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sexta-feira, 1 de julho de 2022

Com diversidade na abordagem de ensino, número de falantes de inglês cresce no Brasil

Diversidade na metodologia permite que mais pessoas aprendam inglês 

(Foto: Divulgação / Ruby Academy)

O nível de proficiência do brasileiro em inglês ainda é baixo se comparado a outras nacionalidades. De acordo com levantamento da British Council e do Instituto de Pesquisa Data Popular, apenas 5% da população fala a língua. Entretanto, de 2019 para 2020, o país deu um salto, subindo seis posições no ranking English Proficiency, divulgado pela multinacional Education First, alcançando o 53º lugar entre 100 nações. 

Para a CEO da escola de inglês Ruby Academy, Roberta Falcão, essa melhora se deve, em grande parte, às novas abordagens e práticas de ensino que vêm se consolidando nos últimos anos. “Sempre houve demanda por aulas do idioma, porém os resultados eram irrisórios. Agora outras metodologias eficazes estão sendo implementadas. Por exemplo, os cursos on-line permitem modalidades alternativas, como as aulas gravadas ou até mesmo o inglês in-company, na qual as próprias empresas investem em cursos corporativos para seus funcionários. As possibilidades são diversas”, afirma. 

A partir das diferentes dinâmicas, a possibilidade de aprendizado é potencializada, uma vez que métodos clássicos – livros didáticos e aulas presenciais – nem sempre são os mais eficazes para todos. “Cada pessoa aprende de um jeito. Precisamos identificar qual é a melhor forma para o aluno individualmente. Assim, o aprendizado é humanizado e personalizado”, aponta Roberta.

Formas de potencializar o ensino de inglês 

Atualmente, existem várias maneiras de se aprender um idioma. O avanço da tecnologia permite com que o aluno converse com alguém que mora ou já tenha morado em outro país, facilita o encontro de materiais didáticos e ainda permite conferir aulas gravadas, sendo possível revisitar o conteúdo com frequência. 

Esse último ponto chama atenção, uma vez que a repetição é um passo importante para a assimilação do vocabulário estrangeiro. “Em inglês, é essencial que haja essa recorrência, então esse é o grande trunfo da gravação – permitir que o aluno assista quando quiser, quantas vezes for necessário”, considera Roberta Falcão.

Além disso, a empresária e educadora aponta a importância de o estudante estar confortável e disposto, para que a aula seja o mais proveitosa possível. “As pesquisas mostram que quanto mais relaxado está o cérebro e mais à vontade você está, mais a aprendizagem acontece.” 

Um grande defensor da teoria é o cientista e professor Knud Illeris. De acordo com o dinamarquês, que se tornou referência no estudo sobre aprendizagem, para além da qualidade do conteúdo em si, é essencial se atentar ao contexto externo do ambiente, além de pontos como a oferta de estímulos diversos – como audição, escrita, escuta etc. 

Estar em casa e escolher o melhor horário para o estudo são formas de tornar o aprendizado mais agradável. “O aluno deve estar no comando de seu processo de aprendizagem. O professor, por outro lado, deve envolver o estudante, procurar dinâmicas diversas – gamificação, divisão de grupos – e ajudar o indivíduo a colocar em prática tudo o que está aprendendo”, explica Roberta.

Interação com alunos em tempos digitais 

Apesar de possibilitar novos encontros e dinâmicas, o on-line pode prejudicar outro aspecto relevante, levantado por Illeris ao longo de seus estudos: a interação do professor com o aluno. Por isso, a professora da Ruby Academy reforça a importância de se haver troca com o estudante, mesmo em aulas gravadas. 

“Além do material feito previamente, o aluno tem direito à aulas on-line, ao vivo, semanalmente ou quinzenalmente. Além disso, mesmo com gravações, é possível envolver a pessoa. Por experiência, já sei momentos mais propensos para surgirem dúvidas e sempre tento pontuar isso nas aulas gravadas, por exemplo”, afirma. 

Nessa modalidade, além dos conteúdos disponíveis em vídeos, com materiais pré-selecionados baseados nas necessidades de cada indivíduo, os professores mostram-se à disposição e marcam reuniões, a fim de tirar dúvidas mais específicas. 

“O professor acaba sendo um tutor em um processo de mentoria para estudar inglês, que vai guiar o aluno nesse processo. É o próprio estudante que está se movimentando para alcançar seu objetivo, que nesse caso é a fluência no inglês. Nós estamos lá para ajudar”, conclui Roberta.

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