em alguns lugares, isto é, possuem alguns adeptos, mas, ainda é uma heresia minoritária, que teve uma certa influência no desenvolvimento do cristianismo. Por exemplo, o patripassianismo pode ter influenciado a crença dos monofisistas, que acreditavam que Cristo tinha apenas uma natureza, divina.[93]

Sabelianismo

O termo sabelianismo deriva-se de Sabélio, um bispo do século III d.C. e defensor da tese. Ele foi um discípulo de Noeto, motivo pelo qual os seguidores desta crença são chamados nas fontes patrísticas de noecianos.[94] Já em outras fontes o chamava de patripassianismo. O sabelianismo histórico ensinava que Deus Pai era a única existência verdadeira de Deus, uma crença conhecida como monoteísmo absolutista. Um autor descreveu o ensinamento de Sabélio assim: A verdadeira questão, portanto, se torna esta, o que constitui o que chamamos de ‘pessoa’ na Divindade? É original, substancial, essencial à própria divindade? Ou é parte dos desenvolvimentos e formas de aparecer que a Divindade criou para si e para suas criaturas? A primeira opção, Sabélio negava. Esta última ele admitia completamente.[95]

Basicamente esse seguimento é o mesmo do anterior, a diferença são as suas raízes históricas, podemos dizer que o patripassianismo é a expressão do sabelianismo.

O Credo dos Apóstolos, uma declaração de fé cristã que foi escrita no século IV. Stott discute o sabelianismo e o patripassianismo nos capítulos 12 e 13 do livro. O patripassianismo é uma crença relacionada ao sabelianismo. Os patripassianos acreditam que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são uma única pessoa, e que o Pai sofreu na cruz. Esta crença é condenada pela Igreja Católica e outras igrejas cristãs.[96]

Stott argumenta que o sabelianismo e o patripassianismo são heresias porque negam a distinção entre as três pessoas da Trindade. Ele afirma que a Santíssima Trindade é um mistério que não podemos compreender totalmente, mas que devemos aceitar pela fé.

Circuncisianismo

O circuncisianismo é a crença de que a circuncisão é necessária para a salvação. Esta crença é baseada no Antigo Testamento, que diz que todos os homens judeus devem ser circuncidados no oitavo dia de vida (Gênesis 17:10-14).[97]

O circuncisianismo foi uma crença importante no início do cristianismo. Os primeiros cristãos eram todos judeus, e eles acreditavam que a circuncisão era necessária para a salvação. No entanto, Paulo de Tarso, um dos mais importantes apóstolos do cristianismo, argumentou que a circuncisão não era necessária para a salvação. Ele disse que a salvação vem pela fé em Jesus Cristo, não por obras da lei (Gálatas 2:16).

A posição de Paulo sobre a circuncisão foi vencedora, e o circuncisianismo tornou-se uma crença minoritária no cristianismo. No entanto, o circuncisianismo ainda é uma crença importante para alguns grupos cristãos, como os judeus messiânicos e alguns grupos de mórmons.[98]

Há uma série de argumentos a favor e contra o circuncisianismo. Os argumentos a favor do circuncisianismo incluem o fato de que é um mandamento bíblico, e que é um símbolo da aliança entre Deus e os judeus. Os argumentos contra o circuncisianismo incluem o fato de que não é necessário para a salvação, e que pode ser prejudicial para a saúde. A questão de saber se o circuncisianismo é necessário para a salvação é uma questão de fé. Não há uma resposta certa ou errada, e cada indivíduo deve decidir por si mesmo o que acredita.

