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Peça clássica para todas as épocas do ano, a tapeçaria ganha um novo significado nos dias frios e contribui para o bem-estar dos moradores
Eles são responsáveis por trazer aconchego e calor, embalar o relaxamento e decorar os espaços com suas texturas e contornos. Com toda sua relevância, os tapetes são peças milenares que proporcionam acalento na arquitetura de interiores e se mesclam ao layout de cômodos e imóveis. Com a queda das temperaturas, esse item ganha ainda mais importância e destaque nos ambientes, proporcionando um maior conforto térmico nesses períodos frios.
No momento de escolher, acabam surgindo algumas dúvidas sobre como utilizar o tapete e explorar o máximo das suas potencialidades e estética. Para mergulhar no universo da tapeçaria, conversamos com a arquiteta Daniela Funari. Acompanhe:
A inserção décor
Como ponto de partida e referência, Daniela afirma que uma peça base neutra é essencial para não brigar com os demais elementos presentes no décor daquele ambiente. “O cuidado é sempre para não incorrer no excesso. Então, em projetos em que o cliente demonstra sua predileção por estampas, como o caso dos geométricos, estudamos essa combinação de maneira muito meticulosa“, orienta.
FOTO: Mariana Camargo |
Ao contrário do que muitos pensam, a decisão pelo tapete não acontece apenas na etapa de finalização: a preferência por um modelo liso ou desenhado deve ser pensada logo no início, de forma que todo contexto possa ser conciliado. “Nessa sala de estar, é evidente que o protagonismo ficou por conta do tapete desenhado e do quadro apoiado. Sofá e outros elementos acompanham uma paleta mais clara, evidenciando uma harmonia gostosa e atemporal”, detalha a arquiteta sobre o projeto com tapete colorido e desenhado.
Ainda assim, para ambientes mais amplos, ela declara sua predileção por trabalhar cores neutras e detalhes menos chamativos, pois elimina-se o risco de uma decoração mais pesada. “Sem dúvidas, uma base mais sóbria é uma escolha funcional e bastante acertada”, complementa Daniela.
Nesse apartamento com a extensa área social integrada, a discrição do cinza presente no tapete permitiu que a arquiteta Daniela Funari pudesse elaborar um ambiente sofisticado e que se estende pelo sofá em ‘L’ e até bem próximo do rack da TV | FOTO: Mariana Camargo |
Um tapete sem detalhes ou estampas é uma ótima resposta para criar um cenário atemporal, além de proporcionar uma base neutra para os mobiliários e itens de decoração aplicados em tons claros ou terrosos, por exemplo | Projeto: Daniela Funari | FOTO: Mariana Camargo |
Sobre o comprimento, de acordo com as orientações da arquiteta, o ideal é expor a peça por inteiro. Assim, é necessário medir as metragens, tanto do tapete, quanto do ambiente, antes de realizar a compra. “Decidir apenas olhando na loja ou no site aumenta a probabilidade de errar na estampa ou trazer um modelo fora de escala“, reflete.
Neste projeto da arquiteta Daniela Funari, um amplo e integrado living engloba a entrada, a sala de estar e a varanda. O tapete selecionado conversa com todos os ambientes, proporcionando unidade entre eles, ao mesmo tempo em que delimita o estar em sua posição central | FOTO: Mariana Camargo |
Criando atmosferas e compondo com o décor
Um dos ambientes mais requisitados para a inserção da peça estão as salas de TV e estar, além dos quartos, aumentando o aconchego e a sensação de bem-estar. A arquiteta Daniela Funari diz que muitos clientes ficam em dúvida sobre a presença na sala de jantar e sua resposta é que a utilização não é indicada, uma vez que o risco de manchas derivadas de alimentos e bebidas e o arrastar das cadeiras danificam mais rapidamente o tapete. “Sem contar que dificuldade a praticidade do dia a dia“, reitera.
Seja qual for o cômodo escolhido, o tapete tem o poder de criar atmosferas, cenários e composições que conversam diretamente com o estado emocional dos moradores e visitantes.
