Início Emprego Confiança é a base para atrair, engajar e reter talentos

Confiança é a base para atrair, engajar e reter talentos

0

Desenvolver e manter times de alta performance não é uma tarefa simples para a área de RH, especialmente no setor de Tecnologia, que atravessa um longo período de carência de profissionais qualificados. Estudos de mercado recentes apontam que, até 2025, o Brasil terá uma defasagem de 530 mil profissionais de tecnologia. Nesse cenário, atrair e reter talentos vai muito além da oferta de salários e benefícios competitivos.

O trabalho híbrido segue na preferência dos profissionais da área, levando as companhias a refletirem sobre como se fazer presentes no dia a dia dos colaboradores, mantendfo-os comprometidos, engajados e com foco nos resultados, apesar da distância física, e com isso garantirem um bom clima organizacional e a satisfação das pessoas em prol da continuidade dos negócios.

Ao assumir gestão global da área de People da Cipher, fui desafiada a desenvolver estratégias inovadoras de gestão de pessoas, para uma operação distribuída geograficamente em quatro países na Europa, América do Norte e América do Sul, abrangendo diferentes idiomas, culturas, legislações e até mesmo fusos horários.

RH Moderno

Inspirada no pensador contemporâneo Patrick Lencioni, adotei uma política de gestão de pessoas baseada em confiança e responsabilidade mútua entre a empresa, na figura da liderança na maioria das ações empregadas, com seus liderados, que resultou em processos seletivos bem-sucedidos e significativa redução no turnover no Brasil. Esse modelo chamou a atenção do board da companhia para ser adaptado à operação global e, com o apoio de ferramentas colaborativas e medidores de desempenho, foi possível consolidar uma operação descentralizada com times integrados e coesos.

Lencioni é o autor do conceito da “Pirâmide de Liderança”, na qual confiança é a base, seguida por conflito saudável, comprometimento, responsabilidade e, finalmente, resultados. Considerado um grande influenciador da gestão moderna, ele argumenta que a confiança é fundamental para o sucesso das equipes e por isso a importância de construí-la desde o primeiro dia do colaborador na empresa. Assim, com essa relação construída em alicerces sólidos, líderes devem encorajar o conflito saudável em favor do comprometimento genuíno com as decisões. Suas ideias têm sido adotadas por líderanças e organizações de todo o mundo, na construção de equipes de alto desempenho.

O papel das lideranças

Nesse modelo de trabalho globalizado, as lideranças são peças-chave para o engajamento das equipes. Cabe aos líderes fortalecerem os elos de confiança com seus liderados, multiplicando a cultura da companhia no dia a dia das operações, compartilhando feedbacks e identificando possíveis pontos de desenvolvimento ou vulnerabilidades individuais. E isso se torna um pouco mais fácil quando esta liderança está preparada para liderar equipes multiculturais e de gerações diferentes, sendo temas que precisam ser pauta de desenvolvimento dos líderes atuais.

Outra tendência que vem sendo cada vez mais observada é a humanização das relações de trabalho e a preocupação com a saúde física e mental dos colaboradores, o que faz com que as lideranças estejam aptas e atentas para além das tarefas e entregas. Nesse sentido, é função do líder exercer a empatia, buscando identificar e/ou entender “a dor do outro”, e apoiar a resolução de problemas que possam interferir no desempenho coletivo.

Uma das ênfases do nosso modelo de gestão de pessoas é o contínuo desenvolvimento profissional, atividade que também requer o empenho das lideranças para que as equipes estejam constantemente capacitadas e atualizadas para os desafios de uma operação dinâmica e adaptada a um mundo multiconectado, inclusivo e colaborativo.

Autora:

Rose Diz Luiz é diretora global de Pessoas da Cipher, uma empresa do Grupo Prosegur

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Sair da versão mobile