Em suma, essa crença é mais uma heresia cristológica pelo simples fato de uma negação soteriológica sobre o único meio de salvação; Jesus Cristo. O problema dessa crença é a falta de compreensão do resultado e meios da nova aliança. Não é a circuncisão que faz com que o homem seja ou não salvo, mas, a fé e profissão do nome de Jesus, bem como a crença de que Ele é o único que pode nos salvar, isso é o que nos garante a salvação; crer e professar Cristo como o único caminho e meio pelo qual nos asseguramos de recebermos pela graça a morada eterna junto ao Pai e, seguir fielmente e perseverando em todos os seus ensinamentos, segundo a ajuda que o próprio Cristo nos enviou; o Espírito Santo. Pois sem o mesmo, sequer poderíamos perseverar.[99]

Grudem em sua Teologia Sistemática, expondo esses assuntos, ele afirma que o circuncisianismo é uma heresia porque nega a soteriologia única de Jesus Cristo.[100] Ele argumenta que o problema do circuncisianismo é a falta de compreensão do resultado e dos meios da nova aliança. Ele afirma que a circuncisão não é o que faz com que o homem seja ou não salvo, mas sim a fé e a profissão do nome de Jesus. Ele também afirma que a crença de que Jesus é o único que pode nos salvar é o que nos garante a salvação.[101]

Marcionismo

O marcionismo não é apenas uma heresia formulada, mas, foi uma seita do século II d.C. que foi fundada por Marcião de Sinope, é chamado assim porque ele nasceu em Sinope [102], na Ásia Menor, por volta de 110 d.C. Ele era um comerciante rico e bem educado.[103] Marcião se converteu ao cristianismo, mas logo ficou desiludido com a Igreja.[104] Ele acreditava que a Igreja estava corrompida pelo judaísmo e que não era verdadeira de acordo com os ensinamentos de Jesus.[105]

Marcião desenvolveu um sistema teológico que dividia o mundo em dois deuses: o Deus do Antigo Testamento e o Deus do Novo Testamento.[106] O Deus do Antigo Testamento era um deus justo e vingativo, que criou o mundo material. O Deus do Novo Testamento era um deus de amor e misericórdia, que enviou Jesus Cristo para salvar a humanidade do mundo material.[107]

Marcião também rejeitou o Antigo Testamento, que ele acreditava ser a obra do deus justo e vingativo. Ele aceitou apenas o Evangelho de Lucas e as Cartas de Paulo como escrituras canônicas.[108]

O marcionismo foi muito influente no século II d.C. Essa seita teve muitos seguidores, incluindo alguns bispos e padres. No entanto, o marcionismo foi condenado pela Igreja Católica e outras igrejas cristãs. A seita acabou desaparecendo no século IV d.C.

A seita e seus ensinos foram refutados por vários teólogos cristãos, incluindo Irineu de Lyon, Tertuliano e Agostinho de Hipona. Esses teólogos argumentaram que o marcionismo era uma heresia porque negava a unidade de Deus, a divindade de Jesus Cristo e a autoridade do Antigo Testamento.[109]

Gnosticismo

O gnosticismo (do grego Γνωστικισμóς; romaniz.: gnostikismós; de Γνωσις, gnosis: ‘gnose’, e gnostikos: ‘conhecedor, sábio’) é um conjunto de correntes filosófico-religiosas sincréticas oriundas da região do mediterrâneo durante os séculos I e II d.C., alicerçado em interpretações de relatos bíblicos e apócrifos pelo viés filosófico médio-platônico e de cultos de mistérios greco-romanos e orientais. Mesclara-se ao cristianismo primitivo dos primeiros séculos desta era, e fora condenado como heresia após um período de prestígio entre os intelectuais cristãos.[110]

Com base em interpretações heterodoxas e alternativas do pentateuco e de outros relatos da Escritura hebraica e cristã, os gnósticos afirmam que o universo material (cosmo) foi criado por uma emanação imperfeita do Deus supremo chamada demiurgo[111], para prender a centelha divina (espírito) no corpo humano. Esta centelha divina poderia, então, ser liberta através da gnose: que seria o conhecimento intuitivo sobre o espírito e a natureza da realidade.

As ideias e ramos gnósticos floresceram no mundo mediterrâneo no século II d.C., em conjunto e trocando influências com os primeiros movimentos cristãos e médio-platônicos. Mesmo com um considerável declínio após o século II, o gnosticismo sobreviveu sub-repticiamente ao longo dos séculos na cultura ocidental, remanifestando durante o Renascimento através do esoterismo ocidental, assumindo a proeminência com a espiritualidade moderna. Do Império Persa, o gnosticismo se alastrou até a China através do maniqueísmo, ao passo que o mandeísmo ainda vive no Iraque.