Nesse projeto de sala de estar, o grande tapete abraçou todo o mobiliário. “Quanto maior o tapete, maior a sua necessidade de ser menos chamativo, para não cansar quem o visualizar por muito tempo”, detalha a arquiteta Funari sobre peças mais amplas e sua inserção em ambientes. Projeto: Daniela Funari | FOTO: Julia Novoa Fotografia |
Entre as inúmeras composições que podem ser feitas com a inserção dos tapetes em um ambiente, aquelas com elementos comfy e cozy traduzem o aconchego como foco do decor. Nessa sala de estar, produzida pela arquiteta Daniela Funari, o tapete criou um cenário acalentador para os momentos com a lareira acesa | FOTO: Julia Novoa Fotografia |
Já para as diferentes plumagens e texturas dos tapetes, a profissional passa as coordenadas para escolher a peça sem erro: “Nos atributos que avalio, também levo em consideração a pelagem do tapete. As mais longas, por exemplo, são perfeitas para dormitórios e home theater”, relata. Ainda nesse contexto, a profundidade maior da peça com plumagem delicada contribui para a comodidade desses espaços que são destinados ao descanso e ao relaxamento. Em cômodos com mais movimentação de pessoas, como salas de estar ou entrada, pelagens mais curtas é a decisão acertada. “Essa recomendação é indicada para não atrapalhar a fluidez, para facilitar a limpeza e para evitar aquela chateação de ver, em pouco tempo, um lindo tapete danificado pelo desgastado”, complementa.
Uma das composições mais poderosas com a tapeçaria é apostar na marcenaria, como o efeito ripado aplicado na parede, a estante em ‘L’, na parede e nos detalhes da chaise. O tapete neutro arremata o décor e orna com todas as escolhas da arquiteta Daniela Funari | FOTO: Mariana Camargo |
Elaborar um jogo com mantas e almofadas é outro artifício que garante ainda mais a sensação de aconchego proporcionada pelos tapetes. É interessante escolher, por exemplo, cores complementares entre esses itens, resultando em um cenário personalizado. Projeto: Daniela Funari | FOTO: Mariana Camargo |
A versatilidade dos tapetes
Em ambientes mais sóbrios e elegantes, os tapetes também se tornam peças fundamentais, também por conta do seu design majestoso. Porém, ainda assim, é possível optar por peças com acabamento mais descontraído e colorido: de maneira geral, os tapetes lisos são mais atemporais, enquanto a tendência atual acompanha as formas com estampas orgânicas, introduzindo mais cores e detalhes para esses itens. Dessa maneira, os tapetes não são apenas funcionais, verdadeiros itens de decoração!
Esse tapete é uma obra de arte: com inúmeros desenhos orgânicos, a peça se torna a protagonista do décor no ambiente, enquanto as cores da tapeçaria se mesclam com os demais elementos | Projeto: Daniela Funari | FOTO: Julia Novoa Fotografia |
Aproveitando a integração entre a sala de estar e a varanda, o tapete escolhido para esse projeto possui desenhos orgânicos em diferentes tons e constroem um cenário que conversa com o apartamento integrado. “A depender do contexto em que será inserido, existem atmosferas que pedem tapetes mais coloridos ou estampados“, conclui a arquiteta Daniela Funari | FOTO: Mariana Camargo |
Sobre Daniela Funari Arquitetura
Daniela Funari Arquitetura é um escritório de arquitetura e interiores voltado para projetos residenciais e comerciais buscando sua individualidade, originalidade e funcionalidade. A arquiteta Daniela Funari é jovem, arrojada e apaixonada em criar espaços e ambientes personalizados e combinados. Seu grande objetivo é fazer parte do sonho das pessoas, trazer à baila o convívio em espaços prazerosos e aconchegantes, gerando satisfação, alegria e vivacidade. Sua paixão é revelada em projetos com ênfase em interiores e ambientes integrados.
Autor:
Lucas Janini