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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

O Show da Realidade

Minhas crônicas de quinta.

Nesses dias o reality foi um show! Tá certo que todo ano, durante os 3 meses em que ele acontece, já é de costume que o programa tome muito as atenções do povo da internet, que também é o povo da padaria, do mercado, do banco, e da rua. “Faz parte”, como dizia o vencedor da primeira edição do BBB.

Mas, na última semana… foi muita informação. Até quem não é de Big Brother se posicionou. É que dessa vez, as esperadas tretas, giraram em torno de assuntos que já são tretas sólidas na internet, na padaria, no mercado, no banco e na rua. Em âmbito regional e mundial.

Tretas necessárias, de cunho político-social.

Teve espectadora desabafando:

“- Poxa, eu só queria me alienar um pouco!”

Pelo que me parece, isso não foi possível. E pelo andar da carruagem, creio que não será. Procure outro jeito, telespec! Assista ao futebol, que também tá bombando!

Há 10, 15, 20 anos atrás o mundo era diferente. Ainda bem! Sinal de que o tempo corre para frente, como já constataram os matemáticos, físicos, filósofos, e pessoas ordinárias como eu e você. O problema é que o futuro é sempre mais caótico do que o presente. Quanto mais o tempo passa, mais complicado fica: mais história se acumula, e mais dados temos para entender. Assim, a ordem parece cada vez mais distante, sempre perdida em um passado glorioso.

Teoria do caos? Pode ser. Expansão do universo? Também. 2ª Lei da Termodinâmica (a lei da entropia)? Para mim, já explica o bastante.

A crise da militância tomou conta do Big Brother. Mas a militância “faz parte”. A época em que ela não existia já passou. No entanto, a pós-modernidade chegou, e com ela, hábitos individualistas de uma sociedade egocêntrica e internáutica. No passado recente, costumávamos ser mais coletivos e presenciais. Quase não existia condomínio fechado. Confiávamos mais no vizinho. Não tínhamos contas individuais e likes em redes sociais. Mas, tolerávamos mais o preconceito e não havia esse movimento popular maçante em torno de causas sociocoletivas como feminismo e questões de raça, classe social, sexualidade e culturais.

O grito por respeito veio forte nessa geração. Mas, o egocentrismo também.

E agora, José?

Será que, em breve, a humanidade vai conseguir equilibrar os seus chakras e alinhar de forma coerente as frequências do coração, cabeça, estômago, garganta e umbigo? Não perca os próximos capítulos do Show da Realidade. Todo dia na internet, na padaria, no mercado, no banco e na rua.

Luana Carvalho
Arquiteta, cria da Unesp - Presidente Prudente. Brasileira, com 27 anos de sonho e de sangue, e de América do Sul. Escrevo porque não sei guardar segredo.

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