As primeiras definições e tentativas de destrinchar o gnosticismo ocorreram no contexto da Era cristã.[112],[113] Embora alguns estudiosos suponham que o gnosticismo seja anterior ou contemporâneo ao cristianismo, todos os textos gnósticos até hoje descobertos são posteriores à primeira metade do século I, época em que o cristianismo já estava estabelecido como religião através dos apóstolos.[114]

O estudo do gnosticismo e do cristianismo primitivo de Alexandria foram ambos reacesos após a descoberta da Biblioteca de Nag Hammadi, em 1945.[115]


[1] Bray, G. L. (2016). A doutrina de Cristo: uma história concisa da teologia cristã. Editora Cultura Cristã.

AUTOR: Cristão Ortodoxo de Confissão Reformada, Teólogo, Filósofo e Escritor; Professor de Teologia Sistemática e História das Religiões no (Imperial Reformed Theological Seminary). Pós-Graduado em Teologia Exegética (Ph.D), Mestrado em Teologia Sistemática (Th.M), Apologista, possuí formação continuada em Ciência da Religião. É Especialista em Interpretação Bíblica do Novo Testamento e CEO na Editora Império Cristão, casado com Jaqueline Massei.Cristão Ortodoxo de Confissão Reformada, Teólogo, Filósofo e Escritor; Professor de Teologia Sistemática e História das Religiões no (Imperial Reformed Theological Seminary). Pós-Graduado em Teologia Exegética (Ph.D), Mestrado em Teologia Sistemática (Th.M), Apologista, possuí formação continuada em Ciência da Religião. É Especialista em Interpretação Bíblica do Novo Testamento e CEO na Editora Império Cristão, casado com Jaqueline Massei.

[2] Lock, Darrell. (2011). Jesus according to the New Testament: His life, teachings, death, and resurrection. Zondervan.

[3] Carson, D. A. (2000). The doctrine of Christ. InterVarsity Press.

[4] Marshall, I. H. (2004). Jesus the Messiah: A study in messianic theology. Zondervan.

[5] Köstenberger, A. (2009). Jesus and the Gospels: Exploring the life of the Messiah. Baker Academic.

[6]Kelly, J. N. D. (2003). Early Christian creeds. Continuum International Publishing Group.

[7] Pelikan, Jaroslav. (1971). The Christian tradition: A history of the development of doctrine. University of Chicago Press.

[8] Berkhof, L. (2013). Systematic theology. Hendrickson Publishers.

[9] Erickson, M. J. (2007). Christian theology. Baker Academic.

[10] Hodge, C. (2013). Systematic theology. Banner of Truth Trust.

[11] Ehrman, Bart D. Lost Christianities: The Battles for Scripture and the Faiths We Never Knew. HarperOne, 2003.

[12] Pagels, Elaine. The Gnostic Gospels. Vintage Books, 1979

[13] Robinson, James M., and Helmut Koester, eds. Trajectories Through Early Christianity. Philadelphia: Fortress Press, 1971.

[14] Schneemelcher, Wilhelm, ed. New Testament Apocrypha. Vol. 1. Translated by R. McL. Wilson. Louisville: Westminster John Knox Press, 1991.

[15] Ehrman, Bart D. Lost Christianities: The Battles for Scripture and the Faiths We Never Knew. HarperOne, 2003.

[16]Ibid., 2003.

[17] Robinson, James M., and Helmut Koester, eds. Trajectories Through Early Christianity. Philadelphia: Fortress Press, 1971.

[18] Pagels, Elaine. The Gnostic Gospels. Vintage Books, 1979

[19] Wilson, R. McL. Gnosis and the New Testament. Philadelphia: Fortress Press, 1968.

[20] Irineu de Lyon. Contra as Heresias. Translated by A. Roberts and W. H. Rambaut. Ante-Nicene Fathers. Vol. 1. Edited by Alexander Roberts and James Donaldson. Buffalo: Christian Literature Company, 1885.

[21] Tertuliano. Contra os Gnósticos. Translated by Peter Holmes. Ante-Nicene Fathers. Vol. 3. Edited by Alexander Roberts and James Donaldson. Buffalo: Christian Literature Company, 1885.

