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quarta-feira, 21 de abril de 2021

Centrão “balança” governo Bolsonaro: mudanças em seis ministérios

O dia de hoje, 29 de março de 2020, foi turbulento para a administração de Jair Bolsonaro (sem partido). Pela primeira vez desde que tomou posse em janeiro de 2019, o presidente mudou, em menos de 24 horas, seis pastas do alto escalão do governo federal.

O primeiro a cair foi uma das figuras mais polêmicas da área ideológica do governo, o ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo. Com sua demissão anunciada, o ministro veio de desgastando nas últimas semanas muito em virtude do seu desempenho nas relações diplomáticas com tradicionais países-amigos do Brasil, a destacar a China, Índia e Estados Unidos.

Outro ponto de desgaste foi a troca de farpas com o Senado Federal, sobretudo com nomes do “Centrão” como o próprio presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-RO), e mais recentemente a Senadora (PP-GO), com quem Araújo viveu seu último embate.

No lugar de Araújo, tomará posse o embaixador Carlos França, que é bem visto pelos seus colegas do Itamaraty e que possui personalidade discreta, inversa à de Araújo.

Além de Ernesto Araújo, das relações exteriores, houve mudanças também nos seguintes ministérios:

• Ministério da Defesa: sai Fernando Azevedo e Silva, e entra general Walter Souza Braga Netto;

• Ministério da Justiça e Segurança Pública: sai André Mendonça (volta para AGU), e entra Anderson Gustavo Torres;

• Casa Civil: sai Walter Souza Braga Netto (para a Defesa), e entra general Luiz Eduardo Ramos;

• Advocacia Geral da União (AGU) sai José Levi de Mello do Amaral Júnior, e entra André Mendonça (retorno);

• e Secretaria do Governo: sai general Luiz Eduardo Ramos (vai para Casa Civil), e entra a deputada federal Flávia Arruda (nome do Centrão agora integrando o governo).

Ao nomear para a Secretaria do Governo a deputada federal Flávia Arruda, Bolsonaro acena para o Centrão e tenta manter bom relacionamento com o maior bloco do parlamento. Flávia é casada como o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que ficou inelegível nas últimas eleições após ser condenado e preso por ter participado de um esquema de corrupção envolvendo pagamento de propina.

Na última quarta-feira (24), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), tinha mencionado “usar remédio amargo” se o governo Bolsonaro continuar a neglicenciar a gravidade da pandemia de coronavírus. Com essa indicação, Bolsonaro acena para o bloco que sempre foi evitado pela Família Bolsonaro, ou pelo menos parecia ser.

Wallysson Maiahttp://lattes.cnpq.br/8683005938555663
Walisson Jonatan de Araújo Maia (Wallysson Maia) é graduado em Letras com habilitação em Língua Portuguesa e Suas Respectivas Literaturas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte; blogueiro, designer e professor.

3 COMENTÁRIOS

  1. Infelizmente parece que o governo ainda não se ajeitou com relação a sua equipe de trabalho. Esperamos que essas trocas venham a agregar e melhorar as futuras decisões e o futuro do Brasil.

  2. Torçamos por uma governança melhor, e que os novos empossados possam desenvolver um bom trabalho, para que, acima de tudo, o Brasil torne a se recuperar de todos os problemas e rombos.

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