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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

É mentira!

Você vê de todos os lados a mesma desculpa sendo usada. Tanto pelos radicais, quanto pelos moderados politicamente. Hoje, se você perguntar a um petista se o Lula era dono do sítio, ele vai te responder que não. Vai dizer que não havia prova nenhuma contra o ex-presidente. Você terá quase o mesmo resultado, ao perguntar a um apoiador do atual presidente, algo relacionado aos esquemas de rachadinhas dos filhos de Bolsonaro.

O fanatismo político, junto com a desinformação, manipula facilmente milhões de pessoas toda hora. Em nosso país, o ato de encontrar um líder que resolverá todos os nossos problemas, se tornou algo quase que obrigatório para a grande massa.

A forte onda populista vem se consolidando no Brasil há mais de 70 anos atrás. Líderes bonitos, carismáticos, chamativos e bons de oratória convenceram o Brasil de que eles erma bons, e fazem até hoje pessoas acreditarem que eles foram bons líderes, mesmo depois de mortos. Getúlio, JK e Jânio são exemplos de presidentes que alcançaram o amor da população com esse populismo nojento e escatológico que danifica nosso país ate hoje, com pessoas horríveis como Lula e Bolsonaro.

Isso sem falar dos salvadores da pátria – grupo que Bolsonaro liderou por muito tempo -, que vem com a promessa de acabar com a barbárie política atual, mas que no final vão continuar o processo populista de seus adversários.

Desinformações históricas

Citei alguns exemplos “moderados”. Porém, se você for discutir com um stalinista, ele tentará te convencer que o Holodomor nunca existiu. Ele lançará argumentos dizendo que era tudo uma invenção de Goebbels, e que na primeira crise de fome, Stalin lutou para resolvê-la. Esse é um caso raro, mas acontece. Mais raro ainda seria o caso de você encontrar um neonazista – cuidado – e ele tentar lhe convencer que o Holocausto não existiu, ou que não foi tão forte quanto falam.

A maioria dos fatos polêmicos do passado, que impedem alguém de seguir uma ideologia com a mente tranquila, podem ser usados e negados da maneira mais fácil possível. Qualquer fonte pode ser confiável, ou não. Se você for discutir com um socialista que idolatra Che Guevara, e falar para ele que Che era um baita de um homofóbico fuzilador, ele vai simplesmente negar. E você vai dizer que ele tinha diários com discursos de ódio contra tais minorias. E ele vai simplesmente rebater com o mais valiosos argumento: “é mentira!”

A verdade hoje

Afinal, vivemos em uma sociedade de fontes enganosas. Nada relativo aos tempos antigos podem ser confiadas totalmente. De fato, não sabemos o que aconteceu de verdade, e o que nos resta é ler o que alguma pessoa com conhecimento diz sobre o que aconteceu.

E vamos falar a verdade, por que fazem isso? Qual a razão cabível para que alguém crie um fato calunioso “apenas” para ganhos políticos? É resultado de um senso de ética nulo, uma debilidade social que esta cada vez mais corroendo a sociedade.

Aliás, vale ressaltar que no dia em que escrevo esse texto (2/9), o presidente da república, Jair Bolsonaro, acaba de vetar a punição para quem disseminar ato inverídicos. Sinto que a cada vez mais, a esperança se esvai de nossa nação. As escolhas do povo levam nosso destino as ruínas. Só o tempo dirá se Deus, de fato, terá misericórdia dessa nação.

Erich Ruy Erzinger Alves
Escritor. Nascido em Curitiba, Paraná.

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