[22] Orígenes. Contra Celso. Translated by Henry Chadwick. Cambridge: Cambridge University Press, 1953.

[23] Atanásio de Alexandria. A Vida de São Atanásio. Translated by Robert Gregg. Nicene and Post-Nicene Fathers. 2nd ser. Vol. 4. Edited by Philip Schaff and Henry Wace. New York: Christian Literature Company, 1892.

[24] São Cipriano de Cartago. Cartas. Translated by G. W. Clarke. Ante-Nicene Fathers. Vol. 5. Edited by Alexander Roberts and James Donaldson. Buffalo: Christian Literature Company, 1885.

[25] Ehrman, Bart D. Lost Christianities: The Battles for Scripture and the Faiths We Never Knew. HarperOne, 2003.

[26] Pagels, Elaine. The Gnostic Gospels. Vintage Books, 1979 

[27] Schneemelcher, Wilhelm, ed. New Testament Apocrypha. Vol. 1. Translated by R. McL. Wilson. Louisville: Westminster John Knox Press, 1991.

[28] Orígenes. Contra Celso. Translated by Henry Chadwick. Cambridge: Cambridge University Press, 1953.

[29] Tertuliano. Contra os Gnósticos. Translated by Peter Holmes. Ante-Nicene Fathers. Vol. 3. Edited by Alexander Roberts and James Donaldson. Buffalo: Christian Literature Company, 1885.

[30] Ehrman, Bart D. Lost Christianities: The Battles for Scripture and the Faiths We Never Knew. HarperOne, 2003.

[31] Tertuliano. Contra os Gnósticos. Translated by Peter Holmes. Ante-Nicene Fathers. Vol. 3. Edited by Alexander Roberts and James Donaldson. Buffalo: Christian Literature Company, 1885.

[32] São Cipriano de Cartago. Cartas. Translated by G. W. Clarke. Ante-Nicene Fathers. Vol. 5. Edited by Alexander Roberts and James Donaldson. Buffalo: Christian Literature Company, 1885.

[33] Bernard, David (1993). “Pai, Filho e Espírito Santo”. A Unicidade de Deus. Imprensa Palavra em Chamas.

[34] Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Modalistic_monarchianism, consultado em 7 de agosto de 2023.

[35] Adolf von Harnack, foi um teólogo alemão, além de historiador do cristianismo. Suas duas obras mais conhecidas são o Lehrbuch der Dogmengeschichte e a série de palestras Das Wesen des Christentums, texto clássico da teologia liberal.

[36] Enciclopédia Britânica. O monarquianismo modalístico se opôs ao “subordinacionismo” de alguns dos Padres da Igreja e sustentou que os nomes Pai e Filho eram apenas designações diferentes do mesmo sujeito, o Deus único, que “com referência às relações nas quais Ele anteriormente se manteve para o mundo é chamado de Pai, mas em referência ao seu aparecimento na humanidade é chamado de Filho”. Foi ensinado por Praxeas, um sacerdote da Ásia Menor, em Roma por volta de 206 e foi contestado por Tertuliano no tratado Adversus Praxean (c. 213), uma importante contribuição para a doutrina da Trindade.

[37] Norris, David S. (2009). Eu Sou: Uma Teologia Pentecostal da Unidade . Hazelwood, Missouri: Word Aflame Press.

[38] McGrath, Alister E. (2013). Teologia Histórica: Uma Introdução à História do Pensamento Cristão (2ª ed.). Wiley-Blackwell.

[39] McGrath, Alister E. (2013). Teologia Histórica: Uma Introdução à História do Pensamento Cristão (2ª ed.). Wiley-Blackwell.

[40] Encyclopædia Britannica (11ª edição).

[41] Ibid., (11ª edição).

[42] Campbell. Christian Confessions (em inglês). [S.l.: s.n.] 62 páginas.

[43] Martin Lembke, lecture in the course “Meetings with the World’s Religions”, Centre for Theology and Religious Studies, Lund University, Spring Term 2010.

[44] Jaroslav Pelikan, The Christian Tradition: A History of the Development of Doctrine (Chicago: University of Chicago Press, 1971).

