26.1 C
São Paulo
quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Intervenção do enfermeiro no enfrentamento familiar da terminalidade de vida de um ente querido

Baseado no Manual da Associação Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) e no Ministério da Saúde, o cuidado paliativo visa aliviar o sofrimento e promover conforto nos momentos finais de vida do paciente fora de perspectiva de cura pela medicina e estendendo essas medidas aos seus familiares e cuidadores envolvidos nos cuidados prestados. Nesse processo, tem papel imprescindível a aplicação de medidas de prevenção e alívio de sofrimento não apenas físico, mas incluindo também o psíquico, social e espiritual, tornando assim o cuidado mais humanizado. Por conta da dificuldade em avaliar e em cuidar do sofrimento decorrente da iminência do fim da vida, destaca-se a importância da comunicação adequada e franca entre a equipe de saúde, o paciente e a família nesta fase.

Neste contexto, a enfermagem exerce papel muito importante no planejamento de intervenções terapêuticas e não terapêuticas para promover o conforto em uma morte digna e com mínimo de sofrimento, oferecendo juntamente suporte social e emocional, minimizando perturbações e dificuldades de natureza física, psíquica e/ou social. A abordagem solidária e sensível inclui tratar o paciente e a família com tranquilidade, manter-se a disposição para diálogos, cumprimentar com sorriso, flexibilizar normas e rotinas hospitalares relacionadas às visitas e permanência dos acompanhantes, aplicar medidas de controle da dor e do desconforto respiratório, atender aos padrões de higiene, aplicar medidas de prevenção de lesões, preservar a imagem do paciente, eliminar odores, etc.

É fundamental manter o foco em preservar a dignidade do ser humano e a humanização no atendimento neste contexto crítico de terminalidade de vida e proporcionar bom nível de conforto ao paciente e aos membros da família que prefere não abrir mão de “estar junto ao paciente”. Caso a família opte por permanecer em domicílio, o trabalho do enfermeiro é o de observar, compreender, atuar e ensinar os cuidados a serem realizados, capacitando os familiares ao cuidado a ser prestado, orientando-os em como transformar o domicílio em um local confortável para cuidar do ente querido.

Enquanto estudos sugerem a qualificação da enfermagem em cuidados paliativos desde a graduação, a longevidade da população tem aumentado. Na década de 1980 idosos representavam aproximadamente 6% da população brasileira, passando para 18% em 2017, sendo as doenças relacionadas ao aparelho circulatório as principais responsáveis (em cerca de 40%) pelos óbitos registrados.

Autora: Karim Cristina Piovesan
Palavras-Chave: cuidados paliativos, doente terminal, assistência terminal, assistência paliativa.

Download:

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Leia mais

Notícias