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quarta-feira, 12 de junho de 2024

O aluno Quinho

Todos nós já passamos por um desespero na vida, e todo desespero nos reflete algo que poderíamos ter feito.
A história narrado abaixo, é do aluno Quinho, e esta historia nos reflete o quão é importante o aluno se empenhar e dedicar nas tarefas da escola.
Quinho, não estudava em casa, não prestava atenção no que a professora ensinava e nem estava nem ai para o seu futuro.
E o pior de tudo e´que ele queria ser professor quando ele fosse grande
Era uma quinta feira à tarde, 15 de Abril, quando a professora mandou todos os alunos fazer silencio para dar o inicio a prova de matemática.
O relógio marcava 13 horas e 36 minutos, quando a professora se levantou e foi em direção ao Quinho.
– Está difícil a prova Quinho? – Perguntou a professora.
-Está professora, eu não sei nada. – Respondeu o Quinho nervoso.
– Se precisares de ajuda, é só chamar. -Disse a professora.
– Professora, só preciso de uma ajuda, o gabarito da prova. – Disse o Quinho.
O Quinho era meu colega de classe do terceiro ano do ensino fundamental em Angola.
Ele já mostrava sinais de ser um aluno sem atenção, sem dedicação, e muito menos vontade de estudar.
Essa prova aconteceu a trinta e sete anos atrás, me lembro de que a sala estava cheia de alunos.
A professora neste dia estava sorridente, porque tivera recebido uma noticia muito agradável da sua família.
A ultima tarefa que a professora mandou para realizar em casa, Quinho apareceu de mãos fazia na sala.
Desculpou-se dizendo que tivera chovido muito em sua casa, o caderno molhou e foi levado pela chuva.
Quinho era aquele colega que fazia toda a sala sorrir com os seus motivos bizarros.
As rixadas eram tão fortes, ao ponto que a professora se irritou e colocou todos os alunos de castigo.
Três dias antes da prova de matemática, Quinho alegou que não viria realizar prova por motivos que nem ele mesmo conseguiu inventar.
Quando a professora interrogou insistentemente, o porquê ele não viria fazer a prova.
Quinho soluçava, e de tanto inventar desculpas para não vir realizar a prova, Qunnho foi mandado para a sala do diretor.
Antes de terminar a prova, Quinho levantou-se da cadeira e foi em direção a professora.
Pegou sua prova e com um sorriso entregou para professora, como se ele fosse o melhor aluno da sala.
– Vou corrigir a sua prova agora e vai saber da tua nota. – Disse a professora sem paciência.
– Esta bem professora, eu espero lá fora. – Respondeu o Quinho.
– Olha a tua prova Quinho, você foi mal na prova. Disse a professora com um semblante triste.
– Próximo ano vou estudar de verdade professora. – Falou o Quinho chorando-
– So depende de você Quinho, porque os teus colegas aprovaram.- Respondeu a professora.
Meu colega Quinho, depois de receber a prova, foi para casa chorando sem parar.
Um ano depois, encontrei-me com Quinho no centro da cidade, no meio da nossa conversa ele me falou assim: “Reprovei porque eu não estudei, a prova estava fácil.”.
Resumindo a historia do Quinho, nós achamos que quem nos reprova não são os professores, pelo contrario, somos nós mesmo, os alunos.
Fim.

Guerra Antonio Fernandes
Guerra Antonio Fernandes
Guerra Antônio Fernandes, é amante da literatura desde muito cedo. Colaborador com artigos, crônica e poesias, no Jornal Tribuna de São Paulo Participante de vários concursos nacionais e internacionais de literatura. Casado e pai de dois filhos, é escritor de romance, poesia, crônica e artigos. Viajou em alguns países do mundo, como Portugal, França, e Alemanha, Holanda, Espanha e Suíça.

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