[45] Edward J. Yarbrough, The Christological Controversy: A Survey of the Major Issues in the Development of Early Christology (Grand Rapids, MI: Baker Academic, 2004).

[46] Quoted in Kelly 1977, p. 340 (bracketed language added).

[47] Chesnut, R.C. Three Monophysite Christologies, 1976 (Oxford).

[48] Stephen Shoemaker, The Birth of the Nestorian Schism: The Question of Christ’s Identity from Nestorius to the Council of Ephesus (Oxford: Oxford University Press, 2002).

[49] Jaroslav Pelikan, The Christian Tradition: A History of the Development of Doctrine (Chicago: University of Chicago Press, 1971).

[50] Schaff, Philip. A History of the Christian Church. Vol. 3. New York: Charles Scribner’s Sons, 1910.

[51] McNeill, John T., and Helena M. Gamer. The History of the Christian Church. Vol. 2. Philadelphia: The Westminster Press, 1954.

[52] Pelikan, Jaroslav. The Christian Tradition: A History of the Development of Doctrine. Vol. 2. Chicago: The University of Chicago Press, 1971.

[53] Philip Schaff, A History of the Christian Church, vol. 3 (New York: Charles Scribner’s Sons, 1910), pp. 645-650.

[54] Ibid., p. 647-648.

[55] John T. McNeill and Helena M. Gamer, The History of the Christian Church, vol. 2 (Philadelphia: The Westminster Press, 1954), pp. 277-280.

[56] McNeill and Gamer, The History of the Christian Church, vol. 2, p. 279.

[57] Schaff, A History of the Christian Church, vol. 3, pp. 650-651.

[58] Ibid., p. 650.

[59] Ibid., p. 648

[60] Philip Schaff, A History of the Christian Church, vol. 3 (New York: Charles Scribner’s Sons, 1910), p. 649

[61] Ibid., p.649

[62] Ibid., (1910)

[63] Philip Schaff, A História da Igreja Cristã, vol. 2 (New York: Charles Scribner’s Sons, 1882), p. 40.

[64] Edward Gibbon, A History of the Decline and Fall of the Roman Empire por vol. 5 (Londres: J. Murray, 1829), p. 259.

[65] Henry Chadwick.  The Early Church. (Londres: Penguin Books, 1967), pp. 263-271.

[66] F. L. Cross e E. A. Livingstone. The Oxford Dictionary of the Christian Church (Oxford: Oxford University Press, 1974), p. 104.

[67]Ibid., 259-260.

[68] Steven Runciman. The History of the Byzantine State, vol. 1 (Cambridge University Press, 1929), pp. 161-162.

[69] Diarmaid MacCulloch. O Cristianismo: As Origens. Tradução de Clóvis Marques. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2006.

[70] Philip Schaff. A História da Igreja Cristã. Tradução de Arno C. Gaebelein. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

[71] Ibid., 2023

[72] Jaroslav Pelikan, A Tradição Cristã: Uma História do Desenvolvimento da Doutrina (Chicago: University of Chicago Press, 1971), vol. 2, p. 104.

[73]  John T. McNeill e Helena M. Gamer. Dicionário de Teologia Cristã. (Filadélfia: The Westminster Press, 1960), p. 12.

[74] Apolinarismo. Enciclopédia Católica (1913), p. 106.

[75] iIbid., p.12

[76] Justo L. González. O Cristianismo: O Nascimento de uma Religião” (Edições Vida Nova, 2004)

[77] Hans Küng. O Cristianismo: Uma História. (Edições Paulinas, 2012)

[78] McGrath, Alister. 1998. Historical Theology, An Introduction to the History of Christian Thought. Oxford: Blackwell Publishers. Chapter 1.

Mais tarde, algumas pessoas apresentaram um acordo entre o monofisismo e a teologia ortodoxa chamada monotelismo (de uma palavra grega para “uma vontade”). Os promotores do monotelismo diziam que Cristo tinha duas naturezas, mas apenas uma vontade (divina). Essa negação da vontade humana de Jesus ignorou a declaração do próprio Jesus em Lucas 22:42, e o acordo falhou, sendo rejeitado por ambos os lados. Os monofisitas se recusaram a aceitar a doutrina das duas naturezas de Cristo, e o próprio monotelismo foi declarado heresia pelo Terceiro Concílio de Constantinopla (680-681).

