Você sabe o que as cidades de Nova Roma-GO, Jaguaraçu-MG e Nova Bréscia-RS tem em comum?
Acredito que não saiba, mas é como se toda a população destas cidades tivessem sido mortas ao longo dos anos de 2012 a 2022. Cerca de 3 mil habitantes. Esse é o número de homicídios de policiais em todo o país.
Homicídios de policiais:
2012 – 229
2013 – 316
2014 – 398
2015 – 393
2016 – 437
2017 – 367
2018 – 307
2019 – 172
2020 – 111
2021 – 151
2022 – 173
Total: 3054
(Fonte: Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública)
Estamos em guerra! Somos a Polícia que mais mata, no mesmo período foram cerca de 50 mil pessoas mortas em confrontos com a Polícia, em contrapartida, somos a Polícia que mais morre no mundo, entre os anos de 2012 a 2022, mais de 3 mil Policiais tiveram suas vidas ceifadas em serviço e fora de serviço de forma violenta.
Os dados assustam, e por isso volto a dizer, estamos em guerra! Dados do Pentágono Americano, informam que cerca de 2.400 Soldados Americanos foram mortos em combate na ocupação americana ao Afeganistão, sim! Ao Afeganistão! Na guerra contra o terror.
Enquanto isso, aqui no Brasil, nossos números de homicídios de policiais supera o número de baixas na Guerra do Afeganistão.
Se formos fazer uma rápida pesquisa, conseguimos obter com facilidade o número da “Letalidade Policial”, porém pouco se fala, ou poucos se importam com vidas policiais.
É como se a vida do policial valesse menos que a vida do bandido morto. Óbvio, que todas as vidas importam, e a Polícia não sai por aí com a missão de matar, mas sim de proteger o cidadão de bem e responder de forma progressiva e moderada a agressão do criminoso.
Em outros países desenvolvidos, os números são muito menores. No Reino Unido, nenhum policial foi assassinado em 2022. O rol de homenagem aos polícias mortos no ano passado traz apenas quatro nomes: três morreram por problemas de saúde, e em serviço um foi vítima de acidente de trânsito.
Diversos fatores influenciam os altos números de mortes de policiais no Brasil. O crime organizado, alto poderio bélico da bandidagem, falta de instrução e aparelhamento para o policial trabalhar, as leis brandas ou quase sem efeito e o desinteresse do poder publico em fomentar políticas para redução dos índices.
Isso nos levam a crer que o policial está sozinho nessa guerra, lutando dia após dia para chegar a lugar nenhum, em um eterno jogo de gato e rato, onde quem está fazendo o certo morre sem ao menos ser reconhecido pelo sacrifício de combater o mal.
Já dizia o filósofo: “Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”. (Edmund Burke)
Autor:
Louzada