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sábado, 29 de janeiro de 2022

Criptomoedas são confiáveis? Tecnologia ajuda a evitar golpes, mas educador financeiro alerta para fator humano

A popularização do Bitcoin e outras moedas digitais tem levado pessoas leigas  a caírem em golpes milionários.

Um levantamento de 2020 realizado pela BlueBenx – fintech especializada no mercado de ativos digitais, aponta que o Bitcoin tem se popularizado ao redor do mundo. Somente nos Estados Unidos, US$ 1,4 bilhão foram movimentados em apenas um ano. Ainda segundo o Fórum Econômico Mundial, até 2027, o mercado de criptoativos representará 10% do PIB mundial.

Aos olhares atentos, é possível perceber o grande aumento na oferta de aplicativos que oferecem as moedas digitais. Com juros lá embaixo, grande é o interesse da população por novos investimentos e por isso, é importante ficar atento aos possíveis golpes.

O administrador Robert Machado passou por esta situação em 2019. Após confiar seus rendimentos em criptoativos a plataforma Atlas Quantum, acabou perdendo boa parte de sua economia: “A gente depositava nossos bitcoins nesse aplicativo de criptomoedas, eles te rentabilizavam a uma taxa de 4% ao mês. Eu depositei um dinheiro considerável e no início deu certo. Ficava olhando lá e estava rentabilizando bem. A gente é muito atraído em ter alguém pra fazer pra gente, nessa facilidade em ganhar demais e mais rápido”.

Acontece que após um certo tempo, isso mudou e Machado perdeu seu dinheiro: “Eu perdi dinheiro na Atlas Quantum! Assim que vi o comunicado da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) comecei a saga, mandando e-mail, tentando sacar no aplicativo e nada. Tentei falar com eles várias vezes até que um dia sumiram. O aplicativo não conectou mais, o site ficou fora do ar. Eu simplesmente perdi meu dinheiro!”, desabafa.

O engenheiro André Mello, CEO da NSFOCUS, e o educador financeiro, Rogério Araujo, CEO da ROAR Educacional (Foto: NSFOCUS/ Reis Comunica)

Tecnologia e educação financeira ajudam na prevenção

A tecnologia que permeia a segurança dos dados é um fator importante para que as transações ocorram sem problemas. André Mello, CEO da NSFOCUS, uma das líderes globais em cibersegurança, destaca: “Desde que as instituições financeiras viram seus ativos se tornarem cada vez mais alvos de métodos sofisticados para sequestro de dados, os líderes de segurança da informação precisaram se especializar com alta tecnologia”.

Mello faz parte de uma empresa que oferece segurança híbrida inteligente, que utiliza nuvem e plataformas de segurança no local, construídas com base em tempo real e inteligência contra ameaças globais, fornecendo multicamadas unificadas e proteção dinâmica contra ataques avançados de negação de serviço.

Mesmo assim, o fator humano é importante. Para o educador financeiro, Rogério Araujo, a dica para não cair em golpes é simples: “Todo investimento feito, seja ele em criptomoedas ou não, deve estar apenas em no nome do investidor. A dica é nunca transferir dinheiro para conta em nome de outra pessoa ou empresa”.

Além disso, Araujo alerta que é possível sim investir no Brasil com segurança: “O mercado de investimentos no Brasil é muito amplo e tem segurança. A CVM junto com a B3 tem bons produtos para os investidores no país e é possível investir em criptomoedas aqui com segurança e aproveitar a tendência mundial”.

Autor:

Felipe Reis

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