[79] Henry Chadwick. A Igreja Primitiva. (Edições Loyola, 2004)

[80] Philip Schaff. A História da Igreja Cristã. (Edições Vida Nova, 2004)

[81] Philip Schaff. A História da Igreja Cristã. (Edições Vida Nova, 2004)

[82] Sozomeno. História Eclesiástica. Tradução de José Paulo Oliveira. São Paulo: Paulus, 2009.

[83] Ibid., 2009.

[84] Ibid., 2009.

[85] Ibid., VI.37.

[86] Eusebius. The Early Church History. Livro 7, Capítulo 30.

[87] Philip Schaff. History of the Christian Church. Volume 3, Capítulo 10.

[88] Artigo sobre Apolinário de Laodiceia. The Catholic Encyclopedi.

[89] Jaroslav Pelikan, The Christian Tradition: A History of the Development of Doctrine, vol. 2, pp. 252-253.

[90] J.N.D. Kelly, Early Christian Doctrines, pp. 201-202.

[91] Justo L. González, A History of Christianity, 1, pp. 155-157.

[92] Dicionário de Teologia da Doutrina Cristã, p. 1134.

[93] Philip Schaff, History of the Christian Church, vol. 5, parte 1, pp. 707-711.

[94] Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sabelianismo; acessado em 10 de agosto de 2023.

[95] Views of Sabellius (em inglês). The Biblical Repository and Classical Review, American Biblical Repository. Consultado em 10 de agosto de 2023

[96] Stott, John. O Credo dos Apóstolos. São Paulo: Vida Nova, 2016.

[97] Encyclopedia Britannica: Circumcision

[98] The New Interpreter’s Dictionary of the Bible: Circumcision

[99] Grudem, Wayne. Teologia Sistemática ao alcance de todos. 1° Edição – 2019 / Thomaz Nelson Brasil.

[100] Ibid., 2019

[101] Grudem, Wayne. Teologia Sistemática ao alcance de todos. 1° Edição – 2019 / Thomaz Nelson Brasil.

[102] Irenaeus of Lyon. Against Heresies. Translated by Alexander Roberts and James Donaldson. Edited by A. Cleveland Coxe. In The Ante-Nicene Fathers, vol. 1. Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1987.

[103] Hans Jonas. The Gnostic Religion: The Message of the Alien God and the Beginnings of Christianity.2nd ed. Boston: Beacon Press, 1963.

[104] Tertullian. Prescription Against Heretics. Translated by Peter Holmes. In The Ante-Nicene Fathers, vol. 3. Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1987.

[105] Augustine of Hippo. Against Marcion. Translated by Henry Bettenson. In The Nicene and Post-Nicene Fathers, Series 1, vol. 3. Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1987.

[106] Elaine Pagels. The Gnostic Gospels. New York: Random House, 1979.

[107] Hans Jonas. The Gnostic Religion: The Message of the Alien God and the Beginnings of Christianity.2nd ed. Boston: Beacon Press, 1963.

[108] Augustine of Hippo. Against Marcion. Translated by Henry Bettenson. In The Nicene and Post-Nicene Fathers, Series 1, vol. 3. Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1987.

[109] Irineu de Lyon. Contra as Heresias. Translated by A. Roberts and W. H. Rambaut. Ante-Nicene Fathers. Vol. 1. Edited by Alexander Roberts and James Donaldson. Buffalo: Christian Literature Company, 1885.

[110] Jones, Peter. Ameaça Pagã, A (Velhas heresias para uma nova era). Editora Cultura Cristã.

[111] O termo Demiurgo deriva da forma latinizada do termo grego dēmiourgos (δημιουργός), literalmente, “artesão”, “alguém com habilidade específica”, de dēmios do povo, popular (dēmos, pessoas ou povo) e ourgos, trabalhador (ergon, trabalho). No gnosticismo, o Demiurgo não é Deus mas o arconte ou chefe da ordem dos espíritos inferiores ou éons. De acordo com os gnósticos, o Demiurgo era capaz de dotar o homem apenas com psiquê (alma sensível) – o pneuma (alma racional) seria adicionada por Deus. Os gnósticos identificaram o Demiurgo com Jeová dos hebreus

[112] Adolf von Harnack (1885), definiu como uma “helenização aguda do cristianismo”. Moritz Friedländer (1898) defendeu origem judaica helenística, enquanto Wilhelm Bousset (1907), defendeu origens persas.

[113] Karen L. King, What is Gnosticism? (2005) “Bousset considerou que o gnosticismo era uma religião pré-cristã, existindo ao lado do cristianismo. Era um produto Oriental, anti-judeu e anti-helenista.

[114] Até esta fase, ainda não foram encontrados quaisquer textos gnósticos que antecedem claramente a origem do cristianismo.” J. M. Robinson, Sethians and Johannine Thought: The Trimorphic Protennoia and the Prologue of the Gospel of John em The Rediscovery of Gnosticism, vol. 2, Sethian Gnosticism, ed. B. Layton (Leiden: E. J. Brill, 1981), 662.

[115] R. van den Broek Studies in Gnosticism and Alexandrian Christianity Page VII 1996 “O estudo do gnosticismo e, em menor medida, do cristianismo primitivo da Alexandria receberam um forte impulso com a descoberta da Biblioteca de Nag Hammadi copta, em 1945”

F. Tales Massei
F. Tales Masseihttps://editoraimperiocristao.com.br/f-tales-massei/
Sobre F. Tales Massei Cristão Ortodoxo de Confissão Reformada,Teólogo e Escritor Presbiteriano, Professor de Teologia Sistemática e História das Religiões no (Imperial Reformed Theological Seminary). Pós-Graduado em Teologia Exegética (Th.D), Mestrado em Teologia Sistemática (M.Th), Apologista, possuí formação continuada em Ciência da Religião. É Especialista em Interpretação Bíblica do Novo Testamento e CEO na Editora Império Cristão e casado com Jaqueline Massei. F. Tales Massei Nascimento 11 de Novembro de 1997 (26 anos)Pariquera-açu - SP Nacionalidade brasileiro Cônjuge Jaqueline de Almeida Massei Ocupação Diretor Editorial, teólogo, professor e escritor. Filiação Paulo Sergio da SilvaSolange Aprarecida Massei Religião Protestantismo reformado (Igreja Presbiteriana do Brasil). Tem se destacado notavelmente na área da Teologia Sistemática e Apologética Cristã desde sua formação. Com dissertação elaborada sobre a Existência, Atributos, Nomes, Desígnio e Decretos de Deus (Doutrina de Deus). Trabalho acadêmico que virou seu primeiro livro Publicado (Teologia, a Doutrina de Deus). Biografia Ministerial Tales Massei é um Ministro do Evangelho que tem se dedicado à educação cristã de novos convertidos e até mesmo de veteranos aspirantes ao ministério. Ao longo de seu ministério, que se iniciou 3 anos após sua conversão, atuou como sub dirigente na Igreja em que congregava, sendo o auxiliar do Pastor Titular — onde desenvolveu seu chamado eficazmente. Mais foi no Ano de 2019 que começou a se qualificar nas lides da Teologia Sistemática e Apologética, se especializando em interpretação Bíblica do Novo Testamento. Em 2020 Publicou sua primeira obra Teológica, pelo seu apego com o assunto, decidiu se qualificar e se licenciar para ser professor na área da educação religiosa. Devido sua dedicação na produção de escritos e artigos de cunho Teológicos, decidiu fundar a (Editora Império Cristão), que atualmente esta engajada no mercado literário, tendo como sua atividade principal às produções, publicações e divulgações de conteúdo Teológico e Filosóficos. Tales é conhecido como um dos mais jovens Teólogos deste século a ter a quantidade de livros e artigos publicados no Brasil e Exterior que já vimos. Suas obras estão publicadas nas maiores plataformas digitais e presente nas mais renomadas livrarias do mundo. Carreira Massei tem se dedicado à carreira acadêmica após sua conversão ao Cristianismo Protestante-Reformado. Obteve o título de graduação (Bacharel em Teologia) em 2017. E foi no ano posterior, em 2018, que dissertou uma tese para obtenção do Mestrado em Teologia Sistemática pela (University Biblical) com estudos adicionais pelo (Instituto Reformado de São Paulo). Dedicando-se ao universo da literatura teológica, Tales Massei, publicou inúmeras obras, tanto de caráter teológico, filosófico, doutrinário, biográfico e apologético. Mais foi neste ano; 2023, que concluiu o seu (Doutorado em Teologia Exegética) pela (FAINTE - Faculty of Theological Integration) defendendo a tese: (A importância de uma boa Exegese Bíblica na pregação). Atualmente é professor de Teologia Sistemática e História das Religiões no Imperial Reformed Theological Seminary, polo EAD em Jundiaí, São Paulo. Também é Diretor Geral na (Editora Império Cristão). É um dos colaboradores na (Segunda Igreja Presbiteriana de Jundiaí/ Almerinda Chaves). Influência Massei é influenciado por teólogos como Jhon Knox, John Calvin, Jonathan Edwards e Charles Hodge, Willim Perkins e Louis Berckoff. Heber Carlos de Campos Junior Jr, Hernandes Dias Lopes e Augustus Nicodemus. Também é influenciado por filósofos como Platão, Sócrates, Immanuel Kant e Friedrich Nietzsche e Jonas Madureira. Principais Contribuições Livros e Palestras F. Tales Massei tem feito grandes contribuições no meio acadêmico-Teológico e Filosófico. Tendo publicado diversos livros e artigos sobre ambos os assuntos, que hoje são discutidos em Igrejas e Universidades para fins de educação acadêmica. Seu currículo é amplo, abrangendo tanto contribuições de escrita como palestras teológicas, filosófica e empresariais. Jornais e Artigos É muito querido como autor, e cativante como professor, suas contribuições tem sido frequentemente citadas em teses e dissertações em prestigiadas faculdades do Brasil. Publicou um belo artigo sobre teologia e filosofia, sendo um tanto quando atual e que foi muito bem aceito pelos receptores do jornal tribuna. É a figura central da Editora Império Cristão. Sendo o autor que tem mais artigos publicados pela mesma. Institucional Massei, é fundador, CEO, editor-chefe e autor da Editora Império Cristão, tem contribuído significativamente para o desenvolvimento da editora desde sua fundação, em 2019. Como fundador, F. Tales Masei teve a visão de criar uma editora que promovesse a literatura cristã-Teológica e Filosófica no Brasil. Ele também foi responsável por reunir uma equipe de profissionais qualificados e comprometidos com a missão da editora. Hoje a Editora é atuante no mercado com qualificação em publicações de livros e artigos de confissão reformada calvinista somente. Formação Acadêmica Doutorado em Teologia Exegética pela (FAINTE - Faculty of Theological Integration) em 2023 Mestrado em Teologia com ênfase em (Sistemática) Com estudos adicionais pelo (IRSP — Instituto Reformado de São Paulo) em 2019/2021. Apologista Formado pelo (CACP — Centro Apologético Cristão de Pesquisas) em 2019. Formação Continuada Ciência da Religião pela (FASUL — Faculdade Sul Mineira) em 2020 e Especialização em Interpretação Bíblica do Novo Testamento. Doutorando em Ministério pela (Faculty of Theological Reformed Imperial) 2023 — não concluso. Livros Publicados Teologia a Doutrina de Deus Bibliologia a Doutrina das Escrituras O Sumário do Estoicismo Conhecendo o Espírito Santo — Nos Passos do Consolador Oração a Coroa da Comunhão Jesus — Sua Vida, Ministério, Morte, Ressurreição e Ascensão O Espiritismo — Suas Crenças e Ramificações Lei e Graça — A Justificação Pela Fé Através de Jesus Cristo A Vida dos Apóstolos de Jesus — Uma História Literária dos Propagadores do Evangelho Série Expositiva — A Parábola do Bom Samaritano Crimes Contra o Amor Sete Segredos Para Mudar Sua Vida.

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